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Em fotografia, há dois fatores básicos: o primeiro é o planejamento — a maneira que você tira suas fotos (planejamento, produção e disparo); o segundo é o equipamento (câmeras e acessórios). Embora os dois fatores possam melhorar suas fotos, a maioria das pessoas acredita que os novos equipamentos é o fator mágico que transformará as fotos comuns em fotos premiadas. Você sabe a que tipo de argumento eu me refiro: "Adquira a câmera ou scanner mais recente e de maior resolução e você terá fotos melhores". Isso pode funcionar para equipamentos realmente antigos, mas novos equipamentos não irão corrigir a maneira como você tira fotografias. Falo por experiência própria. Comprei recentemente novos equipamentos e, com certeza, a qualidade da imagem— a resolução —saltou às alturas (e o tamanho do arquivo de imagem também!), mas o tipo de imagens que eu obtive— a qualidade —não mudou. Apesar de ter gasto uma quantia suficiente para manter, por um ano, um pequeno país de Terceiro Mundo, cheguei à conclusão de que, para obter melhores fotos, eu deveria melhorar a maneira como fotografo. Parece simplista, mas na corrida por novas e melhores tecnologias, esse é um ponto facilmente desprezado.
Então, passei duas semanas das férias organizando a "coisa" do planejamento e desenvolvi uma lista pessoal de técnicas de aperfeiçoamento. A lista evoluiu durante as duas semanas, de modo que algumas técnicas foram mais exploradas que outras. Embora seja minha lista pessoal, creio que uma ou mais dessas técnicas poderá ser útil também em suas fotografias. 1. Pare de cometer sempre os mesmos erros Identifique o problema: Passei uma tarde analisando arquivos de fotos. Identifiquei padrões. Fosse resultado de pressão de tempo ou de velhos hábitos, notei que minhas fotos ruins tinham os mesmos e cansativos defeitos. Certamente, há muito do que se lembrar antes de pressionar o botão do obturador, mas (eu tinha de me perguntar) de quantas maneiras posso estragar o que poderia ter sido uma boa foto? Por exemplo, um embaraçoso padrão era minha persistente tendência para "foto instantânea": tirar a fotografia óbvia, sem explorar alternativas que poderiam dar à imagem mais impacto e interesse. Outros padrões que notei incluíam:
Resolva o problema: Pesquisei sobre como resolver problemas tais como iluminação misturada e diferenças de iluminação extrema. Fiz uma lista dos meus padrões de problemas em um cartão e coloquei esse cartão em cima da minha câmera. Não gosto de ter pequenos papéis pendurados por todo lugar, e sabia que isso me irritaria, o que me forçaria a manuseá-lo — e lê-lo— antes de usar a câmera. 2. Compare suas fotos com as que você gostaria de ter tirado
Compare seu trabalho com outras fotos: Na tarde seguinte, consultei uma pilha de revistas, livros e publicações que venho colecionando. Encontrei fotos do tipo das que eu tiro com freqüência e as recortei ou as marquei. Em seguida, peguei meu arquivo e combinei as fotos por categoria. Por exemplo, separei minhas fotos de paisagem com as fotos profissionais de paisagem, minhas fotos de natureza morta com as fotos profissionais de natureza morta e assim por diante. Então, as comparei lado a lado. Tente novas abordagens: O objetivo deste exercício era determinar maneiras que pudessem melhorar minha abordagem de tipos específicos de fotografias. Como não gosto de copiar o trabalho de ninguém, seja um estilo profissional ou uma técnica padrão, estudei as diferenças entre as fotos que coleciono e minhas próprias fotos, procurando variações que dariam às minhas fotos mais força criativa sem copiar o método de outra pessoa. Para cada categoria de fotos, fiz uma lista inicial de impressões e idéias. Esperei alguns dias e depois revi a lista de idéias. (Para mim, o tempo de espera é uma incubação, o tempo necessário para que eu refine as idéias.) Escolhi uma das categorias e experimentei a abordagem que tinha pensado antes. Em alguns casos, percebi de imediato que precisaria fazer mais pesquisa e experiências. Em outros, a abordagem simplesmente não funcionou. Ao tempo em que escrevo este artigo, continuo testando e revisando minhas novas abordagens. 3. Espere um longo tempo antes de começar a fotografar
Entenda porque é bom esperar: A idéia de esperar para fotografar é algo que aprendi, mas que não vinha praticando regularmente, como ficou claro em algumas das minhas fotos. Reservar tempo para conhecer o assunto, seja um local ou uma pessoa, quase sempre produz melhores fotos que focalizar e tirar uma foto do primeiro objeto que cruzar o visor. Seja paciente: Para quebrar meu padrão de tirar fotos óbvias, fui ao Pike Place Market, em Seattle, em uma manhã. Embora estivesse com a câmera pronta, me forcei a dar uma volta e sentar em várias áreas do mercado e observar a atividade. Conversei com vendedores, lanchei rosquinhas com café e observei mais algumas coisas. Em torno do meio-dia, eu tinha o sentimento da atividade e fluxo do mercado, para não mencionar que, para minha alegria, a luz tinha mudado de um cinza monótono para moderadamente ensolarado.
