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Texto e fotos de Paul E. Contrast

Na primeira parte da série sobre medição, dissemos que o medidor interno da câmera "vê" a tonalidade média ou 18% de reflexão. Neste artigo, vamos explicar como o medidor da câmera "lê" a luz.

Embora haja tantos modos de medição quanto tipos de câmeras, a maioria deles encontra-se entre quatro categorias básicas.


Paul E. Contrast

Paul E. Contrast


Medição de ponto

Como o nome indica, esse medidor "lê" a luz de um pequeno ponto ou segmento do cenário total. A vantagem desse medidor é que você define com precisão a área para leitura do medidor.

Imagem com medição de ponto

Essa foto foi tirada usando a medição de ponto.

A desvantagem desse tipo de medidor é que você precisa definir a área de leitura do medidor. Vamos ver esses conceitos um de cada vez. O medidor de ponto só "lê" uma pequena seção do cenário total e assume que tudo possui 18% de reflexão. Mesmo um pequeno erro ao estimar a reflexão do assunto pode levar a usar o valor errado de compensação de exposição, causando uma exposição inadequada. Tais características tornam esse medidor muito difícil de usar. Entretanto, uma vez que você tenha aprendido a usar o medidor de ponto, ele pode se tornar uma das melhores ferramentas para obter grandes fotos.

Medição de proporção média central

Talvez um dos medidores mais comuns, o medidor de proporção média central é usado por quase todas as câmeras automáticas e todas as câmeras monoreflex com foco manual. Esse medidor "lê" a luz de uma grande seção do cenário, avalia-a criteriosamente e, em seguida, calcula a proporção média com base no restante do cenário.

Foto com medição de proporção média central

Essa foto foi tirada usando a medição de proporção média central.

A área de medição central é definida, em muitas câmeras, como um grande círculo de 12 mm no meio da área de imagem do visor. Um medidor de proporção média central comum é o de 75/25. Esse medidor obtém 75% da leitura de dentro da área central, e os 25% restantes, da área de fora. Uma área maior para medição permite um maior "fator integrante" e é mais fácil de usar. Entretanto, é importante lembrar que a área medida tem de atender à média de 18% de reflexão. Você ainda precisa usar a compensação de exposição manual para reflexões diferentes da média de 18%.

Medição multipadrão

Às vezes chamado de medidor avaliador, esses medidores possuem vários segmentos de medição diferentes, em geral dispostos ao redor dos sensores de foco automático da câmera. O usuário primeiro escolhe um sensor de foco automático e a câmera forma um pequeno medidor de proporção média central em torno do sensor de foco automático ativo. Assim, a câmera avalia onde o usuário está focalizando e faz a medição em torno desse ponto. Com a exceção de estar localizado em torno do sensor de foco automático ativo, em vez de no centro da área de imagem, esse medidor trabalha de maneira semelhante ao medidor de proporção média central. A principal diferença é que somente a área do ponto focalizado é medida, e não o restante do quadro.

Medição matriz da Nikon

Imagem com medição matriz

Essa foto foi tirada usando a medição matriz.

O medidor matriz não só usa vários segmentos de medição dispostos ao redor dos sensores de foco automático da câmera, como também usa um banco de dados de situações fotográficas reais. O banco de dados, um recurso exclusivo da Nikon, determina a quantidade de compensação de exposição necessária e a aplica automaticamente à imagem a ser fotografada. O medidor possui vários segmentos que cobrem toda a área de imagem. Cada segmento é medido individualmente e a ele é atribuído um nível de luz. Esses níveis de luz formam um padrão de contraste. Os níveis de luz mais os padrões de contraste são usados como filtros no banco de dados para localizar a compensação de exposição adequada ao cenário dado.

As câmeras mais novas também usam informações sobre o status e a distância do foco, além das informações sobre o nível de luz e contraste. Os modelos Nikon D1 e Nikon F5 até acrescentam informações de reconhecimento de cor ao conjunto de medidas. As informações sobre cor permitem que o medidor "reconheça" as cores e matizes dessas cores. Agora o banco de dados de medição de cor pode compensar automaticamente o verde da grama (uma compensação positiva) e o verde da floresta (uma compensação negativa). Observe que ao usar esse tipo de medidor não se deve usar nenhum tipo de compensação de exposição manual. O medidor ajustará a exposição automaticamente. Se você ajustar a compensação de exposição manualmente, os dois ajustes serão somados. Por exemplo, imagine que você esteja medindo um campo coberto de neve. Você pode aplicar uma compensação de exposição de "+2" ao cenário. O medidor já aplicou uma compensação de "+2", e se você também adicionar "+2", terá uma compensação de "+4".

Medidor: o melhor para cada situação

A pergunta agora é que medidor usar e quando usá-lo. Usados adequadamente, todos os quatros sistemas de medição produzem grandes resultados. A maioria de nós aprendeu fotografia com um medidor de proporção média central e ele continua sendo a melhor ferramenta durante o aprendizado da fotografia. O medidor de proporção média central é comumente chamado de "medidor para aulas de fotografia". O medidor de ponto é para o usuário mais avançado. A habilidade de definir com precisão uma área dentro do cenário, tirar a leitura do medidor e aplicar a compensação de exposição é obrigatória entre fotógrafos entusiastas. Os medidores multipadrão e matriz são perfeitos para situações de mudança brusca na iluminação e situações de iluminação muito complexas. Esses medidores também são úteis quando você está buscando bons resultados com o mínimo de esforço, como em festas de aniversário, encontros familiares e situações de iluminação semelhantes.

