Técnicas para Fotografar
 


Peter K. Burian

O termo fotografia em close geralmente se refere à focalização relativamente próxima, como ocorre nos retratos que enquadram cabeça e ombros. No entanto, é possível aproximar-se do tema ainda mais com lentes ou acessórios de lente especiais. Esse tipo de fotografia chama-se macrofotografia e é maravilhosa para tirar fotos criativas da natureza. Equipamentos especiais podem ajudá-lo a criar imagens de temas pequenos, como uma borboleta, o interior de uma flor ou uma libélula, e incluí-los em um quadro inteiro.

As técnicas da macrofotografia são úteis para pequenos objetos, como jóias, selos ou moedas. Muitas pessoas usam a macrofotografia para documentar seus pertences e informar à seguradora ou para ilustrar listas de leilão online. Independentemente do tema, o equipamento e as técnicas para a macrofotografia são semelhantes. As lentes desenvolvidas especificamente para imagens de alta ampliação podem ser caras, mas você também pode experimentar acessórios com foco para close em uma lente que já possua.


Deseja tirar fotos de pequenos temas, como flores, borboletas ou jóias, que preencham um quadro inteiro? Com as técnicas e o equipamento corretos, a fotografia de alta ampliação pode ser uma tarefa simples e agradável.


Os fundamentos da macrofotografia

Tradicionalmente, a expressão macrofotografia se refere à criação de imagens em que o tema é reproduzido pelo menos em seu tamanho natural no quadro do filme. Essa é a ampliação 1X. Em termos práticos, isso significa que uma abelha terá o seu tamanho real em um negativo ou slide sem ampliação. Entretanto, atualmente, o termo macro tende a incluir níveis inferiores de ampliação.

Interior de uma peônia

Na macrofotografia, o termo ampliação 1X indica que um tema pequeno foi reproduzido em tamanho real no slide ou no negativo. Níveis mais elevados de ampliação são possíveis, mas os mais usados são de 0,25X a 1X.

Observação  Neste artigo, embora eu me refira a câmeras de filme, todos os conceitos abordados também se aplicam à fotografia digital.

Independentemente do equipamento fotográfico, a alta ampliação requer que o fotógrafo se aproxime bastante do tema, o que não é possível com muitas lentes de câmeras monoreflex ou com a maioria das câmeras que possuem lente interna. Elas não foram projetadas para uma focalização extremamente próxima. No entanto, como veremos, você poderá encontrar acessórios para aproximar o foco de uma lente, além de lentes macro para obter uma focalização ainda mais próxima.

Lentes de zoom para close

Várias lentes de zoom para câmeras monoreflex contêm a designação macro. Na maioria dos casos, isso indica apenas a capacidade de uma focalização próxima. Poucos zooms criarão uma proximidade suficiente para reproduzir um tema em até mesmo metade de seu tamanho (ampliação 0,5X). Conseqüentemente, as lentes de zoom comuns não são adequadas para uma imagem expressiva que preencha um quadro inteiro, a não ser que o tema seja bastante grande.

As teleobjetivas que possuem a designação macro permite um foco suficiente para ampliações 0,25X, e reproduzem o tema em um 1/4 de seu tamanho real no quadro do filme. Isso requer o uso do maior comprimento focal: a extremidade de 210 mm de um zoom de 70-210 mm, por exemplo. Algumas objetivas de 70-300 mm permitem focalizar ainda mais perto para garantir a ampliação máxima de 033X ou um-terço do tamanho real a 300 mm.

Flores em close

As teleobjetivas com a designação macro normalmente permitem que você tire closes de áreas com temas relativamente pequenos com uma ampliação de 0,25X ou 0,33X. (Aproximadamente um-terço do tamanho real; zoom de 70-210 mm a 210 mm.)

Duas lentes macro de zoom Sigma 70-300 mm oferecem uma ampliação máxima de 0,5X ou metade do tamanho real. A Nikon fabrica uma lente macro exclusiva que possibilita a alteração dos comprimentos focais. Ela produzirá uma ampliação 1X a qualquer comprimento focal, reproduzindo o tema em tamanho real no quadro do filme.

Algumas câmeras compactas com lente de zoom interna representam uma opção para a focalização macro. As especificações para essas câmeras raramente fornecem dados sobre a ampliação máxima. Elas fornecem informações sobre a distância mínima de foco. As lentes de zoom internas que podem focalizar até 30,5 cm de distância são úteis para preencher o quadro com um tema do tamanho de uma maçã. O foco de algumas câmeras digitais mais avançadas pode ser bem mais próximo — um recurso útil a ser considerado na hora de adquirir uma nova câmera. Como nas lentes teleobjetivas, você aplica o zoom ao maior comprimento focal para obter a maior ampliação.

Acessórios convenientes de macrofotografia

Adeptos experientes da fotografia geralmente usam lentes macro verdadeiras em câmeras monoreflex, com design específico para a focalização extremamente próxima. Posteriormente, analisaremos essas lentes; primeiro vamos pensar nas alternativas mais convenientes. Os tipos de equipamento descritos a seguir podem ser usados para que o foco das lentes de câmeras monoreflex seja mais próximo do que o normal, permitindo maior ampliação.

Flores em close extremo

Para obter um foco mais próximo, encaixe um acessório de macrofotografia em uma teleobjetiva ou em uma lente de comprimento focal fixo. Você poderá registrar o tema com uma ampliação muito maior. (Zoom de 70-300 mm a 300 mm; lentes para close usada como acessório, dioptria +2.)

Tubo de extensão  Os fotógrafos que usam lentes convencionais com comprimento focal único geralmente utilizam um tubo de extensão para garantir maior ampliação. Esse equipamento é um espaçador montado entre a câmera e a lente. Ele aumenta a distância do centro óptico até o plano do filme para reduzir a distância de focalização mínima da lente. Encaixe um tubo de extensão de 50 mm em uma lente de 50 mm para aproximar-se bem de um tema minúsculo e obter uma assombrosa ampliação 1X, que criará uma imagem impressionante.

Quanto mais longa for a lente usada, maior será o tubo de extensão necessário para altos níveis de ampliação. Portanto, esses acessórios são mais úteis com lentes de 50 por 100 mm. Você pode variar a ampliação máxima usando um tubo menor ou maior, ou acoplando dois tubos de extensão.

Tubos de extensão

Os tubos de extensão são um método compacto, leve e conveniente para obter uma focalização maior que a normal. Eles podem ser usados em quase todas as lentes, mas sua praticidade e utilidade aumentam com lentes de comprimento focal único de 50 mm por 100 mm.

Se você possui somente lentes de zoom, é provável que não queira usar tubos de extensão. Eles permitem uma focalização mais próxima, mas são menos convenientes com lentes de zoom. Toda vez que você altera o comprimento focal, o foco muda e, sendo assim, é preciso reajustá-lo constantemente. Se você usa lentes de zoom, considere adquirir lentes complementares para close, assunto que será abordado na próxima seção.

Observação  Os fabricantes de câmeras monoreflex oferecem tubos de extensão, como também o fazem alguns fabricantes como a Kenko. Ao fazer a sua compra, procure modelos automáticos para câmeras de foco manual ou modelos de foco automático caso já possua uma câmera com foco automático. Esses tubos de extensão devem aceitar todos os recursos tecnológicos avançados do corpo da câmera. Ainda assim, verifique as especificações do tubo em questão para confirmar se ele é totalmente compatível com a câmera que você possui.

Veredito sobre os tubos de extensão  Esses acessórios são compactos e convenientes, mas causam perda de luz, pois aumentam a distância do centro da lente até o filme. Conseqüentemente, a tela de visualização ficará mais escura do que o normal, o que pode dificultar o foco em situações de pouca luz. O fator mais importante é que a câmera precisará de velocidades maiores para o obturador a fim de compensar a perda de luz. Esse pode ser um problema sério com temas naturais e externos, quando o vento provoca o movimento do tema. Talvez você precise usar um filme ISO 400 para maiores velocidades do obturador se quiser evitar imagens desfocadas.

Lentes complementares para close  Um método conveniente e mais prático para aproximar o foco das lentes de zoom é adquirir lentes complementares para close. Assemelham-se a filtros com lente de aumento e são, algumas vezes, denominadas "dioptria mais", pois são disponibilizadas em dioptrias que variam de +1 a +10 (como ocorre com os óculos). Quanto maior a dioptria (unidade de medida do foco), maior será a ampliação produzida, principalmente em comprimentos focais maiores. Esses acessórios se encaixam nos segmentos frontais do filtro da lente e, por isso, são simples e convenientes.

Borboleta

Com uma lente complementar para close de dioptria +2 em uma lente de zoom de 70-300 mm, é possível produzir uma ampliação muito próxima a 1x. Isso significa que o tema aparecerá em tamanho real no negativo ou no slide. (A 300 mm.)

Para garantir maior nitidez da imagem, adquira lentes complementares de elemento duplo ou lentes complementares para close acromáticas. Os modelos mais prontamente disponíveis são os da série 3T (dioptria +1,5) em filtros de 52 mm e 62 mm da Nikon e os da série 250D (dioptria +2) em filtros de 52 mm e 58 mm da Canon. Se necessário, encomende uma lente para close maior do que a sua e adquira um anel adaptador, que não é um acessório caro. Uma lente para close de +1,5 ou +2 é ideal para ser usada com uma lente de zoom de 70-200 mm ou 100-300 mm para ampliações de 0,5x ou superiores.


Veredito sobre as lentes complementares para close  Acessórios desse tipo compõem-se de vidro transparente, de forma que não causam perda de luz. Portanto, a focalização manual é conveniente e as velocidades do obturador não aumentam. São acessórios compactos, leves e convenientes. A qualidade ideal da imagem é garantida com pequenas aberturas, como f/11 ou f/16. Você pode usar esses acessórios em qualquer tipo de lente. São indicados principalmente para lentes de zoom, pois o foco não se altera quando o zoom é aplicado.

Uma lente complementar para close é ideal para ser usada com lentes teleobjetivas, porque o foco não é alterado quando você muda os comprimentos focais. É possível aumentar ou diminuir a ampliação aplicando zoom — de moderado em pequenos comprimentos focais a grande em maiores comprimento focais. Com o zoom, você pode experimentar diversos tamanhos de imagem segundos antes de a borboleta se sentir aquecida pelo sol e voar.

Lentes macro verdadeiras

A maioria dos sistemas de lente das câmeras monoreflex inclui uma ou mais lentes macro verdadeiras, destinadas à focalização extremamente próxima. Todos são capazes de criar imagens com uma ampliação mínima de 0,5X, sem qualquer acessório. O foco da maior parte das lentes macro permitirá a ampliação 1X ou de tamanho real. Para obter uma ampliação ainda maior, use um tubo de extensão ou lente complementar para close.

Você pode encontrar lentes macro verdadeiras nos seguintes comprimentos focais: 50 mm, 90 mm, 100 mm ou 105 mm, e 180 mm ou 200 mm. Essas lentes são otimizadas para garantir maior nitidez em focos bastante próximos e, geralmente, produzem imagens cuja qualidade varia de muito boa a excelente. Se estiver realmente interessado na macrofotografia e quiser criar fotos profissionais, use uma lente macro verdadeira.

A desvantagem? Essas lentes contêm mecanismos especiais para focalização próxima, de forma que tendem a ser mais pesadas do que as lentes convencionais e também mais caras.

Os benefícios de lentes longas

No caso de temas inanimados — moedas, jóias, insetos encravados, por exemplo — uma lente macro de 50 mm ou 90 mm funcionará muito bem.

Macro placa de circuito

Uma lente macro pequena (ou lente com acessório para foco próximo) funciona bem com objetos inanimados, como moedas, jóias ou componentes eletrônicos. Com temas desse tipo, o uso de lente longa não representa nenhuma vantagem. (Lente macro de 90 mm.)

Para temas da natureza, as lentes com menos 100 mm são muito pequenas. Se o seu interesse principal forem fotos externas, você poderá usar uma lente macro de 180 mm ou 200 mm ou uma lente de zoom de 70-300 mm com lente complementar para close. O comprimento focal maior oferece diversas vantagens.

  • Você pode obter maior ampliação sem precisar se aproximar demasiadamente do tema. É menos provável que você esmague as outras flores, assuste um inseto ou projete uma sombra sobre o tema.

  • A distância extra de trabalho permite mais espaço para posicionar um painel refletor ou um flash externo no local exato em que o deseja.

  • Lentes maiores têm um ângulo de visão mais estreito: incluem menos plano de fundo na foto. Em ambientes desordenados, fica mais fácil isolar o tema contra um pequeno gramado, por exemplo.

Amplie sua lente   Se você já possui uma lente macro de 50 mm ou 90 mm, considere a aquisição de um teleconversor 2X para duplicar o comprimento focal efetivo. Um teleconversor oferece uma ampliação máxima ainda maior na distância mínima de foco. Caso a sua lente seja produzida por um fabricante de câmeras, é possível que não aceite um teleconversor da mesma marca. Entretanto, a maioria dos acessórios de marcas independentes funcionarão. Peça a recomendação do fornecedor.

Ao duplicar um comprimento focal, você aproveita as vantagens de uma lente maior — com apenas uma desvantagem.

Teleconversor macro

Se você possuir uma lente macro pequena (50 a 105 mm) ou outro tipo de lente, duplique o comprimento focal com um teleconversor 2X. A lente poderá produzir maior ampliação e você obterá os outros benefícios abordados no texto.

O teleconversor provoca perda de luz, exatamente como um tubo de extensão. Como a câmera requer maiores velocidades do obturador para manter a exposição correta, talvez seja preciso utilizar um filme ISO 400, e não um ISO 100 ou ISO 200, para evitar o desfoque causado por trepidação da câmera ou movimentação do tema.

Use técnicas profissionais

Independentemente do equipamento usado para uma focalização bastante próxima, as técnicas corretas são um pré-requisito para a obtenção de imagens nítidas e bem iluminadas.

Evite trepidação da câmera   Os efeitos causados pela trepidação da câmera aumentam com a alta ampliação. Portanto, é aconselhável usar um tripé firme. Acione o obturador com um cabo disparador ou com o timer interno da câmera para não balançar a câmera. Quando precisar disparar manualmente, use velocidades de 1/500 s ou superiores para o obturador. Pode ser necessário usar filme ISO 400 ou 800.

Louva-a-deus

Embora este fosse um tema cativo (sugerido por um amigo), precisei usar uma lente de 200 mm para imagens de alta ampliação. Com uma lente menor, eu teria sido forçado a me aproximar mais e poderia assustar o louva-a-deus.

Use pequenas aberturas  Se a sua câmera permitir a seleção de aberturas f/, planeje fotografar closes com f/16. Com essa abertura, a lente maximiza a profundidade de campo: o intervalo de nitidez aceitável em frente ao ponto focalizado e atrás dele. Com um tema tridimensional, você poderá manter grande parte razoavelmente nítida — pelo menos as partes mais importantes, como o pistilo e o estame de uma flor. Se o tema for plano, como uma moeda ou um selo, defina uma abertura de f/11. A maioria das lentes produz imagens de melhor qualidade com essa configuração.

Focalize com precisão  Com a alta ampliação, somente a área focalizada ficará bastante nítida. A não ser que o tema seja plano, direcione o foco manualmente até o ponto crítico da composição. Se o tema for um inseto, o foco deve recair sobre o olho mais próximo.

Tripé, painel refletor e lente macro

Para obter macrofotografias sérias da natureza, use uma câmera monoreflex com um lente macro longa ou uma lente convencional com um acessório para foco de closes. O tripé é um acessório essencial para garantir imagens nítidas, e um painel refletor (na parte inferior) é excelente para projetar luz em áreas importantes do tema.

Quando possível, tente montar o equipamento de forma que a parte de trás da câmera fique paralela ao tema, seja ele uma moeda ou as asas de uma borboleta. Como grande parte do tema ficará à mesma distância da lente, essa técnica minimizará áreas desfocadas.

Controle o movimento do tema  Quando você fotografa insetos, flores ou outros elementos ao ar livre, o vento costuma criar uma movimentação no tema. Para "congelar" essa movimentação a fim de obter uma imagem nítida, será preciso fotografar com velocidades de obturador mais altas: 1/250 s com uma brisa suave e 1/500 s se for mais do que uma brisa. Evite fotografar em dias tempestuosos; planeje sair cedo pela manhã, antes que o vento aumente. Use filme veloz, como ISO 400, para velocidades rápidas do obturador. Considere também usar o flash. A rápida explosão de luz pode garantir a nitidez, "congelando" o tema em um dia de brisa.

