Vida Digital
 


Esteja preparado para perdas ou desastres

Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Não havia nada previsto para o dia 28 de fevereiro que marcasse aquele dia. Como outros dias de fevereiro em Seattle, o céu estava nublado e o ar poluído pairava contra a janela do escritório. Como de rotina, mensagens de email e um dia de reuniões estavam aguardando. Às 10:55, eu estava correndo até a minha mesa para verificar o número de uma sala de reunião quando, a meio passo, senti um tremor no chão. Por ter sido antiga moradora do nordeste do Pacífico (nos EUA), reconheci a sensação como o sinal prévio de um terremoto -- e de imediato desconsiderei que fosse somente mais um "rápido tremor".

Em um instante, entretanto, o tremor mudou para um estrondo. Meus colegas apareceram em seqüência no corredor e entreolharam-se como se o outro tivesse uma resposta. Nesse momento, o prédio já estava tremendo. Ouvimos um baque alto e profundo, acompanhado pelos gemidos das vigas esforçando-se para evitar que desmoronássemos sobre os três andares do estacionamento do subsolo, logo abaixo.

Prédio danificado pelo terremoto no centro de Seattle

Um prédio do centro de Seattle escorado devido a danos pelo terremoto no oeste de Washington.

Apoiei minhas mãos e pés contra o batente da porta e olhei as dúzias de quadros nas paredes do escritório. As molduras batiam violentamente e de maneira ritmada contra as paredes. Então, o tremor se tornou um balanço e, no terceiro andar, o efeito era parecido ao de um passeio na montanha russa. 

E quando eu pensava que o prédio não suportaria outro movimento, o terremoto parou -- sendo substituído por um silêncio atônito.

Na seqüência de evacuar o prédio, se recuperar do susto e contatar a família para certificar-se de que ninguém se feriu, a preocupação se volta para o lar. 

Teria a minha casa sofrido algum dano? Objetos de valor se quebraram? E terei registro desses objetos para fins de sinistro do seguro se alguma peça tiver sido danificada? Para mim, a resposta era não.

 


Danos do terremoto sobre o Fenix Underground em Seattle

Ninguém poderia ter previsto o terremoto no oeste de Washington. Em caso de um desastre natural, roubo ou incêndio, esteja preparado, tendo registros fotográficos de seus pertences domésticos para o seguro e, se ocorrer algum acidente, use sua câmera novamente para registrar os danos.


Registros preventivos -- um inventário fotográfico

Sejam os efeitos de um roubo, incêndio, terremoto, tornado ou furacão, é sempre bom ter um inventário fotográfico atualizado de sua casa -- um registro das estruturas de sua propriedade e de seus pertences pessoais. Esse inventário fotográfico é inestimável quando for necessário mostrar os itens roubados ou danificados à polícia, identificar itens recuperados ou precisar de referências após uma catástrofe, como um incêndio, terremoto ou tornado.

Tijolo perigoso em prédio danificado no centro de Seattle

Vários dias após o terremoto, um tijolo continua pendendo perigosamente no alto de um prédio danificado no centro de Seattle.

A agente de sinistros da seguradora SAFECO, Kristine Brandes, que trabalhou no escritório especial da SAFECO para atendimento aos sinistros causados pelo terremoto de Seattle, ofereceu sábios conselhos para precaução e recuperação de danos.

No mínimo, Brandes sugere a criação de um inventário fotográfico da casa para documentar a estrutura e seus pertences. Comece tirando fotos gerais de cada cômodo. Em seguida, tire fotos dos itens de valor significativo, como jóias, equipamentos eletrônicos, antiguidades etc. "[Os agentes de sinistro] precisam de boas fotos dos itens, de modo que ao avaliar os danos e tentar chegar ao valor que devemos pagar, tenhamos uma idéia melhor das características de cada item", ela explica.

Brandes recomenda manter também um registro do número de série (útil no caso de roubo e recuperação), ano, marca, modelo, data e preço de compra, condições e uma descrição do item. Certifique-se de guardar recibos, manuais do proprietário, cheques cancelados e recibos do cartão de crédito junto com as fotos. Se você preferir manter registros eletrônicos, digitalize os documentos em seu computador.

Dica: se você usar uma câmera digital para tirar fotos de suas posses e propriedades, pode acrescentar informações detalhadas à foto, usando um programa de edição de imagens como o Microsoft Picture It!.

Uma alternativa a guardar fotografias é gravar um vídeo. A vantagem do vídeo é que você pode falar e caminhar enquanto está filmando. Entretanto, Brandes observa que as fotos digitais podem ser enviadas por email com a notificação do sinistro. "Se recebemos uma foto digital, podemos guardá-la no arquivo do cliente, eletronicamente", ela explica. "Se recebemos um vídeo ou um arquivo em outra mídia, não podemos guardá-lo no arquivo. Assim, para notificações básicas de sinistro, as fotos são ótimas e economizam tempo."

Se você possui uma câmera digital e uma câmera de vídeo, verifique com o seu corretor de seguros qual deles a seguradora recomenda.

Dicas para um inventário fotográfico

Porcelana chinesa fotografada contra fundo escuro

Use um plano de fundo escuro, como uma cartolina, para exibir objetos de cores claras.

Tirar fotos de seus pertences domésticos pode ser mais desafiante do você esperava. Por exemplo, para pequenos itens, você precisa de um plano de fundo que não concorra com os detalhes do item que você está fotografando.

Antes de começar  É uma boa idéia preparar antecipadamente os planos de fundo e o equipamento. Eis uma pequena lista de verificação:

-- Tenha uma cartolina ou tecido escuro à mão. Usado como fundo, esses itens ajudarão a mostrar os detalhes e complexidade de pequenos itens, como jóias, itens de coleção e peças de prata.

-- Pense em usar ou comprar pequenos pedestais em plástico para itens pequenos. Esses pedestais são baratos e podem ser encontrados em lojas de antiguidades ou de departamentos, e são muito úteis para todos os tipos de projetos fotográficos.

Use plano de fundo claro para exibir os detalhes de peças pequenas

Use um plano de fundo claro para exibir os detalhes de pequenas peças, como jóias. Usei aqui a tampa de uma lata para apoiar o anel e uma cartolina branca como plano de fundo.

-- Tire a foto dentro da faixa de distância de alcance do flash. Para muitas fotos de interior, você precisará de um flash. Consulte o manual da câmera para saber qual a distância mínima e máxima de alcance do flash e tire a foto dentro dessa faixa. Na maioria dos casos, não é boa idéia tirar fotos de peças pequenas em close usando o flash embutido da câmera, porque isso pode suprimir os detalhes que você deseja mostrar. Experimente usar uma lâmpada ou flash externo em vez do flash embutido, ou aponte o flash para uma parede ou para o teto. Em alguns casos, você pode espalhar e reduzir a intensidade da luz colocando um pano sobre o flash.

-- Equilibre o branco na câmera digital conforme o tipo de luz que você esteja usando -- incandescente, fluorescente ou flash. Ou, em uma câmera convencional, filtre a luz corretamente.

-- Ative a função de data da câmera antes de começar. Se sua câmera não possui essa função, inclua a data quando processar a imagem digital em um programa de edição de imagens, como o Picture It!

Imagem grande-angular de uma sala de estar

Comece tirando uma foto grande-angular de cada cômodo. Essa foi tirada com uma lente de 17 mm. Talvez sejam necessárias duas fotos para obter uma visão geral do cômodo.

Tirando as fotos  Para criar um inventário, use uma aproximação sistemática e não negligencie itens pouco usados.

-- Foto ampla do cômodo: comece alternando para o modo angular, usando uma lente grande-angular ou o modo panorâmico. Provavelmente, você precisará de duas ou mais fotos para obter a visão geral do cômodo. Lembre-se do alcance máximo do flash e, se a distância for pequena, ligue as luzes do ambiente ou forneça outro tipo de iluminação, se necessário.

-- Fotos de detalhes: é bom ser sistemático ao tirar fotos para o inventário, começando do grande para o pequeno e de cima para baixo. Por exemplo, depois de tirar as fotos da visão geral do cômodo, procure os itens menores, como a mesa de jantar, cadeiras, poltronas, buffet e cômodas. Tire fotos dos quadros, cortinas e tapetes. Então, siga para as porcelanas, prataria, cristais, aparelhos de jantar, conjuntos de chá, artigos de vidro e itens de coleção.