Quando estiver experimentando algo novo, como um medidor, lembre-se de tomar notas detalhadas, de modo que possa revê-las com suas fotos. E lembre-se: a maioria de nós não aprendeu nada até cometer um erro.

Até a próxima vez e boas fotos!


Minicurso online sobre noções básicas de fotografia

Charlotte K. Lowrie e Peter K. Burian

Quando foi a última vez que você ficou "boiando" em uma discussão sobre fotografia? Para a maioria dos fotógrafos de ocasião, a resposta pode ser "toda vez que surge um assunto sobre fotografia". Quando as pessoas jogam fora uma quantidade maior de fotos em vez de colarem no álbum predileto, isso mostra que elas estão começando a prestar atenção aos detalhes técnicos das fotografias. É nessa hora que muitas delas percebem que precisam conhecer pelo menos o básico sobre câmeras e fotografia para conseguirem tirar sistematicamente fotos de boa qualidade.

Você pode até ter aprendido os conceitos básicos sobre fotografia em algum momento de sua vida, porém, os pontos principais foram esquecidos ao longo do tempo.

Seja qual for sua área de interesse, agora você terá a oportunidade de testar seus conhecimentos de fotografia. Basta responder ao questionário a seguir, fazendo a correspondência do termo à definição correta. Não se preocupe se você ainda não souber os principais pontos sobre exposição. As respostas fornecerão informações básicas e, ao final do questionário, você saberá como todos os elementos são combinados para criar exposições adequadas e como é possível usá-las de forma criativa.


Canoa branca

Para você obter as fotos desejadas, basta ter o conhecimento básico sobre fotografia. Para fazer uma rápida revisão das noções básicas, responda ao questionário a seguir e teste sua aptidão fotográfica. (Foto tirada com câmera digital a f/8, a 1/100 s e lente com definição de zoom de 35 mm.)


1. O que é ISO?

   A. Uma abreviação de Industry Standard Optics que determina a resolução da lente da câmera.

   B. Não faço a menor idéia. Isso é importante?

   C. Indica a sensibilidade do filme em relação à luz.

Filmes

O ISO é codificado nos filmes. A maioria das câmeras lê o código e define automaticamente o ISO.

Resposta correta: C.  Em câmeras digitais, o ISO e as configurações equivalentes ao ISO são números que indicam a sensibilidade dos filmes e de sensores de imagem digital em relação à luz. Em outras palavras, a quantidade de luz necessária para fazer uma exposição precisa. Quanto maior o valor do ISO, mais sensível será o filme ou o sensor à luz, ou menor intensidade de luz será necessária para a criação de uma imagem.

A seqüência ISO é executada como 20, 25, 32, 40, 50, 64, 80, 100, 125, 160, 200, 250, 320, 400 etc. até 6400, embora nem todos esses números sejam usados no momento. O que você precisa saber basicamente sobre o ISO é que o filme ISO 200 (ou a configuração digital equivalente) é duas vezes mais sensível à luz que a configuração ISO 100. Se você usar ISO 200, o filme ou o sensor de imagem necessitará de metade da luz usada pela configuração ISO 100 para fazer uma exposição. Os fotógrafos costumam classificar o filme ou as configurações como lentas (abaixo do ISO 200), rápidas (ISO 400 a 800) e muito rápidas (acima do ISO 800).

Os filmes nas faixas de ISO 50 a 100 são muito lentos ou menos sensíveis à luz. Portanto, requerem longa exposição ou "baixa velocidade do obturador" para produzir uma imagem de exposição adequada. Por exemplo, em um dia cinzento e nublado, se você usar o filme ISO 50, talvez seja necessário usar uma velocidade de obturador de 1/8 s para fotografar uma paisagem a f/16.

Mostrador ISO na câmera

Em câmeras manuais, defina o ISO usando um anel ou mostrador contido na câmera. Em câmeras digitais, você pode definir a configuração equivalente ao ISO usando um menu eletrônico.

Um exemplo de filme muito rápido é aquele com ISO 1600 e 3200. Como esses filmes e essas configurações são muito sensíveis à luz, eles requerem tempos de exposição mais curtos ou velocidade mais rápida do obturador. No mesmo dia nublado, você poderá mudar para um filme com ISO 1600 e tirar uma foto da mesma paisagem a f/16, com uma velocidade de obturador de 1/250 s.

Trivialidades  A escala ISO de classificação numérica foi estabelecida pela International Organization for Standardization, que combinou os antigos sistemas DIN, ASA/ANSI para uso internacional.

Ao tirar fotos com um filme rápido, você ou a câmera poderá selecionar velocidades mais rápidas do obturador para reduzir o risco de obter uma imagem borrada causada pelo movimento do tema. Isso também permitirá que você tire fotos nítidas em situações de pouca luz se estiver segurando a câmera com as mãos. Durante o curto tempo de exposição, não há tempo suficiente para que o movimento produza uma imagem borrada.

Quais são as desvantagens de usar um filme ou uma configuração rápida em relação a um filme ou uma configuração lenta?  As desvantagens são: redução da nitidez e dos detalhes, cores com menos saturação e aumento da granulação. Quase todas as câmeras digitais também possuem configurações ISO mais altas; em algumas, essas configurações são definidas de forma automática e, em outras, elas precisam ser definidas manualmente.

Margaridas brancas

O filme de alta velocidade, como o ISO 3200 usado para esta foto, costuma exibir uma granulação que pode ser percebida.

No caso das câmeras digitais, uma configuração alta "equivalente ao ISO" fornece maior sensibilidade à luz, como ocorre com o filme. Em configurações ISO 400 e superiores, a qualidade da imagem é prejudicada especialmente devido ao aumento de ruído no sinal, que aparece em fotografias como granulação digital.