Em vez de fotografar aleatoriamente conforme me deparava com a cena ou o assunto, esperar para fotografar me deu a percepção clara de onde estavam e quais eram as melhores fotos. Durante o tempo de reconhecimento no Pike Place Market, fiz novas amizades que me permitiram fotografar de pontos privilegiados, aos quais eu não teria acesso normalmente. Além disso, notei que, embora tenha tirado o mesmo número de fotografias, havia me concentrado em poucos locais e obtido melhores resultados. 4. Fotografe instintiva e rapidamente Focalize e fotografe agora: Embora esta dica pareça contradizer a anterior, vejo-a como complementar à dica de esperar para fotografar. Em qualquer cena, há fotos que percebi em um instante com o canto dos olhos ou sobre os ombros enquanto caminhava. Há ainda aquelas fotos "perfeitas" que pedem que as fotografemos sem hesitação. Fotografe rapidamente: Fotos rápidas e instintivas são imagens fáceis e necessárias para fotógrafos de esportes e de noticiários, mas a fotografia por instinto não me vem naturalmente. Para capturar momentos espontâneos, percebi que tinha de ensinar a mim mesmo a literalmente focalizar e fotografar, fazendo o melhor que pudesse com as configurações e a composição sem perder a foto. O resultado de minhas primeiras fotos instintivas foi uma miscelânea. Certamente, essas imagens precisaram de mais trabalho no computador que minhas outras fotos. Para obter boas fotos rápidas, tenho de conhecer os controles da câmera por dentro, por fora, e de trás para a frente. Enquanto não me torno boa em fotos rápidas, continuo praticando em casa com um cãozinho que me oferece inúmeras oportunidades de fotografia por instinto.
5. Fotografe novamente Seja seu próprio crítico: À medida que eu revisava minhas fotos, instantaneamente sabia como deveria fotografar a imagem de maneira diferente. Embora eu retorne regularmente às cenas para fotografá-las novamente, em geral é para obter uma iluminação diferente ou para fotografar de um ponto ou perspectiva privilegiada. Revendo minhas imagens, na maioria das vezes achei que deveria mudar a composição ou focalizar em aspectos mais específicos da cena ou do assunto. Na minha auto-crítica, percebi que tempo, experiência e o desenvolvimento de um estilo pessoal influenciavam na minha avaliação de como deveria fotografar novamente o assunto.
Continue voltando: Se o assunto valeu a fotografia na primeira vez, as chances são boas de que valerá a pena fotografá-lo novamente, com e a partir de uma nova perspectiva, de um ângulo diferente ou de um ponto privilegiado, e com uma iluminação diferente. Porém, o mais importante é que quanto mais você retorna e fotografa, mais familiar se torna com o assunto e melhor ficam suas fotos. 6. Peça uma segunda opinião Peça opiniões: Felizmente, no escritório há vários amigos fotógrafos entusiastas que também têm grande visão para fotografia. Regularmente, compartilhamos fotos e trocamos críticas. Por meio dessa troca contínua, vejo imagens através dos olhos deles e adquiro assim uma visão mais objetiva. Discutimos todos os aspectos de nossas imagens, como maneiras diferentes pelas quais a imagem poderia ser enquadrada para oferecer mais impacto ou como uma abertura diferente seria mais conveniente para passar a mensagem.