-- Abertura: use a menor abertura possível sob as condições de luz -- por exemplo, f/8 ou f/5.6. Essa abertura manterá melhor os detalhes do conjunto. Se necessário, use um tripé para fotos com velocidade lenta do obturador. Para exibir pequenos detalhes, alterne para o modo de macrofotografia.

-- Pratarias e porcelanas: tire fotos que mostrem o padrão de suas pratarias e porcelanas e depois vire-as para fotografar a informação impressa no fundo. Se você está usando uma câmera digital com flash embutido, verifique a imagem na tela LCD para ter certeza de que os detalhes estão nítidos. Se não, reposicione e tire nova foto.

-- Itens embalados e superfícies refletoras: para itens que refletem a luz, como quadros emoldurados, espelhos, eletrodomésticos e esculturas, mova-se 30 a 45 graus do item ou até que o reflexo diminua ou desapareça. Em vez de fotografar através da porta de vidro do buffet ou da estante, abra-a antes ou pegue as peças de maior valor e as fotografe sobre um tecido ou cartolina.

-- Gaveteiros, closets e cômodas: abra todas as gavetas e portas e fotografe o conteúdo. Tire os itens que estão no fundo da cômoda, como pequenos eletrodomésticos, panelas e talheres.

Ao tirar as fotos, não se esqueça de itens externos e para épocas específicas, como churrasqueiras, móveis do jardim, tacos de golfe, bicicletas e o equipamento para cortar grama. Lembre-se também de itens pouco usados como ferramentas ou instrumentos musicais.

Não se esqueça de fotografar suas câmeras, lentes e acessórios. Quanto às inestimáveis fotos de família, digitalize regularmente os negativos, copie-os em CDs e guarde os discos em caixas à prova de fogo ou fora de casa, em caixas de segurança. O mesmo conselho aplica-se a fotos impressas e digitais.

Qual o próximo passo?  Agora que você tem seu inventário fotográfico preventivo, faça cópias. Guarde uma cópia em uma caixa à prova de fogo e outra fora de casa, em uma caixa de segurança ou na casa de um parente ou amigo. Conforme compre novos itens ou substitua seus pertences, lembre-se de atualizar o inventário e as cópias guardadas fora de casa.

Fotos para notificação de sinistro

Estatuetas de coleção sobre fundo de cartolina branca

Uma simples cartolina branca cria um excelente plano de fundo para pequenas peças de coleção. Use uma abertura pequena, como f/8, e uma lente grande-angular, ou o modo angular, para obter boa nitidez.

Havendo danos após desastres como terremotos ou inundações, sempre fotografe os itens danificados e o cenário. "Tire fotos que contem a história do que aconteceu", Brandes aconselha. "Então, notifique o sinistro e anexe as fotos". Você também pode enviar as fotos de antes do desastre para comparação e verificação da propriedade e das condições.

Como exemplo de boas fotos para notificação de sinistro, Brandes fala de uma amiga que tinha uma televisão de 30 polegadas que caiu com a tela voltada para o chão durante o terremoto de Seattle. "Ela tirou uma foto da TV no chão, depois a recolocou no lugar e tirou uma foto do vidro quebrado na frente da TV", Brandes conta. "Esses tipos de fotos permitem que os agentes de sinistro vejam a extensão do dano e saibam que é algo que não podemos simplesmente ir lá e consertar".

Em circunstâncias catastróficas, Brandes aconselha que as pessoas tirem fotos dos danos interiores e exteriores antes de limpar as coisas. Inclua fotos de visão geral e imagens com grande-angular, e fotos individuais de itens danificados. Após tirar uma série completa de fotos, pode limpar a confusão. "Não vamos achar que as pessoas vivem em uma casa mal arrumada ou com vidros quebrados", diz ela. "Dizemos para as pessoas o que elas devem fazer para estar seguras e confortáveis".

Para os casos de danos em circunstâncias não catastróficas, Brandes recomenda focalizar os detalhes do dano, para que o agente possa avaliar o problema.

Dica final

Com base na experiência após o terremoto, no escritório especial da SAFECO, Brandes notou que muitas pessoas não conhecem os detalhes da cobertura de seguro que adquiriram, nem as cláusulas de exceção que se aplicam em coberturas especiais.

"Nós vimos que muitas pessoas não se preocuparam em ler o contrato ou não perguntaram a seu corretor sobre situações especiais, como o que aconteceria no caso de um terremoto -- o que estaria coberto", Brandes observa. Ela recomenda que as pessoas atentem para os detalhes de sua cobertura de seguro e conheçam as cláusulas de exceção presentes em todos os contratos. Ela aconselha: "Conheça e entenda o seguro que você comprou."


Peter K. Burian

O alto índice de vendas das câmeras digitais é fácil de ser compreendido. As câmeras digitais oferecem vários benefícios, além de muita distração. Graças à sofisticada automação, a maioria dos modelos produz bons resultados nos modos padrão. Ligue a câmera, defina o modo de programa e tire uma foto. As imagens finais devem ser adequadas para utilização na Web e para que as cópias sejam utilizadas em um álbum de colagem.

Se desejar criar as melhores imagens possíveis para enquadramento de cópias maiores, continue lendo este artigo. Você encontrará pelo menos uma dúzia de dicas para tornar o processo mais gratificante. Como bônus, você aprenderá como evitar alguns dos aspectos frustrantes que ocorrem quando se fotografa ao ar livre e, posteriormente, quando estiver trabalhando com imagens no computador.


Parada militar

Se você desejar aprimorar as imagens, principalmente para fazer ou solicitar cópias, considere as dicas dos profissionais da área.


Reúna uma equipe de profissionais

Para complementar minhas próprias dicas, pedi a quatro fotógrafos avançados que contribuíssem com alguns comentários sobre suas próprias técnicas. Todos eles são especialistas em fotografia e imagens digitais.

Rob Sheppard é editor das revistas Outdoor Photographer e PCPhoto e também é fotógrafo e escritor de diversos livros sobre imagem.

Mulher fotografando

Para obter as imagens mais nítidas possíveis, use as técnicas de fotografia corretas.

Joe Farace promove turismo fotográfico e é fotógrafo e escritor de mais de 22 livros sobre fotografia e imagem digital.

Ellen Anon é fotógrafa freelance de ambientes externos e natureza. Suas imagens estão publicadas em diversos livros, calendários e revistas e exibidas em galerias.

Rob Kleine é fotógrafo freelance profissional especializado em imagens de crianças, viagens, acampamentos e natureza, e co-produtor (junto com Ken McNamara) do videoteipe bastante aclamado "Hiking the Grand Canyon".

Lembre-se dos pontos básicos para tirar fotos sensacionais

Segundo o próprio Kleine: "As câmeras modernas são impressionantes, mas não podem ser programadas para fazer imagens excelentes." Quer você esteja usando filme ou cartão de memória, muitas das mesmas técnicas fotográficas se aplicarão tanto à fotografia digital quanto à fotografia em filme. Kleine cita as dicas a seguir como as mais importantes, embora freqüentemente ignoradas.

Como obter imagens nítidas  Para evitar imagens borradas, causadas pela trepidação da câmera, Kleine sugere: "Imagine que você seja uma rocha: permaneça imóvel, segure a câmera firmemente com as duas mãos e com os cotovelos dobrados." Ele continua: "Use o visor da câmera para enquadrar as fotos em vez do monitor de cristal líquido. O monitor exige que você segure a câmera longe do corpo, o que aumenta as chances de obter fotos borradas."

Cachorro de touca

O recurso de redução de olhos vermelhos do flash embutido é útil tanto para pessoas como para animais domésticos, principalmente em ambientes escuros.

Abaixe-se até a linha de visão  Kleine avisa: "Fique posicionado na linha de visão em relação ao tema. Desse modo, suas fotos darão a impressão de estarem no centro de tudo. Ao fotografar crianças, ajoelhe-se ou sente-se no chão para ficar no nível de visão delas. Ao fotografar a pequena Paula segurando o bichinho, aproxime-se deles para enquadrá-los. Sempre tire no mínimo duas, de preferência três, fotos de cada cena. Assim, se o bichinho piscar, haverá mais fotos para você poder escolher."

