Câmeras e Lentes
 


No limite: quanto tempo sua câmera agüentaria?

Dicas de especialistas sobre os cuidados com a câmera

 

Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Imagine que você foi selecionado para participar de um jogo de sobrevivência — sua meta é superar os demais concorrentes nos descampados de uma ilha distante. Você tem direito de levar um item pessoal e escolhe, é claro, sua câmera.

Na primeira noite, você acampa em uma praia e esconde a câmera no bolso da camisa. No dia seguinte, com a câmera ainda no bolso, você limpa a camisa para tirar a areia e começa a procurar por alimento. Ao atravessar uma ponte pênsil decrépita sobre um rio raso, você escorrega em uma das tábuas cheias de musgo e cai no rio, com água até a cintura. Você se recupera rapidamente, e a câmera só fica parcialmente molhada. Naquela noite, ao escalar alguns morros para chegar a um novo local de acampamento, você escorrega — a sua máquina bate contra as pedras, mas você consegue pegá-la logo.

Quem sobreviverá à provação de sete semanas - você ou sua câmera?

A menos que você tenha uma das poucas câmeras resistentes às condições meteorológicas do mercado, a resposta é fácil — a sua câmera será eliminada do jogo muito antes de você. Na vida real, durante o uso diário, poeira, água e impacto são os três principais culpados pela "morte" prematura das câmeras. E, se esses três perigos não derrubarem a sua máquina, certamente são motivo suficiente para fazer com que as lojas de assistência técnica prosperem.


Os especialistas dizem que a câmera média tem quase tantas peças quanto um carro.



Câmera desmontada

Talvez sua câmera jamais seja usada em situações perigosas ou de risco, mas vale a pena saber como alguns tipos de maus-tratos diários podem danificar o equipamento. Tome medidas preventivas para manter seu equipamento operando quando for exigido um desempenho máximo.


Câmeras -- criaturas frágeis e sofisticadas

Circuitos flexíveis e componentes eletrônicos no corpo de uma câmera

Os modelos de câmeras mais recentes estão equipados com circuitos flexíveis e componentes eletrônicos sensíveis, semelhantes aos apresentados aqui. Nossos agradecimentos à Photo-tronics de Seattle, WA por fornecer as câmeras retratadas neste artigo.

Para entender a fragilidade de uma câmera — quer seja um modelo mais barato, do tipo mirar e bater, ou um modelo de topo de linha monoreflex — considere que a câmera média tem quase tantas peças quanto um carro. Mas, evidentemente, uma máquina fotográfica ocupa uma fração do espaço ocupado pelo carro. Considere também que a sua câmera é quase tão robusta quanto o seu computador e que ambos respondem a mergulhos em rios ou quedas de mesas da mesma forma — mal, na melhor das hipóteses.

Em seguida, considere o custo médio dos reparos. Eric Minnig, vice-presidente de operações da Ken's Cameras em Seattle, tem 17 anos de experiência tentando consertar os estragos causados às câmeras. Minnig diz que a maioria das pessoas fica chocada com os orçamentos para limpeza e reparo de seu equipamento. A decisão de "consertar ou não consertar", em muitos casos, é uma simples questão de economia. Minnig afirma, "Se alguém traz uma câmera que custou US$ 100 e a assistência técnica cobra US$ 60 a hora para consertar a máquina, considerando um tempo médio de reparo de uma hora a uma hora e meia, simplesmente não vale a pena consertá-la".

Zona de gravidade excessiva -- não derrube a câmera

Não deixe a alça da câmera pender do seu local de repouso

Alças pendentes são um alvo perfeito para acidentes, podendo ser puxadas e derrubar a câmera no chão.

De acordo com especialistas em câmeras fotográficas de varejo, o dano causado por impacto é a principal causa de falha súbita do equipamento. Esse dano geralmente ocorre quando uma câmera é deixada em uma estante ou em uma mesa com a alça pendurada — um alvo perfeito para ser puxada por crianças, animais de estimação ou mesmo um adulto distraído. Existem, é claro, situações de impacto mais criativas, que incluem deixar a câmera sobre o capô do carro, pisar nela no chão de uma barraca ou mesmo colocá-la de modo desastrado em uma superfície quando uma lente razoavelmente pesada estiver acoplada ao corpo da câmera.

Quando uma câmera é derrubada, a lente pode sofrer o impacto. Um bom filtro ultravioleta ou skylight pode salvar a ótica frontal da lente, mas não muito mais do que isso. Na queda, o corpo da máquina muitas vezes é danificado pela compressão dos materiais compostos usados na fabricação da câmera. Externamente, a compressão pode parecer uma rachadura ou simplesmente não aparecer. Entretanto, a compressão pode danificar as engrenagens internas, os mecanismos de avanço do filme e os motores.

Também é possível danificar o foco da câmera simplesmente transportando-a com uma lente montada. William Jones, proprietário e presidente da CameraTechs, Inc., avisa que o impacto assim como o simples transporte da máquina com uma lente montada pode desalinhar o foco com o tempo. "Se a lente estiver montada no corpo da câmera, e você transportar o sistema, estará correndo o risco de danificar o alinhamento do foco da câmera", diz Jones. "Com as câmeras atuais de estrutura bem leve, até o peso de uma lente de 80-200 mm pode prejudicar o foco se você pousar a máquina com força."

Não coloque sua câmera próxima a um fogão

Nunca deixe sua câmera próxima a um fogão, onde ela estará exposta a calor, óleo de cozinha e resíduos de comida.

Se você tiver uma câmera com lentes intercambiáveis, Jones recomenda retirar a lente da máquina quando ela não estiver sendo usada. O corpo e a lente podem ser protegidos com uma capa para cada item. Jones explica que a tolerância para alinhamento de foco — a distância medida do encaixe da lente dianteira, ou a baioneta, até os rolos de filme -- deve estar entre 2/100 de um milímetro. Quando uma câmera sofre um impacto, a pancada pode abalar a estrutura do corpo do equipamento.

"O alinhamento é o primeiro teste realizado em uma câmera", diz Jones. Os resultados do teste de micrômetro de profundidade informam à equipe de reparos da CameraTechs se haverá necessidade de uma revisão completa do equipamento para fortalecer a estrutura do corpo da máquina. Na maioria dos casos, Jones afirma que o corpo da câmera pode ser realinhado. No entanto, em casos extremos de mau alinhamento, até mesmo uma revisão completa pode não garantir um foco preciso. A correção dos problemas de alinhamento de foco em uma área pode acabar criando problemas de alinhamento na área oposta, explica Jones.

Como esperado, o mau alinhamento de foco resulta em imagens com foco irregular — um lado da imagem está nitidamente focado enquanto o outro lado está fora de foco. "Algumas pessoas percebem pequenos erros de foco e outras chegam com câmeras tão desfocadas que não entendemos como elas conseguem tirar alguma foto nítida", explica Jones.

Os problemas de foco podem ou não ser evidentes, dependendo da lente. Em fotos tiradas com grandes-angulares que naturalmente têm mais profundidade de campo, o mau alinhamento pode não ser perceptível. No entanto, o mau alinhamento de foco é mais crítico em fotos tiradas com macroobjetivas e teleobjetivas em que a profundidade do campo diminui dramaticamente e mesmo um pequeno erro de foco pode ser percebido.


"Com as câmeras atuais de estrutura bem leve, até mesmo o peso de uma lente de 80-200 mm pode prejudicar o foco se você pousar a câmera com força em alguma superfície", diz Jones.


Não é um submarino amarelo

Corrosão e ferrugem são conseqüência da exposição à umidade e à água

A corrosão e a ferrugem ficam aparentes na câmera depois de o corpo ter sido exposto à umidade e à água.

A água é a segunda melhor maneira de colocar uma câmera no rol dos objetos inutilizados. Bart Meier, presidente da Meiers Phototechnical Service, diz: "Em geral, nem sequer olhamos as câmeras que chegam molhadas, porque não podemos torná-las confiáveis novamente".

Como exemplo, Meier descreve câmeras com unidades de flash eletrônico embutidas. "Os principais capacitores têm 320 volts", diz ele. "Quando o equipamento entra em contato com a água e ela passa por um circuito que só deveria ter 6 volts, imagine o que acontece." Mesmo em câmeras sem flash embutido, a água causa o curto-circuito dos componentes computadorizados. "Se uma câmera funcionar depois de ser molhada, é muito provável que não continue assim", diz Meier. Ele acrescenta que, devido à sua natureza eletrônica, as câmeras digitais tendem a falhar mais depressa com a exposição à água do que as câmeras que usam filme.

Fiação e circuitos da câmera

Se a umidade penetrar na câmera, a água poderá causar curto-circuito nos seus circuitos mais complexos.

Minnig concorda. "Nove entre dez câmeras molhadas por água doce se estragam", diz ele. "E dez entre dez câmeras molhadas por água do mar também se estragam." Ele lembra de um fotógrafo profissional que fez uma sessão de fotos em um barco a vela. Durante a sessão, o tempo virou. O fotógrafo levou seu estojo de alumínio repleto de equipamento Hasselblad para o convés superior para fotografar a tempestade, mas ficou enjoado. Um minuto depois, uma onda assolou a lateral do barco, encharcando o estojo da câmera e o equipamento com água do mar. "Dos US$ 13.000 a US$ 14.000 de equipamento fotográfico, a única coisa que tinha sobrado que ainda funcionava era o estojo da câmera", lembra Minnig.


"Em geral, nem sequer olhamos as câmeras que chegam molhadas, porque não podemos torná-las confiáveis novamente", diz Meier.


Areia, poeira e a boa e velha sujeira

Pousar uma câmera na praia pode causar problemas de areia e umidade

Nunca coloque sua câmera na areia da praia, mesmo que seja sobre uma toalha de praia.

Em fotografia, a limpeza vale ouro, e este princípio não se aplica apenas à limpeza das câmaras escuras e ao manuseio de negativos. O acúmulo de sujeira, areia e poeira em uma câmera é fatal. A sujeira tende a aparecer na lente nos pontos em que as partículas se prendem à lubrificação. A sujeira também aparece em fios de náilon onde a poeira pode se acumular ou corroer os fios e engrenagens. Minnig revela que as lentes de foco manual são especialmente vulneráveis à poeira porque não são vedadas. "Sempre que você sair com a câmera ao ar livre e expô-la aos elementos da natureza, lembre-se de que ela é vulnerável."

O corpo das câmeras também é vulnerável. Jones acredita que os fotógrafos tendem a achar que as câmeras são bem vedadas, mas não são. Mesmo pequenas quantidades de poeira podem obstruir ou danificar motores e engrenagens internas. "Desmontamos uma câmera e descobrimos que um grão de areia grande tinha estragado tudo e, nas câmeras de foco automático de topo de linha, o valor da mão-de-obra para reparar a câmera pode chegar a US$ 250", diz Jones.

Manter uma câmera limpa em condições extremas pode exigir soluções imaginativas. Durante a operação Tempestade no Deserto, na Guerra do Golfo, por exemplo, a maioria dos fotógrafos profissionais não utilizou seu equipamento profissional devido à sujeira e à areia transportadas pelo ar. Em vez disso, de acordo com Minnig, muitos desses fotógrafos usaram uma Nikon Action Touch, uma câmera do tipo mirar e bater que era submersível até 1,5 m de profundidade. "A única maneira de manter as câmeras funcionando era colocá-las em um balde d'água durante à noite — essa era a única forma de evitar o acúmulo de areia, poeira e sujeira", diz ele.

Para evitar o acúmulo de areia na câmera, Meier recomenda que os fotógrafos nunca a coloquem na areia da praia, mesmo sobre uma toalha de praia. Se não puder evitar essa situação, diz Meier, use uma câmera descartável à prova d'água como alternativa. A poeira causa tantos problemas quanto a areia da praia e Meier recomenda ter cuidado e proteger o equipamento quando estiver tirando fotos em condições adversas, com muita poeira ou vento.

Como saber se você tem areia na sua lente e nos mecanismos de foco? Ao focar, haverá atrito e o mecanismo de zoom não se moverá para dentro e para fora, conforme desejado. Se tiver areia na sua câmera tipo mirar e bater, um erro aparecerá na tela de cristal líquido.


"Sempre que você sair com a câmera ao ar livre e expô-la aos elementos da natureza, lembre-se de que ela é vulnerável", diz Minnig.


Nem todas as baterias são iguais

De vez em quando, Minnig conserta máquinas que foram danificadas quando o proprietário inseriu baterias erradas. Por exemplo, uma bateria de um aparelho de surdez fornece mais energia do que uma bateria de câmera fotográfica de aspecto semelhante. "A taxa de energia de algumas baterias pode ser diferente e, embora isso não estrague muitas câmeras, vemos isso acontecer de vez em quando", diz Minnig.

Antes de trocar as baterias por conta própria, consulte a folha de referência cruzada da bateria para garantir que o número de referência seja igual ao da bateria original.

Dicas para manutenção e suprimentos das câmeras

Se você chegou até aqui, então algumas das seguintes dicas sobre manutenção de câmeras serão óbvias, enquanto outras nem tanto.

  • Guarde sua máquina em uma bolsa fotográfica apropriada, em temperatura ambiente e mantenha a bolsa em local seguro: onde não seja derrubada, chutada ou pisada.

  • Nas câmeras mais antigas, as vedações de luz podem desintegrar e causar fuga de luz. (As fugas de luz são menos aparentes em filmes de impressão e mais perceptíveis em filmes de slide, que têm menos latitude do que os primeiros.) Além disso, os mecanismos do obturador podem perder precisão com o tempo. Nos dois casos, você pode testar uma câmera mais antiga, fazendo de vez em quando sessões de fotos com um rolo de filme de slide e observando a ocorrência de superexposição, exposição por tempo insuficiente e áreas de luz que possam indicar fugas de luz.

  • Não meça esforços para proteger o seu equipamento fotográfico. Saiba que, à medida que as máquinas ficaram mais leves, sua durabilidade diminuiu.

  • Use uma escova com assoprador para fazer uma primeira limpeza na lente. Para evitar transferir oleosidade para as cerdas da escova, nunca toque nas cerdas com seus dedos. Além disso, guarde a escova em sua embalagem original. Como segunda etapa, limpe a gordura da lente com um pano de microfibra reutilizável. Como alternativa, você pode usar uma solução de limpeza de lentes e um tecido ou pano de microfibra. Limpe-a fazendo um movimento circular, do centro para as bordas da lente. Se a lente ainda estiver manchada, leve-a para uma loja de equipamento fotográfico e tente diferentes marcas de soluções de limpeza. Os especialistas dizem que algumas soluções funcionam melhor em algumas lentes do que outras.

  • Sempre utilize um filtro ultravioleta ou skylight em todas as lentes. O filtro protege a lente. E, se você arranhar acidentalmente o vidro durante a limpeza, substitua o filtro em vez do caro equipamento ótico.

  • Depois de usar a câmera, limpe o estojo fotográfico com uma escova de pêlo de camelo ou uma escova de dente com cerdas macias, e limpe com um tecido macio.

  • Nas câmeras que usam filme, use uma seringa limpa para manter o compartimento de filme limpo, tendo cuidado para não jogar ar nas finas lâminas do obturador. Se você usar uma grande quantidade de filmes, poderá haver acúmulo de poeira de filme, por isso não deixe de limpar o compartimento de filme regularmente.

  • Troque as baterias da sua câmera pelo menos uma vez por ano. Dependendo do uso do equipamento e das condições de utilização, a câmera deve ser submetida periodicamente à limpeza e verificação geral. Muitas lojas de assistência técnica oferecem testes gratuitos.

Embora sua câmera talvez não resista ao deserto australiano ou a uma aventura em uma ilha distante, os especialistas dizem que com manuseio e manutenção cuidadosos, ela deve durar um bom tempo.


Por Peter K. Burian

As câmeras individuais mais populares, os modelos compactos no formato de 35  mm e APS (Advanced Photo System), vendem muito mais do que todos os outros tipos. Isso é compreensível porque essas câmeras são bastante práticas e oferecem máximo valor e versatilidade. Caso o seu orçamento seja limitado, você poderá encontrar dezenas desses modelos com lentes objetivas, flash e recursos importantes incorporados para que não precise comprar extras. O que é mais importante, é muito fácil operar a maioria dessas câmeras. Se você entender o significado de alguns ícones e abreviações nos controles, talvez nem precise ler o manual do proprietário.

Anteriormente chamadas de câmeras instantâneas, as câmeras APS e de 35  mm de hoje são muito mais avançadas e podem ser encontradas na faixa de preços médios. Elas incluem tecnologia avançada, vários modos de flash e outras opções que lhe permitem ir além dos simples instantâneos.

Câmera compacta de 35 mm

Vale a pena considerar os formatos de câmera de 35  mm (mostrado aqui) e APS. Antes de tomar uma decisão, considere as vantagens específicas de cada formato.

No nível de preços mais altos, você pode encontrar modelos com recursos e substituições disponíveis em câmeras monoreflex, também chamadas de SLR (Single-Lens Reflex). Na realidade, mesmo alguns fotógrafos profissionais levam um desses modelos compactos de ponta em suas viagens. Um modelo compacto é útil quando os fotógrafos precisam de uma câmera pequena e discreta que produza uma qualidade de imagem excepcional.