Escolha a quem perguntar: Se você tem amigos que gostam de fotografia, combine uma reunião em que vocês possam trocar idéias e opiniões honestas sobre as fotos uns dos outros. Ou simplesmente saia perguntando: qualquer pessoa com um olhar para design, composição e estilo pode lhe oferecer um valioso comentário. Mesmo amigos e familiares que conheçam pouco de fotografia verão elementos em suas fotos que você pode não ter notado. Quase todas as opiniões oferecem excelentes idéias e novas percepções. Essa auto-avaliação fez diferença para mim? Sim, mesmo em curto prazo. E eu espero que faça uma mudança ainda mais notável no longo prazo. Você pode não querer passar suas férias (como eu fiz) analisando suas fotos, mas essas idéias podem ser tentadas em uma tarde ou em um fim de semana. Qualquer que seja o tempo de que você dispõe, invista em sua fotografia. Tenho certeza de que você achará que esse tempo valeu a pena. |
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Na primeira parte da série sobre medição, dissemos que o medidor interno da câmera "vê" a tonalidade média ou 18% de reflexão. Neste artigo, vamos explicar como o medidor da câmera "lê" a luz. Embora haja tantos modos de medição quanto tipos de câmeras, a maioria deles encontra-se entre quatro categorias básicas. Medição de ponto Como o nome indica, esse medidor "lê" a luz de um pequeno ponto ou segmento do cenário total. A vantagem desse medidor é que você define com precisão a área para leitura do medidor.
A desvantagem desse tipo de medidor é que você precisa definir a área de leitura do medidor. Vamos ver esses conceitos um de cada vez. O medidor de ponto só "lê" uma pequena seção do cenário total e assume que tudo possui 18% de reflexão. Mesmo um pequeno erro ao estimar a reflexão do assunto pode levar a usar o valor errado de compensação de exposição, causando uma exposição inadequada. Tais características tornam esse medidor muito difícil de usar. Entretanto, uma vez que você tenha aprendido a usar o medidor de ponto, ele pode se tornar uma das melhores ferramentas para obter grandes fotos. Medição de proporção média central Talvez um dos medidores mais comuns, o medidor de proporção média central é usado por quase todas as câmeras automáticas e todas as câmeras monoreflex com foco manual. Esse medidor "lê" a luz de uma grande seção do cenário, avalia-a criteriosamente e, em seguida, calcula a proporção média com base no restante do cenário.
A área de medição central é definida, em muitas câmeras, como um grande círculo de 12 mm no meio da área de imagem do visor. Um medidor de proporção média central comum é o de 75/25. Esse medidor obtém 75% da leitura de dentro da área central, e os 25% restantes, da área de fora. Uma área maior para medição permite um maior "fator integrante" e é mais fácil de usar. Entretanto, é importante lembrar que a área medida tem de atender à média de 18% de reflexão. Você ainda precisa usar a compensação de exposição manual para reflexões diferentes da média de 18%. Medição multipadrão Às vezes chamado de medidor avaliador, esses medidores possuem vários segmentos de medição diferentes, em geral dispostos ao redor dos sensores de foco automático da câmera. O usuário primeiro escolhe um sensor de foco automático e a câmera forma um pequeno medidor de proporção média central em torno do sensor de foco automático ativo. Assim, a câmera avalia onde o usuário está focalizando e faz a medição em torno desse ponto. Com a exceção de estar localizado em torno do sensor de foco automático ativo, em vez de no centro da área de imagem, esse medidor trabalha de maneira semelhante ao medidor de proporção média central. A principal diferença é que somente a área do ponto focalizado é medida, e não o restante do quadro. Medição matriz da Nikon