Use um pouco mais de luz  Em muitos casos, é aconselhável projetar um pouco mais de luz sobre o tema. Esse procedimento ajudará a preencher as sombras e obter uma iluminação mais uniforme. Os revendedores oferecem painéis refletores estáveis e flexíveis de diversas cores; branco, prateado e dourado são os mais comuns. Você também pode usar uma folha de cartolina branca para eliminar as sombras e obter uma imagem mais iluminada. Em dias nublados, há pouca luz para ser projetada e, portanto, o flash eletrônico é mais útil.

Interior de um açafrão

A menos que o tema esteja uniformemente iluminado, um refletor ou um flash eletrônico pode ser útil para clarear áreas sombreadas. Aqui usei um refletor, meu acessório preferido, porque posso ver o efeito mudar à medida que mudo o painel para diversas posições.

Uma grande unidade de flash montada no "hot shoe" (conexão) da câmera pode ser usada para temas que estejam a pelo menos 60 cm da lente. Se o tema estiver mais próximo, a lente bloqueará a luz do flash interno e você terá que usar um flash externo. Grande parte dos sistemas de câmeras monoreflex inclui um cabo de extensão de flash TTL para esse fim. Ele levará a automação total do "hot shoe" da câmera até a unidade de flash remota.

Observação   Algumas câmeras monoreflex com foco automático mais recentes oferecem recurso de flash TTL sem cabo, com unidades de flash dedicadas da mesma marca. Consulte o manual do proprietário ou o site do fabricante para obter informações sobre características específicas de seu equipamento. O flash externo sem cabo é conveniente e não requer cabo de extensão de flash TTL.

Procure planos de fundo harmoniosos  Um plano de fundo confuso pode depreciar o tema. Quando possível, preencha o quadro com o tema ou posicione-o em um local cujo plano de fundo seja harmonioso: uma folhagem distante, um céu azul, uma folha de papelão pintada de verde ou de azul celeste com tinta fosca. Se fotografar pequenos objetos, como jóias, coloque-os sobre um pedaço de veludo preto e fotografe de cima.

Efemérida com plano de fundo azul

Quando não for possível preencher o quadro com o tema, verifique o plano de fundo cuidadosamente. Talvez seja necessário situar-se até encontrar um plano de fundo melhor ou usar uma folha de papelão pintada, como neste caso. (Lente macro de 200 mm.)

Em fotografias externas da natureza, é possível que você tenha que movimentar o tema até encontrar um plano de fundo adequado, sem elementos desinteressantes. Verifique o plano de fundo cuidadosamente e procure também partes realçadas fora de foco (hot spots), pois podem desviar a atenção do observador. Tente posicionar a câmera mais para cima ou mais para baixo, em busca de uma seção uniformemente iluminada da vegetação ou do céu azul.

Recomendações finais

Apesar de fotógrafos sérios em geral preferirem uma lente macro verdadeira, uma lente convencional com um acessório também pode produzir resultados muito bons. Você poderá obter fotos nítidas de seus menores pertences ou criar belas imagens em close da natureza. Não importa o método usado para obter a alta ampliação, a fotografia com closes extremos é sempre fascinante. Com alguma orientação, qualquer pessoa pode criar imagens excelentes. Domine as técnicas com os acessórios convenientes e passe a usar as lentes macro verdadeiras à medida que seu orçamento, interesse e habilidade aumentarem.


Dicas para tirar fotos perfeitas

Por Wendy Green

Com que freqüência você já percorreu a seção de cartões procurando por um cartão que tivesse a figura perfeita? Aquela figura que evoca uma lembrança especial ou transmite bem o seu sentimento em relação à pessoa amada? Na maior parte dos casos, você acaba saindo com um cartão que simplesmente não captura os sentimentos especiais que você deseja expressar. Com uma câmera, alguns acessórios e sua imaginação, você pode fotografar uma imagem e criar um cartão ou presente que transmita tudo isso.

Antes de começar a tirar as fotos, pense sobre o que a imagem deve representar. Se quiser uma foto romântica, opte por fotografar um local que tenha significado especial ou seja simplesmente bonito. Ou reúna itens como taças de champanhe, um buquê de folhas secas e alianças de casamento para fotografar. Se estiver criando um cartão para familiares e amigos, fotografe locais ou coisas que representem um elo especial com a pessoa que está recebendo o cartão de presente.

Quando tiver decidido o que deseja fotografar, tente algumas técnicas simples para criar efeitos especiais. Por exemplo, uma forma eficaz de transmitir sentimentos românticos ou de amor é conferir à sua foto um foco suave. Outras idéias incluem fotografar a silhueta de um casal ou encontrar um local onde a luz natural acrescente um elemento de efeito à cena.

Depois de tirar a foto perfeita, é hora de usar seus talentos criativos para fazer um cartão que seja perfeito para a ocasião. Você pode pedir cópias da sua foto no Picture It! no MSN. Ou, você pode usar um produto de edição de imagens, como o Microsoft® Picture It! Publishing para editar sua foto digital ou imagem digitalizada e criar um cartão.

Fotografia romântica

Itens fotográficos que fazem você lembrar de um evento especial.


Efeitos suavizadores

Um foco suave acrescenta emoção a uma foto e você não precisa ser um fotógrafo profissional para alcançar o visual suave visto com freqüência nos cartões. Você pode criar seus próprios efeitos com itens caseiros ou, para uso em algumas câmeras, você pode adquirir um filtro.

Fotografia tirada sem filtro

Uma foto tirada sem efeitos especiais ou filtros.

Fotografia tirada com uma meia de náilon cobrindo a lente

O mesmo tema fotografado com uma meia de náilon cobrindo a lente.


Efeitos caseiros  Você pode criar facilmente um visual de foco suave para sua fotografia com itens encontrados em casa. Envolva a lente da sua câmera com uma película plástica ou uma meia de náilon e prenda com um elástico. Cada efeito vai suavizar a imagem e gerar um visual diferente.

Se você puder usar filtros com a sua câmera, pegue um filtro ultravioleta ou skylight antigo que possa ser permanentemente dedicado ao objetivo em questão e aplique uma quantidade bem pequena de vaselina sobre ele. Você pode brincar com o visual passando a vaselina apenas nas partes superior e inferior, apenas ao redor da borda, deixando o centro limpo, ou sobre o filtro inteiro. A vaselina cria o tipo de efeito visual suave alcançado por um filtro de difusão especializado. Lembre-se, NUNCA aplique a vaselina diretamente sobre a lente da sua máquina fotográfica, porque não é possível removê-la por completo, e você provavelmente acabaria danificando a lente no processo. Tente todos os três métodos acima e decida que resultados você prefere.

Filtros  O filtro mais comum utilizado para criar um visual suave é um filtro de difusão. Quando você tira uma foto usando um filtro de difusão, sua imagem fica focada, mas tem um visual levemente enevoado. Os filtros de difusão variam de difusão moderada a forte. Escolha um difusor de médio alcance para obter um efeito moderado. Se você decidir que gosta de usar filtros, poderá escolher a partir de vários outros filtros que criam efeitos interessantes. Por exemplo, alguns filtros de difusão têm um centro nítido de modo que apenas as margens da foto são suavizadas.

Os filtros coloridos fornecem outra forma de alterar o visual das suas fotos. Eles podem ser especialmente úteis para dar vida a um pano de fundo desinteressante. No entanto, lembre-se de que os filtros coloridos reduzem a quantidade de luz que entra pela lente. A sua câmera deve compensar esse efeito, mas você pode acabar tendo como resultado baixa velocidade no obturador, ficando vulnerável aos efeitos de tremores da câmera. Recomenda-se ter à mão um tripé, por via das dúvidas.

Foto tirada usando um filtro estrela

Use filtros, como um filtro estrela, para criar efeitos especiais.

Tente usar filtros de tela inteira para suavizar as suas imagens e acrescente efeitos interessantes às altas-luzes. Um filtro de tela inteira usa uma alta-luz e cria uma estrela de luz. Esse efeito é belo se você só tiver uma ou duas altas-luzes em uma foto, como o brilho de uma aliança de casamento. Mas você nunca deve usar filtros de tela inteira em uma sala cheia de velas ou a foto apareceria apenas com altas-luzes brilhantes.

Localização e iluminação

Fotos de paisagem também podem ser usadas para criar ótimos cartões sentimentais. Torne suas fotos de paisagem muito especiais escolhendo um local que tenha significado para você e para a pessoa que está recebendo a foto. Ou então, encontre um local que ofereça algumas opções para fotos cênicas e que tenha boa luz natural. Os parques podem oferecer muita variedade. Você talvez encontre um parque perto de você que ofereça áreas arborizadas, um lago e espaços abertos.

Se estiver incluindo uma pessoa na paisagem, considere o fundo. "As árvores formam um pano de fundo realmente bonito", diz o fotógrafo de cerimônias de casamento Tom Ellis , "especialmente se você conseguir uma árvore com iluminação de fundo". Se encontrar uma árvore assim, procure uma em que a luz seja filtrada pelas folhas e o sol não esteja brilhando diretamente na sua lente. No outono, você terá a beleza dos tons laranja e vermelho das folhas outonais e, na primavera e verão, haverá um agradável brilho esverdeado. Em um ambiente ao ar livre com iluminação de fundo, meça essa luz e depois use o flash para reforçar a iluminação sobre o seu tema.

Os pores-do-sol também fornecem efeitos de iluminação interessantes para fotografias românticas. Tom gosta de tirar fotos de pôr-do-sol de duas maneiras: como uma silhueta contra o poente e com o flash para preenchimento de modo que você possa ver as pessoas e o incrível pano de fundo. Lembre-se de que, com as silhuetas, você deve medir a luz de fundo e tirar a foto. Quando fizer as impressões, certifique-se de informar ao responsável pelo acabamento da foto que você pretendia fotografar uma silhueta para que ele não tente corrigir a impressão, iluminando os objetos.

Poses

Fotografias românticas de pessoas podem tornar os cartões especialmente significativos. Quando estiver tirando uma foto romântica de casais, o objetivo é capturar a emoção. Por exemplo, se você está criando uma participação de noivado para enviar a familiares e amigos, a foto deve expressar a alegria vivida pelo casal—e isso raramente é alcançado por meio de poses de braços dados, diante da câmera. Uma pose excelente que cria um senso de intimidade é fazer o casal se encarar. Quando Tom Ellis está fotografando um casamento, ele quer que o casal fique "tão próximo a ponto de ter a sensação de que estão ficando vesgos".

E, como fotógrafo, você também deve se aproximar das pessoas que estão sendo fotografadas. Chegue mais perto ou aplique o zoom. Não se sinta obrigado a tirar fotos de corpo inteiro simplesmente porque as pessoas estão bem vestidas para a ocasião ou porque você tem um ótimo pano de fundo. Experimente fotografar tudo: de fotos à distância a fotos tão próximas que você consiga apenas capturar uma parte de seus rostos.

Uma última consideração quando estiver fotografando pessoas é a profundidade de campo -- ou o foco da sua imagem do primeiro ao segundo plano. Na fotografia, você deve ter pouca profundidade de campo para manter as pessoas em foco, mantendo ao mesmo tempo o primeiro e o segundo planos menos nítidos e, portanto, chamando menos atenção. Para obter pouca profundidade de campo, defina a abertura para menos de f/4. Experimente, por exemplo, f/2.8 ou até f/2. Será necessário testar, porque se a profundidade de campo for pequena demais, você poderá ter um olho em foco e uma orelha fora de foco. Muitas câmeras monoreflex de topo de linha têm um botão para visualização da profundidade de campo—uma ótima ferramenta que permite ver o que a câmera vai fotografar.

Essas idéias devem servir de base para algumas experiências criativas por trás das lentes. Então, na próxima vez que você quiser dar aquele cartão perfeito de presente, não ficará limitado pela seleção encontrada na loja. Agora, você pode criar suas próprias obras-de-arte românticas ou significativas e se expressar com uma imagem que vale mil palavras.


Corrigindo o que os novos equipamentos não conseguem corrigir

Por Charlotte K. Lowrie

Em fotografia, há dois fatores básicos: o primeiro é o planejamento — a maneira que você tira suas fotos (planejamento, produção e disparo); o segundo é o equipamento (câmeras e acessórios). Embora os dois fatores possam melhorar suas fotos, a maioria das pessoas acredita que os novos equipamentos é o fator mágico que transformará as fotos comuns em fotos premiadas. Você sabe a que tipo de argumento eu me refiro: "Adquira a câmera ou scanner mais recente e de maior resolução e você terá fotos melhores". Isso pode funcionar para equipamentos realmente antigos, mas novos equipamentos não irão corrigir a maneira como você tira fotografias.

Falo por experiência própria. Comprei recentemente novos equipamentos e, com certeza, a qualidade da imagem— a resolução —saltou às alturas (e o tamanho do arquivo de imagem também!), mas o tipo de imagens que eu obtive— a qualidade —não mudou. Apesar de ter gasto uma quantia suficiente para manter, por um ano, um pequeno país de Terceiro Mundo, cheguei à conclusão de que, para obter melhores fotos, eu deveria melhorar a maneira como fotografo. Parece simplista, mas na corrida por novas e melhores tecnologias, esse é um ponto facilmente desprezado.

Barco no lago ao pôr-do-sol

O hábito de segurar a câmera com as mãos em velocidades lentas do obturador foi um dos que decidi eliminar.

Então, passei duas semanas das férias organizando a "coisa" do planejamento e desenvolvi uma lista pessoal de técnicas de aperfeiçoamento. A lista evoluiu durante as duas semanas, de modo que algumas técnicas foram mais exploradas que outras. Embora seja minha lista pessoal, creio que uma ou mais dessas técnicas poderá ser útil também em suas fotografias.


Canoas de aluguel ancoradas no lago

O tempo que você gasta tentando descobrir como melhorar suas fotos pode fazer uma grande diferença na qualidade de sua fotografia.


1. Pare de cometer sempre os mesmos erros

Identifique o problema  Passei uma tarde analisando arquivos de fotos. Identifiquei padrões. Fosse resultado de pressão de tempo ou de velhos hábitos, notei que minhas fotos ruins tinham os mesmos e cansativos defeitos. Certamente, há muito do que se lembrar antes de pressionar o botão do obturador, mas (eu tinha de me perguntar) de quantas maneiras posso estragar o que poderia ter sido uma boa foto?

Por exemplo, um embaraçoso padrão era minha persistente tendência para "foto instantânea": tirar a fotografia óbvia, sem explorar alternativas que poderiam dar à imagem mais impacto e interesse. Outros padrões que notei incluíam:

  • Posicionamentos óbvios com cenas de iluminação misturada e cenas que combinavam iluminação extrema (áreas muito escuras e muito claras na cena).

  • Achar que posso segurar a câmera com as mãos em velocidades lentas do obturador, e, o que é pior, sempre depois tentar resgatar no computador as imagens com pouca nitidez. Uma tolice, realmente uma tolice, já que possuo um tripé adequado (embora pesado e trabalhoso de montar).

  • Tentar enganar o enquadramento interno da câmera (quase a mesma coisa que não ver a foto "real") ou focar um lado ou o outro de onde o foco deveria estar. Detesto quando isso acontece, especialmente quando acontece com regularidade.

Resolva o problema  Pesquisei sobre como resolver problemas tais como iluminação misturada e diferenças de iluminação extrema. Fiz uma lista dos meus padrões de problemas em um cartão e coloquei esse cartão em cima da minha câmera. Não gosto de ter pequenos papéis pendurados por todo lugar, e sabia que isso me irritaria, o que me forçaria a manuseá-lo — e lê-lo— antes de usar a câmera.

2. Compare suas fotos com as que você gostaria de ter tirado

Roda gigante vista de baixo

Agora eu tento ver as coisas de maneira que dê ao observador uma sensação do assunto ou da experiência.

Compare seu trabalho com outras fotos  Na tarde seguinte, consultei uma pilha de revistas, livros e publicações que venho colecionando. Encontrei fotos do tipo das que eu tiro com freqüência e as recortei ou as marquei. Em seguida, peguei meu arquivo e combinei as fotos por categoria. Por exemplo, separei minhas fotos de paisagem com as fotos profissionais de paisagem, minhas fotos de natureza morta com as fotos profissionais de natureza morta e assim por diante. Então, as comparei lado a lado.

Tente novas abordagens  O objetivo deste exercício era determinar maneiras que pudessem melhorar minha abordagem de tipos específicos de fotografias. Como não gosto de copiar o trabalho de ninguém, seja um estilo profissional ou uma técnica padrão, estudei as diferenças entre as fotos que coleciono e minhas próprias fotos, procurando variações que dariam às minhas fotos mais força criativa sem copiar o método de outra pessoa. Para cada categoria de fotos, fiz uma lista inicial de impressões e idéias. Esperei alguns dias e depois revi a lista de idéias. (Para mim, o tempo de espera é uma incubação, o tempo necessário para que eu refine as idéias.)