As câmeras compactas variam de extremamente básicas a magníficos modelos completos (com dezenas de funções) feitos de liga de titânio de renomado valor. Mas o que é realmente preciso para criar excelentes fotografias de familiares e de viagens? O novo formato ASP tornou o de 35  mm obsoleto? E quais modelos específicos você deverá procurar ao fazer a sua compra?


Ciclistas BMX

Uma câmera compacta de alta qualidade com flash embutido e lentes objetivas pode produzir imagens excelentes de pessoas, lugares e eventos.


Formato APS ou de 35  mm?

A sua primeira decisão deve ser sobre o tipo de câmera que deseja comprar: 35  mm ou APS. Os dois tipos oferecem quase os mesmos recursos. (Para simplificar, mencionarei os recursos das câmeras de 35  mm por grande parte deste artigo, mas a maioria deles pode ser encontrada em câmeras APS.)

Câmera compacta

As câmeras APS, como a mostrada aqui, oferecem carregamento de filme à prova de erros e uma gama de formatos de imagem.

Lançado em 1996, o formato APS menor tem algumas vantagens em relação ao de 35  mm: câmeras ligeiramente menores, carregamento de filme ainda mais à prova de erros, três opções de formato de imagem (padrão, mais longa e panorâmica) e negativos que retornam ao cartucho de filme para um armazenamento prático.

Mesmo assim, o formato de 35  mm ainda é o padrão devido a vários fatores. O filme e o processamento são, de maneira geral, mais baratos, estão disponíveis mais tipos de filmes e o formato maior produz impressões mais nítidas de 20 × 25 cm. Várias câmeras de 35  mm também são bastante compactas.

Dica:  Como o formato de filme APS é menor, as câmeras APS precisam de lentes mais curtas do que as câmeras de 35  mm para obterem os mesmos efeitos. Se verificar as especificações da maioria dos modelos APS, você verá que apresentam o comprimento focal equivalente e mais conhecido do formato de 35  mm. Verifique essas informações com atenção para saber se a lente é capaz de produzir os efeitos de uma grande-angular ou teleobjetiva.

Recomendação:  Caso você raramente faça ampliações com mais de 13 × 18 cm, os dois formatos de câmera (APS ou 35  mm) atenderão plenamente às suas necessidades. Talvez o formato APS seja mais adequado, caso você deseje a versatilidade dos três formatos de imagem (para impressões de 10 × 15, 10 × 18 e 10 × 25 cm) e prefira o carregamento mais simples de filme. Caso contrário, o tamanho de filme 40% maior poderá fazer da câmera de 35  mm a sua melhor opção.

Os vários tipos de câmera

Há várias categorias de câmeras, baseadas principalmente no preço. O conjunto de recursos dos modelos nas diversas faixas de preços costuma variar. A visão geral a seguir mostra o que se pode esperar em cada faixa.

Câmeras iniciais:  Você encontrará modelos bem simples, concebidos principalmente para crianças ou principiantes, que incluem flash embutido, mas nem sempre incluem objetivas para enquadramento versátil ou foco automático. Dizem que o seu recurso de foco livre coloca em foco tudo aquilo que estiver dentro de uma distância de 1 metro a infinito, mas raramente você obterá um foco bastante nítido. As lentes dessas câmeras também são muito básicas. Poucos modelos incluem avanço motorizado de filme.

Câmera compacta Fuji

As câmeras com preços bastante acessíveis costumam ser bem básicas, mas aquelas na faixa de preços superior podem incluir os recursos essenciais.

Os modelos em uma faixa de preços mais altos podem incluir um sistema de foco automático rudimentar, um motor de avanço do filme e uma objetiva com alcance limitado. Algumas câmeras incluem um flash multimodo com redução de olhos vermelhos, flash desligado e recursos sempre ativados. Honestamente, mesmo esses modelos não devem ser a única câmera para uso da família. Eles são adequados para instantâneos ocasionais, mas uma boa câmera de uso geral é mais cara.

Câmeras de preços médios:  Você encontrará alguns modelos completos com todos os recursos essenciais e que incluem um corpo mais resistente, flash mais versátil, um melhor visor, foco automático superior e maior capacidade de foco. Alguns modelos são até mesmo à prova d'água, o que será ótimo se você tirar fotografias na praia ou na piscina com freqüência. As lentes objetivas de 38 a 105  mm (ou similares) com uma ótica melhor são comuns, mas você também poderá encontrar objetivas mais longas por preços mais altos. Algumas oferecem 28 a 70  mm ou 28 a 90  mm para efeitos realmente de grande-angular em 28  mm.

Câmeras mais caras:  Nessas câmeras, tudo é melhor. Alguns modelos oferecem um sistema mais sofisticado de foco automático multiponto, medição mais avançada da luz para exposições melhores com filme de slide, algumas substituições, alguns recursos extras fantásticos e uma objetiva mais longa (38 a 160  mm, por exemplo) para temas mais distantes ou para close-ups mais próximos. As lentes designadas como anesféricas, ED ou baixa dispersão apresentam sistemas óticos de alta tecnologia para uma excelente qualidade de imagem. Alguns modelos realmente à prova d'água também estão disponíveis. Se não tiver uma visão muito boa, procure uma câmera com uma ocular de correção de dioptria, um controle que pode ser ajustado para que não seja preciso usar lentes corretivas ao fotografar.

Câmeras especiais:  Na faixa superior e mais cara, você encontrará os modelos de luxo de grande prestígio, normalmente de titânio, magnésio ou outro metal leve, porém resistente. Essas câmeras possuem lentes fantásticas, embora raramente grandes-angulares. Elas permitem que o usuário tenha um maior controle sobre vários fatores, com opções para seleção manual do foco, da velocidade do obturador, da exposição etc. Algumas até mesmo aceitam unidades de flash acessórias para um maior "alcance" efetivo.

Uma missão

Se você gostar de efeitos de uma grande-angular, procure uma câmera com uma objetiva que inclua um comprimento focal de 28  mm.

Com fabricação esmerada e com mecanismos de alta precisão, as câmeras especiais oferecem exclusividade e requinte máximos, além de serem adequadas para algumas aplicações profissionais.

Recursos e fatores de qualidade da câmera

Para tomar a decisão mais acertada sobre a câmera ideal para você, analise as descrições dos recursos apresentadas a seguir, marcando aqueles que considera essenciais. Convém também tomar nota de alguns recursos interessantes de ter, que podem tornar a câmera mais prazerosa e mais útil para outros membros da família ou para necessidades ocasionais, como panorâmicas. Você poderá encontrar as especificações completas de vários modelos nos sites dos fabricantes ou varejistas.

Ciclistas BMC

Algumas pessoas compram uma câmera específica porque está em oferta ou porque um vendedor recomendou. Para ter certeza de que você ficará satisfeito com a sua compra por muitos anos, faça uma análise mais científica. (Fotografia tirada com uma câmera com flash embutido, foco automático multiponto e usando a opção de paisagem e um filme ISO 800.)

Opções de foco automático: Os modelos com foco automático ativo (AF) são os mais comuns. O foco automático ativo emite um feixe infravermelho para medir a distância entre a câmera e o tema, sendo altamente confiável em situações de pouca iluminação e podendo focalizar qualquer tipo de padrão do tema. No entanto, ele não focaliza através de um painel de vidro e encontra uma certa dificuldade em focalizar temas muito distantes. Entretanto, a maioria das câmeras oferece um modo de foco de paisagem que define o foco como infinito, solucionando os dois problemas.

Agora, alguns modelos de ponta incluem foco automatico passivo, que é o mesmo foco automático das câmeras monoreflex. O foco automático passivo, também chamado de detecção de fase, avalia a distância até o tema medindo o contraste, sem emitir feixes. Esse tipo de foco é menos eficaz em condições de pouca iluminação e com temas que têm apenas linhas verticiais, mas não apresenta qualquer problema com foco infinito.

O foco automático multiponto também está ficando comum em câmeras mais caras. Os sistemas de foco automático multiponto têm três ou mais sensores de detecção de foco no enquadramento e, assim, podem focalizar um tema descentralizado. Outros oferecem ainda foco contínuo, útil para focalizar um tema em movimento a uma velocidade moderada. Por fim, algumas câmeras oferecem foco passivo e ativo, o que é ainda melhor.

Câmera Contax

Na faixa de US$750 ou mais, você encontrará várias câmeras de alto prestígio com lentes excepcionais e controles operados pelo usuário, como um anel de número f. Alguns profissionais utilizam uma câmera desse tipo ocasionalmente por ser discreta e, ainda assim, produzir uma qualidade de imagem excepcional.

Observação:  As câmeras na faixa de preços médios a altos também oferecem mais zonas ou etapas de foco: 500 em vez de 100, por exemplo. (Essas informações devem aparecer na lista de especificações, mas talvez não se refiram aos modelos mais baratos.) As câmeras com várias etapas de foco permitem um foco mais preciso. Quanto maior for o número de etapas, mais preciso será o foco (por exemplo, 2,8 m em vez de 2,4 ou 3 metros). Se o foco preciso for muito importante na sua fotografia, procure modelos com 200 ou mais etapas de foco.

Recomendação:  Caso o seu orçamento permita, considere uma câmera com focos automáticos ativo e passivo, de preferência com foco automático multiponto. Caso contrário, opte por câmeras com foco automático ativo, a menos que normalmente fotografe através de janelas ou temas muito distantes. O foco manual está disponível somente em algumas câmeras muito caras; geralmente ele é lento e a sua operação não é prática. Para ser franco, o foco automático é mais rápido e mais confiável em câmeras compactas.

Recurso de foco em close:  Muitas câmeras focalizam até 0,9 m, e mesmo ainda mais de perto se você acessar um modo de foco macro. Isso pode ser útil, especialmente em close-ups com uma teleobjetiva definida para preencher o quadro com a imagem de uma flor, uma paisagem ou um detalhe de um automóvel. Alguns modelos oferecem capacidade de foco bem de perto, de até 30 cm no modo macro.

Recomendação:  Uma câmera que focalize até 91 cm é adequada à maioria das finalidades, especialmente se a sua objetiva se estender até 90 mm ou mais. Se realmente quiser preencher o quadro com objetos pequenos (moedas, jóias etc.) para um leilão online, procure uma câmera com recurso de foco em close-up extremo.

Trajes de festa

Ambos os tipos de sistemas de foco automático são confiáveis e focalizam rapidamente temas comuns, como esse. Entretanto, cada tipo tem suas vantagens e desvantagens. (Imagem feita com foco automático multiponto ativo.)

Medidor de exposição:  Empregando um sistema de medição de luz bem básico, os modelos de preços médios produzem exposições razoavelmente precisas na maioria das condições comuns. Eles são adequados com filme negativo colorido. Alguns modelos mais caros incluem medição multisegmento sofisticada (também chamada de medição matricial, avaliatória ou multipadrão ). Ainda que não sejam tão avançados como os recursos de medição das câmeras monoreflex, esses recursos compensam automaticamente a contraluz e algumas outras condições de iluminação difíceis.

Recomendação:  Se normalmente fotografar com filme de slide, você precisará de uma câmera que ofereça exposições muito precisas. Assim, um modelo com um medidor de luz de multisegmentos será útil. Um controle de compensação de exposição, para aumentar ou diminuir a exposição, também será importante para temas claros ou contraluz. (Normalmente, uma configuração de +1,5 funciona bem.) Esse tipo de controle de cancelamento não é comum, mas está disponível em algumas câmeras mais caras.

Faixa de zoom:  Até recentemente, as lentes de 38 a 105 mm eram bastante comuns. Hoje, algumas câmeras de preço médio incluem zoom mais longo (até 200 mm), mas suas lentes costumam a ser muito longas. Algumas câmeras oferecem objetivas verdadeiramente grande-angulares até teleobjetivas, a partir de 28 mm.

Recomendação:  Se você apreciar fotografias de ângulo aberto, procure uma câmera com um zoom que inclua 28 mm. Se normalmente utilizar comprimentos focais mais longos, um modelo com zoom até 160 mm seria útil. Entretanto, essas lentes não transmitem muita luz ao filme em comprimentos focais mais longos, portanto, talvez seja necessário usar um filme ISO 800 mais caro em vez do filme ISO 400. Felizmente, o Fujicolor Superia X-tra 800 e o Kodak Max 800 são excelentes, produzindo imagens com alta nitidez, saturação de cores e grão moderamente fino.

Lente de câmera compacta

Se a qualidade da lente for um fator importante, procure modelos com elementos anesféricos, ED ou de baixa dispersão.

Lentes especiais:  De acordo com a minha experiência, as lentes com preços médios e câmeras de marcas renomadas mais caras produzem boas impressões coloridas de 20 × 30 cm ou slides para projeção, especialmente na faixa média de comprimentos focais. Para impressões maiores ou para slides de calibre profissional, considere uma câmera com ótica altamente corrigida, Procure vidro de baixa dispersão (também chamado de ED, que significa dispersão extra baixa) para obter alta qualidade em comprimentos focais de teleobjetivas, e procure também elementos anesféricos para obter qualidade superior em comprimentos focais mais curtos.

Recomendação:  Hoje, mesmo algumas câmeras com preços médios oferecem objetivas com elementos anesféricos. Se estiver considerando uma objetiva com um comprimento focal de 140 mm ou mais, uma lente com um elemento de baixa dispersão (ou ED) deverá produzir uma melhor qualidade de imagem.

Flash multimodo:  O flash embutido é padrão, geralmente equipado com modo de redução de olhos vermelhos. Em condições de pouca iluminação, quando você estiver fotografando pessoas ou animais de estimação, o pré-flash redutor de olhos vermelhos pode ajudar a minimizar o péssimo efeito. Entretanto, esses sistemas não conseguem eliminar totalmente o problema em ambientes escuros ou noturnos. Outros recursos comuns do flash incluem o flash desligado para exposições longas com o uso de um tripé, flash para uso diurno ao ar livre e modo noturno para exposições longas com o flash iluminando um tema próximo.

Recomendação:  Esses modos de flash padrão são úteis. Não vejo a menor necessidade das opções de flash mais sofisticadas oferecidas por algumas câmeras. A possibilidade de adicionar um flash acessório de alta potência pode ser útil para temas distantes, bem como para reduzir ainda mais o efeito de olhos vermelhos. Entretanto, esse recurso é raro e as unidades de flash opcionais são caras. Você pode aumentar o alcance efetivo de um flash embutido usando um filme ISO 800.

Qualidade do visor:  A qualidade do visor varia de medíocre a excelente. Alguns podem produzir cintilação ou distorção considerável, enquanto outros são muito pequenos para oferecer uma visão clara. Aqueles que ampliam automaticamente de modo a corresponder ao comprimento focal variável são os mais precisos ao focalizar bem de perto. No entanto, nem todos os fabricantes fornecem informações sobre esse fator. Ao fazer a sua compra, dirija-se pessoalmente a uma loja para verificar a qualidade e a precisão do visor.

Recomendação:  Se usar óculos, você deverá verificar o visor de várias câmeras para encontrar aquele mais adequado. Um visor ideal deverá ser grande e permitir a visão de toda a área da imagem, sem a necessidade de mover a câmera. Os modelos com intervalo de ajuste de dioptria, ainda que o intervalo raramente seja excelente (verifique as especificações da câmera), podem permitir que você fotografe sem óculos.

Recurso de panorâmica:  Padrão em câmeras APS, o recurso de panorâmica também está disponível em alguns modelos de 35 mm. As imagens resultantes não são tecnicamente panorâmicas, sendo simplesmente longas e estreitas e, portanto, o termo mais preciso é formato esticado. Lembre-se de que alguns laboratórios cobram uma taxa extra por quadros panorâmicos.

Câmera Elph da Canon

Não ignore as câmeras no formato APS devido ao tamanho de filme menor. Muitas das melhores câmeras APS incluem um conjunto completo de recursos e produzem uma excelente qualidade de imagem.

Recomendação:  Eu não pagaria a mais por esse recurso. Para obter uma impressão longa e estreita, de 10 × 25 cm, por exemplo, basta solicitar uma impressão de 20 × 25 cm e depois cortar parte dela até obter a imagem "panorâmica" desejada.

Vários modos de programa:  Algumas câmeras mais caras incluem vários modos de programa (esportes, paisagem, retrato, close-up etc.) que podem oferecer abertura e velocidade de obturação adequadas a cada tipo de tema. Entretanto, todas enfatizam uma alta velocidade de obturação para evitar imagens desfocadas em decorrência da trepidação da câmera. A menos que você utilize um filme ISO 800 rápido, a câmera poderá produzir as mesmas configurações para todas as imagens.

Algumas câmeras muito caras oferecem um recurso AE de prioridade de abertura, que permite que a câmara selecione a velocidade de obturação mais adequada para fazer uma perfeita exposição de acordo com a abertura que você escolheu.

Recomendação:  A opção de ter vários modos de programa realmente me agrada muito, mas não compraria uma câmera mais cara só por esse motivo. Além disso, lembre-se do comentário acima sobre o uso de filmes rápidos. O recurso AE de prioridade de abertura é mais versátil, porém, ainda assim você precisa ter cuidado: não defina uma abertura pequena que produza uma velocidade de obturação longa, caso contrário, as suas imagens não ficarão nítidas. É claro que isso não será relevante se você usar um tripé e se o tema não estiver em movimento. Por outro lado, para tirar fotografias notáveis, a maioria dos fotógrafos usaria uma câmera monoreflex, e não um dos modelos compactos.