Como definir o ISO  A grande maioria das câmeras de filme modernas lê automaticamente o código ISO a partir do cartucho do filme e, portanto, torna desnecessário definir a velocidade do filme. Em câmeras mais antigas, o ISO é definido girando um mostrador nos "ombros" da câmera. Em geral, esse mostrador oferece a faixa total dos valores ISO comuns, de 25 a pelo menos 1600.

Em uma câmera digital, a configuração equivalente ao ISO é normalmente definida por meio de um dos menus ou submenus da câmera. Em alguns modelos, o ISO é definido automaticamente, através da seleção de uma configuração equivalente ao ISO superior em ambientes de pouca luz para velocidades mais rápidas do obturador.

2. O que é abertura?

   A. O botão que você pressiona para tirar uma fotografia.

   B. O tamanho da abertura da lente que determina a quantidade de luz que incide sobre o filme ou sobre o sensor de imagem.

Homem atrás da vela

Embora eu tenha tirado a foto com uma abertura pequena (f/11), a lente para telefoto (lente com definição de zoom de 200 mm em uma câmera digital) reduziu a profundidade do campo nesta foto.

   C. Um termo técnico que sempre me confundiu, mesmo quando explicado, e que, por isso, simplesmente ignoro.

Resposta correta: B.  A abertura da lente determina a quantidade de luz que incide sobre o filme ou sobre o sensor de imagem digital para criar a imagem. Você ou o sistema automático da câmera pode controlar o tamanho da abertura da lente, definindo um valor f. Alterar o valor f aumenta ou diminui o tamanho da abertura da lente.

A abertura é mostrada como números de valor f, por exemplo, f/2,8, f/4, f/5,6, f/8 etc. Os números f menores, como f/2,8, definem uma maior abertura da lente, permitindo que mais luz entre na câmera. A abertura grande é normalmente chamada de "larga".

A abertura pequena também é chamada de "estreita", sendo indicada com números f altos, como f/16. Como era de se esperar, a abertura pequena permite que menos luz entre na câmera. Para conseguir uma boa exposição com uma abertura pequena, é necessário aumentar o tempo de abertura do obturado para que a luz penetre na câmera. A maioria das câmeras ajusta automaticamente a velocidade do obturador quando são definidas no modo de programa ou semi-automático. Se você estiver tirando fotografias no modo manual ou com uma câmera manual, defina uma velocidade maior para o obturador, usando o mostrador da câmera ou um menu eletrônico.

Aprendendo o jargão  Alternar para uma abertura mais larga também significa "aumentar a abertura". Alternar para uma abertura mais estreita significa "reduzir a abertura".

Anel de abertura

Em câmeras com lentes intercambiáveis, defina o valor f usando um anel de abertura.

Como alterar a abertura  Em câmeras totalmente controláveis, você pode alterar a abertura usando o anel de valor f ou um mostrador na câmera que permite selecionar um valor f. Um pequeno número de câmeras compactas possui um controle que permite essa seleção. Uma abertura é selecionada automaticamente na câmera, com base na luz disponível e no modo, como uma programação de retrato ou paisagem. Algumas câmeras compactas avançadas permitem definir o valor f.

Em câmeras manuais totalmente controláveis, é possível escolher diversas aberturas. O primeiro passo consiste em selecionar um valor f (abertura) e, em seguida, definir a velocidade correta do obturador para obter uma exposição apropriada. O medidor de luz da câmera emite um sinal no visor que indica quando a velocidade correta tiver sido definida.

Nos modos automáticos — modo de programa alternável ou semi-automático de prioridade de abertura — quando você seleciona o valor f (abertura), a câmera define a velocidade do obturador para obter a exposição correta.

Que abertura, ou valor f, você deve escolher?  Sua escolha depende de dois fatores. Em primeiro lugar, convém selecionar uma abertura que forneça a velocidade correta do obturador. Por exemplo, para evitar que a imagem fique borrada devido à trepidação da câmera ou ao movimento do tema, você deve escolher uma abertura larga (valores f menores) para obter velocidades mais rápidas do obturador. Da mesma forma, se você estiver usando uma lente para telefoto (longa) e segurando a câmera com as mãos, será necessário escolher uma velocidade muito alta do obturador para que as fotos sejam mais nítidas.

Veleiros atracados

A imagem ficou mais nítida como um todo com a seleção de uma abertura estreita (neste caso, f/10) e o uso de uma lente de grande-angular (lente com definição de zoom de 17 mm em uma câmera digital).

Em segundo lugar, ao selecionar intencionalmente um abertura larga ou estreita, você pode controlar a "profundidade do campo" nas fotografias. Para obter mais informações sobre esse tópico, passe para a próxima pergunta.

3. O que é profundidade do campo?

   A. Um termo que indica que parte de uma cena terá um foco razoavelmente nítido.

   B. O tamanho da área que está incluída na cena.

   C. O comprimento focal da lente que está sendo usada.

Resposta correta: A.  Profundidade do campo é a área de foco nítido aceitável na parte da frente e de trás de um tema. Por exemplo, uma fotografia com um plano de fundo ligeiramente borrado tem pouca profundidade de campo. Em outra fotografia, os elementos de primeiro plano e de plano de fundo parecem estar focalizados, o que indica maior profundidade do campo. A abertura é o principal fator que afeta a profundidade do campo.