Simplifique  "Quanto mais simples, melhor", sugere Kleine. "Examine atentamente se existem elementos do plano de fundo que estejam desviando a atenção. Aquela luz brilhante atrás do tema ou a bagunça na mesa do café estão causando distração? Enquadre novamente a foto sem a desordem da mesa. Tente os enquadramentos horizontal e vertical. Em qualquer situação, um deles produzirá uma imagem mais agradável e limpa. Se o novo enquadramento não funcionar, mova o tema ou remova os itens que estão atrapalhando."

Pense sobre as configurações do flash  Kleine avisa que, para obter melhores resultados com uso de flash, é necessário permanecer dentro do alcance efetivo do flash da câmera (distância de 1 a 3 metros de vários modelos). Ele explica: "Se você se aproximar muito, o flash dominará a cena, resultando em superexposição. Se você se afastar muito, as imagens ficarão subexpostas e escuras. Em ambientes fechados, não se esqueça de usar o recurso de redução de olhos vermelhos da câmera. Ele é importante principalmente para fotografar pessoas e animais de estimação de olhos azuis."

Tente usar flash para preenchimento em ambientes externos  Kleine afirma também: "O flash pode ser útil principalmente em ambientes externos: para tornar suas fotos mais vibrantes, com mais 'força', separando o tema do plano de fundo. Use o flash em ambientes externos para obter fotos bem iluminadas de seus amigos ou da família em um pôr-do-sol espetacular.

Time de futebol e torcedores

Embora eu tenha usado uma câmera digital de 3 megapixels de alta qualidade, esta imagem parecia originalmente sem contraste e monótona. Ao aumentar a proporção da cor vermelha, o contraste, o brilho e a saturação da cor, a imagem ficou visualmente mais atraente.

O flash em ambientes externos também congela o movimento do tema, resultando em fotos mais nítidas, principalmente em pouca luz. Em dias ensolarados, ele preenche as áreas sombreadas, mostrando os detalhes sob a aba de um chapéu ou os detalhes faciais com iluminação lateral que, de outro modo, ficariam escuras sem o preenchimento do flash."

Kleine continua: "O flash em ambientes externos confere brilho aos olhos do tema, resultando em fotos com mais personalidade."

Dica  Além das dicas de Kleine, lembre-se do seguinte: em dias claros, a maioria das câmeras não dispara o flash nos modos padrão. Se você desejar uma iluminação extra para preencher as áreas sombreadas, selecione a opção Sempre Ativado da câmera. Quando o sol estiver contribuindo para a maior parte da iluminação, o flash para preenchimento poderá ser útil em distâncias maiores (4,5 ou 6 metros no máximo, dependendo da câmera).

Esteja preparado  Em uma viagem rápida com a família ou em uma excursão pela Europa, o ato de fotografar deve ser prazeiroso o dia inteiro. É claro que isso presume a utilização dos acessórios certos.

  • Carregue baterias de reserva  A experiência tem mostrado que é melhor se prevenir. "As câmeras digitais são notórias por descarregarem baterias, principalmente em tempo frio", diz Anon.

    "Sempre carregue baterias de reserva. Uma bateria descarregada o impedirá de tirar fotos, e isso geralmente acontece nos momentos mais inconvenientes. A maioria das câmeras digitais requer tipos pouco comuns de baterias, que você não consegue encontrar em qualquer loja de esquina. Elas podem ser recarregáveis, mas esse processo demora algumas horas e você talvez não consiga encontrar uma fonte de energia adequada quando estiver tirando fotos em ambientes externos."

    Dica  Alguns carregadores de bateria, como os modelos Quest e MAHA atuais, podem ser usados em veículos e são bastante úteis em viagens. Se a sua câmera aceitar baterias de tamanho AA, procure esse tipo de carregador e o adaptador opcional para acendedor de cigarros.

  • Use um cartão de memória de alta capacidade  Fico impressionado em ver câmeras de 3 e 4 MP (megapixels) acompanhadas de um cartão de memória de 8 ou 16 MB (megabytes). Em qualquer modo de alta resolução, esses cartões conseguem armazenar apenas algumas fotos.

    Do mesmo modo como você compra um filme extra para uma câmera convencional, tente sempre adquirir um cartão de memória de alta capacidade, disponível a um preço cada vez mais acessível. Considero um cartão de 64 MB essencial para uma câmera de 3 MP, e um cartão de 128 MB o mínimo necessário para um modelo de 4 ou 5 MP.

    Dica  Siga a sugestão de Anon: "Vale a pena adquirir um segundo cartão de memória. Além da capacidade extra para mais fotos, um cartão sobressalente poderá salvar o dia. A mídia do flash não é infalível: um cartão pode ser corrompido, danificado ou até perdido. Caso ocorra algum problema com ele, você não perderá todas as suas imagens de uma viagem de férias ou de uma comemoração em família."

  • Reveja as imagens na câmera  A menos que você use um cartão de memória de capacidade muito alta, siga esta dica de Farace: "Reserve um tempo de vez em quando, entre uma foto e outra, para rever as imagens na tela de visualização do visor de cristal líquido. Nem todas as fotos será uma obra-prima, portanto, use o botão Excluir ou Apagar para remover algumas imagens: as fotos com pessoas de olhos fechados, com cabeças cortadas etc. Editar e eliminar esses tipos de falhas poderá triplicar, ou até quadruplicar, o número de imagens armazenadas no cartão de memória."


Imagine-se como uma rocha: permaneça imóvel.


Aumente a qualidade da imagem

Se você desejar ter imagens digitais apenas para seu álbum online ou para enviar por email, não se preocupe muito com a qualidade. Entretanto, se estiver planejando fazer ou solicitar cópias, lembre-se do seguinte.

Pelicano

Ellen Anon sempre carrega pelo menos um cartão de memória e uma bateria sobressalentes para não perder nenhum momento marcante, como este. (Foto tirada com uma câmera EOS D-30 e armazenada no cartão SanDisk Ultra de 512 MB.)

Fotografe em modos de alta resolução  Quase sempre vejo meus amigos usando câmeras digitais em um modo de captura de baixa resolução. Isso é adequado para uso na Web, mas pode ser frustrante. Segundo Sheppard destaca: "Se você planeja fazer ou solicitar cópias, use sempre o tamanho máximo em megapixels da câmera. Afinal de contas, você pagou por isso. Não economize demais tentando incluir mais imagens no cartão de memória."

Use a compactação mínima  Selecione o formato JPEG de mais alta qualidade com a menor compactação, como a opção Boa ou Alta. Consulte o manual da câmera para obter instruções sobre como selecionar o modo JPEG de alta resolução/baixa compactação. Embora alguns dados sempre sejam perdidos durante a compactação, você poderá obter uma qualidade de imagem superior definindo essa combinação.

Pense duas vezes antes de usar o modo TIFF  Algumas câmeras digitais avançadas podem capturar imagens no formato TIFF. Teoricamente, isso resulta em melhor qualidade da imagem, pois as imagens não são compactadas. Se você planeja fazer cópias muito grandes, convém usar essa opção, mas lembre-se de que ela traz desvantagens. O tempo de gravação da imagem será muito maior. Dependendo da câmera, pode ser de até 45 segundos. Enquanto aguarda, você talvez fique frustrado por perder oportunidades de tirar fotos excelentes. Os arquivos TIFF também podem ser muito grandes e, portanto, ocuparão rapidamente seus cartões de memória.

Teste os modos TIFF e JPEG  Antes de decidir usar o modo TIFF com freqüência, faça alguns testes. Fotografe o mesmo tema no modo TIFF primeiro e, em seguida, no melhor modo JPEG usando a menor taxa de compactação. Na maioria das câmeras de 3 a 5 MP, você perceberá uma diferença pequena nas cópias de 20 x 25 cm. Além disso, você normalmente consegue evitar as desvantagens de fotografar no modo TIFF.

Evite realizar aprimoramentos usando as opções da câmera  Um número cada vez maior de câmeras agora oferece opções que permitem ajustar nitidez, contraste e saturação de cor das imagens. Embora essas opções possam ser úteis para reproduções instantâneas, elas não são ideais para todas as finalidades. Segundo a minha experiência, você conseguirá obter cópias melhores se aprimorar as fotos posteriormente usando um software de edição de imagens, como o Microsoft Picture It! Photo.