Data:  Algumas câmeras incluem um recurso que imprime a data nas imagens. Em algumas marcas, um modelo com data é um pouco mais caro. Esse recurso extra é prático para imprimir a data em fotos de viagens e eventos.

Recomendação:  Às vezes, esse recurso extra poderá ser útil e normalmente aumenta apenas um pouco o preço da câmera. Com essas câmeras, de vez em quando imprimo a data no primeiro quadro de cada rolo. Lembre-se de desligá-lo para não marcar todo o rolo com dígitos.

Decidindo qual câmera comprar

Depois que decidir quanto você deseja gastar, faça uma lista dos recursos que considera importantes, com base nas informações que forneci até o momento. Em seguida, verifique as especificações técnicas de várias câmeras na sua faixa de preços, até encontrar algumas que disponham de todos os recursos desejados.

Câmera Minolta

Vale a pena verificar as especificações de diversas câmeras na sua faixa de preços. Quando encontrar algumas que atendam a todas as suas necessidades, teste as suas qualidades de manuseio pessoalmente.

Dica:  Algumas câmeras incluem uma ampla gama de recursos cuja operação não é nem um pouco simples nem intuitiva. Pense duas vezes antes de comprar modelos com recursos complexos, como medição de ponto, timer com intervalo, controle remoto, timer automático variável, zoom controlado por computador etc. Fique longe dessas câmeras, a menos que saiba o motivo exato pelo qual deseja esses recursos.

Fatores como manuseio, conveniência e lógica de operação, forma e tamanho podem ser importantes. Ao fazer a sua compra, solicite uma demonstração de vários modelos. Verifique os símbolos usados para denotar a finalidade de cada controle e as configurações mostradas no painel de dados (alguns são mais fáceis de decifrar do que outros).

Além disso, dê uma olhada rápida em alguns dos manuais de instruções para determinar o que lhe parece mais lógico e óbvio. É difícil avaliar esses aspectos apenas pela foto de um produto em um site. Por esse motivo, vale a pena fazer uma visita a uma loja com um amplo sortimento de material fotográfico.

Ponto principal

Amigos e parentes sempre me perguntam: "Tudo bem, mas que câmera devo comprar?" Eles não querem passar por um processo complicado de decisão sobre os recursos necessários. Quando pressionado para responder a esse tipo de pergunta com pormenores, geralmente respondo com as recomendações a seguir.

Caso precisasse de uma boa câmera compacta de 35 mm de uso geral, compraria um modelo de uma marca conhecida com estes recursos:

  • Uma objetiva anesférica de 38 a 120 mm. Se a lente tivesse vidro de baixa dispersão (ED), isso seria uma grande vantagem.

  • Foco automático ativo com 200 ou mais zonas de foco.

  • Modos de foco macro e paisagem.

  • Um visor com zoom que considero prático e conveniente.

  • Flash com pelo menos quatro modos: redução de olhos vermelhos, desligado, diurno e noturno.

Eu me certificaria de que a câmera dispõe de controles grandes, com a sua finalidade bem marcada. Nem mesmo consideraria uma com dezenas de botões minúsculos. De preferência, gostaria de uma câmera com um botão seletor de modo que me permitisse selecionar várias funções da câmera com um único controle.

Para ser honesto, a lista acima está extremamente simplificada, mas a minha sugestão tem agradado à maioria dos meus amigos. Eles geralmente vão até uma loja e encontram uma câmera que inclua vários dos recursos que sugeri. Até o momento, todos estão satisfeitos com as fotografias tiradas.

Se você estiver pensando em comprar uma câmera compacta, procure tomar uma decisão bem criteriosa. Mesmo que seu orçamento seja limitado, seja exigente em relação às suas expectativas. Não se decida por um modelo com zoom de 38 a 105 mm se realmente preferir lentes grande-angulares ou teleobjetivas mais longas. Se achar que a compensação de exposição ou algum outro controle avançado lhe será útil, não abra mão. Procure até encontrar um modelo especial que atenda plenamente às suas demandas.

Uma câmera deve durar por muitos anos. A minha filha ainda utiliza uma que tem há sete anos. Passe algumas horas relacionando as suas próprias necessidades, estudando as especificações e comparando preços no MSN e em outros sites de varejo. O investimento em tempo e esforço será compensador, e você será recompensado com uma câmera que o manterá satisfeito por muitos anos.


Por Peter K. Burian

Uma das grandes vantagens de uma câmera monoreflex ou SLR (Single-Lens Reflex) é que ela aceita uma variedade de lentes. Independente de ser uma câmera monoreflex convencional ou digital, é ótimo ter a possibilidade de usar lentes desde o tipo olho-de-peixe até o tipo super teleobjetiva. Não importa o nível técnico da câmera, ela consiste basicamente em uma caixa projetada para ser forte, hermeticamente fechada e comportar o filme ou um sensor digital. Na realidade, são as lentes — e a visão criativa do fotógrafo — que proporcionam uma bela foto. Conseqüentemente, as lentes são a parte mais importante de qualquer sistema de imagens.

Existem livros especializados em lentes e vale a pena ler alguns deles. No entanto, os interessados em fotografia não precisam ser especialistas em tecnologia ótica. Basta terem um conhecimento prático das noções básicas para escolher as lentes. Na Parte I desta série de duas partes, irei discutir esses conceitos em termos práticos e dar alguns conselhos baseados em experiências de testes anteriores com vários tipos de lentes.

No segundo artigo sobre lentes, fornecerei algumas informações específicas sobre os recursos das lentes atuais e outras recomendações sobre o que procurar na hora da compra. Esses recursos incluem aberturas máximas, os diversos tipos de sistemas de foco, a nova tecnologia incorporada a algumas lentes com foco automático, estabilizadores de imagem, novos tipos de elementos óticos, recursos especiais de lentes profissionais e muito mais.

Câmera monoreflex digital

Quando você usa qualquer tipo de lente em uma câmera monoreflex digital, o comprimento focal efetivo aumenta. Esse fator pode ser uma vantagem com as lentes teleobjetivas, mas representa uma desvantagem para lentes grande-angulares.

Observação:  A maioria das câmeras monoreflex digitais atuais apresentam um fator de ampliação de comprimento focal. Visto que o sensor de imagem é menor do que um quadro de filme de 35 mm, o comprimento focal efetivo de qualquer lente é maior do que isso. Um fator de ampliação comum é em torno de 1,5x. Se você usar uma objetiva de 100 a 300 mm em uma câmera desse tipo, ela proporcionará um zoom equivalente a 150 a 450 mm. Esse efeito é fantástico para objetos distantes; porém, com lentes curtas, é difícil conseguir o efeito de uma grande-angular, a não ser que você use lentes muito pequenas, como as de 14 mm. Visando a simplicidade, abordarei o comprimento focal quando falar sobre as câmeras monoreflex de 35 mm.


Câmera e lentes

A maioria dos fabricantes de câmeras e lentes oferece uma grande variedade de lentes. Antes de decidir qual material seria adequado para você, aprenda um pouco mais sobre ele.


Como as lentes funcionam

As lentes fotográficas atuais são mecanismos complexos. Dentro do cilindro externo, há uma série de elementos côncavos e convexos cujo objetivo é focalizar os raios de luz no filme ou no sensor e, assim, criar uma imagem. Para produzir uma imagem nítida, uma lente precisa ter uma potência de alta resolução (a capacidade de definir claramente detalhes complexos) e bom contraste (distinções bem definidas entre áreas claras e escuras).

Corte transversal da lente

As lentes fotográficas são mecanismos complexos. Elas incorporam de 10 a 20 elementos óticos, um diafragma com uma abertura ajustável, contatos eletrônicos que fazem interface com a câmera e componentes mecânicos que possibilitam a focagem.

Naturalmente, as lentes têm outras funções que são essenciais para a criação de boas fotografias. Algumas dessas funções são um pouco mais avançadas, por isso recomendo a leitura do artigo "How Photo Savvy Are You?" antes de você prosseguir.

As funções mais importantes das lentes incluem o controle sobre os seguintes fatores:

  • Exposição: ou o brilho relativo de uma imagem. Você controla a exposição ajustando o anel na lente ou um botão eletrônico no corpo da câmera para alterar o número f. As lentes contêm um mecanismo ajustável de diafragma. Variando o tamanho da abertura — no modo de operação manual da câmera — você pode variar a quantidade de luz que chegará ao filme ou ao sensor de imagem. Isso possibilita um enorme controle sobre a exposição.
    Observação:  Nos modos automáticos da câmera, quando você altera o tamanho da abertura, a exposição permanece inalterada porque a câmera mantém automaticamente o mesmo nível de exposição.

  • Profundidade de campo: ou o intervalo de nitidez aceitável em um cenário. Variando o tamanho da abertura, é possível alterar a profundidade de campo. Apenas o ponto focalizado fica extremamente nítido em qualquer imagem, porém a nitidez pode se estender para trás do objeto ou para a frente dele. Para maximizar o intervalo de nitidez, selecione uma abertura pequena, como f/16. Se desejar minimizar a profundidade de campo — e tornar o primeiro plano e o plano de fundo mais suaves — selecione uma abertura mais ampla como f/4.

  • Foco crítico: ou ponto exato de nitidez máxima. Você controla o foco crítico com o anel de foco da lente. Em uma câmera de foco automático, o sistema pode ser ajustado para definir o foco automaticamente. Especialmente nas fotografias em close-up, é essencial definir o foco da área mais importante do tema. Por exemplo, convém definir o foco crítico nos olhos da pessoa mais próxima, para fazer uma fotografia do tipo retrato, e o pistilo e o estame de uma flor, para uma fotografia de natureza.

  • Ampliação de imagem: ou tamanho do objeto no enquadramento. Você controla a ampliação da imagem com a lente, até certo ponto. Naturalmente, você pode aumentar um objeto no enquadramento se aproximando dele. Quando não for possível chegar mais perto, use uma lente teleobjetiva, como uma 200 mm, 300 mm ou um comprimento focal mais extenso. Lentes teleobjetivas longas servem para obter um enquadramento preciso de um objeto distante, como o goleiro em um jogo de futebol profissional ou uma águia em um penhasco. A lente amplia o objeto, fazendo com que ele pareça maior no enquadramento.

  • Ângulo de visão: ou área de cobertura do tema. Isso é determinado pelo comprimento focal das lentes. Em uma câmera monoreflex de 35 mm, uma lente de 20 mm abrangerá uma área maior da cena do que os seus próprios olhos podem enxergar; isso ocorre devido a um ângulo de visão bastante amplo. As lentes longas oferecem um ângulo de visão muito estreito, o que permite excluir tudo que não seja o tema principal.
    Direcione a câmera para um determinado local com uma lente de 20 mm e você verá que é possível fotografar um segmento bastante amplo de uma paisagem em apenas um quadro. Mude para uma lente teleobjetiva de 600 mm e você verá que a área de abrangência se limitará a um único elemento distante, talvez uma águia sobre um galho. As lentes longas não incluirão os arredores devido ao ângulo de visão extremamente estreito.

Lentes curtas

No formato de 35 mm, uma lente de 50 mm a 55 mm é considerada "normal". Em várias câmeras monoreflex digitais, uma lente de 35 mm é quase "normal" devido ao multiplicador de comprimento focal mencionado anteriormente. Uma lente normal oferece um ângulo de visão semelhante ao ângulo da visão humana. Exceto nos closes, uma lente normal produz fotos com uma aparência ou perspectiva "natural" e sem distorção. A cena na fotografia fica muito semelhante àquela da sua memória. Antes das objetivas se tornarem populares, a maioria das câmeras monoreflex era vendida com uma lente de 50 mm. Alguns fotógrafos ainda usam essa lente, visto que ela é leve, barata, adequada para situações com pouca luz e produz uma qualidade de imagem excelente.

No formato de 35 mm, uma lente de 35 mm ou mais curta é considerada uma lente grande-angular. As lentes de 21 mm ou menores são chamadas de ultra grandes-angulares visto que a sua cobertura é muito ampla. A vantagem principal de qualquer comprimento focal curto é que ele registra uma área muito maior da cena no enquadramento. Isso pode ser útil para uma paisagem panorâmica, para uma fotografia de um grupo de amigos muito grande ou em um ambiente pequeno onde não é possível se afastar muito para abranger o aposento inteiro.

Lente grande-angular

Em geral, as lentes grande-angulares estão disponíveis em comprimentos focais de apenas 14 mm e algumas objetivas começam em 15 mm ou 16 mm. Cada vez mais lentes grande-angulares incorporam elementos anesféricos para produzir uma maior nitidez de ponta a ponta e controlar a distorção (Sigma AF 15-30 mm EX DG Aspherical.)

Características da grande-angular:  Vamos considerar alguns fatores comuns às lentes grande-angulares. Quanto mais curto o comprimento focal, mais pronunciadas serão as características a seguir:

  • Uma ampla cobertura do tema  Em uma câmera de 35 mm, uma lente de 28 mm oferece um ângulo de visão comparável ao da visão humana. Coloque uma lente de 20 mm e você verá uma diferença significativa. Com esse comprimento, você obtém um ângulo de visão extremamente amplo, incluindo mais elementos em uma fotografia do que você consegue ver sem correr os olhos.

  • Ampla profundidade de campo  Com lentes curtas, você pode manter uma cena inteira com um foco razoavelmente nítido, desde o primeiro plano até o plano de fundo. Com uma lente de 24 mm, por exemplo, você pode capturar a imagem de um caminhão inteiro e um trailer — do pára-choque dianteiro até o traseiro — com nitidez adequada no ângulo correto. Naturalmente, você obterá uma melhor profundidade de campo com aberturas pequenas, como f/22, especialmente quando não se aproximar muito do objeto.

  • Perspectiva ampliada ou "exagerada"  Com comprimentos focais muito curtos, os objetos de um cenário parecem muito distantes na fotografia. Na verdade, isso é uma ilusão de ótica que distorce o tamanho relativo dos objetos. Os objetos que estão muito próximos da lente parecem muito grandes (exagerados), o que sobrecarrega a cena. Qualquer objeto mais distante parece mais distante ainda e fica menor do que percebemos na realidade.

  • Distorção ocasional de linhas  Quando você inclina a câmera para cima ou para baixo, as linhas da cena se convergem. Aponte as lentes para o topo de um prédio, por exemplo, e a estrutura parecerá estar caindo para trás. Esse efeito é chamado de "correção trapezoidal". Algumas vezes também é chamado de perspectiva "distorcida", esse fator pode ser minimizado ou exagerado.

     

  • Lentes anesféricas  Em anúncios de lentes grande-angulares, normalmente você verá o termo "anesférica". Isso significa que a lente inclui um ou mais elementos com uma superfície não-esférica. Esses elementos são bastante eficientes para corrigir imperfeições óticas, visando proporcionar uma maior nitidez nas bordas do quadro e linhas mais retas. Mais importante ainda é que um único elemento anesférico pode substituir dois elementos convencionais. Assim, as lentes podem ser menores e mais leves.


Na Parte II deste artigo, fornecerei informações adicionais sobre lentes com elementos anesféricos.


Lentes teleobjetivas

Lentes com um comprimento focal superior a 60 mm geralmente são chamadas de teleobjetivas e podem ter até 1.200 mm. As teleobjetivas podem solucionar alguns problemas. Elas serão úteis quando você desejar que a imagem de um objeto distante preencha todo o quadro como, por exemplo, um drible de futebol, uma ultrapassagem em uma corrida, a feição de um determinado atleta ou um pássaro ou mamífero distante. Em geral, as características das lentes teleobjetivas são opostas às das grandes-angulares. Quanto mais longa for a lente, mais pronunciados serão os fatores descritos a seguir:

Casacas vermelhas, lente teleobjetiva

Após capturar uma imagem com um comprimento focal de 28 mm, ampliei para 300 mm e fotografei a imagem da mesma posição. Ela apresenta várias características da teleobjetiva: um ângulo de visão estreito, pouca profundidade de campo e uma perspectiva compacta.

  • Ângulo estreito de visão:  Uma lente teleobjetiva abrangerá apenas uma pequena parte do que você consegue ver. Isso elimina a possibilidade de aparecerem elementos que desviem a atenção do elemento principal. A atenção do observador fica voltada diretamente para esse elemento.

  • Pouca profundidade de campo:  Visto que as lentes longas ampliam um objeto, elas produzem imagens com um intervalo muito limitado de foco nítido. Especialmente em aberturas amplas, como f/4, é fácil desfocar um plano de fundo conturbado e transformá-lo em uma mancha suave de cores com lentes longas. Quanto mais se aproximar do objeto, menos profundidade de campo você obterá nas suas imagens.

  • Perspectiva compacta:  Objetos em distâncias variadas em uma cena aparentam estar mais perto do que na realidade. Carros, sinais, telefones públicos e pedestres parecem estar "amontoados" em uma paisagem urbana. Em configurações cênicas, esse fator pode ser usado para criar padrões gráficos, compactando linhas, formas e cores naturais até formarem padrões que não são visíveis a olho nu.
    Dica:  No caso de um retrato que mostra a imagem da pessoa dos ombros para cima, tente usar os comprimentos focais moderados da teleobjetiva como, por exemplo, de 85 mm a 135 mm. Esse intervalo permite que você fotografe a uma distância agradável, sem precisar se aproximar muito do objeto. Evita também uma perspectiva compacta ocasionada por lentes mais longas, bem como perspectivas exageradas causadas pela lente grande-angular quando muito próxima ao objeto. Como resultado, a expressão facial da pessoa não ficará distorcida.