Em algumas situações, convém aumentar a profundidade do campo. Por exemplo, em uma fotografia cênica, escolha uma abertura estreita; um valor f maior, como f/16 ou f/22, de modo que boa parte do primeiro plano e do plano de fundo fique nítida na foto. Em outras situações, é aconselhável diminuir a profundidade do campo. Por exemplo, em um retrato em que você deseja que o plano de fundo pareça borrado, escolha uma abertura mais larga ou um valor f menor, como f/2,8, f/4 ou f/5,6. O foco do tema ficará nítido, mas o plano de fundo será "suave" e não desviará tanto a atenção do observador.

Abelha sobre uma flor rosa

Para que o plano de fundo ficasse borrado nesta foto, aumentei a abertura para f/2,8. (Foto tirada com câmera digital, a 1/100 s e lente com definição de zoom de 200 mm.)

Dica  Lembre-se de que números grandes aumentam e números pequenos diminuem. Em outras palavras, valores f grandes, como f/22, aumentam a faixa de foco com nitidez aceitável. Valores f pequenos, como f/4, diminuem a faixa de foco com nitidez aceitável e fazem com que o primeiro plano e o plano de fundo fiquem borrados.

Quando você escolhe uma abertura pequena, como f/16, torna-se necessária uma maior velocidade do obturador para garantir que uma quantidade de luz suficiente alcance o filme ou o sensor para que haja uma exposição correta. No entanto, com velocidades mais lentas do obturador, a trepidação da câmera ou o movimento do tema pode resultar em imagens borradas. Se a velocidade for lenta, use um tripé e mude para um filme mais rápido ou uma configuração equivalente ao ISO que permita velocidades mais rápidas do obturador. Se você desejar "congelar" um tema em movimento, use um filme ISO com configuração alta.

Embora a abertura seja o fator mais importante para se obter uma faixa de foco com nitidez aceitável em uma fotografia, estes outros fatores também afetam a profundidade do campo:

Guarda-sol na praia

As lentes para telefoto contêm uma faixa de visão estreita e comprimem a perspectiva, como pode ser percebido nesta foto. (Foto tirada com câmera digital a 1/160 s, a f/14, com lente de 300 mm de qualidade superior.)

  • Distância da câmera até o tema  Em qualquer abertura (valor f), quanto mais longe você estiver do tema, maior será a profundidade do campo. Se você tirar uma fotografia cênica de uma montanha distante, é possível que a nitidez do foco seja aceitável no primeiro plano, no plano intermediário e no plano de fundo. No entanto, se você tirar a fotografia de uma pessoa, dos ombros para cima, apenas o tema terá um foco muito nítido.

  • Comprimento focal da lente  De forma simplificada, o comprimento focal determina a área da cena que é "vista" pela lente. A partir da mesma posição de disparo, uma lente de grande-angular abrange uma maior parte da cena do que uma lente para telefoto. Além disso, uma lente de grande-angular produz grande profundidade de campo, desde que você não esteja muito próximo ao tema. Em termos mais técnicos, uma lente de grande-angular ou uma configuração de zoom possui um ângulo de visão de 110 graus, enquanto uma lente para telefoto permite apenas um ângulo estreito de visão da cena (23, 12 ou até 4 graus). Como uma lente longa (ou para telefoto) ou uma configuração de zoom (qualquer configuração de lente ou de zoom acima de 50 mm) amplia o tema, a profundidade do campo fica superficial, de modo que apenas o tema tenha um foco muito nítido.

4. O que é velocidade do obturador?

   A. A velocidade em que a câmera tira uma fotografia.

   B. Por quanto tempo a luz pode penetrar na câmera.

   C. Com que velocidade a luz passa da lente para o obturador.

Mostrador de velocidade do obturador

Em câmeras manuais, a velocidade do obturador é definida em um mostrador, como este mostrado aqui.

Resposta correta: B.  A velocidade do obturador controla por quanto tempo a cortina da câmera permanece aberta para que a luz da lente incida sobre o filme ou sobre o sensor de imagem digital. Quanto mais tempo o obturador ficar aberto, mais luz alcançará o filme (com a abertura definida).

As velocidades do obturador são mostradas em frações de segundo. As velocidades comuns (de lenta a rápida) são: Bulb (o obturador permanece aberto até que você o feche soltando o botão disparador), 1 segundo, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/500, 1/1000 e assim por diante.

Como definir a velocidade do obturador  Em câmeras manuais totalmente controláveis, você pode definir a velocidade do obturador usando o mostrador da câmera ou selecionando-a em um menu eletrônico. Em câmeras compactas e de uso único, essa velocidade é selecionada automaticamente com base na luz disponível e no modo escolhido. Se a sua câmera oferecer vários modos de programa, por exemplo, modo de "programação de esportes", será selecionada a velocidade mais rápida do obturador para que movimento do tema seja congelado.

Pedestres caminhando

Para congelar o movimento, usei uma velocidade mais rápida do obturador; nesse caso, 1/100 s. (Foto tirada com câmera digital, a f/4,5 e lente com definição de zoom de 112 mm.)

Quando você aumenta ou diminui a velocidade do obturador por uma configuração completa, a exposição dobra ou diminui pela metade. Por exemplo, uma quantidade de luz duas vezes maior alcança o filme a 1/30 s do que a 1/60 s. Para garantir uma exposição correta, altere a abertura (valor f) à medida que aumenta a velocidade do obturador. Se você tirar fotos no modo de programa ou automático, a velocidade do obturador será ajustada automaticamente.

A velocidade do obturador afeta a capacidade de obter uma imagem nítida com pouca luz se você estiver segurando a câmera com as mãos, bem como de congelar o tema em movimento ou transformá-lo em uma imagem borrada na fotografia.