Escolhi uma das categorias e experimentei a abordagem que tinha pensado antes. Em alguns casos, percebi de imediato que precisaria fazer mais pesquisa e experiências. Em outros, a abordagem simplesmente não funcionou. Ao tempo em que escrevo este artigo, continuo testando e revisando minhas novas abordagens.

3. Espere um longo tempo antes de começar a fotografar

Jogando gelo no peixe no Pike Place Market

Quando comecei a fotografar, eu tinha o sentimento da atividade diária do mercado, incluindo esta rotina de jogar gelo no peixe durante todo o dia.

Entenda porque é bom esperar  A idéia de esperar para fotografar é algo que aprendi, mas que não vinha praticando regularmente, como ficou claro em algumas das minhas fotos. Reservar tempo para conhecer o assunto, seja um local ou uma pessoa, quase sempre produz melhores fotos que focalizar e tirar uma foto do primeiro objeto que cruzar o visor.

Seja paciente  Para quebrar meu padrão de tirar fotos óbvias, fui ao Pike Place Market, em Seattle, em uma manhã. Embora estivesse com a câmera pronta, me forcei a dar uma volta e sentar em várias áreas do mercado e observar a atividade. Conversei com vendedores, lanchei rosquinhas com café e observei mais algumas coisas. Em torno do meio-dia, eu tinha o sentimento da atividade e fluxo do mercado, para não mencionar que, para minha alegria, a luz tinha mudado de um cinza monótono para moderadamente ensolarado.

Visão panorâmica de Post Alley em Seattle, Wash.

Conheci pessoas que me permitiram fotografar de pontos privilegiados, aos quais eu não teria acesso normalmente.

Em vez de fotografar aleatoriamente conforme me deparava com a cena ou o assunto, esperar para fotografar me deu a percepção clara de onde estavam e quais eram as melhores fotos. Durante o tempo de reconhecimento no Pike Place Market, fiz novas amizades que me permitiram fotografar de pontos privilegiados, aos quais eu não teria acesso normalmente. Além disso, notei que, embora tenha tirado o mesmo número de fotografias, havia me concentrado em poucos locais e obtido melhores resultados.

4. Fotografe instintiva e rapidamente

Focalize e fotografe agora  Embora esta dica pareça contradizer a anterior, vejo-a como complementar à dica de esperar para fotografar. Em qualquer cena, há fotos que percebi em um instante com o canto dos olhos ou sobre os ombros enquanto caminhava. Há ainda aquelas fotos "perfeitas" que pedem que as fotografemos sem hesitação.

Fotografe rapidamente  Fotos rápidas e instintivas são imagens fáceis e necessárias para fotógrafos de esportes e de noticiários, mas a fotografia por instinto não me vem naturalmente. Para capturar momentos espontâneos, percebi que tinha de ensinar a mim mesmo a literalmente focalizar e fotografar, fazendo o melhor que pudesse com as configurações e a composição sem perder a foto. O resultado de minhas primeiras fotos instintivas foi uma miscelânea. Certamente, essas imagens precisaram de mais trabalho no computador que minhas outras fotos. Para obter boas fotos rápidas, tenho de conhecer os controles da câmera por dentro, por fora, e de trás para a frente. Enquanto não me torno boa em fotos rápidas, continuo praticando em casa com um cãozinho que me oferece inúmeras oportunidades de fotografia por instinto.

Desfile de carnaval em movimento

Meu treinamento para fotografias rápidas é ainda um trabalho em andamento, mas o instinto produziu esta foto de um desfile de carnaval em movimento.

5. Fotografe novamente

Seja seu próprio crítico  À medida que eu revisava minhas fotos, instantaneamente sabia como deveria fotografar a imagem de maneira diferente. Embora eu retorne regularmente às cenas para fotografá-las novamente, em geral é para obter uma iluminação diferente ou para fotografar de um ponto ou perspectiva privilegiada. Revendo minhas imagens, na maioria das vezes achei que deveria mudar a composição ou focalizar em aspectos mais específicos da cena ou do assunto. Na minha auto-crítica, percebi que tempo, experiência e o desenvolvimento de um estilo pessoal influenciavam na minha avaliação de como deveria fotografar novamente o assunto.

 

Duas motocicletas em Post Alley, Seattle, Wash.

Uma terceiro retorno ao mesmo local foi o charme: as motocicletas e a iluminação eram os elementos que faltavam nas fotos anteriores.

Continue voltando  Se o assunto valeu a fotografia na primeira vez, as chances são boas de que valerá a pena fotografá-lo novamente, com e a partir de uma nova perspectiva, de um ângulo diferente ou de um ponto privilegiado, e com uma iluminação diferente. Porém, o mais importante é que quanto mais você retorna e fotografa, mais familiar se torna com o assunto e melhor ficam suas fotos.

6. Peça uma segunda opinião

Peça opiniões  Felizmente, no escritório há vários amigos fotógrafos entusiastas que também têm grande visão para fotografia. Regularmente, compartilhamos fotos e trocamos críticas. Por meio dessa troca contínua, vejo imagens através dos olhos deles e adquiro assim uma visão mais objetiva. Discutimos todos os aspectos de nossas imagens, como maneiras diferentes pelas quais a imagem poderia ser enquadrada para oferecer mais impacto ou como uma abertura diferente seria mais conveniente para passar a mensagem.

Homem com chapéu e camisa de caubói

Esta foto instintiva se tornou uma de minhas favoritas.

Escolha a quem perguntar  Se você tem amigos que gostam de fotografia, combine uma reunião em que vocês possam trocar idéias e opiniões honestas sobre as fotos uns dos outros. Ou simplesmente saia perguntando: qualquer pessoa com um olhar para design, composição e estilo pode lhe oferecer um valioso comentário. Mesmo amigos e familiares que conheçam pouco de fotografia verão elementos em suas fotos que você pode não ter notado. Quase todas as opiniões oferecem excelentes idéias e novas percepções.

Essa auto-avaliação fez diferença para mim? Sim, mesmo em curto prazo. E eu espero que faça uma mudança ainda mais notável no longo prazo. Você pode não querer passar suas férias (como eu fiz) analisando suas fotos, mas essas idéias podem ser tentadas em uma tarde ou em um fim de semana. Qualquer que seja o tempo de que você dispõe, invista em sua fotografia. Tenho certeza de que você achará que esse tempo valeu a pena.

 

 


Peter K. Burian

As câmeras digitais compactas são dispositivos excelentes, que oferecem muito mais recursos que os modelos convencionais baseados em filme. A imensa versatilidade torna uma câmera de alta tecnologia muito útil para a criação de uma imagem profissional. Contudo, para se obter os melhores resultados, é importante reconhecer erros comuns e aprender a evitá-los. Passei por essa experiência ao testar várias câmeras digitais. Felizmente, esses erros comuns foram grandes ensinamentos, estimulando-me a encontrar soluções criativas. Você pode aprender com os meus erros. Para tirar maior proveito das imagens digitais, esteja atento aos erros comuns e adote as medidas preventivas a seguir.


Nativos norte-americanos em traje completo

Suas imagens digitais são genuinamente excelentes? Elas possuem boa nitidez, alta resolução, bom contraste e cores limpas e precisas? Caso não possuam, talvez você esteja cometendo alguns dos cinco erros mais comuns em imagens digitais. Leias as dicas sobre como evitar esses erros e aumentar o potencial de sua câmera digital.


1. Contraste excessivo

Ao tirar fotografias em dias nublados, você deve ter notado que várias imagens digitais exibem um contraste extremamente alto. Essas fotografias contêm áreas sombreadas escuras e áreas realçadas ultrabrilhantes. O brilho excessivo constitui o problema mais grave, com realces "queimados" ou "apagados" que obscurecem os detalhes em, por exemplo, um vestido de noiva branco ou uma montanha coberta de neve.

Com um software sofisticado de edição de imagens, como o Picture It! da Digital Image Pro, é fácil resolver alguns problemas técnicos. Contudo, é praticamente impossível corrigir totalmente o problema dos realces apagados. Eles podem ser escurecidos, mas não é possível acrescentar detalhes ou textura que não tenham sido gravados pelo sensor de imagem.

Noivos em vestuário do século 19

Excesso de contraste e realces "apagados" são comuns em imagens com pouca iluminação natural ou com alta intensidade de flash. É mais fácil evitar esses erros com técnicas de fotografia mais adequadas do que corrigi-los com um software de edição de imagens. (Imagem criada com muita iluminação natural e intensidade total do flash.)

Correção  Para minimizar esse problema, lembre-se destas dicas:

  • Se sua câmera oferecer um controle de ajuste de nível de contraste, não selecione a opção mais alta. Mesmo com a luz suave de um dia nublado, a configuração padrão deve produzir um contraste satisfatório. Se a câmera não tiver um recurso de controle de contraste, tente tirar fotos quando o sol estiver encoberto por nuvens. O contraste será menor nessas condições.

  • Em luz extremamente intensa e contrastante — como em um dia de sol — selecione uma configuração de contraste um pouco mais baixa. Isso diminuirá realces excessivamente claros e áreas sombreadas extremamente escuras. Depois que baixar as imagens para um computador, use um software de edição de imagens para aumentar o contraste se as fotos parecerem um pouco "achatadas". (O software é mais eficaz para aumentar o contraste do que para reduzi-lo.) Ao tirar fotos de pessoas, peça para que elas fiquem em uma área com sombra e use o flash para manter um efeito brilhante.

  • Sob luz natural direta, use a opção "Flash Sempre Ativado" da câmera para temas mais próximos a fim de equilibrar a luminosidade. Um disparo de luz adicional pode atenuar o contraste, clareando as sombras. Se a unidade de flash da câmera produzir áreas realçadas ultrabrilhantes, não a utilize com temas de cor branca.

Dica  Se você não tiver usado flash e precisa iluminar uma área sombreada importante, faça isso com um software de edição de imagens. Alguns programas contêm uma ferramenta de flash para preenchimento, excelente para iluminar apenas as áreas sombreadas de uma fotografia. Outros oferecem uma ferramenta auxiliar que pode ser usada para clarear uma área selecionada.

Ciclista em uma corrida

Uma imagem com ligeira subexposição e baixo contraste pode parecer frustrante à primeira vista. Embora seja preferível obter exposição e contraste "perfeitos", é possível solucionar esses problemas com um software de edição de imagens. É muito mais difícil corrigir uma imagem com superexposição, especialmente com realces "apagados" e contraste excessivo.

Ciclista em uma corrida

Ao usar as ferramentas de contraste, iluminação e flash de preenchimento contidas no software de edição de imagens, consegui corrigir, em 30 segundos, a imagem com ligeira subexposição e baixo contraste.


  • A superexposição constitui o problema de contraste tornando as áreas realçadas extremamente brilhantes. Depois de tirar a primeira fotografia de qualquer tema, verifique a exposição no monitor da câmera. Se a imagem parecer muito clara, defina um fator de compensação de exposição negativa como, por exemplo, -0,5. Tire novamente a foto e examine-a. Uma imagem ligeiramente escura pode ser corrigida mais tarde com um software de edição de imagens, por meio das ferramentas de flash de preenchimento ou de clareamento.

Em resumo, as técnicas e as configurações de fotografia corretas podem minimizar problemas de realces apagados; entretanto, talvez você não obtenha os resultados ideais com luz extremamente contrastante. Para obter fotos bem-sucedidas, planeje tirá-las em um dia um pouco nublado. (Se o céu estiver esbranquiçado, não o inclua nas fotos.) Experimente um programa sofisticado de edição de imagens e use as várias ferramentas disponíveis para melhorar as fotografias contrastantes.

Vendedor com bandeiras coloridas

Na luz suave de um dia nublado, raramente ocorrem problemas de contraste excessivo ou realces "apagados". No caso de fotografias de pessoas e temas da natureza, essa iluminação é geralmente mais sutil. (Flash usado com uma configuração de intensidade de flash de -0,5.)

2. Configurações inadequadas da câmera

Além das opções de ajuste de exposição e contraste, várias câmeras digitais avançadas contêm diversos outros recursos. As alternativas comuns oferecem controle total sobre os parâmetros da imagem, como a proporção de branco, o tom da cor (em relação a vermelho e azul), nitidez e saturação da cor. Se você tiver gasto mais com uma câmera com várias opções, será tentador usar todas elas. Contudo, essa atitude poderá ser errada, pois configurações inadequadas produzirão imagens artificiais e brilhantes.

Adolescentes com fantasias coloridas

Uma saturação e uma nitidez de cor excessivamente altas, produzidas pela configuração de certos controles da câmera em um nível alto, podem produzir um efeito artificial difícil de ser totalmente corrigido com um software de edição de imagens. A menos que você deseje esse efeito por algum motivo específico, use a configuração normal da câmera e ajuste esses fatores posteriormente no software.

Se você definir a câmera para produzir imagens com nitidez ou saturação de cor excessiva (tom avermelhado ou azulado), as imagens não serão tão agradáveis. Um pequeno ajuste em qualquer um desses parâmetros pode ser útil às vezes, mas pouquíssimas câmeras oferecem um controle fino. Elas exigem que você faça um ajuste bem significativo na nitidez, no tom da cor ou na saturação. Se você não estiver satisfeito com os resultados, será muito difícil corrigir totalmente um problema mais grave usando um software de edição de imagens.

Correção  Antes de ajustar qualquer um dos três parâmetros, realize alguns testes com a câmera. Tire fotos de temas que você fotografa com freqüência, como pessoas, paisagens e prédios. Para começar, teste o ajuste de saturação da cor. Tire a primeira foto com a configuração mais baixa, a segunda com a saturação normal e a terceira com a configuração de saturação alta. Ao rever as imagens no monitor do computador e em impressões a jato de tinta, faça a si mesmo as seguintes perguntas:

  • A alta saturação produz um efeito agradável ou uma aparência brilhante como se fosse tinta molhada?

  • O efeito é adequado para objetos coloridos, mas inadequado para fotos de pessoas?

  • Qual a vantagem obtida com a saturação baixa de cores?

  • Quando esta opção seria útil?

Use a mesma abordagem de teste com o ajuste de nitidez e os controles de tons de cor. Você provavelmente descobrirá que a configuração padrão (ou normal) produz os resultados mais agradáveis.

Precisa de um pouco mais de nitidez? Use as ferramentas de nitidez contidas no programa de edição de imagens. Faça o mesmo com o equilíbrio de cores ou ajuste a ferramenta de tonalidade até que a imagem pareça adequada. O software oferece controle fino com ajustes de níveis que permitem atingir o efeito desejado.

Adolescentes em um desfile em dia cinzento e nublado

Mesmo em dias cinzentos e nublados, o sistema de proporção de branco deve produzir imagens sem o tom de cor azul. Se você não estiver satisfeito com as tendências de sua câmera com essa iluminação, selecione a configuração de proporção de branco para dias nublados. (Proporção automática de branco; pequena correção feita com a ferramenta de ajuste de tonalidade do Microsoft Digital Image Pro.)

As opções de proporção de branco selecionadas pelo usuário são mais úteis em condições raras de iluminação, por exemplo, sob luzes fluorescentes ou de tungstênio, sem flash. Para determinar o nível de qualidade produzido pela câmera em condições de iluminação mais comuns, tire uma fotografia do mesmo tema com uma proporção automática de branco e com a opção selecionada pelo usuário.

Depois de testar inúmeras câmeras digitais, raramente uso o controle interno da câmera para ajustar a nitidez, o tom das cores e a saturação. Às vezes, seleciono uma configuração mais baixa para nitidez, contraste ou saturação da cor e, também, para alguns temas, como retratos e fotografias de casamento, para atingir um efeito mais suave. Como posso facilmente aumentar a nitidez e a saturação da cor com um software de edição de imagens, normalmente faço ajustes após baixar minhas fotos.

3. Alcance inadequado do flash

Uma unidade de flash simplesmente não fornece o alcance adequado para, por exemplo, noivos distantes em uma cerimônia de casamento ou para o zagueiro em um jogo de futebol noturno. Do mesmo modo, o flash não consegue iluminar o vasto interior de uma catedral, um castelo ou uma caverna.

Lobby de um amplo hotel à noite

Sabendo que o flash não conseguiria iluminar esta cena distante em um amplo hotel, defini minha câmera para desativar o flash e fiz longas exposições de luz ambiente. (Imagem criada com a configuração ISO 200; exposição de 1/8 s com a câmera sobre um tripé.)

Uma unidade de flash embutida pode ter o alcance de 6 metros na configuração ISO 100 da câmera. Uma unidade de flash auxiliar avançada pode ter o alcance de 12 metros.

Se tiver usado flash para temas muitos distantes, você perceberá os resultados: imagens com subexposição, escuras e sombrias. Algumas fotografias podem ter ficado totalmente pretas. Ao contrário da superexposição, uma subexposição intensa não pode ser adequadamente corrigida mesmo com um software profissional de edição de imagens.