  • Lentes de baixa dispersão:  Todos os fabricantes de lentes oferecem lentes teleobjetivas e objetivas com elementos de vidro de baixa dispersão. Esses elementos apresentam duas vantagens práticas: maior nitidez, especialmente nas bordas do quadro, e melhor expressão das cores. Graças ao design computadorizado das lentes e à fabricação robotizada, alguns tipos de elementos de baixa dispersão não são mais tão caros. Por esse motivo é possível encontrá-los em teleobjetivas com preços acessíveis.

Elementos de dispersão da teleobjetiva

Na maioria das marcas, você pode encontrar lentes teleobjetivas com comprimentos focais de 85 mm a 800 mm. Muitos dos modelos mais modernos incorporam elementos de baixa dispersão — mostrados em azul e verde no diagrama — a fim de proporcionar nitidez de imagem e expressão de cores superiores.

Se você estiver querendo comprar uma objetiva ou uma teleobjetiva que inclua um comprimento focal de 300 mm ou mais, recomendo um modelo com elementos de baixa dispersão. Geralmente, eles são identificados por um sufixo como ED (Extra-low Dispersion, dispersão extremamente baixa), LD (Low Dispersion, dispersão baixa), SLD (Super-Low Dispersion, dispersão super baixa), L (Luxury, luxo) ou APO (Apochromatic, apocromático). Na Parte II desta série, fornecerei informações adicionais sobre essas lentes.

As vantagens e as desvantagens das objetivas

Anteriormente, a maioria dos fotógrafos tinha lentes com um comprimento focal único: uma lente de 28 mm, uma de 50 mm e uma de 300 mm. Hoje em dia, os fotógrafos amadores e profissionais preferem objetivas na maioria de seus trabalhos. Isso é compreensível porque uma objetiva possibilita alternar o comprimento focal instantaneamente, sem precisar parar para trocar as lentes.

Ainda que as objetivas não sejam ideais para todas as situações, elas se tornaram um padrão em sistemas monoreflex de 35 mm. Mesmo assim, existem algumas concessões que devem ser feitas em prol da conveniência. Vamos considerar as características e alguns outros fatores importantes. Se você não estiver familiarizado com todos os conceitos a seguir, leia novamente o artigo "How Photo Savvy Are You?".

Lente teleobjetiva para uso generalizado

Existem vários tipos de objetivas no mercado, incluindo ultra grandes-angulares, teleobjetivas e os modelos de 28 a 200 mm e de 28 a 300 mm para uso generalizado. As objetivas para uso generalizado ficaram muito populares, ainda que as objetivas com pouco comprimento focal tenham suas vantagens: melhor qualidade ótica e aberturas máximas mais amplas. (Sigma 28-300 mm Hyper Zoom)

 

  • Peso e tamanho:  As objetivas geralmente são mais pesadas e maiores do que suas similares de comprimento focal único. Por outro lado, uma lente de zoom único, como um modelo de 28 a 200 mm, é relativamente mais compacta e mais leve quando comparada a outras lentes que pode substituir.

  • Aberturas máximas:  Muitas objetivas (especialmente os modelos compactos) tendem a ser "lentas": a abertura máxima geralmente é de apenas f/4,5 ou f/5,6. Em comparação, as lentes com um único comprimento focal geralmente são mais "rápidas", com aberturas de f/2, por exemplo. Assim, você obtém uma velocidade maior do obturador, muito útil quando está segurando a câmera com as mãos. Hoje em dia, os excelentes filmes ISO 400 ou o flash eletrônico minimizam a necessidade de lentes mais rápidas, congelando o objeto ou o movimento do fotógrafo.

  • Abertura variável:  Algumas objetivas caras têm uma abertura máxima constante. Porém, as objetivas mais acessíveis apresentam abertura variável. Isso significa que o tamanho real da abertura fica cada vez menor à medida que você aplica o zoom em direção a comprimentos focais mais longos. Vamos considerar que você definiu f/4 em uma objetiva de 70 a 200 mm e f/4 a 5,6. A abertura será de f/4 na extremidade mais curta, mas irá diminuindo progressivamente conforme você aplica o zoom em direção à extremidade longa. Em torno dos 150 mm, a abertura será de f/5,6. Isso significa que você precisará usar uma velocidade mais lenta do obturador, aumentando o risco de a imagem ficar fora de foco devido a movimentos da câmera ou do objeto.
    Dica:  Em alguns sistemas de câmera, todas as aberturas ficam menores conforme você aplica o zoom a comprimentos focais mais longos — e não apenas a abertura máxima. Não se preocupe com exposição incorreta quando isso acontecer. Se você estiver usando um sistema de medição de luz interno à câmera, ele fará a compensação da luz perdida. Você só precisará compensar a variação da abertura se estiver usando um medidor de luz externo.

  • Qualidade ótica:  As objetivas com preços acessíveis — especialmente aquelas do tipo grande-angular e teleobjetiva — não estão dentro dos padrões profissionais. Mesmo assim, as objetivas de 28 a 200 mm mais recentes desse tipo — de fabricantes renomados no mercado — são muito boas. Elas são adequadas para impressões de 10 x 15 cm com excelente nitidez e boas impressões de 20 x 25 cm. Se você precisar de uma qualidade superior, considere um das objetivas com vidros anesféricos ou com baixa dispersão e evite os modelos baratos.
    Dica:   Na maioria das lentes, independente do tipo, o desempenho ótico ideal geralmente ocorre com aberturas medianas de f/8 ou f/11. Se você não precisar usar outras aberturas para controle da profundidade de campo, fotografe com uma abertura de f/8 ou f/11 para obter a melhor nitidez possível.

Ponto principal:  Graças à tecnologia e a materiais óticos avançados, muitas das objetivas atuais produzem uma qualidade de imagem que satisfaz a maioria dos fotógrafos. As melhores objetivas de nível profissional apresentam uma qualidade de imagem que você conseguiria através de lentes com um único comprimento focal. Na realidade, as lentes mais usadas pelos fotógrafos profissionais (fotografando fora de estúdio) são objetivas. As mais populares são os modelos profissionais anesféricos de 20 a 35 mm e de 70 a 200 mm com vidro de baixa dispersão. Em algumas marcas, o comprimento focal será um pouco diferente: 16 a 35 mm ou 80 a 200 mm, por exemplo.

Lente teleobjetiva

As lentes objetivas com aberturas pequenas e máximas variáveis tendem a ser compactas, leves e baratas. Ainda que esse tipo de objetiva não seja ideal em todas as situações, ela é mais prática do que as "rápidas" objetivas profissionais de grande abertura.

Ainda que nenhuma lente objetiva seja perfeita, elas vendem cinco vezes mais do que as lentes com um único comprimento focal, e essa popularidade é compreensível. De acordo com a minha experiência, é excelente trabalhar com objetivas. Elas oferecem liberdade de composição e a capacidade de realizar um enquadramento preciso quando não posso mudar de posição com facilidade. Em vez de perder oportunidades durante a troca de lentes, posso capturar um momento fugaz, variar a perspectiva aparente ou me concentrar em uma composição durante mudanças rápidas de luz.

Outras lentes e acessórios

Além dos principais tipos de lentes, você deve conhecer outros tipos e alguns acessórios. Você verá com freqüência anúncios dos tipos descritos a seguir.

Lentes espelhadas:  Também chamadas de "Reflex" e "catadióptricas", essas lentes de 500 mm e 600 mm são acessíveis, leves e compactas. Essas lentes empregam espelhos que direcionam o caminho da luz, possibilitando a utilização de um cilindro fisicamente pequeno. Em vez de uma dezena de elementos óticos pesados, essas lentes requerem apenas alguns elementos, o que reduz o peso.

Ao mesmo tempo, a qualidade da imagem não é tão alta quanto a oferecida pelas teleobjetivas convencionais e há outras concessões a serem feitas em prol da enorme capacidade de alcance. A mais importante é a abertura pequena. Ela é geralmente f/8 e fixa, de forma que você não pode alterar os números f. Como f/8 é uma abertura relativamente pequena, uma exposição correta exigirá velocidades mais lentas do obturador. Use um tripé para evitar os efeitos de eventuais trepidações da câmera e um filme rápido ISO 800 para impedir que a imagem fique fora de foco devido a movimentos da câmera ou do objeto. As lentes espelhadas também produzem realces fora de foco em formato de rosca em vez das bolhas redondas sólidas mais agradáveis.

Ponto principal:  Se você estiver pensando em comprar uma lente longa, uma lente espelhada não deverá ser sua primeira opção devido aos motivos já mencionados anteriormente. Economize seu dinheiro para uma lente teleobjetiva convencional. Não recomendo comprar uma lente espelhada, a menos que você precise de uma lente de 500 mm e encontre uma por um bom preço.

Teleconversores:  Muitos amantes de fotografias da vida selvagem e de esportes adorariam ter lentes teleobjetivas profissionais de 500 mm ou 600 mm f/4, mas poucos podem justificar o alto custo. Existe uma alternativa razoável que é bem menor e mais acessível: o teleconversor ou expansor. Disponíveis em modelos de 1,4x e 2x, eles ampliam o comprimento focal efetivo de uma lente mais curta. Se você já possuir uma teleobjetiva de 200 mm f/4, por exemplo, um conversor de 1,4x a transformará em uma lente de 280 mm f/5, enquanto um conversor de 2x a transformará em uma lente de 400 mm f/8.

Teleconversor

Um teleconversor pode ser muito útil para ampliar o comprimento focal de uma lente teleobjetiva. Além disso, esse acessório é bem mais barato do que uma lente muito longa. Antes de comprar um teleconversor, considere as recomendações fornecidas no texto.

Observe a perda de um ponto de luz com um dispositivo de 1,4x e de dois pontos com o modelo de 2x. O sistema de medição interno à câmera fará a compensação, mas a velocidade do obturador será menor. Use um tripé ou um filme rápido ISO 800 para velocidades mais altas do obturador e para obter resultados mais nítidos, sem imagens fora de foco.

As objetivas profissionais de 70 a 200 mm, 80 a 200 mm e similares geralmente são projetadas para produzir uma qualidade de imagem excelente com teleconversores da mesma marca. Entretanto, poucas objetivas com preços acessíveis produzirão uma alta qualidade de imagem com o mesmo acessório. Consulte o manual da sua lente objetiva para obter informações sobre a sua compatibilidade com teleconversores.

Ponto principal:  Se você possuir uma lente que é recomendada para uso com um teleconversor, compre o melhor conversor que puder. Um acessório barato em uma lente excelente diminuirá a nitidez, a claridade e o contraste da imagem. Porém, não espere uma qualidade fantástica de imagem ao colocar um teleconversor caro em uma lente barata. Economize para obter a melhor combinação possível, preferencialmente com um conversor de 1,4x, se você for exigente em relação a imagens de alta qualidade. Por fim, evite usar teleconversores com lentes com menos de 100 mm.

Macrobjetiva:  O termo "macro" se refere à capacidade de uma lente de focalizar um objeto bem de perto. Determinadas lentes são projetadas para oferecer um foco bem aproximado. Essas lentes macro permitem que você reproduza um objeto minúsculo com uma ampliação de 0,5x a 1x: como se praticamente dobrasse o tamanho em um slide ou negativo. Para obter mais informações sobre essas lentes e sobre acessórios para focalizar objetos bem próximos, consulte o artigo "Up Close and Personal: Macro Photography Tips".

Lentes de controle de perspectiva:  Como mencionado anteriormente, você poderá enfrentar problemas com perspectivas distorcidas sempre que inclinar a câmera para cima. Esse é um problema que ocorre principalmente quando desejamos fotografar objetos muito altos, como árvores ou prédios. Para solucionar esse problema, alguns fabricantes produzem lentes especializadas de "controle de perspectiva" ou "deslocáveis/inclináveis". Isso permite inclinar apenas as lentes em relação ao eixo. A câmera e o filme permanecem paralelos ao objeto, de forma que a perspectiva seja mais precisa. Entretanto, essas lentes são muito caras e se destinam principalmente a fotografias profissionais de arquitetura.

Lentes olho-de-peixe:  As lentes ultra grande-angulares com um ângulo de visão de 180 graus (ou até mais em alguns modelos) são chamadas de olho-de-peixe. Elas estão disponíveis em comprimentos focais de 6 mm a 16 mm. Você também consegue encontrar adaptadores que simulam o efeito de uma lente olho-de-peixe em qualquer lente grande-angular. As lentes olho-de-peixe produzem uma distorção evidente: as linhas na imagem ficam curvas ou inclinadas para fora.

Existem dois tipos diferentes de lentes olho-de-peixe. A olho-de-peixe "circular" produz uma imagem redonda distintiva no centro de um quadro retangular, proporcionando uma cobertura completa de 180 graus; porém, ela é pouco usada em fotografias comuns. O tipo "diagonal" ou de "quadro completo" produz uma imagem retangular, porém as linhas próximas às bordas do quadro ficam curvadas. Essa última pode ser usada para criar imagens de ambientes muito pequenos ou para fotografias interpretativas com efeitos especiais.

Recomendações finais

Na Parte II desta série sobre lentes, fornecerei algumas informações específicas sobre alguns recursos das lentes atuais e outras sugestões sobre o que convém procurar ao fazer a sua compra. Esses recursos incluem vários tipos de sistemas de foco, a nova tecnologia incorporada a algumas lentes com foco automático, estabilizadores de imagem, os novos tipos de elementos óticos, aberturas máximas, recursos especiais de lentes profissionais e muito mais. Enquanto isso, considere esses comentários finais.

Ao considerar lentes similares, lembre-se de que nem todas as lentes produzem imagens de qualidade equivalente. Até mesmo aquelas com elementos de vidro anesféricos ou de baixa dispersão podem apresentar uma diferença significativa. Algumas incluem mais elementos especiais que outras ou usam um tipo de vidro de melhor qualidade. A melhor opção é definir um orçamento para o tipo de lente desejado e, em seguida, dedicar algum tempo para pesquisar e escolher o tipo que atenderá melhor às suas expectativas.

Leia os relatórios de testes nas revistas de fotografia. Procure sites que contenham opiniões sobre vários tipos de lente.

É possível fotografar qualquer tema — seja a paisagem de uma cidade ou dançarinas em uma festa mexicana — com praticamente qualquer tipo de lente, se você encontrar uma posição adequada para tirar a fotografia. A chave para criar a imagem mais surpreendente — e mais adequada para o tema — é decidir o comprimento focal que será usado. Os fotógrafos mais renomados sempre trabalham o tema, alterando os comprimentos focais, a distância e o ângulo a fim de criar uma gama de possibilidades. Esse processo é possível graças à variedade de lentes e objetivas disponíveis. Cada comprimento focal criará um efeito diferente e alguns poderão ser bastante adequados, proporcionando uma perspectiva distinta do tema.

Duas lentes

Qual dessas duas lentes — ou das dezenas de modelos similares de marcas diferentes — atenderia às suas expectativas? Para descobrir, faça uma pesquisa na Internet usando palavras-chave como "testes de lente" ou "críticas sobre lentes".

Evidentemente, não estou sugerindo que você hipoteque a sua casa para comprar todos os tipos de lente no mercado. Você só deve comprar um equipamento caso vá usá-lo regularmente. Por outro lado, um tipo de lente completamente novo pode aprimorar a "aparência" das suas fotografias.

 Experimente até aprender como essa nova compra pode ser usada para obter o melhor efeito possível, e reformule o seu estilo de fotografar.

Torne-se um perito e obtenha resultados extraordinários, talvez semelhantes àquelas fotografias que tanto admiramos nos livros e revistas.



Os recursos das lentes de alta tecnologia mais modernas

Por Peter K. Burian

Com a transformação das câmeras monoreflex em microcomputadores, as lentes seguiram o mesmo caminho, tornando-se periféricos no processo de edição de imagens. Ainda que as lentes fotográficas existam há mais de 150 anos, os modelos atuais têm muito pouca semelhança com seus antecessores. Algumas das últimas opções do século XXI são maravilhas da alta tecnologia, repletas de vidros exóticos, chips de CPU, motores de foco ultra-sônicos e mesmo estabilizadores de imagem óticos. Com todos esses avanços, como saber qual lente comprar?

Na Parte I desta série de duas partes, analisamos os conceitos essenciais do funcionamento das lentes e os tipos básicos de lentes. A Parte II faz uma análise mais detalhada das tecnologias e dos recursos de alta tecnologia mais modernos, além de oferecer um guia para ajudar você a selecionar suas próximas lentes, quer utilize uma câmera tradicional ou digital.


Grupo de lentes

As últimas lentes para câmeras monoreflex digitais e de 35 mm incorporam uma gama de tecnologias e recursos valiosos. Cortesia da Nikon Inc.


Lentes para câmeras monoreflex digitais

Lente de foco automático

As lentes de foco automático para câmeras monoreflex de 35 mm também são adequadas para câmeras monoreflex digitais. Essas câmeras aumentam o comprimento focal efetivo.