Use sempre o tamanho máximo de megapixels de sua câmera.

Não economize demais tentando incluir mais imagens no cartão de memória.


Salve, melhore a aparência e aumente a nitidez das imagens

Depois de tirar as fotos e baixá-las da câmera para o computador, você perceberá que cada imagem recebeu um nome exclusivo de identificação, normalmente composto de uma série de letras e números. Planeje salvar cada imagem, aprimorá-la e aumentar sua nitidez, e, em seguida, salvá-la novamente, usando as técnicas a seguir.

Identifique cada imagem  "Para facilitar, atribua a cada imagem um nome que possa ser facilmente reconhecido após o download", recomenda Anon. "Não salve as fotos usando os números atribuídos pela câmera, pois isso o confundirá depois. Salve cada foto com um nome mais conveniente (Carina Terra na praia.tif, por exemplo). Em uma quantidade muito grande de arquivos de imagem, esse procedimento será mais conveniente para você localizar em um ou dois minutos apenas o arquivo de imagem desejado."

Original do vagão de turismo

Salvei o arquivo mestre desta imagem, Arquivo original do trem para dicas digitais.jpg, portanto, ele permanecerá disponível caso eu deseje experimentar novas abordagens criativas.

Salve no formato TIFF  Você provavelmente fotografará no formato JPEG, mas planeja salvar as fotos no formato TIFF no disco rígido. O formato TIFF é preferível ao formato JPEG, pois o JPEG causa "perdas de qualidade". Sempre que alterar e salvar novamente um arquivo JPEG, você perderá informações da imagem. TIFF é um formato de arquivo "sem perdas", que não prejudica a qualidade da imagem.

Dica  Você acha que os arquivos TIFF estão muito grandes? Nesse caso, verifique se o seu software de edição de imagens oferece alguma opção de compactação sem perdas, como LZW. Ela reduzirá os arquivos de imagem sem causar a perda de dados importantes.

Salve o arquivo mestre  Até mesmo um grande disco rígido de um computador pode ser ocupado rapidamente com inúmeros arquivos de imagem. Porém, é importante salvar o arquivo mestre: a imagem original, não editada. Salvar o arquivo mestre, sem alterações, permite retornar à imagem original posteriormente para que seja criada uma terceira versão, com efeitos especiais, por exemplo.

Efeito distorcido do vagão de turismo

Esta versão da foto, Efeito distorcido do trem para dicas digitais.jpg, foi manipulada, redimensionada, cortada e salva várias vezes.

Imagine que você tenha uma imagem denominada Caminhada de Bruno em Maui.tif. Você abre e manipula a imagem em um software de edição de imagens, aplica efeitos especiais etc., até que ela esteja perfeita. Em seguida, você deve salvar o arquivo de imagem revisado usando um nome diferente (Caminhada de Bruno em Maui em EFX.tif, por exemplo).

Talvez você também deseje salvar uma cópia da imagem como um pequeno arquivo JPEG para carregá-lo em seu álbum online. Ele pode ser chamado de Caminhada de Bruno em Maui para Web.jpg. Não exclua o arquivo mestre, a menos que você tenha certeza de que nunca desejará usá-lo novamente.

Crie arquivos de backup  "Depois que suas imagens estiverem perfeitas, faça uma cópia adicional delas, gravando-as em um CD ou salvando-as em uma unidade de disco rígido externa", recomenda Anon. "Esses arquivos de backup deverão tranqüilizá-lo. Caso o computador trave, suas fotos favoritas não se perderão para sempre."

Cuidado  Se for necessário liberar espaço no disco rígido, convém excluir as imagens do computador. Se estiver inseguro, mesmo que um pouco, e achar que necessitará das imagens novamente, faça várias cópias de backup em mídias diferentes antes de excluir as imagens.

Dica  Ao testar vários gravadores de CD 20x de alta velocidade, descobri que o sistema geralmente produzia erros. Nem todas as imagens eram gravadas, o que me forçava a começar tudo novamente, desperdiçando tempo e discos. É possível minimizar esses problemas seguindo duas simples diretrizes:

  • Use um disco CD-R de 1x a 20x (ou de 1x a 24x) de qualidade superior, normalmente designado como premium, plus, gold etc. (Em geral, esse é o tipo de disco mais caro de qualquer marca.)

  • Para uma gravação mais confiável, selecione uma configuração média de velocidade (8x ou 12x, por exemplo), em vez de 20x.

 

Ajuste as imagens  Embora algumas impressoras jato de tinta permitam fazer cópias diretamente de um cartão de memória, recomendo que você aprimore suas fotos usando um software de edição de imagens antes de imprimir. Vários desses programas, inclusive o Picture It!, são muito simples de serem utilizados. Eles permitem ajustar praticamente todos os aspectos da imagem: contraste, brilho, expressão de cores etc. Após cortar a imagem para eliminar os elementos secundários, ajuste cada fator exatamente para o nível certo de cada foto.

"Pelo menos," sugere Sheppard, "faça ajustes até que a cor preta fique escura o bastante para ser impressa como preto intenso e a cor branca esteja clara o suficiente para dar uma aparência de branco puro. Uma impressão de teste o ajudará a perceber os outros ajustes necessários antes da impressão final."

Buquê de rosas

A maioria das imagens digitais pode melhorar a nitidez através de um software de edição de imagens. Para obter melhores resultados, selecione uma ferramenta que permita ajustar o nível de nitidez.

Dica  Para obter melhores resultados, use as ferramentas adequadas, normalmente chamadas de filtros. Para acessá-los, vá para o menu suspenso Efeitos ou Filtros.

Aumente a nitidez das imagens para uso na Web  Vários programas de software oferecem inúmeras opções para aumentar a nitidez das imagens. O recurso básico Maior Nitidez pode ser apropriado para utilização na Web. Em algumas imagens, o filtro de maior nitidez das bordas, disponível em vários programas de edição de imagens, pode produzir melhores resultados.

Em alguns programas de software, a ferramenta de aumento de nitidez é denominada Maior ou Menor Nitidez do Foco e você pode encontrá-la no menu Efeitos de Foto e Cor rapidamente. Após selecionar essa opção, use o controle deslizante para ajustar a nitidez até que ela esteja com a aparência desejada.

Os filtros de mais nitidez e de mais nitidez das bordas são menos apropriados para as imagens que serão impressas, que poderão adquirir uma nitidez artificial. Outro problema é que a maioria dos programas de software não oferece qualquer controle sobre a extensão da nitidez. O filtro de mais nitidez das bordas pode funcionar bem com arquivos de imagem grandes, mas pode aumentar demais a nitidez de arquivos menores. Continue experimentando até descobrir a nitidez que se ajusta melhor às suas necessidades e preferências.

Sempre que você tiver controle sobre o nível de aumento de nitidez ou foco, tente encontrar a melhor configuração. Isso dependerá de sua preferência pessoal e das imagens geradas pela própria câmera. Faça impressões de teste usando diferentes níveis de nitidez. Logo você descobrirá as configurações que passarão a ser sua preferência padrão.

Dica  Para obter melhores resultados, sempre deixe o ajuste de nitidez para a etapa final, após o término de todos os outros aprimoramentos da imagem.

Experimente usar a máscara para imprecisões  Alguns programas de software oferecem uma outra alternativa. Apesar do nome incomum, o filtro de máscara para imprecisões certamente aumenta a nitidez aparente. Ele também permite definir a nitidez exata desejada, variando de sutil a evidente. Lembre-se mais uma vez de que o aumento excessivo da nitidez é raramente a opção escolhida. Ele produz um efeito artificial, além de aumentar a granulação aparente.

Dica  Como ponto de partida para uso do filtro de máscara para imprecisões, tente estas configurações com um arquivo de imagem de 9 a 14 MB: defina o Quantidade como 100%, o Raio como 1 e o Limite como 2. Faça uma impressão de teste. Se a imagem não estiver com a nitidez desejada, tente definir o Raio como 1,5 ou 2 para a próxima cópia.


Faça ajustes até que a cor preta fique escura o bastante para ser impressa como preto intenso e a cor branca esteja clara o suficiente para dar a aparência de branco puro.


Obtenha as melhores cópias possíveis

O estágio final de qualquer arquivo de imagem excelente é a saída ou a impressão. Como várias de nossas dicas visam atingir esse objetivo, as últimas palavras serão de Sheppard, que ministra cursos de fotografia digital.