Correção  Em primeiro lugar, experimente a configuração ISO. A opção ISO 400 da câmera pode aumentar o alcance efetivo do flash em cerca de 50%. Depois de tirar uma foto, verifique a imagem no monitor da câmera; se estiver muito escura, não será possível utilizar flash nessa cena.

Como alternativa, desative o flash. Praticamente todas as câmeras digitais contêm uma configuração de flash desativado. No caso de temas muitos distantes, selecione essa opção. Para evitar borrar a imagem com a trepidação da câmera durante longas exposições em luz baixa, use um tripé ou apóie seu cotovelos sobre algo sólido. (E, a menos que você deseje obter imagens borradas em movimento para produzir efeitos criativos, evite fotografar um tema em movimento, pois ele ficará borrado durante a longa exposição.)

No caso de fotos tiradas em velocidades mais altas do obturador, com pouca luz e sem flash, algumas câmeras permitem selecionar uma configuração ISO 400 ou ISO 800. Essa opção pode ser útil, mas lembre-se de que, em configurações ISO altas, várias câmeras produzem ruído digital (artefatos semelhantes à granulação). Contudo, você pode concluir que é preferível haver ruído do que tirar uma foto com flash, produzindo subexposição excessiva, ou tirar uma foto borrada usando a configuração ISO 100.

O flash eletrônico é uma ferramenta valiosa, mas possui limitações. Algumas situações com ou sem flash — pode ser efetivamente impossível fotografar a ação em um evento esportivo em ambiente fechado ou as tapeçarias distantes no interior de um castelo escuro — a menos que você use um equipamento profissional. Os fotógrafos da imprensa conseguem imagens excelentes não só porque configuram diversas unidades de flash remoto, como também porque podem se aproximar da ação. Quando você não puder tirar boas fotos, deixe sua câmera de lado e simplesmente aproveite o momento.

4. Compactação excessiva no formato JPEG

Com a maioria das câmeras digitais, o nível padrão de qualidade da imagem é bem baixo, talvez adequado para cópias de 10x15 cm. Vários proprietários de câmeras usam esse nível de qualidade, que produz um arquivo de imagem bastante pequeno devido à alta compactação, por uma única razão: várias imagens podem ser incluídas em cartões de memória. Isso faz sentido, mas é um erro para qualquer pessoa que planeja fazer cópias maiores. Antes de mostrarmos como evitar erros com excesso de compactação, vamos fazer uma pausa para falar sobre a relação entre qualidade da foto e tamanho do arquivo.

Uma impressora jato de tinta com cópias de 20x25 cm

As imagens feitas com uma câmera de 3 megapixels disponível, no modo de melhor qualidade, pode produzir belas cópias de 20x25 cm. Sempre que possível, use a opção de gravação Alta/Excelente de sua câmera se você planeja fazer (ou solicitar) cópias maiores que 10x15 cm.

Qualidade da imagem  Quanto melhor a qualidade, maior será a resolução e mais pixels conterão a imagem. Com mais pixels, é possível obter melhor definição de detalhes. Uma imagem de baixa qualidade possui uma resolução mais baixa e é composta de pouquíssimos pixels. Várias câmeras digitais oferecem diversas opções de qualidade de imagem: de baixa a muito boa.

Tamanho do arquivo  Além de escolher a qualidade da imagem, você geralmente pode escolher o tamanho do arquivo de imagem: grande ou pequeno. Quanto maior o arquivo, mais baixa será a compactação e melhor será a qualidade da imagem. Um arquivo pequeno é compactado de forma extensiva com um software interno, produzindo maior perda de dados importantes de imagem e resultando em má qualidade da foto.

Esses dois recursos, que são qualidade de imagem e tamanho de arquivo, funcionam juntos. Ao selecionar um modo de captura JPEG, você pode escolher uma combinação que crie arquivos grandes de alta resolução (para obter a melhor qualidade), arquivos pequenos de média resolução, arquivos grandes de baixa resolução etc.

Cada fabricante de câmera usa sua própria terminologia para as opções de qualidade de imagem e os níveis de tamanho de arquivo de imagem. Algumas câmeras oferecem apenas opções básicas de qualidade, como normal, melhor e excelente. Leia atentamente o manual de instruções para determinar as opções fornecidas por sua câmera e suas reais designações.

O erro  É tentador usar a configuração padrão da câmera, que fornece um nível médio de qualidade e um arquivo de imagem bem pequeno. Algumas pessoas, tentando aumentar o número de imagens que serão aceitas pelo cartão de memória de 16MB, costumam selecionar a opção de pior qualidade de imagem e o menor tamanho de arquivo. Infelizmente, nenhuma dessas combinações produz imagens que resultarão em cópias excelentes.

Os artefatos JPEG e a má definição devido à alta compactação são revelados na face de uma pessoa

Um grande volume de dados de imagem é perdido com níveis muito altos de compactação no formato JPEG. Embora esse problema possa não ser significativo em uma cópia de 10x15 cm, ele torna-se óbvio em cópias maiores, prejudicando visivelmente a qualidade da imagem. (Uma pequena parte da área da imagem de uma cópia de 21x27 cm de uma imagem criada no modo de captura JPEG Inferior/Baixa Qualidade com uma câmera de 3 megapixels.)

Correção  Compre um cartão de memória de alta capacidade para você não ficar tão tentado a usar a configuração de baixa qualidade ou a opção de alta compactação. Um cartão de memória de 128MB ou de 256MB pode salvar vários arquivos de imagem grandes/de alta resolução. Independentemente do cartão, você deve rever freqüentemente suas fotos e excluir as imagens malsucedidas. Com isso, haverá mais espaço para fotos novas e melhores.

Com uma câmera de 2 ou 3 megapixels, use uma combinação alta/excelente caso pretenda fazer cópias de 13x18 cm. Se você raramente faz cópias maiores que 10x15 cm, poderá usar a configuração média/boa. Isso produzirá um arquivo de imagem com um número adequado de pixels e um nível médio de compactação JPEG capaz de manter uma qualidade de imagem satisfatória.

Para obter melhores resultados, use sempre o valor mais alto da opção de qualidade de imagem, de preferência com uma configuração de tamanho de arquivo maior. Entretanto, o que fazer se os cartões de memória estiverem quase cheios? Selecione a combinação "Arquivo Pequeno/Excelente". A imagem JPEG será compactada de forma extensiva, mas a alta contagem de pixels deverá continuar garantindo uma qualidade aceitável em cópias de 13x18 cm.

5. Técnicas de fotografia inadequadas

Uma técnica descuidada pode ser empregada durante o uso de qualquer equipamento; contudo, as câmeras digitais oferecem uma armadilha específica. Vários recursos de design nos fazem tirar fotos do tipo mirar e bater. Isso produz qualidade técnica inferior e vários instantâneos malsucedidos. Com muita freqüência, nossas fotos não são muito nítidas nem adequadamente compostas, deixando de oferecer a forte atratividade visual que esperamos das imagens.

Girassóis em contraste com o céu azul

Para criar imagens nítidas, claras e com exposição adequada -- com boa composição e alto impacto visual -- vale a pena demorar um pouco mais em cada fotografia. A excelência técnica e estética é possível com qualquer câmera digital se você evitar os erros comuns de "fotos instantâneas". (Modo de gravação TIFF, flash definido no nível de intensidade -0,5, Foco automático de ponto único, a f/8 e a 1/100 s no modo de prioridade de abertura AE, filtro polarizador.)

Depois de examinar meus próprios hábitos, identifiquei algumas causas do problema e suponho que se apliquem a outras pessoas. Alguns hábitos impensados podem surgir com o uso de certos recursos das câmeras digitais:

  • O monitor de visualização de imagem é uma alternativa conveniente ao visor. Desse modo, podemos segurar a câmera com uma mão, a uma distância de 30 cm dos olhos. O monitor permite uma visão mais precisa do enquadramento da imagem, mas essa técnica de utilização de uma única mão produz algumas imagens borradas em virtude da trepidação da câmera.

  • Várias câmeras digitais oferecem uma grande variedade de opções, que normalmente requerem a pesquisa de diversos menus. Conseqüentemente, é mais tentar manter a simplicidade, fotografando no modo de programa totalmente automático. Tendemos a ignorar recursos úteis, como compensação da exposição, redução da intensidade do flash e várias opções de qualidade de imagem. Também costumamos usar o foco automático de área ampla, o que pode fazer com que a câmera focalize o ventre de uma pessoa em vez dos olhos.

  • Como não precisamos gastar dinheiro com filme e processamento de fotografias digitais, costumamos tirar muito mais fotos. Isso pode ser útil quando realmente "trabalhamos" em um tema, explorando-o sob vários pontos de vista e perspectivas. Contudo, também é possível produzir uma foto do tipo mirar e bater quando simplesmente batemos qualquer foto sempre que algo interessante aparece. O resultado são instantâneos tirados sem muito cuidado ou atenção com composição e outros detalhes. Tendemos a tirar fotos com muita rapidez, sem tentarmos ser um pouco mais criativos.

Correção  Quando percebem que estão acomodados nas mesmas técnicas descuidadas, alguns de meus amigos às vezes passam a usar uma câmera monoreflex totalmente manual. Isso os força a se envolverem mais no processo fotográfico e os faz lembrar de práticas mais "sérias". Naturalmente, eles logo voltam a usar as câmeras digitais. Talvez seja útil passar alguns dias tirando fotos com equipamento manual, mas essa não é a estratégia ideal para ninguém.

Existe uma solução mais simples: a autodisciplina. Dedique mais tempo e esforço criando imagens digitais excepcionais, em vez de produzir uma grande quantidade de instantâneos de má qualidade. As câmeras digitais oferecem uma vantagem maior sobre as câmeras de filme: o monitor de imagem permite verificar a exposição, a composição e o enquadramento. Se qualquer um desses fatores não estiver do modo ideal, fotografe a cena novamente até que a imagem esteja totalmente satisfatória.


Texto de Charlotte K. Lowrie, foto de John Quinn

Poucos poderiam recusar a flor oferecida por esse palhaço adorável. Os elementos nesta fotografia de John Quinn, um fotógrafo profissional estabelecido em Cleveland, Ohio (http://www.sunartist.com), criaram tanto atratividade como interesse. Embora pareça ser uma foto bem espontânea, Quinn, na realidade, criou cuidadosamente a coreografia da imagem: o ponto de vista combinado com a iluminação leve e direcional evocam a inocência infantil única que personifica o espírito associado aos palhaços. Quinn produziu essa imagem como parte de um portfólio de relações públicas de um parente que é ator.

Um planejamento cuidadoso ajudou a criar essa bela imagem do palhaço

Um planejamento cuidadoso ajudou a criar essa bela imagem do palhaço.


Planejamento e composição

Ao preparar-se para fotografar, Quinn primeiro determinou a aparência geral que desejava dar ao assunto. "Eu me lembrei dos tempos de fotografia do glamour hollywoodiano e decidi que preto e branco seria a melhor opção para capturar a imagem da face branca do palhaço", ele explica. Quinn sabia que também poderia jogar com as expressões faciais animadas do palhaço na imagem. "A inclusão da flor é épica neste exemplo", ele acrescenta.

Outros elementos da imagem também foram orquestrados em detalhes. A perspectiva e a iluminação foram cuidadosamente escolhidas para completar a mensagem da foto. Quinn destaca que a perspectiva é uma importante ferramenta para trazer à tona uma resposta emocional à imagem. Neste caso, Quinn optou por uma perspectiva ampla, para focalizar a atenção no objeto da foto. "A foto chama a atenção porque o observador é dominante, com o palhaço gentilmente oferecendo a flor ao observador", Quinn explica. Por outro lado, em retratos de executivos de corporações, Quinn fotografa um pouco abaixo do nível dos olhos do objeto. "Olhar para pessoas de estatura alta dá a elas uma sensação de superioridade do ponto de vista do observador", ele observa.

Como iluminação frontal, Quinn colocou uma única luz um pouco acima do objeto. A luz foi posicionada a um ângulo de 35 graus da câmera e direcionada para o objeto. Mestre na economia fotográfica, Quinn comprou o velho holofote padrão de Hollywood por US$35 em uma exposição de câmeras e pagou US$20 pelo suporte. A iluminação de fundo era a de um holofote muito parecido com aqueles disponíveis em lojas do tipo "faça-você-mesmo".

Equipamento e exposição

  • Câmera: Nikon FM2 (totalmente manual)

  • Lente: 20 mm

  • Filme: Kodak T-Max 400 ISO (um filme preto e branco de alto contraste)

  • Abertura: f/8

  • Velocidade do obturador: 1/60

  • Revelação e impressão: pelo fotógrafo

Quinn escolheu uma lente de 20 mm para aumentar a perspectiva do retrato em close-up. "Eu estava provavelmente a cerca de 70 centímetros de distância do objeto, e com um retrato angular em close-up, tudo no plano de fundo aparece bem maior e o resto da imagem fica em seu lugar", explica o fotógrafo.

A abertura forneceu a profundidade de campo que Quinn precisava para a foto. "A exposição precisava ser de pelo menos f/8 para manter a flor em foco, bem como as expressões faciais do objeto", diz Quinn. "Escolhi um filme de velocidade 400 T-Max para uma exposição relativamente rápida que me daria uma velocidade do obturador acima de 1/30 de segundo — uma velocidade do obturador mais lenta representaria de forma suave qualquer movimento do objeto, ou faria com que ele parecesse fora de foco".

Dica do fotógrafo

Se você não tem uma sala escura e tem dificuldades em encontrar um laboratório que revele e imprima filmes em preto e branco, Quinn sugere o uso do Kodak TN400, um filme preto e branco cromógeno profissional. A vantagem desse filme é que ele pode ser revelado pelo Processo C-41 (processamento em cores) pela maioria dos laboratórios. Além disso, um laboratório de personalização pode imprimir o filme em diferentes tonalidades ou matizes.


Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Um adágio clássico da fotografia sugere que, se as suas fotos não são boas o suficiente, provavelmente você não está perto o suficiente. Com os fantásticos recursos das lentes atuais, você pode chegar muito perto e gerar ótimas imagens. Então, quer você considere "perto" como isolar um detalhe incrível do tema ou "preencher o quadro", assuma o desafio de "chegar um pouquinho mais perto" do objeto que você está fotografando.

Caso você opte por chegar mais perto batendo macrofotografias, tente manter uma profundidade de campo máxima. Tente usar lentes grandes-angulares ou alternar para o modo de ângulo aberto e depois fechar o diafragma em f/5.6, f/8, ou até mesmo uma abertura menor. Evidentemente, a abertura menor exigirá exposições mais longas e isso torna o tripé um equipamento essencial para obter imagens nítidas. Tente também tirar a mesma foto com e sem flash para preenchimento e experimente uma variedade de velocidades de obturador e condições de iluminação.


Macrofotografia de uma flor

Chegue um pouquinho mais perto usando a macrofotografia.


Tente a macrofotografia

Fotografia de exposição longa

Macrofotografia com exposição longa.

Por exemplo, esta imagem digital foi tirada usando uma macroexposição de 30 segundos a f/32 com uma lente de 60 mm. A iluminação consistiu em um flash para preenchimento disparado no início da exposição (com o obturador definido para Bulb, ou modo de exposição longa) e traços de luz ambiente doméstica de uma sala próxima.

A exposição mais longa permitiu o preenchimento com altas-luzes que poderiam ter sumido devido ao flash inicial. A exposição mais longa também produz cores mais interessantes do que a exposição automática padrão.

Preencha o quadro

Preencha o quadro quando estiver fotografando um retrato

Preencher o quadro é outra forma de chegar um pouco mais perto.

Caso você opte por "chegar um pouquinho mais perto" com fotografias padrão, como retratos, deve escolher uma teleobjetiva curta, como uma de 105 mm, ou um zoom parcial na sua câmera digital. Esse comprimento focal permite que você chegue mais perto para preencher o quadro sem invadir o espaço pessoal dos fotografados.

Para variar, tente tirar retratos com uma lente grande-angular ou usar o modo de ângulo aberto da sua câmera. Mais uma vez, faça experiências com a profundidade de campo, distância do objeto fotografado e iluminação.

Durante o trabalho, comece a "ver" os detalhes do objeto sendo fotografado que apresentam mais informações sobre o tema do que se você estivesse batendo a foto a uma distância maior.

Comece a procurar fotos dentro de fotos: encontre detalhes espetaculares que, quando isolados no seu visor, se transformem em um mundo próprio.


Use os modos de exposição para obter controles adicionais e criativos

Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Se você deseja a flexibilidade criativa de fotografar os objetos da maneira que você os vê em sua imaginação, o primeiro grande passo é aprender quando usar os diferentes modos de exposição de sua câmera. Quase todas as câmeras digitais e monoreflex possuem uma variedade de modos de exposição que permitem que você controle toda ou parte da exposição de imagens individuais.