  • Limites de manuseio  Como regra, nunca segure a câmera com as mãos se a velocidade do obturador for menor que o inverso do comprimento focal da lente. Por exemplo, se você estiver tirando fotos com uma configuração de 125 mm em uma lente com zoom, use a velocidade de 1/125 s ou maior para o obturador a fim de assegurar uma imagem nítida. Outra regra útil é nunca segurar a câmera com as mãos em velocidades menores que 1/30 s.

  • Congelando ou borrando o tema em movimento  A velocidade do obturador determina se é possível congelar um tema em movimento ou torná-lo borrado na fotografia. Por exemplo, você talvez deseje congelar um jogador de basquete no ar, mas mostrar o movimento da cascata d'água em uma cachoeira. Como regra geral, pare o movimento definindo o obturador com uma velocidade de 1/125 s ou maior. Para mostrar o movimento como uma imagem borrada, tente uma velocidade de 1/4 s ou menor e coloque a câmera sobre um tripé.

Cascata d'água sobre rochas

Embora esta foto tenha sido tirado ao meio-dia, a área sombreada permitiu que eu reduzisse a velocidade do obturador o suficiente para mostrar o movimento da água como uma imagem borrada. (Foto tirada com câmera digital, a 1/30 s, a f/5 e lente com definição de zoom de 200 mm.)

Exposições equivalentes

Os filmes ou os sensores de imagem digital requerem uma determinada quantidade de luz para que haja exposição adequada. Vimos que dois fatores determinam a quantidade de luz necessária à exposição: o tamanho da abertura (ou valor f) da lente e a velocidade do obturador. Para usar uma velocidade rápida do obturador, defina uma abertura mais larga. Desse modo, a quantidade de luz que atingirá o filme ou o sensor de imagem será suficiente para expor a imagem. Contudo, se você diminuir a abertura (valor f), use uma velocidade mais lenta para obter uma exposição adequada.

Várias combinações de abertura (valor f) e de velocidade do obturador produzem exatamente a mesma exposição; em outras palavras, a mesma quantidade de luz fará a exposição da imagem. Por exemplo, uma configuração de exposição de f/22 a 1/4 s é equivalente a f/16 a 1/8 s; f/11 a 1/15 s, f/8 a 1/30 s e assim por diante. Isso ocorre porque o tempo de exposição diminui à medida que a abertura aumenta.

Se você estiver usando uma câmera ou um modo operacional totalmente manual, deverá mudar a velocidade do obturador toda vez que alterar a abertura (valor f) ou vice-versa.

Portão verde e ervas silvestres

Para esta foto, optei por usar f/5,6 e uma lente com definição de zoom de 80 mm, o que permitiu uma velocidade do obturador de 1/500s.

O indicador do medidor de luz no visor o lembrará de ajustar as configurações de forma apropriada. No modo Automático, esse ajuste será realizado automaticamente.

Todos os medidores de luz internos da câmera lêem a quantidade de luz refletida do tema. Eles usam essa informação para calcular a exposição necessária, com base no ISO, no tamanho da abertura e na velocidade do obturador. Se você alterar a abertura, a câmera recalculará o tempo necessário para a exposição. Quando você altera a velocidade do obturador, o medidor da câmera determina a abertura (valor f) necessária para uma exposição correta. No modo de operação manual, é possível definir os dois fatores usando a orientação do medidor de luz. Você pode experimentar diversas combinações de abertura e velocidade do obturador para criar efeitos distintos nas fotografias.

Dica  Várias pessoas preferem tirar fotos em um modo semi-automático, como o de prioridade de abertura. Esse modo proporciona controle criativo sobre a profundidade do campo e torna desnecessário ajustes manuais freqüentes na velocidade do obturador. Nesse modo, você define a abertura (valor f) desejada para a profundidade de campo e a câmera define automaticamente a velocidade apropriada do obturador. Observe que, no modo de prioridade de velocidade, você define a velocidade do obturador e a câmera define automaticamente a abertura (valor f) apropriada. Nos dois modos, a exposição sempre permanece como "equivalente".

Essas exposições equivalentes permitem controlar a profundidade do campo na foto, bem como congelar o movimento ou borrá-lo. Por exemplo, se você escolher uma combinação de abertura larga e alta velocidade do obturador, a imagem terá pouca profundidade de campo e o movimento será congelado. Em geral, essa é a configuração ideal para fotografias de esportes. Em uma combinação de abertura pequena e baixa velocidade do obturador, a profundidade do campo aumenta, mas qualquer movimento do tema é mostrado como uma imagem borrada. É possível usar essa combinação para obter um efeito criativo ou para fotos de temas imóveis. Para obter fotos nítidas em altas velocidades do obturador, coloque a câmera sobre um tripé.

Homem trabalhando com serra

Escolha uma abertura que ajude a transmitir a história que você deseja contar. Neste caso, preferi que o plano de fundo não ficasse totalmente borrado, pois ele fazia parte do contexto da foto. (Foto tirada com câmera digital a 1/250 s, a f/6,3 e lente com definição de zoom de 175 mm.)

Dependendo da câmera, você pode escolher diversos modos de exposição, desde o modo totalmente automático até o modo de prioridade de abertura e de prioridade de velocidade.

Resumo

A combinação da velocidade do filme, da abertura, da velocidade do obturador e da quantidade de luz em uma cena formam os elementos essenciais de exposição. Em um dia ensolarado e claro, você pode selecionar um dos vários valores f e ainda obter velocidades rápidas do obturador para evitar que a imagem fique borrada. Raramente há necessidade de mudar para um filme rápido no caso de altas velocidades do obturador com aberturas pequenas. Um filme com uma configuração ISO alta somente será necessário se você estiver usando uma lente para telefoto e precisar usar velocidades mais altas.