Impressora e cópias

Qualquer câmera digital de alta qualidade pode produzir imagens excelentes para cópias de alta qualidade. Para evitar frustrações, siga as dicas de Rob Sheppard.

"É possível obter cópias incríveis com impressoras jato de tinta ou através de um serviço de impressão online. É claro que você precisará se lembrar de algumas diretrizes, inclusive sobre a utilização das configurações de alta resolução da câmera. Os reveladores online possuem requisitos próprios específicos sobre tamanho de arquivo para cópias de determinados tamanhos: quanto maior melhor. Analise esses requisitos e siga-os ao pé da letra para obter melhores resultados."

Siga a recomendação de Sheppard se você desejar fazer cópias com qualidade fotográfica a partir das imagens da câmera digital. "Se você desejar que as cópias de 20 x 25 cm fiquem parecidas com as cópias de um negativo de 35 mm, use uma câmera de, no mínimo, 3 megapixels. Para cópias de 10 x 15 cm, você precisará de uma câmera de 2 megapixels. Escolha a resolução adequada para obter a melhor saída, geralmente, 300 dpi. Lembre-se de que a resolução da impressora independe da resolução da imagem e deve ser definida para a melhor qualidade recomendada pelo fabricante."

"Finalmente," avisa Sheppard, "não economize demais com qualidade de papel. Praticamente todas as impressoras oferecem melhores resultados com um papel fotográfico premium, glossy ou fosco, dependendo da preferência. A brancura do papel influenciará no brilho da cópia; procure um papel na faixa de brilho de 90%. Considere também o peso: um papel fino rasga com facilidade. Os papéis de 240 g/m2 de gramatura são ideais e semelhantes ao papel fotográfico convencional."


Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Um adágio clássico da fotografia sugere que, se as suas fotos não são boas o suficiente, provavelmente você não está perto o suficiente. Com os fantásticos recursos das lentes atuais, você pode chegar muito perto e gerar ótimas imagens. Então, quer você considere "perto" como isolar um detalhe incrível do tema ou "preencher o quadro", assuma o desafio de "chegar um pouquinho mais perto" do objeto que você está fotografando.

Caso você opte por chegar mais perto batendo macrofotografias, tente manter uma profundidade de campo máxima. Tente usar lentes grandes-angulares ou alternar para o modo de ângulo aberto e depois fechar o diafragma em f/5.6, f/8, ou até mesmo uma abertura menor. Evidentemente, a abertura menor exigirá exposições mais longas e isso torna o tripé um equipamento essencial para obter imagens nítidas. Tente também tirar a mesma foto com e sem flash para preenchimento e experimente uma variedade de velocidades de obturador e condições de iluminação.


Macrofotografia de uma flor

Chegue um pouquinho mais perto usando a macrofotografia.


Tente a macrofotografia

Fotografia de exposição longa

Macrofotografia com exposição longa.

Por exemplo, esta imagem digital foi tirada usando uma macroexposição de 30 segundos a f/32 com uma lente de 60 mm. A iluminação consistiu em um flash para preenchimento disparado no início da exposição (com o obturador definido para Bulb, ou modo de exposição longa) e traços de luz ambiente doméstica de uma sala próxima.

A exposição mais longa permitiu o preenchimento com altas-luzes que poderiam ter sumido devido ao flash inicial. A exposição mais longa também produz cores mais interessantes do que a exposição automática padrão.

Preencha o quadro

Preencha o quadro quando estiver fotografando um retrato

Preencher o quadro é outra forma de chegar um pouco mais perto.

Caso você opte por "chegar um pouquinho mais perto" com fotografias padrão, como retratos, deve escolher uma teleobjetiva curta, como uma de 105 mm, ou um zoom parcial na sua câmera digital. Esse comprimento focal permite que você chegue mais perto para preencher o quadro sem invadir o espaço pessoal dos fotografados.

Para variar, tente tirar retratos com uma lente grande-angular ou usar o modo de ângulo aberto da sua câmera. Mais uma vez, faça experiências com a profundidade de campo, distância do objeto fotografado e iluminação.

Durante o trabalho, comece a "ver" os detalhes do objeto sendo fotografado que apresentam mais informações sobre o tema do que se você estivesse batendo a foto a uma distância maior.

Comece a procurar fotos dentro de fotos: encontre detalhes espetaculares que, quando isolados no seu visor, se transformem em um mundo próprio.

 


Use os modos de exposição para obter controles adicionais e criativos

Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Se você deseja a flexibilidade criativa de fotografar os objetos da maneira que você os vê em sua imaginação, o primeiro grande passo é aprender quando usar os diferentes modos de exposição de sua câmera. Quase todas as câmeras digitais e monoreflex possuem uma variedade de modos de exposição que permitem que você controle toda ou parte da exposição de imagens individuais.

Em geral, a maioria das câmeras novas oferece os modos programado, manual, prioridade de abertura e prioridade de obturador. Todos os modos, exceto o modo programado, permitem que você controle, dentro de certos limites, o nível de nitidez ou de foco do plano de fundo, se deseja "congelar" ou "embaçar" a ação ou, em situações fotográficas mais complexas, se você pode obter uma foto próxima da que deseja.


Imagem com velocidade lenta do obturador e o efeito panorâmico

Use uma velocidade lenta do obturador e efeito panorâmico sobre o objeto para captar o efeito de movimento.


Algumas definições

Antes de abordar detalhadamente os modos de exposição, e para garantir que estamos tratando do mesmo assunto, eis algumas definições simplificadas.

Abertura: a medida de abertura da lente, que determina o quanto de luz entra na câmera para fazer a exposição. As medidas de aberturas de lente são exibidas como f-stops (aberturas de diafragma). Por exemplo, f/2.8 é uma abertura de lente grande que deixa entrar mais luz que f/22, que é uma abertura pequena. A alteração do valor de f/stop em uma interrupção -- por exemplo, de f/16 para f/22 -- reduzirá a quantidade de luz pela metade.

Exposição temporizada e abertura pequena capturam o movimento da neve caindo

A exposição temporizada de 25 segundos combinada com a abertura pequena (f/22), usando lente grande-angular, captura o movimento da neve caindo.

Velocidade do obturador: o tempo em que se mantém aberto o mecanismo (lâminas de metal ou cortina) que permite a entrada de luz na câmara. A velocidade do obturador é expressa em segundos. Quanto mais tempo ele ficar aberto, mais luz atingirá o filme ou o CCD (Charge-Coupled Device). A alteração da velocidade do obturador de 1/60 de segundo para 1/125 diminuirá o tempo de exposição pela metade.

Velocidade do filme: expressa por ASA/ISO (Organização de Padrões Internacionais), esse número indica a sensibilidade do filme à luz. Em câmeras digitais, a velocidade do filme é definida por uma equivalência à medida ASA/ISO. Quanto maior a ASA/ISO, menos luz será necessária para tirar a fotografia. Por exemplo, ASA/ISO 800 é um filme "rápido", ou seja, requer menos luz que ASA/ISO 100, que é um filme "lento".

Em linhas gerais, uma exposição é a quantidade de luz (abertura da lente) e quanto tempo (velocidade do obturador) de exposição à luz são necessários para obter uma imagem com base no ASA/ISO do filme, ou equivalente.

Noções básicas para escolha do modo de exposição

Os modos de exposição concentram-se em variáveis como abertura e velocidade do obturador. Entretanto, a exposição geral inclui fatores adicionais, como a velocidade do filme ou a equivalência ASA/ISO, o tipo de lente (angular, normal ou telefoto) e a distância do objeto.

Por ora, falaremos apenas dos modos de exposição. Sem a pretensão de se aprofundar em detalhes, podemos usar as informações a seguir como guia sobre quando usar cada modo de exposição para obter o efeito desejado.

Controle o nível de nitidez ou de foco do plano de fundo

Varie a profundidade de campo para criar um contexto para o objeto

Você também pode variar a profundidade de campo para criar um contexto para a imagem, como mostrar a quantidade de neve acumulada contra um plano fundo com árvores cobertas de neve.

Use o modo de prioridade de abertura quando desejar controlar a nitidez ou o nível de foco do plano de fundo. No modo de prioridade de abertura, você define a abertura (f-stop) e a câmera define a velocidade correta do obturador.