Em geral, a maioria das câmeras novas oferece os modos programado, manual, prioridade de abertura e prioridade de obturador. Todos os modos, exceto o modo programado, permitem que você controle, dentro de certos limites, o nível de nitidez ou de foco do plano de fundo, se deseja "congelar" ou "embaçar" a ação ou, em situações fotográficas mais complexas, se você pode obter uma foto próxima da que deseja.

Imagem com velocidade lenta do obturador e o efeito panorâmico

Use uma velocidade lenta do obturador e efeito panorâmico sobre o objeto para captar o efeito de movimento.


Algumas definições

Antes de abordar detalhadamente os modos de exposição, e para garantir que estamos tratando do mesmo assunto, eis algumas definições simplificadas.

Abertura: a medida de abertura da lente, que determina o quanto de luz entra na câmera para fazer a exposição. As medidas de aberturas de lente são exibidas como f-stops (aberturas de diafragma). Por exemplo, f/2.8 é uma abertura de lente grande que deixa entrar mais luz que f/22, que é uma abertura pequena. A alteração do valor de f/stop em uma interrupção -- por exemplo, de f/16 para f/22 -- reduzirá a quantidade de luz pela metade.

Exposição temporizada e abertura pequena capturam o movimento da neve caindo

A exposição temporizada de 25 segundos combinada com a abertura pequena (f/22), usando lente grande-angular, captura o movimento da neve caindo.

Velocidade do obturador: o tempo em que se mantém aberto o mecanismo (lâminas de metal ou cortina) que permite a entrada de luz na câmara. A velocidade do obturador é expressa em segundos. Quanto mais tempo ele ficar aberto, mais luz atingirá o filme ou o CCD (Charge-Coupled Device). A alteração da velocidade do obturador de 1/60 de segundo para 1/125 diminuirá o tempo de exposição pela metade.

Velocidade do filme: expressa por ASA/ISO (Organização de Padrões Internacionais), esse número indica a sensibilidade do filme à luz. Em câmeras digitais, a velocidade do filme é definida por uma equivalência à medida ASA/ISO. Quanto maior a ASA/ISO, menos luz será necessária para tirar a fotografia. Por exemplo, ASA/ISO 800 é um filme "rápido", ou seja, requer menos luz que ASA/ISO 100, que é um filme "lento".

Em linhas gerais, uma exposição é a quantidade de luz (abertura da lente) e quanto tempo (velocidade do obturador) de exposição à luz são necessários para obter uma imagem com base no ASA/ISO do filme, ou equivalente.

Noções básicas para escolha do modo de exposição

Os modos de exposição concentram-se em variáveis como abertura e velocidade do obturador. Entretanto, a exposição geral inclui fatores adicionais, como a velocidade do filme ou a equivalência ASA/ISO, o tipo de lente (angular, normal ou telefoto) e a distância do objeto.

Por ora, falaremos apenas dos modos de exposição. Sem a pretensão de se aprofundar em detalhes, podemos usar as informações a seguir como guia sobre quando usar cada modo de exposição para obter o efeito desejado.

Controle o nível de nitidez ou de foco do plano de fundo

Varie a profundidade de campo para criar um contexto para o objeto

Você também pode variar a profundidade de campo para criar um contexto para a imagem, como mostrar a quantidade de neve acumulada contra um plano fundo com árvores cobertas de neve.

Use o modo de prioridade de abertura quando desejar controlar a nitidez ou o nível de foco do plano de fundo. No modo de prioridade de abertura, você define a abertura (f-stop) e a câmera define a velocidade correta do obturador.

Por exemplo, você está de férias em um lugar muito conhecido e quer tirar a foto de seu amigo sentado em frente a uma placa do local, com ele e o cenário de fundo em foco. Para tirar essa foto, você precisa controlar a profundidade de campo, ou da área à frente e atrás do assunto principal -- seu amigo -- que esteja em foco aceitável. Assumindo que você não mude sua distância do objeto, quanto menor for a abertura da lente (f/números maiores), maior será a profundidade de campo na imagem. Em outras palavras, tanto o primeiro plano como o cenário de fundo estarão em foco ou em foco aceitável. Do mesmo modo, quanto maior a abertura da lente (f/número menor), menor será a profundidade de campo conseguida e o cenário de fundo aparecerá fora de foco na imagem.

Para tirar a foto de seu amigo, defina a abertura para f/16, se o dia estiver claro o suficiente para uma foto com esse f-stop, ou se houver pouca luz e você estiver usando um filme ou uma definição ASA/ISO rápida. Você conseguirá a nitidez que deseja no primeiro plano e no cenário de fundo. Lembre-se, quanto maior o f/número, maior a profundidade de campo com uma lente normal e grande-angular ou de definição focal.

No entanto, se o dia estiver nublado, talvez você tenha que definir a abertura do diafragma para a exposição -- alterne para uma abertura maior de lente (f/número menor) -- para obter luz suficiente para a foto. Em geral, aumentar a exposição para f/8 ou até f/5.6 resultará em planos de fundo com nitidez razoável. Outra opção é usar um filme mais rápido, ou uma equivalência ASA/ISO mais rápida em uma câmera digital.

Em outra situação fotográfica, você pode desejar um close-up de seu amigo, mas sem a distração dos detalhes do cenário de fundo. Para tirar de foco esse cenário, mas manter seu amigo em foco, defina a abertura do diafragma para a exposição em um f/número abaixo de f/5.6: digamos f/3.5 ou f/2.8. Ao ajustar o f-stop, você pode determinar até que nível de detalhe o cenário de fundo estará fora de foco.

Combine profundidade de campo e foco seletivo para transmitir as informações sobre o objeto

O controle da profundidade de campo e o uso do foco seletivo pode produzir imagens interessantes que transmitem informações sobre o objeto, como a solidão dessa cabana na floresta.

O que mais você precisa saber: lentes telefoto e zoom em uma câmera digital produzem pouca profundidade de campo. Além disso, quanto mais perto você estiver do objeto, menos profundidade de campo terá. Se você deseja o máximo de profundidade de campo, use uma lente grande-angular ou definição, e afaste-se do objeto. A seguir, da parte inferior da moldura, dirija o foco aproximadamente a um terço do cenário.

Em situações de pouca luz, sua possibilidade de obter o máximo de profundidade de campo estará limitada, porque com f-stops maiores, a velocidade do obturador necessária poderá ser muito lenta para você disparar a foto. Isso pode acontecer em um evento esportivo em um ginásio, por exemplo. Você pode usar um pé ou tripé para tirar a foto com uma velocidade do obturador menor, ou pode sacrificar a profundidade de campo e aumentar a velocidade do obturador. Com uma velocidade lenta do obturador; entretanto, você não conseguirá interromper a ação.

Interrompa a ação ou capture o efeito de movimento

Combinando o efeito panorâmico e a velocidade lenta do obturador

Para obter um efeito artístico, você pode usar uma velocidade lenta do obturador e um efeito panorâmico do movimento do objeto.

Use o modo de prioridade do obturador quando quiser controlar se a ação será "congelada" ou haverá o efeito de movimento. No modo de prioridade do obturador, você define a velocidade do obturador e a câmera define a abertura correta, ou o f-stop.

Por exemplo, você está em um parque e quer "congelar" o movimento de pulo de seu amigo. Considerando que você esteja em um dia claro ou em um local bem iluminado, você pode definir a velocidade do obturador para 1/250 ou 1/500 de segundo. Verifique a abertura para assegurar-se de que pode tirar a foto. Se a combinação abertura/obturador estiver fora da faixa possível, a maioria das câmeras não permitirá que você pressione o botão disparador do obturador. Se necessário, ajuste a velocidade do obturador para o nível inferior seguinte.

Se a foto for tirada com um pequeno f-stop e velocidade rápida do obturador, a ação será "congelada" e o plano de fundo ficará fora de foco. Alguns cálculos de exposição dependem do seu ângulo em relação ao objeto, mas, em geral, quanto mais rápido for o movimento do objeto, maior a velocidade do obturador necessária para "congelar" a ação, particularmente com comprimentos focais maiores (ou modo zoom). Para capturar o tráfego na cidade que está se movendo em paralelo a você, comece com 1/1000 de segundo, por exemplo. Se você precisar usar uma velocidade lenta do obturador, use uma lente grande-angular ou o modo grande-angular, e, se possível, um filme de ASA/ISO mais rápida ou a definição para "congelar" o movimento.

Por outro lado, se você quiser mostrar o efeito de movimento, defina uma velocidade lenta para o obturador. Você tem uma opção com velocidades de obturador realmente lentas: artisticamente, pode mostrar o efeito de movimento tanto do objeto como do cenário de fundo, ou pode manter o objeto em foco e tirar de foco o cenário de fundo, através do efeito panorâmico no objeto. O efeito panorâmico é uma arte que requer prática para atingir a perfeição. A técnica consiste em segurar a câmera bem firme (de preferência, sobre um tripé) enquanto você se move, somente com os quadris, para acompanhar o movimento do objeto. Defina a velocidade do obturador para 1/30 de segundo ou mais lenta.

Controle tudo

Use o modo manual em cenários difíceis de fotografar

Use o modo manual para obter a melhor combinação de abertura e velocidade do obturador em cenários complexos, como esse, de pouca luz, em que busquei o máximo de profundidade de campo possível.

Use o modo manual quando quiser controlar todas as fotografias. No modo manual, você define tanto a velocidade do obturador como a abertura. Depois que você se acostumar com a noção de que alterando o f-stop ou a velocidade do obturador você dobra ou reduz à metade a exposição, poderá preferir o controle criativo que a definição manual oferece. O modo manual também é usado em cenários em que você precise tentar combinações para obter o máximo de profundidade de campo possível com pouca luz.

Se o modo manual parecer assustador, não se preocupe. Quase todas as câmeras mais recentes oferecem ajuda, de modo que ao definir o f-stop ou a velocidade do obturador, a câmera exibe no visor a definição apropriada para a outra variável.

Simplesmente focalize e dispare

Use o modo programado quando quiser apenas focalizar e disparar. No modo programado, a câmera seleciona o f-stop e a velocidade do obturador para a exposição correta. O modo programado é uma boa opção para quando você precisa tirar fotos rápidas e não está preocupado com a profundidade de campo ou como a ação aparecerá na imagem. Embora o modo programado não seja a maneira mais criativa de usar sua câmera, ele é útil quando você está com pressa.

Antes de começar suas experiências com os modos de exposição, verifique no manual de sua câmera as aberturas e velocidades do obturador disponíveis. Por exemplo, algumas câmeras ou lentes oferecem somente f/11 como menor abertura, o que pode limitar suas opções de criatividade. Assim, se você conhecer agora os parâmetros de sua câmera, poderá planejar suas fotos -- e não será surpreendido no momento em que precisar tirar as fotos.


Texto e fotos de Charlotte Lowrie

Em seu livro "Photography and the Art of Seeing", Freeman Patterson descreve as barreiras de visão do nosso mundo — um resultado, em parte, da confusa quantidade de informações visuais com que nos confrontamos diariamente. Patterson argumenta que processamos e organizamos os estímulos relevantes em padrões que funcionam para nós, descartando o resto. "Desenvolvemos uma visão em túnel, que nos dá a visão clara da trilha à nossa frente, mas evita que vejamos o mundo à nossa volta", diz ele.


Perspectiva infantil de uma mesa

Como uma mesa deve parecer do ponto de vista de uma criança.


Desafio: adquira um novo ponto de vista

Perspectiva de uma porta

Uma visão infantil.

Uma maneira de quebrar a visão em túnel e ver além da trilha à nossa frente é mudar nosso ponto de vista — tanto nossa perspectiva mental como a visual. Como desafio fotográfico, tente fotografar atividades cotidianas do ponto de vista de uma criança de dois anos de idade.

Para tirar o máximo desse desafio fotográfico, tente expressar a perspectiva infantil da descoberta. Faça um esforço para abandonar noções preconcebidas sobre objetos, pessoas e atividades. Veja se consegue fazer com que suas fotos passem a alegria da descoberta do novo e a surpresa de não saber o que o mundo significa. Seu ponto de observação visual deve ter aproximadamente 90 centímetros.

Variações do desafio

Escadas em outra perspectiva

Escadas: uma perspectiva diferente.

As melhores fotos contam uma história.

As fotos podem transportar os observadores além de suas perspectivas limitadas, para o ponto de vista da história que as imagens contam. Eis algumas idéias para quebrar a visão em túnel da perspectiva adulta.

  • Tire uma seqüência curta de fotos que mostrem como as pequenas atividades têm mais significado para as crianças — atividades como comer uma refeição, se aprontar para dormir ou passear de carro.

  • Ilustre várias emoções e humores de uma criança de dois anos. Mostre a ansiedade em pegar um doce, a frustração em querer atenção e não a ter, ou outras emoções expressas por uma criança.

 

 


Charlotte K. Lowrie

Se você não estiver satisfeito com as suas fotos atuais e estiver determinado a tirar fotos melhores, este é o momento de pensar no que é preciso para que isso aconteça.

Parte da fórmula para tirar fotos melhores é acertar os detalhes técnicos. Esse procedimento inclui verificar se o seu equipamento está funcionando corretamente, usar filme novo e adequado à fotografia desejada, além de detectar os hábitos antigos e inapropriados que você deseja mudar.

A parte mais difícil da fórmula consiste em refinar sua percepção criativa para que perceba as fotos ao encontrá-las e para que possa interpretá-las de formas diferentes e inovadoras.

Margarida entre talos

Faça alguns exercícios que estimulem a sua criatividade. Esta foto foi o resultado de um questionamento sobre como ficaria um narciso em um ambiente superlotado.


Visões criativas

Para alguns, a percepção criativa é um dom. Para outros, ela emerge gradativamente com o tempo, raciocínio, desejo, paixão por determinado tema, experimentação e senso de estilo pessoal.

Narciso

Procure as áreas de uma cena que podem se transformar em minicomposições.

Seja um fator inerente ou que se desenvolve, a percepção criativa tem menos a ver com imitação e padrões arbitrários do que com confiança para interpretar e fotografar o mundo como você o vê.

Vendo fotos  Em um primeiro momento, a percepção desvia-se para os temas óbvios e bonitos: paisagens atraentes, ícones como famosos monumentos e símbolos, e cenas que se assemelham a fotos que já vimos anteriormente.

A maioria das pessoas se sente compelida a tirar fotos óbvias. Na verdade, alguns podem sentir essa necessidade até ficarem totalmente entediados com o óbvio. Em outras palavras, até chegar ao ponto de "fui lá, fiz o que tinha que fazer e agora quero algo novo".

Há pelo menos duas vantagens nas fotos óbvias. Primeiro, satisfazer uma necessidade interior de tirar uma foto igual à de um cartão postal e, assim, poder provar à sua família e aos seus amigos que você esteve naquele local. Em segundo lugar, e mais importante, depois de se entediar completamente com fotos óbvias, você passa a observar o tema com mais rigor e atenção. Uma observação mais demorada quase sempre gera fotos mais sofisticadas e mais criativas.

Contudo, você provavelmente está se perguntando como é possível ver fotos? Parte desse processo está em treinar a si próprio para ver o que denominamos vinhetas, ou seja, as cenas menores que podem ser isoladas a fim de se criar uma minicomposição. Para treinar sua percepção para que visualize as composições, caminhe, observe pelo visor e veja o que a câmera vê.

Pense no visor como um quadro. Sua tarefa é encontrar a foto a ser enquadrada. Mova-se, mude de posição, olhe para cima e para baixo e verifique o que pode ser isolado como se fosse uma foto menor. Essa técnica se aplica à visualização de fotos de pessoas e também da natureza e de paisagens. Não há regra que determine que você precisa, por exemplo, incluir todo o rosto de alguém para fazer um retrato.

Narciso branco

Use a luz para ajudá-lo a ilustrar sua mensagem. Nesta imagem, a luz enfatiza a delicadeza das pétalas.

Uma outra técnica eficaz é analisar pinturas, fotografias artísticas e, principalmente, a natureza. Se prestar atenção, os elementos de design atraentes começarão a influenciar gradativamente a maneira como você compõe suas fotos. Uma opção mais direta, obviamente, é fazer cursos sobre arte e aprender sobre os princípios de design.

Durante o dia, comece a "procurar a luz" conscientemente. Em quase toda cena, haverá áreas menores em que a luz revela texturas, formas ou cores de maneiras dramáticas. A luz é o holofote que revela aquilo que seria ignorado pela observação normal. Depois de encontrar a luz, é bastante provável que haja uma foto para ser tirada.

Observação  A visualização é um processo que leva algum tempo. Uma procura mais aprofundada é praticamente impossível para turistas apressados, que passam apenas algumas horas ou um dia em um lugar.