Trailer de alumínio e homem passeando

Embora várias pessoas prefiram tirar fotos no modo semi-automático, normalmente uso o modo manual. Esta fotografia foi tirada com uma câmera digital Nikon D1X a 1/400 s, a f/5,6, usando uma lente com definição de zoom de 17 mm.

À medida que anoitece, sua opção de valor f torna-se muito limitada com filmes lentos, como o ISO 100 ou ISO 200. Nesse caso, use aberturas mais largas, como f/4, para obter maior velocidade do obturador. Caso contrário, as imagens ficarão um pouco borradas com a trepidação da câmera ou com o movimento do tema. Mude para um filme mais rápido, como o ISO 800, a fim de obter mais opções. Desse modo, será possível selecionar aberturas menores, como f/8 ou f/11, para obter maior profundidade de campo. O filme rápido permite tirar fotos com velocidades mais altas do obturador, reduzindo, assim, o risco de imagens borradas.

Embora possa parecer difícil assimilar os elementos básicos de exposição e a maneira de usá-los combinados, pode ser mais fácil escolher um aspecto, como abertura, e experimentá-la alterando o valor f para obter efeitos distintos. A velocidade do obturador a ser definida será indicada na câmera ou ela será definida automaticamente para você. Mantenha um log ou observe as informações sobre fotografias, exibidas em várias imagens digitais, para saber como a alteração da abertura afeta a imagem final. Em seguida, comece a experimentar diferentes velocidades do obturador. Se a sua câmera for digital, essa será a ferramenta mais importante que você usará para aprender sobre fotografia de forma rápida e barata.

Veleiro azul

O uso de uma lente de grande-angular ajudou a aumentar a profundidade do campo nesta foto. (Foto tirada com câmera digital a f/6.3, a 1/80 s e lente com definição de zoom de 35 mm.)

Independentemente do tipo de câmera, quanto mais fotos tirar, mais você aprenderá; e quanto mais aprender, melhor será a qualidade de suas fotos.



Uma pequena lista de verificação referente à avaliação da qualidade da fotografia

Por Charlotte K. Lowrie

O que faz uma ou duas fotografias se sobressaírem em uma pilha de 20, 30 ou até 100 fotografias? A resposta, independentemente do que os fotógrafos iniciantes possam imaginar, não é um segredo conhecido apenas por fotógrafos experientes e editores de fotografia. Tampouco há um único elemento que torna uma fotografia "boa". Em vez disso, há uma lista de verificação disponível com os critérios normalmente usados para avaliar imagens.

Dito isso, vale a pena acrescentar que essas avaliações variam de acordo com a pessoa, e, como outros critérios de julgamento, há sempre exceções a regras. Além disso, as linhas que separam os critérios quase sempre se misturam. Afinal de contas, a fotografia é subjetiva.

Apesar do pouco respaldo, o conhecimento dos critérios de avaliação normalmente aceitos podem oferecer uma orientação para que você consiga as melhores fotografias no dia-a-dia, bem como um guia para a avaliação das imagens finais.

A seguir, encontra-se a lista de avaliação que uso para rever minhas imagens e avaliá-las para exibição no MSN Foto da Semana (em inglês). Além disso, incluí perguntas de exemplo para cada ponto de verificação que você pode usar ou adaptar para avaliar suas fotografias.

1. Há um centro de interesse claro?  Em uma fotografia contundente, o observador pode imediatamente identificar o tema. Embora isso pareça muito simples, um número surpreendentemente alto de fotografias não demonstram claramente o tema principal. Em vez disso, uma complexa montagem de elementos contribuem para chamar a atenção do observador.

Em uma fotografia contundente, o tema deve dominar a imagem e formar a primeira impressão do observador. Se o tema for provocante, os olhos do observador poderão se mover para explorar outras áreas da imagem, mas se voltarão inevitavelmente para ele.

Pessoas caminhando em píers ao pôr do sol

A atividade das pessoas nos píers suscitam um interesse que vai além das cores do pôr-do-sol.

Grandes exemplos desse ponto são as imagens do pôr-do-sol, um tema fotográfico atemporal e popular. Embora as cores e formações nebulosas de um pôr-do-sol sejam dramáticas, raramente são o bastante para criar uma imagem arrebatadora. Além de um primeiro olhar rápido, mesmo que talvez apreciativo, a maioria das fotografias de pôr-de-sol são rapidamente esquecidas. E, em grandes número, rapidamente se tornam lugar-comum.

Contudo, quando um fotógrafo adiciona uma elemento que confere contexto e interesse ao pôr-do-sol, você terá uma fotografia com impacto e que, muito provavelmente, irá capturar e reter o interesse do observador. A foto do pôr-de-sol mostrada aqui inclui a atividade de pessoas aproveitando os últimos momentos do dia, em contraste com o pano de fundo da cor dramática que revela o fim do dia.

Para avaliar suas próprias fotografias em relação a um centro de interesse decisivo, tente fazer a si mesmo as perguntas a seguir. Você também pode mostrar a imagem a um amigo e pedir que ele responda honestamente às perguntas.

  • Quando você olha a fotografia, qual é a primeira coisa que você vê? Se estiver avaliando sua própria imagem, o que você vê primeiro revela o tema que pensou em transmitir pela fotografia?

  • O que prende seus olhos por mais tempo?

  • Outros elementos da fotografia também tentam chamar a atenção além do tema?

  • Aspectos técnicos, como a luz e sua direção, a profundidade do campo, o foco etc. complementam o tema ou se desviam dele?