O medidor matriz não só usa vários segmentos de medição dispostos ao redor dos sensores de foco automático da câmera, como também usa um banco de dados de situações fotográficas reais. O banco de dados, um recurso exclusivo da Nikon, determina a quantidade de compensação de exposição necessária e a aplica automaticamente à imagem a ser fotografada. O medidor possui vários segmentos que cobrem toda a área de imagem. Cada segmento é medido individualmente e a ele é atribuído um nível de luz. Esses níveis de luz formam um padrão de contraste. Os níveis de luz mais os padrões de contraste são usados como filtros no banco de dados para localizar a compensação de exposição adequada ao cenário dado. As câmeras mais novas também usam informações sobre o status e a distância do foco, além das informações sobre o nível de luz e contraste. Os modelos Nikon D1 e Nikon F5 até acrescentam informações de reconhecimento de cor ao conjunto de medidas. As informações sobre cor permitem que o medidor "reconheça" as cores e matizes dessas cores. Agora o banco de dados de medição de cor pode compensar automaticamente o verde da grama (uma compensação positiva) e o verde da floresta (uma compensação negativa). Observe que ao usar esse tipo de medidor não se deve usar nenhum tipo de compensação de exposição manual. O medidor ajustará a exposição automaticamente. Se você ajustar a compensação de exposição manualmente, os dois ajustes serão somados. Por exemplo, imagine que você esteja medindo um campo coberto de neve. Você pode aplicar uma compensação de exposição de "+2" ao cenário. O medidor já aplicou uma compensação de "+2", e se você também adicionar "+2", terá uma compensação de "+4". Medidor: o melhor para cada situação A pergunta agora é que medidor usar e quando usá-lo. Usados adequadamente, todos os quatros sistemas de medição produzem grandes resultados. A maioria de nós aprendeu fotografia com um medidor de proporção média central e ele continua sendo a melhor ferramenta durante o aprendizado da fotografia. O medidor de proporção média central é comumente chamado de "medidor para aulas de fotografia". O medidor de ponto é para o usuário mais avançado. A habilidade de definir com precisão uma área dentro do cenário, tirar a leitura do medidor e aplicar a compensação de exposição é obrigatória entre fotógrafos entusiastas. Os medidores multipadrão e matriz são perfeitos para situações de mudança brusca na iluminação e situações de iluminação muito complexas. Esses medidores também são úteis quando você está buscando bons resultados com o mínimo de esforço, como em festas de aniversário, encontros familiares e situações de iluminação semelhantes. Quando estiver experimentando algo novo, como um medidor, lembre-se de tomar notas detalhadas, de modo que possa revê-las com suas fotos. E lembre-se: a maioria de nós não aprendeu nada até cometer um erro. Até a próxima vez e boas fotos! |
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No artigo Muito além de fotos bonitas, publicado no início deste ano, o fotógrafo profissional Paul Liebhardt descreve o que torna as fotografias realmente especiais. De acordo com Liebhardt, se uma foto não tiver significado — se não contar uma história — a imagem será apenas mais uma foto bonita. E, para contar uma história, é preciso conhecer bem o assunto. Para Liebhardt, isso significa passar algum tempo com as pessoas e nos locais que ele fotografa. "É preciso dar ao público algo que seja visto e compreendido de uma só vez", explica o fotógrafo. Até mesmo pequenos detalhes, não importa onde estejam, podem fazer a foto se destacar, diz Liebhardt. As fotografias são uma forma poderosa de contar uma história. Na semana passada, eu conversei com Leslie Fratkin, uma fotógrafa profissional que vive em Nova York, que ecoou os sentimentos de Liebhardt. Para Fratkin, nos últimos tempos, contar histórias significa ajudar quem conhece o assunto a contar, de uma forma melhor, sua própria história.