Depois de algum tempo, a visualização de fotos se torna algo natural. Quando isso acontecer, você poderá se concentrar mais em como deseja processar a cena: quais elementos deseja enfatizar, que mensagem pretende transmitir sobre a cena e assim por diante.

Caiaque próximo à cachoeira

Embora difícil de ser percebido neste tamanho, o caiaque é o elemento essencial da foto.

O elemento essencial  Aliado a um método criativo está o elemento essencial: aquele que define a foto.

Em geral, o elemento essencial depende de certa forma do tema. Por exemplo, em fotos de esporte e de ação, o elemento essencial pode ser a oportunidade do momento: capturar a curvatura impossível ou os músculos contraídos do braço de um batedor em movimento. Em fotos da natureza, o elemento essencial pode ser um caiaque flutuando próximo a uma cachoeira naquele momento preciso ou o instante mágico em que uma luz dourada transforma totalmente uma cena.

Capturar o elemento essencial — o momento decisivo, a luz mágica ou a emoção determinante — requer não apenas reflexos rápidos, mas também presença, consciência do que ocorre ao redor e prontidão para responder à situação.

Abandonando idéias preconcebidas

Digamos que você adora fotografar flores. Muito provavelmente você sabe como as fotos de flores "devem" ser. Já viu algumas de que gostou e deseja tirar outras parecidas. A idéia que você tem sobre a aparência de fotos de flores é uma preconcepção. Se suas fotos se baseiam naquilo que você acredita ser a imagem adequada para fotos de flores, certamente contribuirá para aumentar o número dos milhões de quadros de imagens de flores já existentes.

No entanto, se quiser fotos mais criativas, é recomendável primeiro abandonar as idéias preconcebidas. Faça exercícios que o induzam a pensar nas flores (ou em seu tema fotográfico preferido) de outra forma. Por exemplo, observe ou compre algumas flores e analise-as detalhadamente por uns 10 minutos. Ande com elas, leve-as para outros cômodos ou espere por uma luz diferente no jardim.

Ao analisá-las, pergunte-se como é ser uma flor em meio a um feixe de flores. Embora pareça tolo, pense nos efeitos que um ambiente superlotado causaria na sua capacidade, como flor, de florescer e vicejar. Você também pode considerar as vantagens que essa proximidade oferece. As flores se sentem deprimidas? Se você mantiver esse tipo de abordagem por algum tempo, começará a ver as flores por outra perspectiva.

Duas margaridas

Esta imagem resultou de um questionamento sobre proximidade e como a natureza acomoda a situação.

Se não se sentir à vontade com o antropomorfismo, tente um método mais convencional. Por exemplo, como você ilustraria em uma única imagem a vida fugaz das flores, a profusão de cores ou o silêncio e a tranqüilidade? Como você transmitiria fotograficamente a alegria que as flores representam para o jardineiro ou para você?

Apesar de inicialmente parecerem perguntas tolas, as respostas podem ser a base da interpretação criativa do tema. Em contrapartida, com o tempo, sua interpretação criativa poderá evoluir até tornar-se um estilo fotográfico pessoal.

Este artigo inclui exemplos que são interpretações de flores do ponto-de-vista da flor. Obviamente, os observadores interpretarão o trabalho do fotógrafo à sua maneira, e isso é bom. Você deve estimular nos observadores um comentário que vá além de "É uma linda foto, não é?".

Ao trabalhar, concentre-se totalmente no que aparece no visor. Sua foto não incluirá a atmosfera circundante, como o calor do sol ou o canto de um pássaro. Para transmitir a mágica de seu sentimento diante da imagem, concentre-se em usar elementos composicionais fortes — cores, formas, texturas, enquadramentos — que traduzam o significado.

Sua foto terá ainda mais vigor se você considerar os princípios do bom design. Componha a imagem para que o olhar do observador flua até ela. Escolha o foco central e use o resto da imagem como apoio. Preste atenção às

Escada no lago e reflexos na água

Observe seu local favorito de outra maneira e veja se é possível criar uma composição abstrata.

linhas e manipule-as para conduzir o olhar do observador até a imagem e para o foco central.

Técnicas e idéias

Depois que se livrar de suas idéias preconcebidas, experimente usar métodos fotográficos criativos que o ajudem a comunicar sua interpretação do tema. Estas são algumas sugestões para que você comece a pensar sobre como a técnica pode ajudá-lo a se comunicar.

Abstrações  Ao contrário daquelas que definem precisa e literalmente o tema, as fotos abstratas ficam muito mais a cargo da imaginação do observador. As fotos abstratas podem mostrar temas ou trechos de temas que os observadores normalmente não percebem. Por exemplo, fotos extremamente grandes de madeira flutuante. Outras fotos abstratas podem mostrar uma janela ou uma entrada e apoiar-se em elementos composicionais, como linha, textura, cor e padrão, para causar impacto. Tente usar um método abstrato para transmitir sensações e conceitos, além de revelar detalhes específicos e irresistíveis.

Luz  A luz é o elemento determinante de qualquer foto. Portanto, use-a com criatividade para definir ou alterar a sensação causada por uma cena, revelar ou ocultar trechos da cena, e criar silhuetas. Com um flash externo, experimente obscurecer ou eliminar o plano de fundo parcial ou totalmente. Em outras palavras, aponte o flash para que ilumine o plano de fundo.

Com pequenos objetos, é possível, algumas vezes, usar essa técnica para obliterar o plano de fundo completamente. Coloque uma gelatina sobre o flash ou um filtro sobre a lente para criar uma atmosfera morna ou fria para a imagem.

Cais iluminado ao fundo

Escolhi esta imagem entre várias de uma série que enquadrei. As áreas sombreadas foram escurecidas para direcionar o olhar através da imagem. Outras imagens da série revelam mais detalhes nas áreas sombreadas.

Comece a pensar na luz como uma oportunidade de violar regras fotográficas tradicionais. Por exemplo, busque meios de expor cenas iluminadas ao fundo para enfatizar o tema escolhido. A luz de fundo cria sombras interessantes com as quais você pode trabalhar na composição geral.

Para determinar a exposição em cenas com luz ao fundo, faço uma medição da área mais iluminada e do tema, tiro a média das duas medições para determinar a exposição inicial e faço o enquadramento acima e abaixo da exposição. A série de imagens exibirá mais ou menos detalhes nas áreas sombreadas.

Cor  A cor é uma ferramenta que pode ser usada criativamente para unificar uma foto, evocar a resposta do observador e até mesmo subjugar o tema. Em suma, a cor, ou a ausência de cor, pode valorizar ou destruir uma foto. Você pode usá-la com criatividade para demonstrar que o tema é forte, fraco, vibrante ou reprimido.

Peter Burian, fotógrafo profissional e colaborador da MSN Photos, descreve a importância das cores em sua fotografia. "Atualmente, minha tendência é procurar matizes e tonalidades fortes, independentemente do tema. Pode ser uma pessoa em um uniforme ou vestimenta atraente, artesanatos coloridos em um mercado, uma arara de penas escarlate ou o contraste de flores vermelhas com uma folhagem verde.

Meninas em frente a porta azul

Use cores para evocar uma resposta e unificar a foto.

"Algumas vezes, em minhas viagens, noto um edifício azul, amarelo ou verde. Sabendo que será um plano de fundo ideal, paro e espero pacientemente que algum tema apareça, de preferência pessoas da região com vestimentas de cores contrastantes ou até mesmo turistas usando short e camiseta. Quando as pessoas certas entram na cena, tiro uma série de fotos", declara Burian.

Ele continua: "Cada vez mais publicações apresentam imagens com cores atraentes. Até a National Geographic adotou esse estilo.

"Depois de anos de exposição a vários tipos de mídia, os leitores tendem a preferir imagens particularmente atraentes. O uso efetivo das cores pode certamente produzir um alto impacto visual. Estou sempre ciente desse fato. Vermelho e azul são minhas cores preferidas. Quando envio uma grande seleção de imagens para os editores de revistas, procuro selecionar as fotos que incluem essas cores.

"Apesar de considerar a fotografia uma forma de expressão pessoal, desejo compartilhar meu trabalho com outros. Sendo assim, tenho em mente minhas preferências quando estou em busca de algum tema, privilegiando as cenas que contêm cores atraentes a fim de acentuar o conteúdo que captará e prenderá a atenção do observador".

Filtros, foco, zoom e acompanhamento  Filtros que suavizam o foco ou que provocam o efeito de névoa ou neblina na imagem são ferramentas criativas. Mesmo sem um filtro que suavize o foco, é possível criar um efeito romântico movimentando um pouco a lente de zoom durante uma exposição mais longa. Experimente aproximar-se e afastar-se com a lente de zoom para obter efeitos distintos.

Experimente o acompanhamento para que o tema e o plano de fundo fiquem artisticamente desfocados ou para manter o tema em foco e desfocar o plano de fundo. O acompanhamento é uma arte que exige prática para ser aperfeiçoada. A técnica consiste em manter a câmera estável (preferencialmente em um tripé) enquanto você movimenta apenas os quadris para acompanhar o movimento do tema. Tente configurar a velocidade do obturador como 1/30 de um segundo ou menos.

Margaridas em preto-e-branco

Nesta imagem, usei um filme preto-e-branco de alta velocidade (ISO 3200) para aumentar a granulação.

Granulação  O acúmulo de halóide de prata no filme produz granulações nas imagens. Quanto mais rápido for o filme (ISO mais alta), mais perceptível será a estrutura granular da imagem final. (Em câmaras escuras tradicionais, é possível enfatizar ou desenfatizar a aparência granular com diversos métodos de processamento de filme, soluções de revelação e papéis fotográficos.)

Tanto com filmes quanto com imagens digitais, você pode usar a aparência granulada para criar imagens evocativas e melancólicas. Se fotografar com uma câmera digital, configure a equivalência ISO com uma velocidade mais alta, como 400 ou 800. Vários programas de edição de imagem, como o Microsoft Picture It!, têm filtros que podem ser aplicados para simular a aparência de granulação ou ruído no filme.

Embora muitas pessoas considerem a granulação uma forma de realçar imagens em preto-e-branco, ela também podem ser eficaz em imagens coloridas. Outra opção é o filtro de "tela". Esse tipo de filtro simula tudo, desde o efeito da tela de uma janela ao efeito da tela de uma impressora comercial. Experimente outras opções de filtro oferecidas pelo programa de edição de imagem. Em quase todos os casos, os filtros suavizam as imagens.

Narcisos estilizados

Nesta imagem, apliquei a ilusão Impressionista: Vago do Picture It! Publishing e acrescentei uma borda de risco artístico.

Efeitos criativos do computador

A possibilidade de retocar imagens no computador apresenta uma outra dimensão criativa ao trabalho iniciado na câmera.

Caso você aprecie fazer alterações radicais em imagens usando filtros e efeitos especiais ou prefira, como eu, torcer as exposições o suficiente para enfatizar a composição original, o controle criativo obtido com programas de edição de imagem é inigualável.

 

Observação  Agradeço a Jon Canfield, gerente de teste do Picture It! Photo e fotógrafo ávido, e a Peter Burian, colaborador da MSN Photos e fotógrafo profissional, pelas fotografias que ofereceram para este artigo.

 


Tire uma foto que valha mil palavras

Por Charlotte K. Lowrie

No artigo "Muito além de fotos bonitas", o fotógrafo profissional Paul Liebhardt descreve o que torna as fotografias realmente especiais. De acordo com Liebhardt, se uma foto não tiver significado — se não contar uma história — a imagem será apenas mais uma foto bonita. E, para contar uma história, é preciso conhecer bem o assunto. Para Liebhardt, isso significa passar algum tempo com as pessoas e nos locais que ele fotografa. "É preciso dar ao público algo que seja visto e compreendido de uma só vez", explica o fotógrafo. Até mesmo pequenos detalhes, não importa onde estejam, podem fazer a foto se destacar, diz Liebhardt.

As fotografias são uma forma poderosa de contar uma história. Na semana passada, eu conversei com Leslie Fratkin, uma fotógrafa profissional que vive em Nova York, que ecoou os sentimentos de Liebhardt. Para Fratkin, nos últimos tempos, contar histórias significa ajudar quem conhece o assunto a contar, de uma forma melhor, sua própria história.

Fita usada pela polícia para isolamento amarrada em torno de um parquímetro em Seattle

Essa foto é representativa dos eventos que se seguiram ao terremoto em Seattle.

Fratkin ficou tão impressionada com as histórias contadas pelos fotógrafos de Sarajevo durante a guerra na Bósnia que dedicou os últimos cinco anos a fazer com que as suas histórias fossem contadas — em imagens.

Ela criou o livro e a exposição na qual as fotos tiradas por nove fotógrafos de Sarajevo contam a história da guerra de acordo com a perspectiva intensamente pessoal deles. (Fique atento a um artigo sobre a fotografia de Fratkin e seu trabalho com os fotógrafos de Sarajevo que será publicado nas próximas semanas.)

 


O mais difícil desafio na fotografia é contar uma história usando uma só imagem

O mais difícil desafio na fotografia é contar uma história usando uma só imagem.


A parte mais difícil

Esse desafio — contar a história em uma única foto — não é fácil. Comparativamente, ele faz com que aperfeiçoar os aspectos técnicos de uma imagem pareça brincadeira de criança. De qualquer modo, eu passei os últimos meses tentando. E continuo tentando.

Esse desafio fotográfico tem o potencial para mudar a sua maneira de fotografar, quer sejam imagens de seus filhos, da sua família, da natureza ou cenas de natureza morta. Se você for como eu, vai pensar muito sobre o que significa contar uma história. Lembre-se de que a chave é passar o sentido ao público, para ajudá-lo a compreender o seu entendimento do assunto.

Lições aprendidas ao longo do caminho

Aqui estão alguns fatos que aprendi sobre como usar a minha câmera para contar uma história:

1. Muitas vezes, o que você vê diante de si é uma bela foto, mas não é a história.

2. Para entender a história, quer seja pequena, grande, engraçada, ou profunda, você precisa contemplar, pesquisar, observar e conversar — mas basicamente ouvir. Eu dediquei algum tempo pensando, lendo e me perguntando sobre o "significado" das pessoas, das árvores, dos rios, dos lugares e do meu gato. Voltei ao mesmo lugar várias e várias vezes e fui obtendo imagens cada vez melhores (leia-se: mais significativas) a cada nova viagem.

Criança na praia ao pôr-do-sol

As crianças normalmente oferecem as melhores oportunidades para contar histórias visuais.

3. Muito freqüentemente, se você for persistente o bastante, o destino lhe apresentará histórias que estão "pedindo" para ser fotografadas. Este artigo mostra algumas das imagens que "pediram" que eu as fotografasse. Para aproveitar esses momentos, você tem de estar com a câmera nas mãos e precisa reagir rápido. É totalmente possível perder a foto se estiver nervoso se preparando para fotografar.

4. Diferentemente das fotos bonitas, as fotografias que capturam a essência de um assunto podem ter falhas técnicas e, ainda assim, ser marcantes. Embora você possa querer dominar todos os aspectos técnicos envolvidos, não há o menor problema se a imagem não ficar perfeita, porque ela tem força suficiente para se manter por seu próprio mérito. Em outras palavras, uma pequena diferença na abertura do diafragma não diminui o valor da história.

5. Tirar fotos significativas é difícil. Depois que adotei essa filosofia fotográfica, passei a fazer "acordos" comigo mesma — reminiscência dos acordos que faço comigo quando estou de dieta ou tentando parar de fumar. Fico repetindo que a beleza da natureza fala por si só, por isso não há problema algum em fotografar uma bela corredeira. Ainda fotografo a beleza, mas sei que se eu estudasse a corredeira, se a seguisse até sua nascente, haveria uma história — e uma foto completamente diferente.

6. Deveria haver regras para fotografar histórias. Eu não conhecia as regras, por isso criei minhas próprias. Por exemplo, não considero válido usar acessórios artificiais nas fotos. Em outras palavras, se acrescentar um objeto a uma cena ajuda a contar a história, o objeto só será válido se fizer parte do contexto natural do tema em questão. Mas não vale carregar os acessórios com você: não leve animais empalhados no carro para acrescentá-los a uma cena, como um banco em um parque.

Pato em área de estacionamento proibido

Uma foto que "pede" para ser tirada só acontece de vez em quando.

7. Em vez de fotografar imediatamente, eu olho em volta, fico conhecendo o lugar, entendo o que está acontecendo e observo mais cuidadosamente o que estou vendo. Tiro o mesmo número de fotos de sempre, mas a maioria delas é tirada depois de algum tempo e não imediatamente.

8. Ficar esperando para encontrar a história — e entendê-la — certamente frustará uma pessoa que seja naturalmente impaciente ou esteja ansiosa para revelar logo as fotos ou guardá-las no computador rapidamente.

Sua vez

Se você tiver algum problema no início, comece com sua própria história. Tire fotos que falem de você — o que você faz, o que é importante para você, ou o que você deseja ser ou fazer.


Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Se você estiver insatisfeito com as imagens que vem obtendo, é provável que esteja fotografando cenários difíceis de expor corretamente — cenários em que mesmo os pontos positivos apresentam problemas. Ou talvez haja um problema mecânico simples, como baterias fracas na câmera.

Este guia rápido de solução de problemas apresenta cinco problemas comuns que ocorrem em fotografia, bem como dicas para solucionar cada um deles.

Imagens com e sem tons de cor indesejáveis

Definir a proporção de branco em uma câmera digital ou utilizar o filtro correto em imagens de filme evita tons de cor indesejáveis.


1. Imagens de uma forma geral muito claras ou muito escuras

Aparência das imagens  Uma imagem superexposta é produzida quando um excesso de luz chega ao sensor de imagem digital ou ao filme. Em imagens superexpostas, as áreas sombreadas ficam claras e as áreas realçadas ficam inteiramente, ou quase inteiramente, brancas.

Imagem superexposta

Essa imagem está superexposta e subexposta. Meça a área que você deseja expor corretamente, como o rosto do cervo neste caso.

Por outro lado, uma imagem subexposta é produzida quando pouca luz chega ao filme ou ao sensor. Em imagens subexpostas, as áreas sombreadas são preenchidas de tal forma que os detalhes se perdem e as áreas realçadas apresentam um tom cinza ou uma aparência monótona.

Se a exposição estiver incorreta ocasionalmente  Se as imagens estiverem superexpostas ou subexpostas apenas ocasionalmente, é provável que tenha sido escolhida a combinação incorreta de velocidade do obturador/abertura.

Isso é mais comum em situações de iluminação especial, como contraluz, iluminação lateral forte ou ao se fotografar objetos pequenos que contrastam com um grande plano de fundo muito claro (neve ou areia) ou muito escuro (água).

O que fazer  Situações de iluminação especial podem enganar o medidor interno da câmera. Na maioria das vezes, você pode aumentar ou diminuir a exposição para compensar. Em geral, as compensações de exposição especificadas a seguir podem corrigir as exposições em situações de iluminação especial.

  • Objeto com iluminação lateral: aumente a exposição em meia parada.

  • Objeto com contraluz: aumente a exposição em uma parada ou aproxime-se, meça diretamente no objeto, retroceda, recomponha e, então, fotografe com a leitura feita no objeto. Você também pode alternar para a medição de ponto.

  • Objeto escuro e pequeno contra um plano de fundo claro ou qualquer objeto em um cenário muito claro: utilize uma compensação de exposição positiva de +1 a +3, ou aumente a exposição em uma ou duas paradas, por exemplo, de f/8 para f/5,6 ou f/4,5.

  • Objeto claro e pequeno contra um plano de fundo escuro: utilize uma compensação de exposição negativa de, digamos, -1, ou diminua a exposição em uma parada, por exemplo, de f/8 para f/11.

Imagem subexposta

Com luz fraca ou intensa, use um flash para preenchimento a fim de evitar imagens subexpostas como essa.

Se você tiver certeza de que as combinações de velocidade do obturador e abertura estão corretas, mas as imagens continuarem sub ou superexpostas, talvez o mecanismo do obturador não esteja funcionando corretamente. Leve a câmera a uma autorizada.

Se a exposição estiver incorreta em uma seqüência de imagens    Se uma seqüência de imagens estiver sub ou superexposta, talvez a configuração da velocidade do filme esteja definida de maneira incorreta.

O que fazer  Ao trocar o filme, verifique se definiu a velocidade do filme da câmera de forma que corresponda à velocidade do filme que você está utilizando.

Se a exposição estiver incorreta sistematicamente  Se as imagens estiverem sub ou superexpostas de forma sistemática, talvez as baterias da câmera estejam fracas, o que faz com que o medidor interno forneça leituras imprecisas. Ou, a câmera pode estar com defeito.

O que fazer  Primeiro, coloque baterias novas. Se o problema persistir, leve a câmera a uma autorizada. Observação: substitua as baterias pelo menos uma vez por ano.

Em uma câmera digital, retire as baterias e o cartão de memória e coloque a câmera no modo manual. Esse processo descarrega a bateria interna da câmera, forçando a sua reinicialização. Entretanto, esse procedimento pode não funcionar em todos os modelos de câmeras. Consulte o fabricante da sua câmera para determinar se ela oferece suporte a esse processo.

2. Imagens com muito ou pouco contraste

Aparência das imagens  Com muito contraste, as áreas sombreadas da imagem ficam muito escuras, sem textura e detalhes, enquanto as áreas iluminadas ficam muito claras, também sem texturas e detalhes. Os fotógrafos chamam essas áreas de "bloqueadas" porque não contêm informações. Se você tentar clarear uma sombra bloqueada ou escurecer realces bloqueados, o resultado será uma área cinza sem vida.

Luz contrastante

A luz intensa do meio-dia cria imagens de alto contraste e sombras fortes, conforme mostrado aqui. Se possível, aguarde uma luz menos intensa para fotografar.

Com pouco contraste, é pequena a diferença entre as áreas claras e escuras da imagem, criando uma imagem monótona. É muito mais fácil corrigir uma imagem obtida com pouco contraste do que uma obtida com muito contraste.

Tanto o excesso como a falta de contraste resultam da combinação das condições de iluminação e das características ou configurações do filme ou do sensor de imagem. O sol brilhante do meio-dia produz imagens contrastantes, enquanto a luz do crepúsculo ou a luz fraca dos dias nublados normalmente produz imagens de baixo contraste. Alguns filmes são conhecidos por produzir alto contraste (como, por exemplo, Kodachrome e filmes preto-e-branco de velocidade mais lenta), enquanto outros são conhecidos por produzir contraste mais baixo. Várias câmeras digitais permitem que você altere o contraste da imagem gravada, o que é mais ou menos o mesmo que alterar o tipo de filme sem precisar carregar um novo rolo de filme.

Se as imagens estiverem com muito contraste  O excesso de contraste geralmente ocorre com uma luz muito intensa, como ao meio-dia em um dia ensolarado e claro.

O que fazer  Escolha a parte mais importante da cena e faça as medições de forma que essa parte tenha a exposição correta. Você também pode tentar preencher as áreas sombreadas profundas usando um refletor ou um flash para preenchimento. Uma outra alternativa é aguardar condições de iluminação menos extremas para fotografar.

Imagem com pouco contraste

Dias nublados ou chuvosos, bem como sombras, podem produzir imagens monótonas sem contraste.

Se as imagens estiverem sem contraste  Pouco contraste geralmente ocorre em condições de pouca iluminação ou em dias chuvosos ou nublados.

O que fazer  Crie contraste usando um flash para preenchimento a fim de iluminar os objetos do primeiro plano. Verifique se o objeto que você está iluminando está dentro do alcance do flash.

3. Toda a imagem está desfocada

Aparência das imagens  Nas fotografias em que o foco não está nítido ou a câmera é movimentada durante a exposição, toda a imagem fica desfocada. (Observe que fotografias inteiramente desfocadas são diferentes daquelas em que apenas o objeto está desfocado devido ao seu movimento durante uma exposição longa.)

Imagem em foco

Com um foco preciso e uma mão firme, o foco ficará nítido.

A imagem pode ficar ligeiramente desfocada ou até mesmo inutilizável dependendo do grau de desfocagem. A maioria das câmeras digitais permite que você amplie uma fotografia depois de tirá-la. Ao fotografar, utilize a tela de cristal líquido da câmera para ampliar e verificar o foco. Se a imagem estiver fora de foco, você poderá tirar a fotografia de novo imediatamente. No entanto, como a tela de cristal líquido é pequena, talvez não seja possível identificar se a imagem está nítida até que ela apareça no computador.

Ao trabalhar com imagens digitais em um programa de edição de imagens, certifique-se de ampliar para 100% de modo a garantir um foco preciso. Se a imagem estiver ligeiramente fora de foco, às vezes ela poderá ser utilizada em tamanhos menores e parecer nítida. Contudo, quanto maior a imagem, mais a falta de foco se evidenciará.

Desfoque causado por foco impreciso  Isso poderá ocorrer quando você focalizar um objeto e, em seguida, recompor a imagem e fotografar. Outras causas incluem as seguintes:

  • Não manter o botão disparador pressionado até a metade (se você focalizar a câmera dessa maneira) até tirar a fotografia.

  • Focalizar e, em seguida, alterar a distância até o objeto sem focalizar novamente.

O que fazer  Focalize com cuidado o objeto e mantenha o foco durante a exposição. Utilize o recurso de travar o foco, se a câmera tiver um, e certifique-se de não alterar a distância até o objeto do momento em que travar o foco até tirar a fotografia.

Além disso, normalmente os sistemas de foco automático têm dificuldade em focalizar:

  • Quando há pouca diferença entre as cores do primeiro plano e do plano de fundo.

  • Na frente ou atrás de barras, como uma jaula ou grade.

  • Em superfícies brilhantes e opacas.

  • Em objetos distantes ou escuros.

  • Em objetos fotografados através de um vidro.

Imagem fora de foco devido à trepidação da câmera

Se a câmera trepidar, toda a imagem ficará desfocada, como mostrado aqui.

Desfoque causado por trepidação da câmera  Como o nome indica, a trepidação da câmera é o movimento da câmera durante a exposição. Isso poderá ocorrer quando você:

  • Puxar ou empurrar ligeiramente a câmera ao pressionar o botão disparador.

  • Bater a câmera.

  • Segurar a câmera com a mão em velocidades do obturador inferiores a 1/30 de um segundo.

O que fazer  Pratique segurando a câmera com firmeza em uma posição relaxada, porém controlada, e pressione o botão disparador de forma firme e suave. Para todas as exposições em velocidades inferiores a 1/30 de um segundo, certifique-se de utilizar um tripé ou um monopé ou de colocar a câmera sobre uma superfície firme. Além disso, utilize um controle remoto ou um cabo disparador para evitar balançar a câmera durante a exposição.

Desfoque causado por lentes sujas  Dispensa explicações.

O que fazer  Elimine a poeira com um aerógrafo. Em seguida, limpe a lente com um pano de microfibra ou com uma solução de limpeza e panos próprios para lentes fotográficas.

4. Os realces estão apagados

Aparência das imagens  Quando os realces estiverem apagados, as áreas realçadas da imagem ficarão inteiramente brancas, sem detalhes. Em uma fotografia exposta corretamente, as áreas realçadas e sombreadas da imagem mostram os detalhes. Ainda que as câmeras digitais sejam as mais suscetíveis a esse problema, isso também pode ocorrer com fotos de filme.

Flor com realces apagados

Os realces na área mais iluminada dessa imagem não mostram detalhes ou estão "apagados".

Como era esperado, os realces apagados são mais prováveis em cenários intensamente iluminados com grandes áreas de branco. Esse problema também ocorre em cenários em que há uma grande diferença no contraste entre áreas distintas da cena, como em fotografias de prédios ou pessoas tendo como pano de fundo um céu claro.

Se os realces estiverem apagados  Com câmeras digitais, especialmente câmeras de consumidor e de prosumidor (produtor consumidor), os sensores de imagem estão próximos fisicamente e as informações mais claras podem sangrar de um sensor para outro. Além disso, cada canal de informações de cores é gravado em apenas um de cada três ou quatro sensores e, depois, é interpolado para os outros canais. Ou seja, o software da câmera adivinha onde colocar os pixels.

Com filme, o contraste entre duas áreas diferentes de um cenário pode exceder os limites de resolução do filme.

Imagem com uma boa exposição do nadador com uma toalha na cabeça

É possível obter imagens com uma boa exposição mesmo em ambientes com iluminação intensa. Nesse caso, a leitura do medidor foi feita nos tons da pele.

O que fazer  Se você estiver fotografando um determinado tema, como uma pessoa, contra um céu claro, utilize um flash para preenchimento a fim de iluminá-lo. Caso contrário, você poderá medir e expor a área realçada e, assim, subexpor as áreas mais escuras. Em seguida, utilize um programa de edição de imagens, como o Picture It! Photo, para compensar as áreas subexpostas. Essa técnica funciona muito bem em fotografias digitais.

Se a câmera possuir um modo de fotômetro, você poderá expor os realces mirando o ponto focal na área mais importante e mais clara da imagem. Você também poderá alterar os ângulos em algumas situações para incluir uma pequena parte do céu na imagem, ou mesmo eliminá-lo da imagem. Uma outra alternativa é utilizar um filtro polarizador para escurecer o céu e adicionar detalhes às nuvens.

5. A imagem apresenta uma tonalidade geral azul, amarela ou verde

Aparência das imagens  As imagens apresentam uma tonalidade ou um tom geral — e indesejável — azul, amarelo ou verde. Tanto com câmeras digitais como com câmeras de filme, a proporção de branco ou o filme é ajustado de acordo com a temperatura da cor de um tipo específico de luz.

As temperaturas das cores da luz variam bastante. A escala Kelvin é utilizada para medir a temperatura de diferentes tipos de luz. Por exemplo, a luz quente vista no nascer-do-sol, no pôr-do-sol ou na iluminação em ambientes fechados (tungstênio) mede entre 2.000K e 3.000K, enquanto a luz fria vista durante o crepúsculo e em dias intensamente nublados mede entre 7.500K e 20.000K. E a luz do meio-dia (branca) mede 5.500K.

Isso significa que se você utilizar um filme para uso diurno (5.500K) em luz de tungstênio (3.200K), a cor ficará incorretamente balanceada e a imagem apresentará uma tonalidade laranja amarelada. O mesmo se aplica a câmeras digitais que utilizam a configuração de proporção de branco. Da mesma forma que com filme, a proporção de branco ajusta a imagem à temperatura da luz. Se a configuração estiver incorreta, o resultado será uma tonalidade indesejável.

Imagem com a proporção de branco definida como automática

Proporção de branco definida como "automática", em iluminação doméstica.

Imagem com a proporção de branco definida como tungstênio

Proporção de branco definida como tungstênio (iluminação doméstica comum).

Imagem com a proporção de branco definida como flash

Proporção de branco definida como "flash" e usando flash de reflexão.


Se as imagens tiverem uma tonalidade azulada  Com imagens de filme, uma tonalidade azul resulta do uso de filme de tungstênio (iluminação doméstica de ambientes fechados) na luz do dia ou da reflexão da luz de uma superfície azul. Com imagens digitais, uma tonalidade azul ocorre em fotografias tiradas com a proporção de branco definida incorretamente para a luz, por exemplo, fotografar uma cena diurna com a proporção de branco ajustada para o uso de flash.

Imagem com tonalidade azul

A tonalidade azul dessa foto digital, tirada em luz de tungstênio, resultou da definição da proporção de branco para tungstênio e do uso de flash.

O que fazer  Use um filme adequado para a iluminação do cenário ou filtre o filme de tungstênio para uso diurno utilizando um filtro 85B.

Se as imagens tiverem uma tonalidade laranja amarelada  Com imagens de filme, uma tonalidade amarela resulta do uso de filme para uso diurno com iluminação doméstica de tungstênio em ambientes fechados. Com imagens digitais, uma tonalidade amarela poderá resultar do uso de uma configuração incorreta da proporção de branco para fotografar.

O que fazer  Use um filme adequado para a iluminação do cenário ou filtre o filme para uso diurno em iluminação de tungstênio usando um filtro 80A.

Se as imagens tiverem uma tonalidade azul esverdeada  Com imagens de filme, uma tonalidade azul esverdeada poderá resultar quando um filme para uso diurno for utilizado em luz fluorescente. Com imagens digitais, uma tonalidade azul resultará se você fotografar com a proporção de branco definida incorretamente para a luz.

O que fazer  Use um filme adequado para a iluminação do cenário ou filtre o filme para uso diurno em iluminação fluorescente usando um filtro FLD (magenta).

Se as imagens tiverem uma tonalidade verde  Com imagens de filme, uma aparência matizada verde resulta quase sempre do uso de filme vencido ou que foi exposto a altas temperaturas.

O que fazer  Verifique a data de vencimento do filme antes de usá-lo e certifique-se de não o expor a calor excessivo.

Se você utilizar uma câmera digital, verifique se a proporção de branco está definida corretamente para a iluminação na qual está fotografando, a menos que a câmera utilize sempre a proporção de branco automática. E, para obter a melhor reprodução de cores ao fotografar em luz de tungstênio, utilize um filtro 82A a fim de converter a temperatura da luz em luz do dia. Isso ocorre porque os sensores de imagem digital estão ajustados para responder com mais precisão às temperaturas da luz diurna.

Barraca de praia e a silhueta de pessoas

Tire proveito da luz intensa das tardes criando silhuetas coloridas.