Passeio de tábuas ao longo da praia

As linhas nesta imagem não apenas criam organização, como também conduzem os olhos através da imagem.

2. A composição da imagem está adequada?  Em uma fotografia marcante, deve haver uma idéia de organização geral. Embora livros inteiros sejam escritos com base na composição, no nível mais básico, esta consiste no processo de estabelecer uma sensação de ordem dos elementos contidos em uma imagem.

Observação  As regras ou diretrizes de composição constituem um ponto de partida útil, mas apenas servem como tal quando aprimoram a imagem como um todo.

Como uma rápida revisão, eis algumas recomendações básicas sobre composição.

  • Preencha o enquadramento  Preencher o enquadramento ajuda a estabelecer o centro de interesse, bem como a excluir os detalhes concorrentes do plano de fundo. Você pode preencher o enquadramento movendo-se para mais perto do tema ou usando um comprimento focal maior (ou aumentando o zoom).

  • Organize elementos  Em composição, a Regra dos Terços é geralmente usada para organizar elementos em uma composição. Essa regra origina-se da Seção Dourada ou do Retângulo Dourado que divide um espaço, como o enquadramento de uma fotografia, em segmentos iguais para criar proporções agradáveis. Em termos simples, se você aplicar a Regra dos Terços em fotografia, simplesmente imagine um padrão de jogo-da-velha no visor. Em seguida, quando você colocar o tema da fotografia em um dos pontos de interseção, o resultado será uma agradável sensação de ordem.

  • Controlar o plano de fundo  Um plano de fundo sem desvio é uma ferramenta de composição que o ajuda a levar a atenção para o tema da foto. Você pode controlar o plano de fundo movendo sua posição ou o tema, a fim de evitar distrações e usando uma maior abertura (menor f-stop) para diminuir a nitidez do plano de fundo. É aconselhável rever a cena inteira e eliminar ou reorganizar o maior número possível de elementos de plano de fundo que desviem a atenção.

  • Mantenha a simplicidade  Quanto menos elementos houver em uma fotografia, mais impacto a imagem criará. A simplicidade também ajuda a evitar que os olhos do observador se desviem.

Para avaliar a composição de suas imagens, tente fazer estas perguntas.

  • Há uma idéia de organização e equilíbrio na imagem que façam os olhos percorrerem a composição?

  • Foram incluídos elementos que não colaboram com o tema da imagem?

  • Foram excluídos elementos que, se incluídos, teriam aprimorado o tema da imagem?

  • A profundidade do campo, o comprimento focal (configuração da lente ou do zoom), a iluminação, o ângulo e a perspectiva melhoram a composição?

  • O corte aprimora a composição?

Retrato de uma mulher

O foco mais nítido deve constituir o aspecto mais importante do tema. No caso de imagens de pessoas, o ponto focal mais nítido deve se concentrar nos olhos delas.

3. O foco está nítido e a exposição apropriada?  Com exceção das fotografias que intencionalmente demonstram movimento ou são tiradas como imagens de foco suave (como um retrato), o foco com maior nitidez é uma das primeiras características que as pessoas percebem sobre uma imagem. Indo um pouco mais longe, o centro do foco deve ser o centro de interesse do tema. Em outras palavras, se a imagem retratar uma pessoa, o foco deve se concentrar nos olhos dela. O ponto mais nítido da imagem deve realçar o que o fotógrafo considera como o aspecto mais importante da imagem.

A exposição (combinação do comprimento focal [configuração da lente ou do zoom], a abertura, a velocidade do obturador e o ISO) também contribuem para a intenção da fotografia. Por exemplo, em uma cena de um prédio antigo, o fotógrafo usou controles de exposição para enfatizar a idade da estrutura e talvez a aridez dos arredores? Para criar essa impressão, um fotógrafo pode escolher uma configuração de lente ou zoom de ângulo moderadamente largo, usar o modo preto-e-branco, escolher um ISO mais alto (ou usar um filme preto-e-branco com ISO alto), definir uma abertura estreita (valor f maior) e escolher uma velocidade de obturador mais rápida (dependendo, obviamente, da luz). Essa combinação produziria detalhes mais nítidos, granulação visível ou interferência digital para aumentar a impressão de antigüidade, além de maior comprimento de campo para enfatizar a idéia de solidão.

Por outro lado, se a imagem for o retrato de uma pessoa, convém procurar configurações de exposição bem diferentes como, por exemplo, ISO baixo, abertura larga (valor f pequeno), e, dependendo da luz, uma menor velocidade do obturador. Nesse caso, o retrato teria pouca ou nenhuma granulação ou ruído digital e a pequena profundidade de campo diminuiria a nitidez do plano de fundo para enfatizar o tema. (Logicamente, um fotógrafo pode escolher a configuração oposta para atingir uma aparência totalmente diferente.) A questão é se as configurações de exposição foram planejadas para aprimorar o "design" da imagem.

Estas são perguntas que podem ajudá-lo a avaliar se as configurações de foco e exposição estão apropriadas em uma imagem:

  • O ponto mais nítido na imagem constitui o centro de interesse do tema da fotografia?

  • A profundidade do campo aprimora o tema, a impressão ou a aparência da imagem ou se desvia desta?

  • O comprimento focal ou a definição de zoom aprimoram o tema e a mensagem?

  • A imagem possui um contraste geral adequado para o tipo de imagem pretendido pelo fotógrafo?

  • A cor parece natural e/ou ajuda a definir a impressão da imagem?

  • Se a imagem for em cores, ela seria mais marcante em preto-e-branco ou vice-versa?