As câmeras monoreflex digitais aceitam as mesmas lentes de foco automático concebidas para câmeras convencionais da mesma marca. Portanto, todos os conceitos apresentados neste artigo se aplicam a câmeras digitais. No momento, a Canon, a Contax, a Fuji e a Nikon oferecem modelos monoreflex digitais. A Sigma também anunciou o lançamento de uma.

Entretanto, há uma diferença digna de nota. Como abordado na Parte I, a maioria das câmeras digitais produzem um fator "multiplicador de comprimento focal". O comprimento focal efetivo de qualquer lente é maior em câmeras digitais do que em câmeras convencionais. Dependendo da câmera, esse multiplicador é 1,3x, 1,5x ou 1,6x. (Isso se aplica a todos modelos atuais, com a exceção da câmera digital N da Contax, que utiliza um sensor de imagem do mesmo tamanho de um quadro de filme no formato de 35 mm. Com esse modelo da Contax, o comprimento focal efetivo de qualquer lente é o mesmo de uma câmera convencional.)

As lentes projetadas especificamente para uso em câmeras monoreflex digitais podem produzir uma imagem melhor do que as lentes convencionais. Entretanto, esse tipo de lente ainda não foi disponibilizado até o momento. Um grande fabricante anunciará em breve uma câmera monoreflex digital inteiramente original com uma nova série de lentes projetadas especificamente para esse modelo. Se o conceito se popularizar, talvez outros fabricantes também comecem a produzir lentes otimizadas especialmente para uso com câmeras monoreflex digitais.

Lentes com elementos de vidro exóticos

Conforme mencionado resumidamente na Parte I, algumas lentes atuais incorporam tipos especiais de elementos que corrigem aberrações óticas. Embora todas as lentes sejam corrigidas por métodos convencionais, algumas recebem uma maior correção. Tipos especiais de vidro minimizam imperfeições óticas que degradam a qualidade da imagem.

Lentes teleobjetivas  Em lentes longas e objetivas, a aberração cromática pode representar um problema. As lentes com elementos convencionais não podem forçar o foco preciso de todos os três comprimentos de onda da luz (vermelho, verde e azul) no filme ou no sensor de imagem. Essa falta de foco pode gerar cores e imagens suaves semelhantes a um arco-íris. É por esse motivo que os fabricantes estão produzindo cada vez mais teleobjetivas com elementos de vidro sintético e com características de baixa dispersão e alto índice de refração.

Vantagens  Esses elementos curvam a luz de uma maneira diferente da de outros tipos de vidro, sendo, portanto, mais eficazes na correção da aberração cromática. Conseqüentemente, eles produzem imagens com mais nitidez e com uma expressão mais precisa das cores.

Antes, todos os vidros de baixa dispersão eram fabricados de cristais de fluorita, mas esse processo era caro e demorado. Hoje, os fabricantes de lentes geralmente utilizam elementos mais baratos de vidro ótico especial que produzem resultados semelhantes. Agora, até mesmo algumas teleobjetivas e lentes tele-zoom com preços acessíveis incluem elementos de vidro de baixa dispersão.

Veredito  Os elementos de vidro de baixa dispersão são de grande valor em teleobjetivas e objetivas longas com uma abertura máxima grande, como f/2,8 ou f/4, porque os efeitos da aberração cromática são mais evidentes nesse tipo de abertura. Se você estiver pretendendo comprar uma lente com um comprimento focal até 300 mm ou mais, considere os modelos com vidro de baixa dispersão. Lembre-se de que o número desses elementos e a qualidade de toda a fórmula ótica determinam a qualidade da lente.

Tecnologia DO  A Canon lançou recentemente uma teleobjetiva com tecnologia inteiramente nova que deverá se expandir para outras lentes. O modelo EF 400 mm f/4 DO IS USM (DO significa difração ótica) incorpora uma rede de difração que corrige efetivamente a aberração cromática, forçando a luz a mudar de direção antes de atravessar a lente.

Vantagens  Uma lente com uma rede de difração pode ser muito mais compacta do que um modelo convencional, embora ofereça um desempenho semelhante. A lente EF 400 mm f/4 DO IS USM é aproximadamente 27% mais curta e 36% mais leve do que as teleobjetivas convencionais de 400 mm f/4.

Veredito  Essa lente DO da Canon ainda é cara e se destina a fotógrafos profissionais de esportes e natureza. A tecnologia DO é de grande valor em lentes que, caso contrário, seriam grandes e pesadas, como as super teleobjetivas de 500 mm f/4 ou 600 mm f/4. Honestamente, os elementos de vidro de baixa dispersão são tão úteis para corrigir aberração cromática quanto uma rede de difração. Esse recurso caro é desnecessário em lentes com comprimentos focais menores porque são razoavelmente compactas e leves.

Lentes grande-angulares  As lentes com comprimento focal curto, como 14 mm ou 20 mm, podem apresentar aberração esférica: os raios de luz atravessam partes diferentes do foco da lente em pontos distintos. Conseqüentemente, as imagens podem ficar fracas em vez de nítidas e podem apresentar pouco contraste devido a uma imperfeição ótica denominada "cintilação comática". As lentes grande-angulares também podem produzir "distorção de barril", fazendo com que as linhas próximas às bordas da imagem pareçam curvas em vez de retas.

Lente anesférica

Essa objetiva de 15 a 30 mm é apenas uma das muitas lentes que incluem um ou mais elementos anesféricos. Se você desejar alta qualidade de imagem, bem como um tamanho e um peso moderados, procure lentes anesféricas.

Esses problemas podem ser corrigidos com vários elementos de lentes convencionais de diversas formas. Entretanto, eles também podem ser corrigidos com menos peças de vidro, incluindo um ou dois elementos com uma superfície não-esférica ou "anesférica". Esse tipo de elemento força a focagem de todos os raios de luz em um ponto em comum: o filme ou o sensor de imagem. Como é necessário um menor número de peças de vidro para fabricar uma lente de muito boa qualidade, os modelos com elementos anesféricos podem ser menores, mais leves e mais baratos.

Vantagens  Com a correção adequada, uma lente grande-angular produz contraste intenso, menos cintilação e nitidez consistente por todo o quadro. Essa maior nitidez se evidencia principalmente em imagens feitas com aberturas grandes, como f/2, f/2,8 ou f/4. Em aberturas menores, como de f/8 a f/16, os efeitos da aberração esférica são menos evidentes. Uma lente bem corrigida também reproduzirá as linhas retas com precisão.

Os elementos anesféricos não são uma novidade, mas estão se tornando cada vez mais comuns em lentes de preço médio. Novos tipos de elementos anesféricos estão sendo usados, inclusive aqueles com revestimento de resina sobre o vidro e outros moldados em plástico. A sua fabricação é muito mais barata do que a de elementos convencionais de vidro sólido que são polidos até ficarem com uma superfície não-esférica.

Hoje, é possível encontrar até mesmo objetivas com a designação "AL" ou anesférica. Mas não espere que uma objetiva AL barata de 20 a 35 mm e f/3,5 a 4,5 apresente a mesma qualidade de imagem que é possível com um modelo profissional muito mais caro. As lentes profissionais incorporam um design ótico mais sofisticado, mais elementos anesféricos ou elementos melhores inteiramente de vidro.

Veredito  Os elementos anesféricos são mais importantes em lentes com comprimentos focais muito curtos e aberturas muito grandes, como os modelos de 16 a 35 mm e de 18 a 35 mm e f/2,8. Entretanto, hoje eles também são comuns em objetivas que começam em 28 mm, como os modelos de 28 a 200 mm. Em geral, as lentes com elementos anesféricos são menores e mais leves, uma grande vantagem principalmente em objetivas. Se tiver várias lentes grande-angulares à sua escolha, selecione aquela que incorpore mais de um elemento anesférico.

Tecnologia de foco avançada

Motores de foco ultra-sônicos  A maioria dos sistemas de foco automático das câmeras monoreflex obtêm o foco automático de maneiras semelhantes. Um motor no interior do corpo da câmera aciona um engate mecânico entre a câmera e a lente para mover os elementos e focalizar. O sistema de foco automático da Canon utiliza motores minúsculos no interior das lentes. Esses motores são convencionais ou "ultra-sônicos". A Nikon, a Contax e a Sigma também fabricam lentes com motores de foco ultra-sônicos.

Lente ultra-sônica

As lentes com um motor de foco ultra-sônico ou Silent Wave proporcionam uma operação de foco automático muito rápida, quase silenciosa e altamente eficaz. Essa tecnologia está disponível tanto em lentes com preços acessíveis como em lentes mais caras.

Ainda que a tecnologia e os componentes utilizados por cada fabricante sejam diferentes, todos funcionam de acordo com um princípio semelhante. As lentes ultra-sônicas empregam um motor que produz energia vibracional ou oscilatória. Através da fricção entre um estator e um rotor, é criada a energia oscilatória para gerar a força rotacional. Isso desloca os elementos da lente, obtendo o foco. Como há vários segredos comerciais no setor, não temos acesso a uma descrição completa e a uma comparação da tecnologia.

As lentes com motor de foco ultra-sônico foram projetadas como Silent Wave ou AF-S pela Nikon, como Hypersonic ou HSM pela Sigma e como USM (de Ultra Sonic Motor) pela Canon e pela Contax.

Vantagens:  As lentes com motor de foco ultra-sônico oferecem maior eficiência e menor consumo de energia. A operação de foco automático é praticamente silenciosa. A ação de iniciar e parar a resposta é muito rápida, permitindo uma aquisição muito rápida do foco. O sistema de foco automático de alta velocidade também proporciona um foco de acompanhamento bastante confiável quando o objeto fotografado se movimenta com rapidez. O anel de foco não gira e, assim, não é possível impedir a operação com a mão. Algumas lentes de foco ultra-sônico oferecem um outro benefício: a capacidade de substituir o foco automático a qualquer momento, sem alternar novamente para o foco manual. Isso pode ser útil para ajustar o foco ligeiramente em aplicações críticas.

Veredito:  Sem dúvida, vale a pena considerar as lentes com motores ultra-sônicos. Entretanto, algumas das últimas lentes AF que utilizam tecnologia convencional também oferecem uma excelente resposta de foco automático. Algumas lentes AF da Minolta, por exemplo, produzem um foco automático altamente confiável quando utilizadas com as câmeras mais modernas, como a Maxxum 7. Se uma determinada lente estiver disponível com sistema de foco convencional e ultra-sônico, eu daria preferência ao modelo ultra-sônico. Se as lentes que você estiver considerando não estiverem disponíveis com foco ultra-sônico, teste-as em uma loja de câmeras. Compre aquela que forneça o melhor foco automático com a sua câmera.

Dica:  Algumas lentes com sistemas de foco convencionais oferecem um benefício encontrado em lentes ultra-sônicas: o anel de foco não gira durante a operação de foco automático. A Sigma e a Tokina fabricam várias lentes desse tipo. Se esse for um recurso importante, solicite a um varejista de fotografia que recomende lentes adequadas.

Foco interno:  Quando você focaliza a maioria das lentes — manualmente ou com foco automático — diversos elementos internos são deslocados. Algumas lentes incluem tecnologia que permite o foco deslocando apenas alguns elementos leves. Esse tipo de design é chamado de "foco interno" ou "FI" pela maioria dos fabricantes. Outras lentes apresentam "foco frontal" ou "foco posterior" e utilizam tecnologias semelhantes.

Teleobjetiva de 500 mm

A maioria das lentes super teleobjetivas oferece foco interno, uma vantagem significativa em lentes longas ou pesadas. Entretanto, essa tecnologia também apresenta vantagens com lentes mais curtas.

Vantagens:  As lentes com foco interno podem ser menores e mais leves do que as convencionais com o mesmo comprimento focal. Como é necessário mover menos peso durante o foco, a velocidade do foco automático é maior. O cilindro da lente mantém um tamanho constante de forma que o centro de gravidade não se desloca; isso é mais útil em teleobjetivas longas ou pesadas quando estão montadas em um tripé. Durante o foco, o elemento frontal da lente não gira e, assim, o efeito produzido por um filtro polarizador não se altera. Por fim, em lentes macro, o foco interno pode reduzir a perda de luz comum em focos extremamente próximos; a tela de exibição mais clara pode ser útil com pouca iluminação.

Veredito:  Conforme mencionado acima, o foco interno é mais útil em teleobjetivas excessivamente grandes que incorporam elementos grandes e pesados. Os modelos com sistema de foco interno permitem um foco automático mais rápido porque movem apenas alguns elementos. Convém considerar também uma lente com foco interno se você utilizar um filtro polarizador com freqüência pelo mesmo motivo. Hoje, um número cada vez maior de objetivas inclui um sistema de foco interno e vale a pena considerar esses modelos.

Novas lentes de alta tecnologia

Atualmente, a Nikon e a Minolta oferecem diversas lentes AF que são identificadas por um "D". Os modelos das duas marcas incluem chips de CPU extras que transmitem informações sobre a distância entre o tema e o computador de medição de luz da câmera. Quando utilizadas com as lentes D da Nikon, as câmeras modernas da mesma marca podem proporcionar exposições mais precisas, com e sem flash. As lentes D da Minolta possibilitam uma medição mais avançada do flash quando utilizadas com suas câmeras Maxxum mais modernas.

Lente com chips de CPU

As novas lentes Maxxum da série D da Minolta e os modelos das séries D e G da Nikon incluem chips de CPU adicionais. Quando usadas com uma das recentes câmeras de foco automático, elas oferecem vantagens em termos de medição efetiva da luz.

Observação:  A Nikon também fabrica uma outra série de lentes que incluem a tecnologia do tipo D, mas são diferentes em um aspecto. A nova série G da Nikon de lentes com foco automático tem preços mais acessíveis, mas não inclui um anel de abertura. Essas lentes devem ser usadas apenas com as mais novas câmeras AF da Nikon que permitem alterar os números f usando um botão eletrônico da câmera.

Hoje, muitos fabricantes independentes oferecem algumas de suas lentes em uma armação D da Nikon. Até o momento, apenas um fabricante independente de lentes, a Sigma, produz algumas lentes de foco automático do tipo D da Minolta. Espero que outros sigam o exemplo da Sigma.

Veredito:  Testei diversas lentes de foco automático da Nikon e da Minolta, tanto do tipo D como convencionais. Quando utilizadas com uma das câmeras de alta tecnologia mais modernas, todas elas produzem exposições excelentes. Em algumas fotografias com flash, as lentes da série D podem produzir exposições melhores, o que se evidencia quando é usado filme colorido de slide. Posso fornecer dois exemplos específicos: cenários com contraste extremamente alto e situações em que um espelho atrás do tema reflete parte da luz do flash. Nos dois casos, as exposições com flash ficaram melhores quando usei uma lente do tipo D.

De modo geral, duvido que você observe uma diferença significativa entre as imagens feitas com uma lente AF convencional da Minolta ou da Nikon e aquelas feitas com uma lente do tipo D. A maioria dos relatórios de testes publicados confirma essa avaliação. Por outro lado, alguns críticos indicam que as vantagens produzidas por lentes do tipo D são mais evidentes, principalmente em fotografias com flash e em qualquer cenário com sombras profundas e realces brilhantes. Se a lente AF da Minolta ou da Nikon desejada estiver disponível em um tipo D, convém optar por esse modelo em vez de uma lente AF convencional.

Estabilizador de imagem ou redução de vibração

A principal responsável por imagens fora de foco é a trepidação da câmera, causada por tremores naturais das mãos e do corpo. Tanto a Canon como a Nikon fabricam algumas lentes com um motor interno para compensar a trepidação da câmera. Esse sistema cancela as vibrações e os tremores naturais das mãos e do corpo para a obtenção de imagens mais nítidas quando você segurar a câmera com as mãos. O sistema da Nikon é chamado de redução de vibração (VR, Vibration Reduction), enquanto a Canon usa o termo estabilizador de imagem ótico (IS, Image Stabilizer).

Demonstração da compensação de trepidação da câmera

Como essas duas imagens -- uma desfocada e a outra nítida -- confirmam, os sistemas de compensação da trepidação da câmera são extremamente úteis. (As imagens foram feitas com uma objetiva Nikon AF 80-400 mm VR, sem e com redução de vibração.)

Cada fabricante utiliza uma tecnologia diferente de compensação da trepidação da câmera, mas o resultado final é o mesmo. Você pode obter imagens mais nítidas a velocidades mais lentas do obturador ou ao fotografar de uma plataforma instável, como um barco balançando na água. Nem a Canon nem a Nikon oferecem muitas lentes com o sistema de compensação da trepidação da câmera, mas ambas estão expandindo lentamente a sua linha dessas lentes. Um terceiro fabricante está pretendendo lançar lentes com uma tecnologia similar, provavelmente no final de 2002.

A tecnologia:  Os dois sistemas são complexos, mas eis uma breve descrição do funcionamento do sistema IS da Canon. Um sensor de detecção de trepidação mede o ângulo e a velocidade do movimento da lente e envia um sinal eletrônico a um microcomputador de alta velocidade. Em resposta, um sinal é enviado a um ativador para deslocar um grupo de elementos da lente na direção apropriada a fim de cancelar o efeito da trepidação. Quando a parte frontal da lente está virada para baixo, a ótica também se desloca para baixo e, dessa forma, o centro da imagem se desloca para baixo no plano do filme. Os raios de luz de entrada são refratados e a imagem retorna ao centro do quadro. Os raios de luz que chegam ao filme ficam estáveis em vez de vibrarem no momento da exposição.