Por exemplo, você está de férias em um lugar muito conhecido e quer tirar a foto de seu amigo sentado em frente a uma placa do local, com ele e o cenário de fundo em foco. Para tirar essa foto, você precisa controlar a profundidade de campo, ou da área à frente e atrás do assunto principal -- seu amigo -- que esteja em foco aceitável. Assumindo que você não mude sua distância do objeto, quanto menor for a abertura da lente (f/números maiores), maior será a profundidade de campo na imagem. Em outras palavras, tanto o primeiro plano como o cenário de fundo estarão em foco ou em foco aceitável. Do mesmo modo, quanto maior a abertura da lente (f/número menor), menor será a profundidade de campo conseguida e o cenário de fundo aparecerá fora de foco na imagem.

Para tirar a foto de seu amigo, defina a abertura para f/16, se o dia estiver claro o suficiente para uma foto com esse f-stop, ou se houver pouca luz e você estiver usando um filme ou uma definição ASA/ISO rápida. Você conseguirá a nitidez que deseja no primeiro plano e no cenário de fundo. Lembre-se, quanto maior o f/número, maior a profundidade de campo com uma lente normal e grande-angular ou de definição focal.

No entanto, se o dia estiver nublado, talvez você tenha que definir a abertura do diafragma para a exposição -- alterne para uma abertura maior de lente (f/número menor) -- para obter luz suficiente para a foto. Em geral, aumentar a exposição para f/8 ou até f/5.6 resultará em planos de fundo com nitidez razoável. Outra opção é usar um filme mais rápido, ou uma equivalência ASA/ISO mais rápida em uma câmera digital.

Em outra situação fotográfica, você pode desejar um close-up de seu amigo, mas sem a distração dos detalhes do cenário de fundo. Para tirar de foco esse cenário, mas manter seu amigo em foco, defina a abertura do diafragma para a exposição em um f/número abaixo de f/5.6: digamos f/3.5 ou f/2.8. Ao ajustar o f-stop, você pode determinar até que nível de detalhe o cenário de fundo estará fora de foco.

Combine profundidade de campo e foco seletivo para transmitir as informações sobre o objeto

O controle da profundidade de campo e o uso do foco seletivo pode produzir imagens interessantes que transmitem informações sobre o objeto, como a solidão dessa cabana na floresta.

O que mais você precisa saber: lentes telefoto e zoom em uma câmera digital produzem pouca profundidade de campo. Além disso, quanto mais perto você estiver do objeto, menos profundidade de campo terá. Se você deseja o máximo de profundidade de campo, use uma lente grande-angular ou definição, e afaste-se do objeto. A seguir, da parte inferior da moldura, dirija o foco aproximadamente a um terço do cenário.

Em situações de pouca luz, sua possibilidade de obter o máximo de profundidade de campo estará limitada, porque com f-stops maiores, a velocidade do obturador necessária poderá ser muito lenta para você disparar a foto. Isso pode acontecer em um evento esportivo em um ginásio, por exemplo. Você pode usar um pé ou tripé para tirar a foto com uma velocidade do obturador menor, ou pode sacrificar a profundidade de campo e aumentar a velocidade do obturador. Com uma velocidade lenta do obturador; entretanto, você não conseguirá interromper a ação.

Interrompa a ação ou capture o efeito de movimento

Combinando o efeito panorâmico e a velocidade lenta do obturador

Para obter um efeito artístico, você pode usar uma velocidade lenta do obturador e um efeito panorâmico do movimento do objeto.

Use o modo de prioridade do obturador quando quiser controlar se a ação será "congelada" ou haverá o efeito de movimento. No modo de prioridade do obturador, você define a velocidade do obturador e a câmera define a abertura correta, ou o f-stop.

Por exemplo, você está em um parque e quer "congelar" o movimento de pulo de seu amigo. Considerando que você esteja em um dia claro ou em um local bem iluminado, você pode definir a velocidade do obturador para 1/250 ou 1/500 de segundo. Verifique a abertura para assegurar-se de que pode tirar a foto. Se a combinação abertura/obturador estiver fora da faixa possível, a maioria das câmeras não permitirá que você pressione o botão disparador do obturador. Se necessário, ajuste a velocidade do obturador para o nível inferior seguinte.

Se a foto for tirada com um pequeno f-stop e velocidade rápida do obturador, a ação será "congelada" e o plano de fundo ficará fora de foco. Alguns cálculos de exposição dependem do seu ângulo em relação ao objeto, mas, em geral, quanto mais rápido for o movimento do objeto, maior a velocidade do obturador necessária para "congelar" a ação, particularmente com comprimentos focais maiores (ou modo zoom). Para capturar o tráfego na cidade que está se movendo em paralelo a você, comece com 1/1000 de segundo, por exemplo. Se você precisar usar uma velocidade lenta do obturador, use uma lente grande-angular ou o modo grande-angular, e, se possível, um filme de ASA/ISO mais rápida ou a definição para "congelar" o movimento.

Por outro lado, se você quiser mostrar o efeito de movimento, defina uma velocidade lenta para o obturador. Você tem uma opção com velocidades de obturador realmente lentas: artisticamente, pode mostrar o efeito de movimento tanto do objeto como do cenário de fundo, ou pode manter o objeto em foco e tirar de foco o cenário de fundo, através do efeito panorâmico no objeto. O efeito panorâmico é uma arte que requer prática para atingir a perfeição. A técnica consiste em segurar a câmera bem firme (de preferência, sobre um tripé) enquanto você se move, somente com os quadris, para acompanhar o movimento do objeto. Defina a velocidade do obturador para 1/30 de segundo ou mais lenta.

Controle tudo

Use o modo manual em cenários difíceis de fotografar

Use o modo manual para obter a melhor combinação de abertura e velocidade do obturador em cenários complexos, como esse, de pouca luz, em que busquei o máximo de profundidade de campo possível.

Use o modo manual quando quiser controlar todas as fotografias. No modo manual, você define tanto a velocidade do obturador como a abertura. Depois que você se acostumar com a noção de que alterando o f-stop ou a velocidade do obturador você dobra ou reduz à metade a exposição, poderá preferir o controle criativo que a definição manual oferece. O modo manual também é usado em cenários em que você precise tentar combinações para obter o máximo de profundidade de campo possível com pouca luz.

Se o modo manual parecer assustador, não se preocupe. Quase todas as câmeras mais recentes oferecem ajuda, de modo que ao definir o f-stop ou a velocidade do obturador, a câmera exibe no visor a definição apropriada para a outra variável.

Simplesmente focalize e dispare

Use o modo programado quando quiser apenas focalizar e disparar. No modo programado, a câmera seleciona o f-stop e a velocidade do obturador para a exposição correta. O modo programado é uma boa opção para quando você precisa tirar fotos rápidas e não está preocupado com a profundidade de campo ou como a ação aparecerá na imagem. Embora o modo programado não seja a maneira mais criativa de usar sua câmera, ele é útil quando você está com pressa.

Antes de começar suas experiências com os modos de exposição, verifique no manual de sua câmera as aberturas e velocidades do obturador disponíveis. Por exemplo, algumas câmeras ou lentes oferecem somente f/11 como menor abertura, o que pode limitar suas opções de criatividade. Assim, se você conhecer agora os parâmetros de sua câmera, poderá planejar suas fotos -- e não será surpreendido no momento em que precisar tirar as fotos.


Texto e fotos de Charlotte Lowrie

Em seu livro "Photography and the Art of Seeing", Freeman Patterson descreve as barreiras de visão do nosso mundo — um resultado, em parte, da confusa quantidade de informações visuais com que nos confrontamos diariamente. Patterson argumenta que processamos e organizamos os estímulos relevantes em padrões que funcionam para nós, descartando o resto. "Desenvolvemos uma visão em túnel, que nos dá a visão clara da trilha à nossa frente, mas evita que vejamos o mundo à nossa volta", diz ele.


Perspectiva infantil de uma mesa

Como uma mesa deve parecer do ponto de vista de uma criança.


Desafio: adquira um novo ponto de vista

Perspectiva de uma porta

Uma visão infantil.

Uma maneira de quebrar a visão em túnel e ver além da trilha à nossa frente é mudar nosso ponto de vista — tanto nossa perspectiva mental como a visual. Como desafio fotográfico, tente fotografar atividades cotidianas do ponto de vista de uma criança de dois anos de idade.