Pessoas salvam um barco que está afundando

As fotografias que contam uma história sempre causam mais impacto, mesmo que deixem de atender a alguns dos outros critérios.

4. A fotografia conta uma história  Quase sempre, a diferença entre uma fotografia de que você se recorda e uma da qual rapidamente se esquece depende do fato de ela contar ou não uma história. Como observador, desejo ver a história, e esse é um dos mais importantes pontos de avaliação que procuro nas imagens de outros fotógrafos. Também é o elemento que sempre tento incluir nas minhas imagens.

Em fotografias marcantes, a história é revelada no primeiro olhar e é auto-suficiente. Nas melhores imagens, a história evoca uma resposta emocional do observador. Creio que é essa resposta que definitivamente torna a imagem memorável.

Tente fazer estas perguntas ao avaliar uma imagem, de modo a decidir se ela conta uma história.

  • A fotografia ao menos faz uma afirmação que você possa articular?

  • A fotografia evoca uma emoção? Em outras palavras, você pode estabelecer uma relação com o tema ou a situação?

  • O que poderia ser alterado na imagem para que transmita uma história ou mensagem mais contundente.

Banco em uma parada de ônibus

O ângulo correto e a qualidade da luz podem transformar cenas e objetos do cotidiano em oportunidades fotográficas.

5. A iluminação aprimora o tema e a mensagem?  Como na composição, a iluminação é um assunto digno de amplas discussões. Ao tirar ou avaliar fotografias, você deve usar a luz até seu potencial máximo para revelar o que é importante na imagem e para definir o caráter global da fotografia.

Em mãos hábeis, a iluminação é usada seletivamente para concentrar a atenção em áreas específicas do tema, ao mesmo tempo enfatizando as áreas menos importantes; para fazer os olhos percorrerem a composição e para estabelecer a impressão e o caráter globais da imagem, tirando proveito de diferentes temperaturas (cores) de luz.

A luz constitui outra "ferramenta de design" que pode ser usada para aperfeiçoar a impressão e intenção gerais da imagem e do tema. Por exemplo, ao tirar uma fotografia de um homem, uma luz lateral branca e forte, sem filtro, pode ser apropriada para enfatizar as características angulares e austeras desse homem. Por outro lado, uma luz difusa morna e suave é mais apropriada para o retrato de uma mulher, pois espelha as características delicadas desses temas. E, obviamente, existem poucos fotógrafos que deixam de aproveitar as soberbas cores da luz durante o amanhecer e o pôr-do-sol.

Ao avaliar os méritos da iluminação de uma fotografia, pergunte:

  • A intensidade e cor da luz são apropriadas ao tema?

  • IA luz é muito forte e com contraste ou muito suave e sem contraste?

  • Todos os aspectos importantes estão bem iluminados ou a iluminação poderia ser melhorada por meio de flash, fill flash, refletor ou luz auxiliar?

  • A luz ajuda a transmitir a mensagem geral da fotografia?

  • Em uma fotografia em cores, as cores estão equilibradas ou corretas em relação à temperatura da luz (em outras palavras, as cores gerais devem ter uma aparência natural). E, se não estiver, as tonalidades contribuem para a fotografia?

Garrafa de vinho e sombra

A abordagem criativa revela o tema de maneiras incomuns.

6. A abordagem é criativa?  Em termos gerais, defino como "criativa" uma imagem que ultrapassa as técnicas e tratamentos previsíveis. Em termos mais específicos, as imagens mais criativas mostram os temas através dos olhos e do ponto de vista dos fotógrafos. Em outras palavras, o fotógrafo revela o tema de maneiras extraordinárias: maneiras estas que o observador não teria visto de outro modo.

As técnicas e os temas criativos podem ser variados. Podem consistir em transformar idéias abstratas em um formato visual, transformar uma idéia concreta em abstrata, relacionar ou associar conceitos não relacionados em um espaço visual ou, em resumo, olhar sob um prisma diferente e deixar qualquer tema a critério da visão e do discernimento exclusivos do fotógrafo.

Ao avaliar a criatividade de uma fotografia, pergunte a si mesmo:

  • A fotografia revela mais detalhes sobre o tema ou o demonstra de maneiras inesperadas?

  • A fotografia relaciona elementos visuais de maneiras incomuns e intrigantes?

  • A fotografia é interessante e atual ou apenas é estranha demais para traduzir em palavras?

Marca de batom na caneca de cerveja

As oportunidades de fotografia podem surgir a qualquer momento e lugar. Se sua câmera estiver em mãos, você poderá tirar proveito de cenas como esta.

Dependendo do dia e da fotografia, posso adicionar outros critérios à lista de verificação, mas raramente excluo um destes seis pontos básicos. No mundo real, também sei que, se dez pessoas observarem a mesma foto, aproximadamente a metade delas poderá conferir-lhe boas notas e a outra metade más notas. Obviamente, a fotografia é tão subjetiva quanto o gosto individual.

Contudo, quando todas as pessoas expressarem sua opinião, como linha de base, você terá agora os critérios de avaliação necessários para avaliar seu próprio trabalho. Se uma imagem representar o melhor de você até o momento, aproveite essa imagem e seu êxito. Depois, volte atrás um ou dois meses para reavaliá-la em relação aos seis critérios básicos. Se ela ainda passar no teste, emoldure-a, pendure-a na parede e, depois, saia e tire uma fotografia ainda melhor.


Tulipas vermelhas

Tendo um claro centro de interesse, juntamente com elementos subordinados que complementam o tema, o observador sabe imediatamente sobre o que é a fotografia.