Veredito:  Sem dúvida, vale a pena considerar uma objetiva ou teleobjetiva IS ou VR. Durante os testes dos modelos das duas marcas, constatei que a tecnologia é extremamente útil. Ela me permitiu fotografar com velocidades do obturador muito mais lentas do que as habituais, quando estava segurando a câmera com as mãos. Com uma lente convencional a um comprimento focal de 300 mm, por exemplo, consigo obter imagens nítidas em velocidades de 1/350 s ou mais rápidas do obturador. Uma lente IS ou VR me permite usar uma velocidade do obturador de 1/90 s em 300 mm, uma grande vantagem ao fotografar com pouca iluminação.

As lentes com um sistema IS ou VR são mais caras do que os modelos convencionais. Seus sistemas de compensação da trepidação da câmera são mais vantajosos com lentes de comprimento focal longo, pois as teleobjetivas ampliam os efeitos de qualquer movimento da câmera. Talvez você não esteja disposto a pagar mais pelo sistema se comprar uma lente mais curta, como uma objetiva de 28 a 135 mm, a menos que utilize com freqüência filmes ISO 50 ou ISO 100 lentos ou normalmente fotografe em barcos ou aeronaves.

Dica:  Os sistemas de compensação da trepidação da câmera não conseguem evitar imagens desfocadas em decorrência de movimentos do tema. Em fotografia de ação, ainda é necessário fotografar com velocidades muito altas do obturador, como 1/500 s, para "congelar" um objeto em movimento. Para evitar o desfoque ocasionado por movimento, use um filme ISO 400 ou ISO 800 "rápido".

No entanto, observe que as mais modernas lentes super-teleobjetivas IS e VR da Canon e da Nikon incluem um segundo recurso estabilizador projetado para panorâmicas de objetos em movimento. Ele cancela qualquer trepidação da câmera para cima ou para baixo. Esse sistema ajuda a produzir imagens mais nítidas em velocidades mais lentas do obturador ao acompanhar um objeto se movendo na sua linha de visão.

Recomendações finais

Diversas câmeras monoreflex novas estão disponíveis em um kit com uma objetiva de 28 a 80 mm ou 28 a 90 mm com um preço acessível. Esse tipo de objetiva é excelente como ponto de partida, mas raramente inclui as tecnologias avançadas que pesquisamos. Além disso, o intervalo de comprimentos focais é limitado e não permite criar imagens de ângulo ultra-aberto ou telefotos. Para uma maior versatilidade, a maioria dos amantes da fotografia deseja lentes adicionais, de preferência com tecnologia avançada para produzir as melhores imagens possíveis.

Dica:  Se você estiver seriamente interessado em saber mais sobre os conceitos de ótica, consulte o glossário de termos da Canon. Trata-se de uma mini-enciclopédia da maioria dos itens que convém conhecer. Outros fabricantes de lentes, inclusive a Tamron, também oferecem algumas informações técnicas em seus sites.

Está pensando em comprar uma nova lente? Se estiver, certifique-se de identificar os recursos de alta tecnologia de que realmente precisará. Dependendo dos seus temas preferidos e das suas expectativas com relação à qualidade da imagem, você não precisará de todos eles. Depois que tomar uma decisão, analise as especificações de várias lentes nos sites de fabricantes ou lojas de fotografia. Faça uma compra sensata como um consumidor informado e você provavelmente ficará satisfeito com qualquer lente que comprar.


Peter K. Burian

Entre em uma loja bem equipada com câmeras em uma grande cidade e você ficará impressionado com as dezenas de tipos de filmes nas prateleiras. Há pouco tempo, havia mais de cem tipos de filme no mercado oferecidos pelos principais fabricantes e marcas particulares. Mesmo que você exclua os filmes para "fins especiais", as opções vão de "lento" a "super-rápido", de slide colorido a negativo colorido e preto-e-branco, de amador a profissional, e assim por diante. Essa diversidade é ótima se você tem conhecimento sobre filmes, mas pode ser confusa caso não seja.

Eu poderia escrever um livro completo sobre filmes, mas no momento, vamos analisar os fatores mais importantes a serem considerados na escolha do filme para determinado tema, viagem ou evento. Neste artigo, enfatizarei os filmes de impressão, que são os mais populares, mas também abordarei rapidamente os prós e contras de filmes de slide.


Clematite e folhas verdes


Escolhendo a velocidade "certa" do filme

A linha completa de filmes para impressão colorida Agfa Vista

Seja qual for a marca, os filmes para impressão colorida ISO 100 a ISO 800 são os mais vendidos. Todos os quatro tipos são úteis, mas o ISO 400 se tornou o mais popular. Cortesia da Agfa Corporation.

Medida da velocidade de filmes, o termo ISO é uma abreviação de International Standards Organization e substitui o antigo termo ASA (American Standards Association). Como alguns filmes são mais sensíveis à luz do que outros, a ISO oferece um sistema numérico para indicar a sensibilidade de cada tipo de filme. Hoje em dia, os filmes mais comuns vão de ISO 50 (pouco sensível à luz) a ISO 1600 (extremamente sensível à luz). Contudo, você ainda pode encontrar alguns filmes ISO 25 e ISO 3200.

Filmes "lentos":   Os filmes na faixa de ISO 50 a 100 são os menos sensíveis à luz. Portanto, exigem uma longa exposição — uma "velocidade baixa do obturador" — para produzir uma imagem bem exposta. Por exemplo, em um dia cinzento e nublado, pode ser necessário usar uma velocidade de 1/8 s caso queira fotografar uma paisagem com uma abertura f/16 com filme ISO 50. Com essa velocidade, será preciso usar um tripé, pois é praticamente impossível obter uma imagem nítida com uma câmera de mão.

Filmes "mais rápidos":   Os filmes ISO 200 e ISO 400 de velocidade média são mais sensíveis à luz, o que permite velocidades mais altas do obturador. Passe a usar um filme muito rápido, como o ISO 800 ou ISO 1600, e poderá aplicar velocidades mais altas de obturador, pois esse filme é ainda mais sensível à luz. Nesse mesmo dia cinzento e nublado, você pode fotografar uma paisagem a 1/125 s com um filme ISO 800.

Ciclista em uma corrida, aproximando-se da câmera, com muita nitidez

Com um filme ISO 400, pude produzir uma imagem nítida deste ciclista, sem desfocá-la em função de trepidação da câmera ou movimentação do tema. (Foto tirada com uma lente de 300 mm, em uma câmera de mão a uma velocidade de 1/500 s.)

Dica:  Observe que à medida que o número ISO duplica, o filme apresenta maior sensibilidade à luz. Isso significa que um filme ISO 200 requer somente metade da quantidade de luz de um filme ISO 100 para uma boa exposição. Pelo mesmo motivo, um filme ISO 800 requer duas vezes mais luz do que um filme ISO 1600.

Quando usar um filme rápido:   Como regra geral, selecione um filme com um número ISO equivalente a 400 e superior quando precisar de uma velocidade mais alta do obturador. Essa velocidade de filme reduzirá o risco de imagens desfocadas causadas por trepidação da câmera ou movimentação do tema. Os cenários mais comuns que exigem filmes rápidos são os seguintes:

  • Usando uma câmera compacta com uma lente de zoom interna: Com essa combinação de câmera/lente, você pode ter dificuldade em obter fotos nítidas com um filme ISO 100, exceto sob luz bem forte. Isso ocorre porque essas lentes têm pequenas aberturas máximas que transmitem pouca luz para o filme, principalmente em configurações de telefoto. Use um filme ISO 400 em dias ensolarados e ISO 800 em ambientes internos ou em dias escuros e nublados.

  • Fotografando temas em movimento: Para fotografar, por exemplo, papoulas ao vento ou crianças brincando, uma velocidade alta de obturador pode congelar o movimento, produzindo fotos mais nítidas. Use um filme ISO 400 em dias claros e ISO 800 em dias escuros e nublados.

  • Fotografando com flash: Quando você usa o flash, um filme rápido aumenta a faixa efetiva da luz do flash. Com um filme ISO 400, por exemplo, a faixa efetiva da unidade de flash será quase o dobro da de um filme ISO 100. Essa pode ser uma grande vantagem com temas distantes, como noivos no dia do casamento ou crianças jogando bola.

  • Usando lentes teleobjetivas: Você perceberá que a menor trepidação da câmera é ampliada com essas lentes, causando imagens desfocadas. Para evitar que isso ocorra, fotografe com velocidades mais altas do obturador. A não ser que você use um tripé firme, um filme rápido será útil com teleobjetivas se você quiser garantir a nitidez dos temas. É aconselhável usar o filme ISO 400 para lentes de até 300 mm e o filme ISO 800 para maiores comprimentos focais ou quando houver pouca luz.

Dica:  Se estiver fotografando objetos distantes ou o interior de um grande edifício, não use flash. Mesmo uma potente unidade de flash com filme ISO 1600 não pode produzir uma boa exposição dentro de uma grande catedral ou de um estádio esportivo. Para fotografias arquiteturais, desligue o flash e use um tripé ou filme ISO 800 ou ISO 1600. Essas dicas também funcionam bem com temas distantes em um evento esportivo. Tente manter os cotovelos apoiados no assento à sua frente; obviamente, se houver alguém ocupando esse assento, peça licença antes de se posicionar.

Quando usar um filme lento  Embora filmes rápidos ofereçam diversas vantagens, você talvez prefira um filme ISO 50 a 200 por algum dos motivos abaixo:

Gôndola com casal de noivos na parte interna de um hotel

As velocidades mais altas do obturador oferecidas por um filme ISO 1600 são um problema de difícil solução para fotografias internas, em que o uso de tripés e flash é impraticável ou proibido. (Foto tirada com uma velocidade de obturador 1/60 s com filme Fujicolour Superia 1600, dentro do Hotel Venetian, em Las Vegas.)

  • Para obter imagem de melhor qualidade: Os filmes com baixa categoria ISO proporcionam imagens de maior qualidade em termos de nitidez, resolução de detalhes intrincados, granulação fina e cores fortes — melhores do que com filmes rápidos. Você pode obter uma impressão de 40 cm x 50 cm muito boa com um filme ISO 50, mas se usar um filme ISO 800, uma impressão com mais de 20 cm x 30 cm apresentará mais granulação e menos nitidez, e as cores parecerão menos vivas.

  • Fotografando sob luz forte: Sob forte iluminação, sua câmera usará velocidades de obturador com a rapidez adequada, mesmo com um filme ISO 100 ou ISO 200. Isso ocorre principalmente em fotografias grande-angulares, nas quais não é preciso usar velocidades muito altas de obturador. Mesmo sob luz mais fraca, você pode trabalhar com um filme lento se usar um tripé e os temas permanecerem imóveis.

  • Quando usar uma lente "rápida" com uma abertura máxima bem ampla: Se você possui uma lente rápida, como um modelo 50 mm f/1,8 ou um zoom 80-200 mm f/2,8, precisará usar um filme ISO 400 ou mais rápido freqüentemente, pelo menos para fotos externas. Quando utilizadas com a maior abertura, as lentes desse tipo transmitem mais luz ao filme do que as lentes comuns. Portanto, as velocidades de obturador serão mais altas, permitindo que um filme ISO 100 tenha a rapidez adequada, exceto quando houver pouca luz.

  • Para enfatizar imagens desfocadas em função de movimentação: Imagens nítidas são maravilhosas, mas é possível que você queira tirar fotos de temas em movimento com velocidades longas de obturador para capturar o deslocamento. Para isso, é preciso usar um filme lento para as exposições mais longas necessárias para produzir uma impressão de movimento em uma imagem estática. Por exemplo, se você deseja registrar o fluxo da água de uma cachoeira sem gotas "congeladas" no ar, talvez precise de uma exposição de um segundo. Também pode ser que você prefira desfocar o movimento de um corredor em vez de congelá-lo dando uma passada. Nesse caso, tente usar uma velocidade de obturador equivalente a 1/15 s. Os dois efeitos podem ser obtidos mais facilmente com um filme ISO 50 ou ISO 100 do que com filmes mais rápidos.

Corrida de cart, com plano de fundo desfocada com uma velocidade longa do obturador

Os filmes lentos de ISO 50 a ISO 100 exigem velocidades de obturador mais altas do que os filmes rápidos, o que pode ser uma vantagem em alguns casos. Eu desejava criar uma imagem com movimento desfocado e, por isso, troquei o filme ISO 400 pelo ISO 100. (Foto tirada com uma lente de 300 mm em um tripé com uma exposição de 1/15 s, acompanhando a movimentação do tema com a câmera.)

A diferença fundamental entre filmes rápidos e lentos:  Como regra geral, o filme ISO 400 é o mais adequado para impressão; o melhor desses produtos gera imagens de alta qualidade e cores vivas. É possível que você perceba alguma diferença entre um filme ISO 100 e um ISO 400 em impressões 10 cm x 15 cm. Você também obtém excelentes impressões em 20 cm x 25 com os "novos e aprimorados" filmes ISO 400, além de ampliações 28 cm x 35 cm. Mesmo os melhores filmes ISO 800 — como Kodak Max Versatility Plus e Fujicolour Superia X-TRA — produzem impressões de 20 cm x 25 cm muito boas.

A qualidade da imagem de filmes ISO 1600 para impressão não é tão boa quanto a do filme ISO 400. Contudo, os produtos novos e aprimorados — como Fujicolor Superia 1600— produzem impressões de 12 cm x 18 cm aceitáveis. Os filmes ISO 1600 são úteis quando a utilização de flash é impraticável ou proibida. Eles também são excelentes para maximizar a faixa de flash em locais escuros: em um evento de patinação ou em um casamento, por exemplo.

Golfinhos e meninas, ambos bastante nítidos

Os filmes ISO 400 para impressão oferecem o melhor dos dois mundos. A alta velocidade do obturador ajuda a evitar temas desfocados, e a qualidade da imagem deve ser boa em impressões de 20 cm x 25 cm. (Foto tirada com uma lente de zoom a 200 mm durante uma exposição de 1/500 s com filme Kodak Max Versatility.)

Aproxime-se ao máximo do tema, pois a faixa de flash pode ser inferior a 6 metros em uma arena de patinação, mesmo com filme ISO 1600.

Diferença entre negativo colorido e slide colorido

O filme colorido para impressão — também conhecido como filme negativo colorido — é a opção ideal para a maioria das fotos, mas o filme de slide tem suas vantagens. Quando projetados, os slides oferecem um efeito brilhante quase tridimensional. Com os filmes lentos (ISO 50 a 100), os slides produzem imagens melhores do que os negativos. Se quiser comercializar suas imagens com editores e agências de publicidade, descobrirá que a maioria solicita slides, e não negativos ou filmes para impressão.

Dica:  Percebi que grande parte dos fotógrafos faz cópias melhores com negativos do que com slides. Se você pretende pedir cópias de slides, procure um laboratório especializado nesse processo. Para encontrar laboratórios desse tipo, verifique os anúncios das revistas de fotografia, pergunte aos integrantes de um clube de câmera local ou pesquise na Web usando palavras-chave como "cópias profissionais de slides".

Com o sistema de imagens digitais, é possível obter cópias excelentes a partir de slides digitalizados. Selecione os slides que não apresentam excesso de contraste e evite os que possuem áreas brilhantes ou obscuras demais.

Filme para slide Fujicolor Sensia da série ISO 100 a ISO 400

Alguns fotógrafos preferem filme de slide colorido a filme para impressão, principalmente na faixa entre ISO 50 e ISO 100. Entretanto, alguns dos mais recentes produtos ISO 200 e 400 também produzem imagens com grande nitidez e granulação bem fina. Cortesia da Fuji Photo Film USA Inc.

Digitalize os slides com um scanner de filme de alta resolução ou peça ao retocador de fotos que utilize digitalizações de alta resolução. Aprimore as imagens com um software como o Picture It!, e use uma impressora para fotos. Não economize no papel. Você obterá melhores resultados com papel especial de qualidade de foto.

O filme de slide colorido apresenta uma grande desvantagem: uma latitude de exposição muito estreita. Em outras palavras, se faltar ou sobrar um número f/ de uma pequena abertura na exposição, o slide ficará excessivamente brilhante ou escuro. Os slides devem ser expostos corretamente. Para isso, é preciso uma câmera com um medidor de luz sofisticado e algum conhecimento sobre os valores tonais. Haverá momentos em que você precisará ignorar o sistema de medição da câmera para obter resultados melhores. Os filmes para impressão colorida têm latitude muito maior para erros de exposição; boas cópias podem ser obtidas mesmo que a exposição do negativo tenha usado um ou dois números f/ de abertura a mais ou a menos.

Clematite e folhas verdes

Para garantir bons resultados, o slide colorido deve ser exposto corretamente. O filme para impressão é bem mais prático devido à sua maior latitude de exposição. (Filme de slide Fujichrome Velvia 50.)

Dica:  Se algum slide estiver um pouco superexposto ou subexposto, digitalize-o em um arquivo digital. Você poderá melhorar seu brilho ou claridade com um software de edição de imagem.