Para tirar o máximo desse desafio fotográfico, tente expressar a perspectiva infantil da descoberta. Faça um esforço para abandonar noções preconcebidas sobre objetos, pessoas e atividades. Veja se consegue fazer com que suas fotos passem a alegria da descoberta do novo e a surpresa de não saber o que o mundo significa. Seu ponto de observação visual deve ter aproximadamente 90 centímetros.

Variações do desafio

Escadas em outra perspectiva

Escadas: uma perspectiva diferente.

As melhores fotos contam uma história.

As fotos podem transportar os observadores além de suas perspectivas limitadas, para o ponto de vista da história que as imagens contam. Eis algumas idéias para quebrar a visão em túnel da perspectiva adulta.

  • Tire uma seqüência curta de fotos que mostrem como as pequenas atividades têm mais significado para as crianças — atividades como comer uma refeição, se aprontar para dormir ou passear de carro.

  • Ilustre várias emoções e humores de uma criança de dois anos. Mostre a ansiedade em pegar um doce, a frustração em querer atenção e não a ter, ou outras emoções expressas por uma criança.

 


Basta de apenas apontar e disparar

Se você já estiver usando a sua câmera digital há bastante tempo, estiver cansado de apenas apontar e disparar e estiver em busca de emoções gratificantes, está na hora de explorar mais a funcionalidade da sua câmera. Embora seja impossível abordar os recursos de todas as câmeras digitais, considere algumas das idéias apresentadas a seguir para ultrapassar os limites dos fundamentos básicos da fotografia digital.


Água em movimento

Uma velocidade lenta do obturador pode desfocar a ação e mostrar movimento.


Congele a ação

Congele a ação

Uma velocidade rápida do obturador congela a ação.

Se a sua câmera permitir que você ajuste a velocidade do obturador, tente definir uma velocidade rápida para congelar a ação. Use uma velocidade rápida do obturador — juntamente com um dedo rápido — para capturar movimento como, por exemplo, um atleta em pleno movimento. Para congelar a ação, alterne a câmera para o modo manual e escolha uma velocidade rápida do obturador (1/500 a 1/1.000 s).

Mostre a ação

Ao mostrar ação ou movimento, você cria um efeito desfocado que segue a ação. Para mostrar ação, selecione uma velocidade mais lenta do obturador (1/15 a 1/2 s). Use essa técnica com velocidades ainda mais lentas e uma abertura grande — e um tripé — para fotografar cenas noturnas como, por exemplo, a passagem de veículos com feixes coloridos de luz.

Close-up e macrofotografia

Macrofotografia

Use o modo macro ou a teleobjetiva da câmera para fotografias em close-up.

Se você estiver acostumado com câmeras analógicas (convencionais), o modo de teleobjetiva poderá parecer a opção natural para close-ups e macrofotografias com a sua câmera digital. Entretanto, dependendo da câmera, você poderá obter melhores resultados se usar o modo de ângulo aberto ou macro. Além disso, teste a medição: tente a medição de proporção média central e a medição de ponto para ver qual delas produz a melhor imagem em várias situações de iluminação.

Sincronização das cortinas com o flash em fotografias noturnas

Se a sua câmera permitir o ajuste de diferentes sincronizações do flash, experimente definir o flash para disparar no início (primeira cortina) ou no fim (segunda cortina) de uma velocidade lenta do obturador para obter diferentes efeitos.

Por exemplo, se você sincronizar o flash com a primeira cortina (no início de uma exposição longa), as luzes dos faróis de um veículo criarão feixes de luz na direção em que ele estiver se movendo. Ou, sincronize com a segunda cortina para que as luzes traseiras do veículo criem feixes de luz atrás dele.

Obtendo o equilíbrio correto de cores

Se as fotografias que você tirar em luz incandescente (doméstica comum) apresentarem um tom amarelo, ou se as fotografias tiradas em luz fluorescente apresentarem um tom azulado, tente definir a proporção de branco da câmera de forma a obter uma cor mais natural. Algumas câmeras permitem que você equilibre as cores fazendo com que "memorizem" o branco (usando uma folha de papel branco) na luz que estiver usando. Para saber o procedimento específico para definir a proporção de branco, leia o manual que acompanha a sua câmera.

Seqüência rápida

Se for possível ajustar a câmera para tirar fotografias em sucessão rápida segurando o botão disparador, considere a possibilidade de usar a seqüência de forma criativa em seus projetos do Picture It!. Por exemplo, você poderia organizar vários quadros em seqüência para contar uma história.

Glossário

 

Termo

Definição

Abertura

O tamanho (diâmetro) da abertura da lente. A abertura é mostrada como uma fração (f/) do comprimento focal da lente. Uma abertura pequena da lente (um número f alto, como f16) resulta em detalhes nítidos na frente e atrás do tema. Com uma abertura grande (um número f baixo, como f2,8) o plano de fundo fica fora de foco e o tema fica em foco.

Medição de proporção média central

Mede o brilho do tema usando uma área ampla ao redor do centro da imagem.

Obturador

O mecanismo que se abre para deixar a luz penetrar na câmera e que controla a exposição da fotografia.

Velocidade do obturador

O tempo durante o qual o obturador permanece aberto para a exposição da luz.

Medição de ponto

Mede o brilho do tema usando uma pequena área da imagem. A medição de ponto é eficaz para expor objetos escuros ou com contraluz.

 


Um profissional experiente explica por que o filme está com os dias contados

Por Charlotte K. Lowrie

Converse com Dan Hyde, um pioneiro no mundo da fotografia digital que mora em Seattle, e ele lhe dirá que "o filme está vivendo seus últimos dias". Hyde deve saber. Enquanto grande parte do mundo olhava para a fotografia digital como uma grande novidade, Hyde estava criando estúdios de imagem digital de ponta para alguns dos mais inovadores clientes do comércio. Além disso, poucos anos depois, Hyde converteu com êxito o filme em fotografia digital para empresas como a REI, uma loja de equipamentos outdoor situada em Seattle.

Garrafa de cerveja

Hyde fotografa temas editoriais e comerciais.

Mas Hyde não considera o filme uma relíquia somente do ponto de vista da fotografia comercial. De acordo com o fotógrafo veterano, a tecnologia digital chegou tanto para profissionais quanto para amadores, porque ela atende aos requisitos de qualidade de imagem, economiza tempo e dinheiro e, se você for viajar, é a única opção que não apresenta riscos.

 

 

 

 

 


Ovo colorido na embalagem

Um pioneiro da fotografia digital, Dan Hyde, do Digital Vista Studio, acredita que o filme está com os dias contados.


O carpinteiro que se tornou fotógrafo

O destino de Hyde como um pioneiro em imagem digital era algo improvável para o filho de militar que, em meados da década de 80, trabalhava como carpinteiro em San Antonio, Texas. Hyde ilustra sua transição do martelo e dos pregos para a câmera e o tripé com uma história.

"Eu namorava uma garota que estava sobrecarregada com os cursos da faculdade e precisava da minha ajuda", começa. "Secretamente, eu participei de seu curso de fotografia, fiz todos os trabalhos e tirei um A por ela no final. Nem é preciso dizer: ficou a fotografia e foi-se a garota."

O amor de Hyde pela fotografia como uma forma de expressão criativa motivou-o a inscrever-se no programa de fotografia comercial do Art Institute de Dallas. Depois de graduar-se, Hyde seguiu o caminho tradicional da carreira, trabalhando primeiro como um assistente de fotógrafo freelance. Durante seu aprendizado, ele auxiliou os fotógrafos, fotografando de tudo, de alta moda a catálogos comerciais. Hyde descreve aqueles anos como o tempo durante o qual ele realmente aprendeu o "mecanismo" da fotografia.

O jovem fotógrafo passou de assistente para "segundo fotógrafo", um fotógrafo freelance contratado por um estúdio que tem uma carga de produção intensa. O segundo fotógrafo fotografa nos estúdios do cliente sob a direção de arte dele, mas trabalha por taxas reduzidas. Depois de sua experiência como segundo fotógrafo, Hyde seguiu o seu caminho como fotógrafo freelance, fotografando editoriais, anúncios e eventos de moda.