Fratkin ficou tão impressionada com as histórias contadas pelos fotógrafos de Sarajevo durante a guerra na Bósnia que dedicou os últimos cinco anos a fazer com que as suas histórias fossem contadas — em imagens. Ela criou o livro e a exposição na qual as fotos tiradas por nove fotógrafos de Sarajevo contam a história da guerra de acordo com a perspectiva intensamente pessoal deles. (Fique atento a um artigo sobre a fotografia de Fratkin e seu trabalho com os fotógrafos de Sarajevo que será publicado nas próximas semanas.) A parte mais difícil Esse desafio — contar a história em uma única foto — não é fácil. Comparativamente, ele faz com que aperfeiçoar os aspectos técnicos de uma imagem pareça brincadeira de criança. De qualquer modo, eu passei os últimos meses tentando. E continuo tentando. Esse desafio fotográfico tem o potencial para mudar a sua maneira de fotografar, quer sejam imagens de seus filhos, da sua família, da natureza ou cenas de natureza morta. Se você for como eu, vai pensar muito sobre o que significa contar uma história. Lembre-se de que a chave é passar o sentido ao público, para ajudá-lo a compreender o seu entendimento do assunto. Lições aprendidas ao longo do caminho Aqui estão alguns fatos que aprendi sobre como usar a minha câmera para contar uma história: 1. Muitas vezes, o que você vê diante de si é uma bela foto, mas não é a história. 2. Para entender a história, quer seja pequena, grande, engraçada, ou profunda, você precisa contemplar, pesquisar, observar e conversar — mas basicamente ouvir. Eu dediquei algum tempo pensando, lendo e me perguntando sobre o "significado" das pessoas, das árvores, dos rios, dos lugares e do meu gato. Voltei ao mesmo lugar várias e várias vezes e fui obtendo imagens cada vez melhores (leia-se: mais significativas) a cada nova viagem.
3. Muito freqüentemente, se você for persistente o bastante, o destino lhe apresentará histórias que estão "pedindo" para ser fotografadas. Este artigo mostra algumas das imagens que "pediram" que eu as fotografasse. Para aproveitar esses momentos, você tem de estar com a câmera nas mãos e precisa reagir rápido. É totalmente possível perder a foto se estiver nervoso se preparando para fotografar. 4. Diferentemente das fotos bonitas, as fotografias que capturam a essência de um assunto podem ter falhas técnicas e, ainda assim, ser marcantes. Embora você possa querer dominar todos os aspectos técnicos envolvidos, não há o menor problema se a imagem não ficar perfeita, porque ela tem força suficiente para se manter por seu próprio mérito. Em outras palavras, uma pequena diferença na abertura do diafragma não diminui o valor da história. 5. Tirar fotos significativas é difícil. Depois que adotei essa filosofia fotográfica, passei a fazer "acordos" comigo mesma — reminiscência dos acordos que faço comigo quando estou de dieta ou tentando parar de fumar. Fico repetindo que a beleza da natureza fala por si só, por isso não há problema algum em fotografar uma bela corredeira. Ainda fotografo a beleza, mas sei que se eu estudasse a corredeira, se a seguisse até sua nascente, haveria uma história — e uma foto completamente diferente. 6. Deveria haver regras para fotografar histórias. Eu não conhecia as regras, por isso criei minhas próprias. Por exemplo, não considero válido usar acessórios artificiais nas fotos. Em outras palavras, se acrescentar um objeto a uma cena ajuda a contar a história, o objeto só será válido se fizer parte do contexto natural do tema em questão. Mas não vale carregar os acessórios com você: não leve animais empalhados no carro para acrescentá-los a uma cena, como um banco em um parque.
7. Em vez de fotografar imediatamente, eu olho em volta, fico conhecendo o lugar, entendo o que está acontecendo e observo mais cuidadosamente o que estou vendo. Tiro o mesmo número de fotos de sempre, mas a maioria delas é tirada depois de algum tempo e não imediatamente. 8. Ficar esperando para encontrar a história — e entendê-la — certamente frustará uma pessoa que seja naturalmente impaciente ou esteja ansiosa para revelar logo as fotos ou guardá-las no computador rapidamente. Sua vez Se você tiver algum problema no início, comece com sua própria história. Tire fotos que falem de você — o que você faz, o que é importante para você, ou o que você deseja ser ou fazer. Para obter informações adicionais sobre fotografia e dicas sobre como fotografar, consulte: Muito além de fotos bonitas, Dicas para tirar grandes fotos de esportes e Mude seu passado fora de foco.
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Se você acha que os sistemas de foco automático são a melhor invenção desde o modo "P" (programado), então deve achar também que algumas das fotos fora de foco que tirou no passado foram efeito de um movimento brusco seu ou do esbarrão que o sujeito lhe deu no zoológico. Talvez sim, talvez não. Seja uma câmera convencional ou uma digital, se ela tem foco automático, é bem provável que alguns objetos não produziram as imagens nítidas que você esperava. E se você trabalha com imagens digitais, sabe que nenhuma mágica de edição de imagens tornará mais nítida uma imagem suave de modo que sirva para o seu arquivo de melhores fotos.