A diferença fundamental entre slide e filme para impressão  Usando processos de impressão convencionais, fica muito mais fácil obter cópias excelentes a partir de negativos. Como regra geral, use o filme negativo se quiser cópias de suas imagens. Entretanto, se digitalizar as imagens em arquivos digitais, é preferível usar slides. Um slide nítido e bem exposto produzirá uma cópia com granulação ainda mais fina e maior resolução do que um negativo. No entanto, a maior latitude de exposição do filme para impressão é uma vantagem significativa e faz com que ele seja uma opção mais prática e versátil.

Filmes preto-e-branco

Embora o filme colorido seja bem mais popular, alguns fotógrafos realmente apreciam cópias em preto-e-branco. Verifique livros de novas fotos clássicas e você perceberá a realidade árida do fotojornalismo sem o delírio da cor. Ao observar as incríveis paisagens de Ansel Adams ou os retratos característicos de Karsh, pare e aprecie a força do preto e a luminosidade do branco de uma imagem impressa artisticamente.

Escola com crianças vestidas como os pioneiros

O filme preto-e-branco é bastante adequado para alguns temas e os novos filmes C41 podem ser processados e impressos em qualquer laboratório de cores. Para obter melhores resultados, digitalize os negativos e faça cópias usando uma impressora para fotos a jato de tinta e papel de alta qualidade. (Filme Kodak Select B+W 400.)

Embora vejamos o mundo em cores, o monocromo nos dá uma visão impressionista da realidade que o fotógrafo procura transmitir. Essa representação abstrata de pessoas, lugares e eventos pode causar uma impressão profunda no subconsciente do observador.

Processamento de filme preto-e-branco:   Até recentemente, os filmes preto-e-branco exigiam processamento e impressão especiais, não disponíveis em todo minilaboratório. Esse problema foi resolvido com os filmes preto-e-branco especiais que utilizam a tecnologia dos filmes coloridos. Esse filme especial denomina-se cromogênico e é identificado como C-41 Process. Os filmes desse tipo mais disponibilizados no momento são Ilford XP-2 400 Super e Kodak Select B+W.

Qualquer laboratório de cores pode processar e imprimir esses filmes. Na verdade, as cópias podem ser em marrom e branco, apesar de os verdadeiros preto e branco serem possíveis se o equipamento do laboratório estiver corretamente configurado. Para obter as melhores impressões, peça ao laboratório que encomende ampliações em papel preto-e-branco ou faça suas próprias cópias em jato de tinta depois de digitalizar os negativos.

A idéia fundamental de filmes preto-e-branco:  Este meio é totalmente diferente do filme colorido. Ele pode atrair os fotógrafos que desejam tentar um novo caminho criativo ou evocar sentimentos de nostalgia em fotografias de cidades abandonadas, vilarejos pioneiros ou intérpretes em vestimentas antigas.

O trabalho em preto-e-branco requer visão fotográfica efetiva. Em cores, os matizes altamente saturados podem salvar até mesmo uma foto medíocre. Em uma imagem monocromática, o impacto da fotografia depende mais de outros ingredientes, como composição ou perspectiva dinâmica, ou de designs gráficos, padrões, texturas e contrastes. Experimente usar algum filme preto-e-branco, principalmente com temas que se prestam a esse meio.

Dica  Se pretende digitalizar suas imagens — ou solicitar que o laboratório o faça — você também poderá obter cópias em preto-e-branco a partir de filme colorido usando o software de edição de imagem para eliminar a cor.

As diferenças entre filmes para profissionais e consumidores

Alguns filmes são designados como "profissionais", ao contrário dos produtos mais comuns para "consumidores" encontrados nas lojas locais que vendem filme. Os filmes para profissionais são geralmente vendidos pelos distribuidores e laboratórios que atendem aos fotógrafos profissionais, mas não são necessariamente superiores aos filmes para consumidores. Em alguns casos, os filmes para profissionais têm a mesma emulsão dos filmes para consumidores, sendo que os primeiros não são liberados para venda até terem alcançado o nível ideal de velocidade, cor e contraste.


Certos tipos de filme — como os usados para retratos e fotos de casamento — são disponibilizados apenas nas linhas profissionais.


Casal de ciclistas perto de um farol

Alguns fotógrafos insistem em usar somente filmes "profissionais", mas há produtos semelhantes disponíveis na série menos dispendiosa para "consumidores". Uso com freqüência esses filmes de slide em minhas fotos impressas e os resultados são excelentes. (Kodak Elite Chrome 100.)

Esses filmes de negativo colorido são otimizados para reprodução do tom natural da pele e apresentam menor contraste, o que garante uma aparência mais suave e agradável. Se estiver interessado em algum filme desse tipo para fotos de pessoas, considere o Agfacolor Portrait 160, Fujicolor NPS 160 ou NPH 400, e a série Portra NC da Kodak.

Você também perceberá que certos filmes de slide coloridos, como o Fujichrome Velvia 50, só se encontram disponíveis em uma versão profissional. Por outro lado, alguns filmes de slide profissionais têm um equivalente na linha para consumidores. Por exemplo, o Elite Chrome 100 Extra Colour da Kodak assemelha-se bastante ao Kodak Ektachrome E100VS Professional. O Fujichrome Sensia 400 tem alguns aspectos parecidos com o Fujichrome Provia 400F Professional. Os revendedores que armazenam muitos tipos de filme geralmente são capazes de fornecer informações sobre a semelhança entre vários produtos para consumidores e profissionais.

A idéia fundamental de filmes para profissionais  Alguns adeptos da fotografia não utilizam nenhum filme que não seja profissional, pois acreditam que outros produtos destinam-se somente a "amadores e pessoas que tiram fotos". Não posso concordar com essa avaliação, pois os filmes para consumidor não são naturalmente inferiores. Por exemplo, o fotógrafo profissional de viagem Bob Krist geralmente fotografa com a série Kodak Elite de filmes de slide para consumidores, e não com os produtos Kodak Ektachrome Professional.

Embora alguns filmes baratos "sem nome" possam produzir os resultados esperados, a grande maioria das principais marcas variam de boa a excelente. Use filmes para profissionais se tiver necessidades específicas: um tipo de filme especial sem equivalente disponível ou aquela viagem ou aquele evento únicos em que a obtenção de resultados ideais é fator crítico.

Obtendo informações adicionais sobre o filme "certo"

Você pode encontrar mais informações sobre como selecionar o filme certo nos sites dos fabricantes: Agfa, Kodak, Fuji Film, Ferrania, Ilford e Konica. Visite esses sites ocasionalmente para obter informações sobre produtos novos e aprimorados, com tecnologia capaz de produzir os melhores resultados.

Para obter avaliações sobre as várias marcas e os diversos tipos de filme, procure revistas de fotografia e guias para compradores de fotos nas livrarias. Ocasionalmente, publicam artigos, relatórios de testes comparativos ou gráficos com as diversas qualidades de cada filme: nitidez, contraste, cor e processamento do tom de pele, granulação e assim por diante. Esses artigos podem conter algumas informações muito úteis sobre a "personalidade" dos filmes, além de descrever como cada um difere de outros produtos da mesma faixa ISO.

Em último caso, aceite as recomendações de alguma loja de fotografia conhecida, que armazene todos principais tipos e marcas de filme, inclusive as séries profissionais. Informe o distribuidor sobre o equipamento que está usando, os tipos de temas que deseja fotografar e o tamanho desejado para as cópias. Peça-lhe que recomende alguns filmes específicos que provavelmente atenderão às suas expectativas. As lojas que também fazem retoques locais nas fotos podem ajudá-lo. Seu pessoal pode oferecer conselhos sobre quais filmes produzem os melhores resultados com o sistema de impressão, o material químico e o papel específicos que utilizam.

Sugestões finais:  Pense duas vezes antes de adquirir filmes "sem nome", principalmente se o preço for muito baixo. Solicite os produtos mais recentes de marcas conhecidas e confiáveis. Experimente pelo menos duas marcas de filme para determinar qual é a sua preferida. Selecione a velocidade de filme correta para o tema, a iluminação e suas intenções fotográficas. Use técnicas de fotografia sérias e insista que as fotos tenham excelente acabamento. Dessa forma, os filmes certamente produzirão a qualidade superior para a qual foram criados.


Texto e fotos de Paul E. Contrast

Medição básica

Como você deve saber, sua câmera possui um medidor interno. E você também deve saber que o medidor é a ferramenta utilizada para medir a luz quando você tira uma fotografia. Mas o que exatamente os medidores fazem e como eles podem nos ajudar a tirar fotos melhores?

Tonalidades médias e sombras uniformes resultam em leituras precisas de medição

Tonalidades médias e uma combinação uniforme de cores escuras e claras permitem que o medidor "leia" o cenário com precisão.

Vamos começar com o básico. Os medidores das câmeras não detectam cores; eles "vêem" somente em cinza, mesmo que você esteja usando um filme colorido. Além disso, eles são todos calibrados para "ver" 18% de cinza. (Observe, entretanto, que as câmeras D1 e F5 da Nikon possuem um novo medidor que reconhece cores e matizes individuais, além do medidor padrão que só detecta 18% de cinza.)

Dezoito por cento de cinza é uma combinação uniforme de branco e preto, conhecido como tonalidade média ou cinza médio. Em outras palavras, o medidor da câmera é projetado para assumir que tudo que você focalizar possui o mesmo tom de cinza. Isso funciona bem em cenários que possuam a mesma quantidade de áreas escuras e iluminadas.


Os medidores das câmeras não detectam cores; eles "vêem" somente em cinza, mesmo que você esteja usando um filme colorido.



Paul E. Contrast

Paul E. Contrast


Enganando o medidor

Infelizmente, algumas das imagens mais fascinantes são mais claras ou mais escuras que a média. Cenários na neve, por exemplo, são muito mais claros (brancos) que a média. E, no extremo oposto, um vagão de trem para transporte de carvão é muito mais escuro que a média. Embora esses cenários não tenham uma reflexão média, o medidor assume que sim, e os "lê" dessa maneira.

Nossos olhos vêem a neve como branca, como é mostrado neste cenário.   O medidor da câmera "vê" a neve como um cinza-azulado.
Nossos olhos vêem a neve como branca.  

Mas o medidor da câmera "vê" a neve como um cinza-azulado.

 

Em conseqüência, quando você tira uma foto de um cenário branco, a câmera assume que o cenário possui reflexão de 18% e ajusta a exposição para converter o branco em cinza. Isso explica porque os cenários de neve que você fotografa podem parecer como cinza-azulado escuro.

Nossos olhos vêem um vagão de trem preto como nesta foto.   A câmera "vê" o vagão de trem preto como cinza.
Nossos olhos vêem este vagão de trem como preto.   Mas a câmera "vê" o vagão de trem como cinza.
 

 

A boa notícia é que o medidor pode ser facilmente recalibrado para situações mais extremas. A ferramenta usada para essa recalibração é chamada de "compensação de exposição". A compensação de exposição é ajustada ou por um disco ou na área de funções da câmera. (Para obter detalhes sobre como definir a compensação de exposição em sua câmera, consulte o manual da câmera.)

As definições de compensação de exposição incluem uma série de números positivos e negativos. O truque está em descobrir o valor a ser usado para a compensação usar e quando os valores de compensação negativos e positivos devem ser usados.

Os bons e os maus garotos

Compensação de exposição definida para +1.

Essa foto mostra a Nikon N70 definida para +1 de compensação de exposição.

Tomemos como exemplo o cenário da neve. A câmera "pensa" que a neve é cinza, não branca. Precisamos recalibrar o medidor para que "leia" branco em vez de cinza. Para conseguir isso, ajustamos a compensação de exposição para um número positivo a fim de adicionar brilho ao cinza e criar o branco.

Se isso for difícil de lembrar, faça como os fotógrafos profissionais: memorize ditos espirituosos para lembrar quando usar números de compensação positivos ou negativos. Um dos mais fáceis de lembrar é:

  • "Bons garotos usam chapéus brancos e são modelos positivos de comportamento". Em outras palavras, quando você fotografar objetos brancos (mais claros que a média), use compensação positiva.

  • "Maus garotos usam chapéus pretos e são modelos negativos de comportamento". Quando fotografar objetos pretos (mais escuros que a média), use compensação negativa.

Como determinar a compensação de exposição

A questão agora é o quanto de compensação deve ser usado sobre o cenário. Infelizmente, não há respostas fáceis. Tomando o cenário da neve como exemplo, se for um dia nublado, uma compensação de exposição de cerca de +1 é necessária. Se for um dia parcialmente nublado, a compensação de exposição necessária é de cerca de +2. Se for um dia claro, sem nuvens e com o sol diretamente acima, a compensação de exposição necessária é +3.

A única maneira efetiva de aprender é experimentar os valores de compensação em diferentes situações e verificar qual oferece melhor efeito. Lembre-se de tomar notas quando estiver fotografando para rever as anotações e as fotos juntas. Até a próxima vez e boas fotos!


O que você deve saber antes de comprar

Charlotte K. Lowrie

Se ultimamente você tem prestado atenção às novas câmeras digitais, é provável que se sinta perdido com o excesso de opções à sua disposição. Preços mais baixos e recursos de ponta tornam até mesmo os modelos econômicos irresistíveis. E muitos modelos avançados produzem imagens que fazem valer em termos de qualidade e clareza o dinheiro investido nas fotos. Então, como saber o que comprar?

Já que ninguém pode decidir por você, a sua decisão se tornará mais fácil se você fizer uma rápida pesquisa e identificar as suas prioridades pessoais antes de comprar. Isso não significa que você precisa se tornar um especialista para comprar uma câmera digital. Mas sim que precisa saber:

  • O jargão básico.

  • Como pretende usar a câmera e as fotos.

  • Suas preferências e hábitos ao fotografar.

 

Câmeras digitais

Um conjunto de novas câmeras digitais equipadas com recursos úteis que torna a escolha do modelo mais adequado para você ainda mais complicada do que no ano passado. Agradecimentos especiais à Kenmore Cameras de Kenmore, WA, por nos permitir fotografar o mecanismo da câmera.


Conheça o jargão

Câmeras Canon

Leve em consideração o tamanho e a facilidade de uso ao decidir sobre que câmera comprar.

Se você for leigo em câmeras digitais e for às compras sem entender os termos básicos, logo ficará confuso. Embora a imagem digital pareça ter linguagem própria, não é preciso aprender toda a linguagem para se beneficiar dela. Basta aprender os seguintes conceitos básicos:

Resolução:  De forma clara, a resolução é a medida da qualidade da imagem: quanto maior a resolução, melhor a imagem. Da mesma forma, quanto melhor (mais detalhada) for a imagem, melhor será a impressão. Em câmeras digitais, a resolução é tradicionalmente determinada pelo número de pixels (quadradinhos) no sensor de imagem digital da câmera. Quanto maior for o número de pixels no sensor, mais detalhes você verá na imagem. Padrões mais recentes de resolução medem linhas por altura da foto, com a maior parte das câmeras de 3 megapixels sendo capazes de resolver cerca de 1.100 linhas por altura de foto.

Megapixel:  Tecnicamente, megapixel significa milhões de pixels. (Um pixel é um dos quadradinhos de uma imagem, e a cada pixel tem sua própria cor e intensidade.) Em outras palavras, a classificação de megapixels da câmera é uma medida do poder de resolução do sensor de imagem digital da câmera. Em termos não-técnicos, quanto maior for o número de megapixels, maior será o nível de detalhes da imagem e maior será a fotografia que você poderá imprimir a partir dela.

Resumindo, o número de megapixels é importante, pois determina o tamanho de impressão das imagens. Para obter uma impressão com qualidade em uma imagem digital, geralmente são necessários entre 240 e 300 pixels por polegada (ou em termos de impressão, pontos por polegada, ppp) no tamanho em que você está imprimindo a imagem. Os fabricantes de câmeras digitais fornecem classificações de megapixel para ajudar você a escolher a câmera mais adequada.

Exemplo:  Para imprimir uma imagem a 300 ppp (uma resolução de alta qualidade) com 13 × 18 cm, multiplique 13 cm × 300 pixels e 18 cm × 300 pixels. Os resultados são 3.900 e 5.400, respectivamente. Isso significa que a câmera deve produzir um tamanho de imagem de 3.900 × 5.400 pixels (observe que as resoluções mínima e máxima podem variar consideravelmente dependendo da resolução da impressora usada ou sendo cotada).

Em seguida, para saber qual a classificação de megapixel que uma câmera precisa ter para obter imagens que possam ser ampliadas para 13 × 18 cm e impressas nesse tamanho, multiplique a largura pela altura da imagem: 3.900 × 5.400. O resultado é 21.060.000, ou 21,06 milhões. O número em milhões (neste caso, 21,06) é a classificação de megapixel (ou número) que você precisa procurar em uma câmera caso deseje impressões de alta qualidade de 13 × 18 cm.

Observação:  Você pode imprimir a menos de 300 ppp e obter uma boa foto. Na verdade, a maioria dos críticos de câmeras comentam que uma câmera de 2 a 3 megapixels produzirá impressões aceitáveis de 20 × 25 cm. No entanto, para o propósito deste artigo, usaremos 300 ppp como a norma para obter resultados com qualidade de foto.

Zoom compacto, monoreflex, lentes com zoom/semiprofissional  Ao comprar uma câmera convencional, você precisa escolher entre uma câmera compacta automática ou uma câmera monoreflex totalmente equipada. O mesmo acontece com as câmeras digitais, e elas têm praticamente as mesmas características que as câmeras convencionais.