Observação:  se você utilizar um filtro, talvez também precise aumentar a exposição. Verifique o manual da câmera para descobrir se o seu medidor interno compensa automaticamente o filtro através da lentes ou se é preciso fazer essa compensação manualmente. Se for preciso utilizar o processo manual, use a compensação de exposição recomendada nas informações que acompanham o filtro.


Dicas profissionais para criar excelentes imagens de natureza

Peter K. Burian

Pergunte a qualquer grupo de aficionados por fotografia qual é seu tema favorito, e a maioria responderá que é "natureza". Isso é compreensível, já que o mundo externo oferece uma infinidade de temas irresistíveis: paisagens, jardins e flores individuais, árvores cachoeiras e animais. Especialmente nesta época do ano, é uma boa idéia sair e fotografar essas imagens. Se você gosta de fotografar natureza, está totalmente satisfeito com suas fotos ou acha que elas poderiam ser ainda melhores?

Embora a criatividade seja essencial para se obter ótimas imagens, não subestime o valor da excelência técnica. Se você deseja tirar fotos de natureza que sejam de agrado geral, use um tripé firme e utilize as seguintes técnicas adicionais.

Flores roxas

Considere as dicas profissionais a seguir para aumentar a qualidade técnica e a atratividade visual de suas fotos de natureza.


Obtenha o máximo de suas lentes

O primeiro passo consiste em tirar o maior proveito do uso das lentes da câmera.

Rochedo vermelho

Alternando de um comprimento focal de 28 para 135 mm, consegui isolar uma pequena seção deste rochedo vermelho em Nevada, criando uma imagem abstrata, em vez de uma foto de registro.

Evite imagens brilhantes  Em dias claros, a luz difusa que incide sobre o elemento da lente frontal pode criar brilho: formas hexagonais estranhas ou uma cobertura brilhante sobre a imagem. Essa síndrome pode ocorrer mesmo que você não esteja tirando fotos sob a luz direta do sol, especialmente com lentes de zoom, que contêm diversos elementos de vidro.

Para solucionar o problema, comece colocando uma cobertura na lente. Se você estiver trabalhando com tripé, use um chapéu ou sua mão para fazer sombra no elemento frontal. Como alternativa, fique em uma posição, por exemplo, sob uma árvore ou sob os galhos de uma árvore, de modo a bloquear a luz direta do sol. Remova qualquer filtro para diminuir o número de superfícies do ar para o vidro que possam produzir brilho.

Otimize o desempenho da lente  Como indicam os relatórios de testes de lente nas revistas de fotografia, toda lente possui um "ponto central" ótico: determinada abertura que produz a mais alta qualidade técnica. Normalmente, essa abertura é em torno de f/8 ou f/11, especialmente com zooms. Tente usar esses valores f, quando possível, para aumentar a nitidez da imagem em todo o enquadramento.

Queda d'água e folhagem

Sob a luz clara do meio-dia, uma seção ficou sombreada. Portanto, usei uma lente de 200 mm e um filtro opaco 81B para fotografar esta imagem.

Experimente lentes mais longas para paisagens  Sempre que você encontrar uma cena espetacular, como o pôr-do-sol em uma praia, reserve um minuto para analisar o que prendeu sua atenção. Depois de tirar algumas fotos de grande-angular da paisagem, tire uma série de fotografias com uma lente mais longa. Aplique mais zoom para isolar segmentos individuais que conferem charme especial a esse local. Talvez seja a luz noturna dançando sobre os cristais de rocha molhados, o padrão recorrente criado pela ondulação da areia ou as ondas arrebentando sobre rochas gastas pela maré. Planeje realizar um estudo fotográfico detalhado de cada um desses componentes.

Deixe cada tema atuar como um símbolo para o observador, a fim de transmitir as impressões e as características da hora e do local. Alguns temas serão tão abstratos como as cores contrastantes ou a iluminação. Outros poderão ser tão simples como o formato dinâmico de algum elemento natural ou tão escuros quanto à linha criada pelo encontro da areia com a água. A maioria de suas fotos não se parecerão nem um pouco com as tiradas por outros fotógrafos. Elas refletirão seu estilo individual, sua interpretação pessoal de alguns locais bastante conhecidos.

É evidente que não estou querendo dizer que a simples mudança das lentes substituirá a criatividade. Contudo, se você mudar um comprimento focal de 28 mm para 200 mm, é bem possível que descubra uma nova maneira de explorar visualmente cenas comuns. Acrescente uma dose de imaginação e procure os melhores ângulos para o tema ou a iluminação. Essa combinação pode criar uma situação incrível.

Explore as opções de foco

Você pode obter todos os efeitos interessantes com vários métodos de foco.

Girassóis amarelos em contraste com o céu azul

Qualquer tema tem melhor aparência quando é enquadrado em um plano de fundo limpo, nítido e organizado. Na verdade, o controle do plano de fundo constitui a técnica mais importante para fotografias de natureza.

Controle o plano de fundo  Nada estraga mais rápido uma excelente fotografia da natureza do que um plano de fundo confuso ou excessivamente claro. Elementos desordenados chamam a atenção do observador, desviando os olhos do centro de interesse. É possível eliminar essas distrações com as seguintes técnicas.

  • Preencha o enquadramento com um tema, seja uma árvore, um pica-pau ou uma grande quantidade de flores. Fique mais perto para excluir qualquer elemento irrelevante. Experimente mudar para uma lente para telefoto. O campo de visão mais estreito incluirá uma menor parte dos arredores, permitindo que você enquadre o tema, por exemplo, em um canteiro de plantas.

  • Fotografe imagens verticais de temas verticais. A maioria das câmeras é projetada para permitir uma maior facilidade de uso quando segurada em uma orientação horizontal. Contudo, vários temas de natureza são verticais: uma girafa, uma árvore, uma flor, um montanha etc. Inverter a câmera verticalmente ajudará a preencher o enquadramento, excluindo temas que desviem a atenção do observador.

  • Suavize o plano de fundo com pouca profundidade de campo, usando uma abertura larga: f/4, talvez, em vez de f/11. Isso ajuda a retirar o foco do plano de fundo, especialmente com uma lente de 200 mm ou mais longa, borrando-o com suaves bolhas de cor que podem complementar o tema.

  • Tire a foto de uma posição muito baixa ou muito alta. O tema ficará destacado em alto-relevo, em contraste com o céu azul ou a água, por exemplo.

  • Mova o tema para um local melhor, se for prático, com um plano de fundo neutro ou mais distante. Caso contrário, movimente-se, explorando o tema de vários ângulos até encontrar um com fundo mais limpo.

  • No caso de uma fotografia da natureza em close-up, um plano de fundo desordenado pode desviar bastante a atenção. Se você não conseguir encontrar outra solução, experimente usar uma folha do cartão Bristol verde-escuro. Coloque-a atrás do tema a uma certa distância, de modo que produza uma imagem borrada suave com aparência natural. Se o plano de fundo for muito claro, peça a alguém para segurar uma folha de papelão para sombrear a área. Até mesmo um emaranhado de ervas silvestres não desviará a atenção se estiver muito escuro.

Visualize a profundidade do campo  Especialmente em fotografias de paisagens e de natureza em close-up, o controle da profundidade do campo é essencial. Ele constitui a área de nitidez aparente, na frente e atrás do tema. Se sua câmera contiver um botão de visualização de profundidade do campo, use-o sempre para avaliar visualmente essa profundidade em várias aberturas.

Tulipas e restaurante

Para determinar o melhor valor f para esta cena extensa, usei o recurso de visualização de profundidade de campo da câmera. Esse recurso é muito útil quando se deseja ter o máximo de controle sobre a faixa de nitidez de foco aceitável. (Foto tirada a f/16.)

Francamente, é mais fácil falar do que fazer. Com aberturas pequenas, como f/11 ou f/16, a tela de exibição da câmera fica muito escura quando a visualização da profundidade do campo é empregada. Esse problema, que piora em condições de pouca luz, pode ser contornado com um pouco de paciência. Diminua a abertura lentamente — de f/5,6 para f/8, para f/11, e assim por diante — com o botão de visualização pressionado. (Algumas câmeras requerem que você libere o botão, pressionando-o novamente a cada mudança de abertura.)

Em cada valor f, espere alguns segundos até que seus olhos se acostumem com a tela de exibição progressivamente mais escura. Esse exercício pode durar cerca de 30 segundos em algumas condições. Além disso, o tempo extra será vantajoso à medida que as fotos passarem a refletir suas reais intenções (por exemplo, se o tema inteiro for apresentado com nitidez em um plano de fundo adequadamente ofuscado).

Aumente a profundidade do campo  Em fotografias cênicas, normalmente convém usar uma profundidade de campo expansiva: foco nítido do primeiro plano até o plano intermediário e, depois, até o plano de fundo. Em uma paisagem panorâmica, você ficará tentado a diminuir a abertura para f/22 para obter esse efeito. Pense duas vezes sobre como fazer isso, pois a nitidez de sua imagem será prejudicada. Há uma solução melhor: definir o foco em um ponto da cena que produzirá o máximo de profundidade de campo com uma abertura mais larga, como f/11.

Tulipas com profundidade de campo extensiva

Se a sua câmera não tiver um controle de visualização de profundidade de campo, ou se você achar difícil usá-lo, tente comprar o gráfico de Distância Hiperfocal descrito no texto. (Foto tirada com lente de 28 mm a f/11.)

Em um comprimento focal de 28 mm, por exemplo, defina manualmente o foco para a distância sugerida pelo quadro: 3,6 m se você estiver tirando a foto a f/11. A profundidade do campo será ampliada a partir da metade da distância focalizada (1,8 m nesse caso) até o infinito. Naturalmente, a distância de foco varia de acordo com o comprimento focal da lente e com o valor f desejado. Não se preocupe se o tema principal não parecer nítido na tela de exibição da câmera; ele ficará nítido na imagem final.

Dica  Há uma alternativa para aumentar a profundidade do campo quando você tiver que tirar fotos rapidamente. Defina o foco para um ponto aproximadamente um terço acima da parte inferior do enquadramento. Como a profundidade do campo se estende dois terços atrás do ponto focalizado e um terço na parte frontal do ponto, essa técnica funciona muito bem. Contudo, ela não é tão precisa quanto a distância hiperfocal, portanto, use-a apenas quando os resultados não tiverem muita importância.

Tire proveito da luz

A iluminação, natural ou artificial, na fotografia de natureza pode mudar totalmente a impressão da cena.

Flores roxas

A luz suave de um dia nublado complementa vários temas da natureza. Essa iluminação de baixo contraste oferece duas vantagens principais: ausência de sombras escuras ou realces extremos e melhor saturação das cores. (Foto tirada com flash para preenchimento.)

Use iluminação natural  Um fator que geralmente faz uma imagem transcender um simples disparo da câmera é o uso criativo da iluminação natural. Se você descobrir um tema que pareça interessante, tome nota e volte a esse local em outras horas do dia: a cena terá uma aparência totalmente diferente a cada visita.

Para vários temas de natureza, a luz suave de um dia nublado, porém claro, é ideal. Ela é especialmente adequada para flores, jardins e encostas cobertas de flores, produzindo tons esmaecidos e suaves que não ficam desbotados pelo sol claro. Sempre que a cena não for iluminada por sol intenso, aproveite a iluminação difusa que melhora a saturação das cores. Em dias mais claros, controle a luz, observando sua mudança ao longo do dia em relação às cores, às direções e às sombras produzidas.

Às vezes, você não terá outra opção senão tirar fotos em dias ensolarados e claros. Nessas condições, a iluminação frontal direta produz uma exposição e uma expressão de cores mais precisa. No entanto, essa iluminação também pode gerar várias fotografias medíocres ou apresentar o tema como se fosse um recorte de papelão achatado.

Formações rochosas vermelhas

A iluminação lateral, especialmente de manhã cedo ou no fim de tarde, costuma ser particularmente eficaz para formas naturais. As sombras longas ajudam a produzir um efeito tridimensional, ao passo que a cor morna produzida pela luz acrescenta uma atmosfera suave. (Foto tirada 20 minutos após o amanhecer.)

Para a maioria dos temas, a iluminação lateral é muito mais eficiente, produzindo sombras que aprimoram a forma e a textura. Isso é essencial para criar uma impressão tridimensional em uma imagem bidimensional. Na iluminação lateral, procure avaliar a textura à medida que a luz incide sobre superfícies ásperas e forma bolsas de contraste, produzindo uma forte impressão tátil.

No caso de fotografias de paisagens, você talvez ache mais aprazível a iluminação lateral morna e de baixo ângulo, característica da manhã ou do fim de tarde. Nessas horas, o tema pode ser envolvido por um brilho dourado, enquanto a luz avermelhada produz uma imagem mais suave.

Use filtros para aprimorar a cena  A menos que você deseje fazer fotos para documentários, considere o uso de filtros para modificar a luz natural. Em vez de tentar produzir uma mudança dramática, use esses acessórios para aprimorar a cor da luz ou do tema.

Por exemplo, um filtro 81B âmbar intensificará os tons quentes das dunas do deserto. Um filtro 82A azul opaco pode intensificar os tons frios do anoitecer para produzir um efeito sombrio. Um filtro de aprimoramento de cores ajuda a aumentar a vivacidade de rochas avermelhadas ou de qualquer tema no tom terra, embora acrescente um tom magenta. Por fim, um filtro de polarização ajuda a eliminar o brilho de superfícies reflexivas, aumentando a saturação da cor.

Formações rochosas vermelhas

Nas fotografias de natureza, os filtros são mais úteis para aprimorar as cores existentes, e não para alterá-las dramaticamente. Nesse caso, a cor das rochas pareciam fracas, portanto, acrescentei um filtro 85C dourado para intensificar o efeito natural.

Modifique a luz  Se você quiser tirar fotos da natureza em close-ups em um dia ensolarado, planeje com antecedência. Você precisará suavizar a luz intensa que cria áreas sombreadas escuras e desbota as cores vivas. Nessas condições, experimente usar um difusor: uma folha larga de plástico branco leitoso ou um painel difusor, fabricado comercialmente pela PhotoFlex ou Flexfill.

Esses painéis translúcidos são ideais em quase todos os aspectos, mas pode ser difícil segurá-los com uma única mão enquanto você fotografa. Peça a alguém para segurar o difusor entre o sol e o tema. Se você estiver sozinho, tente apoiar o difusor em algum objeto, como a capa da câmera.

Criar refulgência do sol por entre as nuvens  Para conferir um belo realce a uma imagem de areia ou paisagem marinha, utilize a técnica a seguir para fazer com que o sol pareça uma estrela.

Flores de cacto amarelas

Sob o intenso sol de Utah, estas flores de cacto não pareciam ser um tema atrativo. Usando um painel de difusão para suavizar a luz, consegui imagens muito melhores.

1. Use uma lente de grande-angular para que o sol fique bem pequeno no enquadramento. Como alternativa, movimente-se até que o galho de uma árvore bloqueie quase todo o sol, deixando apenas um pequeno ponto de luz clara.

2. Defina uma abertura pequena, como f/16 ou f/22. Você deve ver uma estrela de luz no visor. Talvez seja necessário centralizar o sol para reduzir o brilho. Para evitar subexposição, defina o fator de compensação de exposição como +1, ou +2 se o plano de fundo inteiro for muito claro, como no caso da água.

3. Tire a foto.

O efeito de estrela é criado pela difração da luz (inclinação dos raios) que entram através de uma abertura minúscula. Pratique essa técnica, observando os resultados atentamente no visor. Suas melhores imagens serão atraentes, em uma cena com exposição precisa complementada pelo sol esplendoroso, simbolizando, talvez, alegria ou esperança.

Dedique algum tempo para fotografias de natureza

Os aficionados por fotografia, que adoram fotografar natureza, raramente encontram muito tempo para esse hobby. "Estou muito ocupado com o trabalho e a família", normalmente

Fileira de tulipas com iluminação traseira

Não é necessário fazer uma longa viagem para encontrar temas de natureza atraentes. A maioria das cidades possui parques e jardins repletos de potencial que convém ser explorado no início do dia, nos fins de semana, enquanto algumas pessoas perdem a manhã inteira dormindo.

reclamam. Se isso parece familiar, examine sua agenda. O que você faz às 7 da manhã nas férias com a família ou em uma agradável manhã de domingo em casa? Se você preferir dormir ou ler o jornal, provavelmente estará perdendo oportunidades de tirar excelentes fotos.

Mesmo que more em uma cidade, você deve encontrar várias possibilidades. Uma pesquisa na Web de sua região, ou um local que você planeja visitar nas férias, deve propiciar várias possibilidades.

Procure por jardins botânicos, centros de reabilitação de animais selvagens, pequenos zoológicos e reservas ecológicas diversas.

Nesses dias, todo mundo está ocupado. Contudo, podemos nos deparar com oportunidades de fotografia externa, mesmo em um parque urbano cercado por edifícios comerciais.