Berço da fotografia digital

Em 1994, Hyde passou seus clientes de Dallas para outro fotógrafo e mudou-se com a esposa para Seattle, na época, um mercado saturado por aficionados em alta tecnologia e criativos da Califórnia. Hyde lembra-se de Seattle em meados da década de 90 como um "berço da fotografia digital". E lá, ele e sua paixão pela fotografia digital floresceram em harmonia com o surgimento das novas e promissoras empresas ponto.com.

Câmera

Hyde fotografa com vários tipos de equipamentos que vão da Nikon D100 até as câmeras comerciais de ponta com backs digitais.

Um de seus primeiros clientes, a REI, reconheceu sua experiência em fotografia digital e o contratou. Ele subiu na empresa de forma rápida e firme, chegando ao cargo de supervisor de departamento. Graças a ele, em 1998, o estúdio fotográfico da gigantesca loja já fazia trabalhos totalmente digitais e não mais apenas filme.

No auge das empresas ponto.com, a HomeGrocer.com de Seattle ofereceu a Hyde uma oportunidade imperdível — carta branca para montar um estúdio fotográfico digital de ponta e contratar sua equipe. Hyde montou um estúdio de aproximadamente 836 metros quadrados e escolheu sua equipe a dedo. As imagens eram capturadas com um sistema comercial DCS 620 da Kodak embutido no corpo da câmera Nikon F5 que produzia arquivos de 5 MB, além de câmeras de formato médio com backs digitais.

Então, quase da noite para o dia, a bolha das empresas ponto.com estourou. Hyde propôs ao gerente de estúdio da REI e da HomeGrocer.com a idéia de começar um novo estúdio fotográfico digital independente. A proposta marcou o início do Digital Vista Studio, um estúdio fotográfico comercial para atender aos clientes que desejassem imagens de alta qualidade em anúncios, catálogos e sites da Internet.

Após o estouro das empresas ponto.com

Hyde nunca olhou para trás. Hoje, ele diz que praticamente não fotografa com filme há seis meses. Em vez disso, ele fotografa com qualquer outro equipamento, desde uma Nikon D100 até um sistema digital comercial Leaf de tripla exposição. Uma câmera comercial de tripla exposição captura três imagens, uma por canal: vermelho, verde e azul. A Leaf Volare apresenta um CCD de 2.048 x 3.072 pixels.

Clipe de papel

Hyde era um carpinteiro no Texas e apaixonou-se pela fotografia quando ajudou uma namorada a concluir um curso de fotografia na faculdade.

Com uma coleção impressionante formada pelos melhores clientes e equipamentos disponíveis, é surpreendente ouvir o elogio de Hyde a uma câmera destinada aos consumidores, como a Nikon D100. Ele descreve a qualidade da imagem como sendo muito boa, acrescentando que o preço é razoável e a câmera é fácil de usar. Na verdade, Hyde colocou seu nome na lista de espera da D100 assim que foi anunciada e acrescenta que "agarrou logo uma" quando ela foi disponibilizada.

No trabalho comercial, Hyde diz que a tecnologia digital está se tornando o padrão que os clientes exigem. Além disso, do ponto de vista do fotógrafo, a tecnologia digital elimina uma grande etapa intermediária do processo da fotografia comercial. Por exemplo, Hyde não precisa mais tirar um rolo de filme de teste, revelar o filme, enviá-lo ao cliente que irá digitalizá-lo e enviar de volta a resposta. Agora ele grava um CD no fim da sessão de fotos e envia-o ao cliente. A capacidade de editar as imagens no computador permite a Hyde oferecer aos clientes mais serviços do que poderia oferecer com o filme.

Em resumo, ele diz: "tempo é dinheiro, e a tecnologia digital economiza bastante dinheiro". Ele acredita que os fotógrafos profissionais que demorarem para adotar a fotografia digital e para aprender a lidar com os programas de edição de imagens ficarão para trás.

Mas Hyde acha que as câmeras digitais serão o padrão para fotógrafos profissionais e amadores. Por exemplo, os pais dele pediram recentemente que os ajudasse a escolher uma câmera convencional para uma viagem à China. Apesar de terem relutado em optar por uma câmera digital, Hyde mostrou os riscos que envolvem a viagem com uma câmera tradicional. Embora supõe-se que os inspetores de aeroporto devam inspecionar os filmes, com a segurança reforçada, nem todos o fazem, e o risco de ter o filme velado ou estragado pelas máquinas de raio-x é inevitável.

"Para qualquer pessoa que viaja, transportar uma câmera convencional e o filme é um grande risco", conclui Hyde.

Fotografia infravermelha — de volta ao tradicional

Quando Hyde não está fotografando comercialmente, ele adora trabalhar com fotografia infravermelha, algo que começou de forma experimental na época de escola. Ele diz: "eu adorava saber que o filme estava capturando um comprimento de onda da luz que não pode ser visto pelos olhos humanos. Os resultados são sempre uma surpresa impressionante".

Posto de gasolina antigo

Os projetos pessoais de fotografia concentram-se em fotos de cenas como esta.

Há duas maneiras de capturar imagens infravermelhas — com filme ou digitalmente. Apesar de ter previsto que o filme logo se tornará uma relíquia, Hyde tira algumas de suas fotografias infravermelhas com filme. Ao trabalhar com filme infravermelho, Hyde usa o filme infravermelho de alta velocidade da Kodak, o HIE. "É preciso primeiro considerar que o filme é extremamente sensível à luz. Você precisa colocar e tirar o filme na máquina em escuridão total. Diferente do filme tradicional, o filme infravermelho poderá ficar velado se entrar em contato com a luz do dia."

Para colocar o filme, Hyde recomenda usar uma bolsa de troca que pode ser adquirida na maioria das lojas de equipamentos fotográficos. O filme infravermelho também é sensível à temperatura, portanto, Hyde guarda-o no freezer até o momento de usá-lo.

Ao usar o filme infravermelho, Hyde fotografa com uma Nikon F3 e lentes de 17 ou 24 mm com filtro vermelho número 29. "Você pode usar o filtro vermelho número 25, mas eu acho que o 29 dá um toque mais surrealista às imagens", diz.

A outra maneira de capturar imagens infravermelhas é com uma câmera digital e um filtro infravermelho. É a maneira mais fácil, segundo Hyde, mas é preciso ter cuidado, pois os resultados variam de uma câmera para outra. Além disso, ele recomenda: "é preciso ter um bom software de edição de imagens como o Digital Image Pro ou o Adobe Photoshop".

Para capturar imagens infravermelhas digitalmente, Hyde usa uma câmera digital Nikon D100 com um filtro Ilford SFX e processa as imagens com um programa de edição de imagens como o Microsoft Digital Image Pro ou o Adobe Photoshop. As imagens infravermelhas produzidas são de uma cor de um único tom, normalmente magenta. Para editar as imagens, Hyde recomenda: "basicamente, é preciso reduzir a saturação e aumentar o contraste com o histograma ou o contraste."

Ao ar livre, Hyde identifica rapidamente as cenas ideais para imagens infravermelhas. Ele diz: "eu gosto de fotografar em dias ensolarados e sempre procuro formações de nuvens interessantes. As nuvens sempre dão um tom incrível a uma imagem infravermelha porque um céu azul ficará escuro e as nuvens continuarão brancas e farão um excelente contraste. As folhas das árvores também ficam brancas, dando um tom surrealista. Eu gosto de fotografar com as lentes de maior ângulo possível, escolher uma cena interessante e aproximar-me dela para distorcer a perspectiva".

Árvore na água

Hyde captura imagens infravermelhas com câmera convencionais e digitais.

Em suas fotografias pessoais de eventos e paisagens, Hyde raramente produz imagens coloridas ou tradicionais em preto e branco. "Normalmente, prefiro continuar com o infravermelho. Eu sinto como se ele me levasse de volta às origens da fotografia", explica.

Para os interessados em fotografar imagens infravermelhas e fotografia em geral, Hyde dá um conselho: "em primeiro lugar, fotografe o que você ama — as coisas que lhe interessam.

Seja paciente e faça alguns testes antes. Registre as exposições e os resultados para identificar onde e o que precisa melhorar. Além disso, há uma quantidade enorme de boas informações sobre filme e digital infravermelho na Internet."

Não esqueça de compartilhar suas fotos no MSN Photos. Você pode convidar familiares e amigos para vê-las.