Caixas de câmeras digitais nas prateleiras

As câmeras digitais compactas com zoom são responsáveis pelo grande número de câmeras digitais superlotando as prateleiras. Como suas similares convencionais, essas câmeras têm lentes não cambiáveis com zoom ótico e/ou digital, geralmente no intervalo focal de 35 a 105 mm.

As verdadeiras câmeras digitais monoreflex, como as topo de linha D1X e D1H da Nikon e as EOS D30 e 1Ds da Canon, aceitam lentes padrão Nikkor e Canon e oferecem praticamente o mesmo controle sobre a fotografia oferecido pelas câmeras convencionais com recursos semelhantes. O preço que você paga por um controle equivalente ao de uma câmera monoreflex é significativo, mas os resultados são surpreendentes. Observe que a FinePix S2 Pro da Fujifilm também aceita lentes Nikkor. Portanto, se você tiver lentes sobressalentes para a sua câmera convencional, elas poderão ser usadas facilmente nas câmeras digitais.

Vale observar que uma lente padrão acoplada a uma câmera monoreflex digital possui um multiplicador de comprimento focal que varia de acordo com o tamanho do CCD. Então, por exemplo, com um multiplicador 1,5, uma lente Nikkor de 300 mm se torna equivalente a uma de 450 mm. Isso pode ser bom para lentes teleobjetivas e não tão bom assim para lentes grande-angulares. As câmeras monoreflex mais modernas, como as EOS 1Ds da Canon e a DSC Pro 14n da Kodak, ostentam toda a área de imagem do filme de 35 mm, portanto, o efeito multiplicador desaparece.

Modelos de lentes com zoom e semiprofissionais possuem uma única lente fixa, como as monoreflex, e oferecem recursos e manuseio semelhantes às câmeras digitais monoreflex.

Zoom ótico vs. digital  O zoom ótico é a ampliação produzida entre os comprimentos focais máximo e mínimo da lente propriamente dita. Ou seja, a ampliação é do vidro (da lente), e não do software interno da câmera.

Por outro lado, o zoom digital não é resultado de lente de aumento. Ele corta a imagem de forma que o centro pareça maior ou ampliado. Previsivelmente, o zoom digital reduz o tamanho da imagem como um todo. Algumas câmeras vão além e interpolam a cópia do tamanho da imagem cortada para o tamanho de resolução total. Em outras palavras, o software interno da câmera deduz onde criar e adicionar pixels extras suficientes para colocar a imagem no tamanho de uma foto sem zoom. O resultado com alguns programas de interpolação é a visível pixelização (notavelmente pixels irregulares), enquanto outros programas produzem bordas mais suaves.

Os resultados são sempre melhores com o zoom ótico.

Cartão de memória/mídia de armazenamento removível  Uma mídia ou um cartão de memória é um pequeno cartão reutilizável que armazena imagens digitais — o equivalente digital do filme. As variedades mais comuns são:

  • CompactFlash

  • SmartMedia

  • Memory Stick

  • Secure Digital (SD) ou MultimediaCard que armazena imagens e música digital

Depois que encher um cartão com fotos, você poderá acoplá-lo a uma leitora de cartão ou a um adaptador conectado ao seu computador, de forma que possa descarregar as imagens do cartão no computador.

A maioria dos cartões é praticamente indestrutível e tem tamanhos variados, de 4 ou 8 megabytes (MB) até 356 MB ou mais. A maioria das câmeras modernas vem com um cartão de 16 MB, mas convém ter pelo menos um ou dois cartões com maior capacidade de armazenamento.

E se você estiver tirando muitas fotos, principalmente com configurações de alta resolução, poderá investir em uma microunidade que armazene dados pesados de 500 MB até 1 gigabyte (GB). Diferentemente dos cartões de memória, no entanto, as microunidades são frágeis e não são apropriadas a situações em que possam cair ou ser manuseadas sem muito cuidado.

Saiba como você usará a câmera digital e as imagens

Leitoras de cartão de memória

Cartões de memória baratos e leitoras de "memory stick" tornam o descarregamento de fotos mais rápido e fácil.

É praticamente impossível separar o modo como você pretende usar a câmera do valor que pode gastar. É importante avaliar com que intuito usará as imagens digitais para determinar se a câmera que você tem em vista está dentro do orçamento planejado.

Online ou impressa:  Uma forma de analisar como você usará a câmera é decidir qual será o destino das imagens. Caso você deseje instantâneos digitais para enviar fotos aos amigos por email, colocá-las em um álbum online ou em um site pessoal e imprimir cópias em tamanho pequeno, uma câmera com resolução de 1 a 2+ megapixels provavelmente será suficiente. Para uso online, lembre-se de que a maioria das telas de computador exibe apenas 72 pixels por polegada (ppp), e até mesmo monitores avançados exibem somente 96 ppp. Para uma impressão de 10 × 15 cm e para exibição online, uma resolução de 640 × 480 é suficiente.

Se, no entanto, você também desejar impressões de imagens digitais maiores do que 10 × 15 cm, então compre uma câmera de 2 a 3 megapixels ou superior.

Saiba suas preferências e hábitos ao tirar fotos

Agora, pense no que você pretende fotografar, nas suas preferências pessoais e no design da câmera. Por exemplo, se você costuma fotografar ações, como jogos de futebol, procure câmeras que ofereçam um intervalo de zoom focal maior, resposta rápida, um modo de disparo breve ou contínuo e uma maior duração das baterias.

Questione seus hábitos e preferências atuais de fotografia como, por exemplo, se é importante ter controle manual parcial ou completo, e se você deseja ter gravação de áudio ou um dispositivo para criação de pequenos filmes. Por exemplo, a nova Canon G3 oferece um modo de filme com áudio eficiente. Em modelos digitais anteriores, um recurso como esse com modo de reprodução teria liquidado em pouco tempo a vida útil de uma bateria de longa duração. Porém, de uma forma geral, a qualidade das baterias melhorou muito. Em particular, o conjunto de baterias recarregável de íon de lítio da Canon merece destaque.

Outro aspecto importante é o design da câmera, que determina a facilidade do uso. No dia-a-dia, isso significa a rapidez e a facilidade com que você chega às configurações alteradas com mais freqüência. Tire uma tarde para visitar uma loja de câmeras e experimentar aquelas que você poderia comprar. A câmera cabe na mão confortavelmente? É pesada o suficiente para oferecer alguma estabilidade ao fotografar? Os controles são intuitivos e de fácil acesso? A tela de cristal líquido é clara o suficiente para permitir visualização com pouca luz? Faça uma lista de suas preferências e as priorize.

Acessórios da câmera

Quando fizer um orçamento de uma câmera digital, inclua os custos dos acessórios.

Novos recursos que devem ser procurados  As câmeras digitais mais recentes possuem alguns recursos muito interessantes que tornam quase impossível não obter uma boa foto. Recursos novos e importantes que devem ser procurados incluem:

  • A estabilização de imagem para assegurar imagens nítidas até mesmo em velocidades mais lentas do obturador.

  • Tela de cristal líquido ajustável que gira em diversos ângulos.

  • Configurações da proporção de branco em um único toque para assegurar que o equilíbrio das cores seja preciso em diferentes tipos de iluminação.

  • Abertura de brilho de pelo menos f/1,8 que permita fotografar em condições de iluminação abaixo das ideais ou em altas velocidades de obturador.

  • Modo composto que permita a mesclagem de duas imagens em uma foto em camadas

  • Ajustes digitais internos na câmera que permitam o rápido ajuste da exposição, da saturação da cor e do contraste.

Tirando muitas fotos

Uma vez escolhida a câmera digital, reserve um tempo para ler todo o manual. Embora as câmeras digitais sejam em muitos aspectos semelhantes às convencionais, há diferenças. Se você não ler o manual atentamente, poderá deixar de conhecer alguns recursos úteis e desconhecerá algumas ciladas importantes. Depois, tire muitas fotos. Você só se aperfeiçoará colocando em prática o que aprendeu. E, com a câmera digital, o processo de aprendizagem é tão rápido que deixará você surpreso e encantado.

Wendy Green

Wendy Green

 

 

O fotógrafo bem equipado -- com acessórios

No varejo, as câmeras digitais vêm com tudo de que você precisa para tirar fotografias. Entretanto, há certos itens que você terá de comprar para melhorar suas sessões de fotografia e o cuidado básico com a câmera, e são esses acessórios que todo fotógrafo bem equipado deve possuir. Eis uma lista dos acessórios que você deve considerar:

Precisa ter

Interessante ter

Divertido ter

Cabo de alimentação

Limpador de lentes

Capa da câmera

*memória extra

Tripé

Software de edição de fotos

Leitora de placas de memória

Armazenamento permanente

Estojo para guardar placas de memória

Alça para capas de lentes

Impressora

Lentes e filtros

Cabo de disparo

Flash externo

Moldura de fotos digitais

*Depende da quantidade de memória que acompanha sua câmera e a resolução que você escolher ao tirar as fotos.

Precisa ter

Acessórios para câmeras digitais

Acessórios para câmeras digitais

Cabo de alimentação  A fonte básica de energia de sua câmera é a bateria. Na maioria dos casos, é também a fonte mais apropriada. Entretanto, é bom que você tenha outras opções.

  • Baterias e carregadores:  As câmeras digitais são grandes consumidoras de energia, de modo que em pouco tempo você terá de substituir as baterias que acompanham sua câmera. Verifique no manual da câmera qual o tipo de bateria que você pode usar. Se sua câmera usa baterias de NiMH ou NiCad (baterias recarregáveis duram mais que as baterias alcalinas padrão), adquira duas baterias e um carregador. Com uma bateria extra recarregável, você sempre terá uma bateria carregada quando a que estiver em sua câmera apresentar nível baixo de energia, e não precisará comprar baterias novas freqüentemente.

  • Conjunto de energia:  Dependendo do conjunto de energia, você pode obter de 4 a 12 vezes mais energia que a fornecida pela bateria da câmera. É a melhor opção antes da energia ilimitada fornecida por uma tomada na parede. Conecte o conjunto à câmera, prenda a seu cinto e vá aonde quiser com sua câmera. E, claro, os conjuntos de energia são recarregáveis.

  • Adaptador AC:  É especialmente útil possuir um adaptador AC se você transfere as fotos diretamente da câmera para seu computador. Nas situações em que você não precisa se movimentar com a câmera, use a energia de uma tomada na parede em vez de gastar as baterias.

  • Limpador de lentes:  Suas fotos não ficarão boas se você não mantiver as lentes limpas (para não mencionar o visor e a tela LCD). E você não deve limpar as lentes com sua camisa ou um pano de limpeza porque poderá arranhá-las. Os produtos de limpeza de lentes são baratos e permitem que você mantenha limpas as lentes e a superfície da tela, sem danificá-las. Os conjuntos de limpeza de lentes custam menos de US$10 e contêm tudo de que você precisa. Em geral, um conjunto de limpeza inclui um pano para lentes, solução de limpeza, um pano absorvente e uma escova para remover poeira das lentes.

  • Capa para a câmera:  A maioria das câmeras digitais não vêm com capa, mas você precisará de uma para proteger sua câmera. Se a capa não acompanhar a câmera, você poderá comprar uma capa genérica para sua câmera. Se você desejar mais espaço, poderá encontrar uma capa com compartimento para baterias e placas de memória, ou pequenas bolsas, ou até mesmo mochilas que lhe permitirão levar tudo que quiser com sua câmera.

  • Memória extra:  As câmeras digitais vêm com alguma memória para armazenamento das fotos. Para as câmeras que possuem memória removível, é uma boa idéia comprar memória extra. Assim, você não precisará se preocupar "se o filme acabar". As placas de memória possuem diversas capacidades -- de 8 megabytes (MB) a 192 MB. Outras opções de memória removível são:

    • Disquetes

    • Placas de PC

    • Placas SmartMedia™

    • Placas CompactFlash™

    • Placas Memory Stick®

    • Verifique no manual da câmera que tipos de memória removível são aceitáveis.

Interessante ter

Tripé:  O tripé elimina movimentos na câmera, que podem gerar fotos embaçadas. O tripé para fotografias é particularmente útil quando o tempo de captura da imagem é maior que o usual (por exemplo, para fotos sob pouca luz). Um tripé também é útil quando você quer que todos estejam na foto e não há ninguém para segurar a câmera. O tripé elimina a ginástica de equilibrar a câmera em cima do número certo de livros na mesa de jantar para tirar a foto de toda a família na festa de aniversário do seu sobrinho.

Software de edição de fotos:  As câmeras digitais vêm com um software necessário para transferir as fotos para o computador. Alguns desses softwares também incluem recursos básicos de edição de fotos, como redimensionamento, rotação e corte de imagens. Entretanto, se você deseja aprimorar mais suas fotos —como corrigir olhos vermelhos, criar colagens ou ajustar brilho e contraste— há muitos softwares disponíveis. Os aplicativos vão desde o Microsoft® Picture It! Photo para o usuário doméstico até aplicativos para fotógrafos profissionais.

Leitoras de placa de memória:  Você pode transferir suas fotos diretamente da câmera para o computador, mas pode ser um incômodo ter de conectá-los através de um cabo. Uma alternativa é retirar a placa de memória da câmera e usar uma leitora de placas de memória para transferir as imagens para o computador. Procure a leitora apropriada para o tipo de placa de memória que sua câmera usa. Algumas leitoras são conectadas ao computador como um mouse, enquanto outras se encaixam em um disquete. Após instalar a leitora, insira sua placa de memória e siga as instruções que acompanham a leitora para transferir suas imagens.

Armazenamento permanente:  Quando você usa uma câmara digital, você precisa armazenar os arquivos de imagem. O disco rígido do computador é excelente para armazenamento temporário, mas se você for um fotógrafo entusiasta, poderá encher um disco rígido rapidamente. E você quer que seus arquivos estejam a salvo se o disco rígido falhar. As opções de armazenamento permanente são as seguintes:

  • CD-ROM: Verifique com a loja em que você imprime suas fotos se eles podem gravá-las em CD. Se eles não o fizerem, procure uma loja de serviços de imagens digitais nas páginas amarelas. Você também pode comprar um gravador de CD e discos CD-ROM graváveis e armazenar suas imagens em CDs.

  • Unidade de disco Zip: Uma unidade de disco Zip armazena dados como um disquete, porém possui capacidade muito maior (por exemplo, 100 MB ou 250 MB). Depois que encher um disco, guarde-o e insira outro disco na unidade de disco Zip.

  • Unidade de disco Jaz: Para obter mais capacidade de armazenamento que uma unidade de disco Zip, experimente uma unidade de disco Jaz. Um cartucho Jaz pode armazenar de 1 a 2 gigabytes.

Estojo para placas de memória:  Os pequenos estojos disponíveis guardam várias placas de memória. O estojo mantém as placas em um só lugar ao tempo em que oferece proteção.

Alça para capas de lentes:  Quando você não estiver usando sua câmera, é importante proteger as lentes recolocando a capa. A alça para capas de lentes prende a capa da lente à câmera. Quando você tira a capa da lente para fotografar, é bom saber que não vai perdê-la e que ela estará ali quando você precisar recolocá-la.

Divertido ter

Impressora:  Você pode imprimir suas próprias fotos antes de enviá-las para impressão comercial. Há duas coisas importantes a considerar ao comprar uma impressora. A primeira é que as impressoras não são iguais. Comparar a qualidade de impressão das impressoras à venda valerá a pena no final. A segunda é verificar quais as suas necessidades de impressão. Se você precisa imprimir tanto texto como imagens, deve escolher uma impressora diferente da que escolheria se somente precisasse imprimir imagens (chamada "impressora de qualidade de foto"). Há grande variedade de saída de impressão em impressoras de qualidade de foto. Alguns modelos imprimem somente em 4x6 polegadas, enquanto outros podem imprimir imagens panorâmicas de até 13x44 polegadas.

Certifique-se de pesquisar a expectativa de duração das impressões da impressora que você está pensando em comprar. As imagens impressas de algumas impressoras podem começar a perder a cor após alguns meses. Se você deseja impressões de longa duração, pergunte sobre a duração estimada das impressões antes de comprar a impressora.

Lentes e filtros:  Para câmeras avançadas, você pode adquirir filtros e lentes adicionais. Entre os tipos de filtro, há filtros de UV e filtros de polarização. As lentes disponíveis são angulares, telefoto ou "olho de peixe".

Cabo de disparo:  Para assegurar perfeição sem movimentos bruscos, use um cabo de disparo em sua câmera. Um cabo de disparo conectado à câmera proporciona um mecanismo de disparo do obturador à distância, evitando movimentos na câmera ao se pressionar o obturador. É particularmente útil quando a câmera está montada sobre um tripé e você está fotografando em condições de pouca luz.

Flash externo:  As câmeras mais avançadas possuem adaptadores para flash externo. Um flash externo é excelente para fotógrafos de nível intermediário e avançado, pois permite maior controle sobre a iluminação e sombras.

Moldura de fotos digitais:  Quer exibir suas fotos digitais? Não é necessário imprimi-las para colocá-las em uma moldura. Atraentes molduras de fotos digitais armazenam e exibem as imagens. Você pode mostrar uma só imagem ou exibir uma apresentação de slides de várias fotos.