Para sempre obter imagens nítidas com o foco automático, é bom entender como funciona basicamente o sistema de foco automático. Entender o sistema não só ajuda a explicar as imagens antigas fora de foco, como também a evitar ou adaptar situações em que o foco nítido não se dá automaticamente. Os sistemas de foco automático usam luz e sensores para apurar a distância câmera-objeto, o que, por sua vez, determina o foco. Em algumas câmeras, o sistema de foco automático usa um raio infra-vermelho em direção ao objeto, que se reflete de volta para a câmera, determinando a distância de foco. Em outras, o sistema procura diferenças de tonalidade no objeto; em outras palavras, a câmera procura diferenças nas áreas claras e escuras do cenário, ou diferenças de texturas, e usa a informação para medir o foco. Outros sistemas de foco automático usam uma técnica de "detecção de fase", que divide a entrada de luz na câmera e a direciona para sensores internos. Quando o computador interno da câmera percebe que as imagens nos sensores são as mesmas, ela exibe o sinal de "em foco". Observação: este artigo não aborda sistemas de foco fixo, encontrados em algumas câmeras digitais compactas de baixo custo. Em um sistema de foco fixo, a lente não se ajusta conforme se altera a distância entre a câmera e o objeto. Em vez disso, a câmera usa profundidade de campo para estimar o foco. Esse sistema é muito usado em câmeras descartáveis e produz imagens de nitidez razoável, embora não ofereça flexibilidade ou opções de foco. Objetos que dificultam o foco automático Sabendo que o sistema de foco automático procura por luz e textura para definir o foco, você entende como esse sistema pode ter dificuldade em certas situações fotográficas. Quase todos os sistemas de foco automático, sejam de câmeras digitais ou de filme, têm dificuldade em focalizar quando o objeto:
Como "enganar" o foco automático para que focalize corretamente Você já sabe como sua câmera age quando tem dificuldades em focalizar -- a lente se move para frente e para trás repetidamente, nunca encontrando um local para focalizar. Ou, ao contrário, não há movimentação anormal da lente, e você fotografa, mas a imagem está fora de foco. Em qualquer caso, agora que você conhece os problemas dos sistemas de foco automático, pode superá-los em muitas situações.
Pontos ou áreas de foco Poucas fotografias são bem compostas com o objeto centralizado no quadro; de fato, na maioria dos casos, centralizar um objeto é um desastre de composição fotográfica. Se sua câmera possui um ponto de foco único no centro da tela do visor, você pode mover o objeto do centro do quadro usando o recurso de travar o foco, mencionado anteriormente. Na maioria das câmeras, é possível travar o foco pressionando o botão do obturador até a metade. Com o botão pressionado, movimente a câmera para recompor o cenário que deseja e pressione completamente o botão do obturador. Se sua câmera possui vários pontos ou áreas de foco que você possa escolher, não é necessário travar o foco. Simplesmente, selecione o ponto de foco que contém o objeto principal e dispare. Travar o foco funciona bem para objetos parados, mas para objetos em movimento experimente usar a opção de servofoco. No modo servo, a câmera rastreia e focaliza o objeto em movimento até que você pressione o obturador. Dependendo da sofisticação da câmera, a imagem resultante pode ir de nítida a pouco definida. Uma imagem pouco definida significa que a câmera disparou sem o objeto estar em foco. Na maioria das câmeras, incluindo aquelas que calculam a velocidade do objeto e ajustam o foco conforme fórmulas predefinidas, o modo servofoco funciona melhor sobre objetos em movimento lento, como uma criança andando de bicicleta ou um animal cruzando o jardim. Quando focalizar manualmente O foco manual é uma das grande opções que você tem na câmera. Especificamente nas câmeras digitais, o foco manual em um comprimento focal pré-ajustado é uma das melhores maneiras de obter fotos rápidas -- desde que você possa regular a distância correta antes que a câmera possa focalizar. O uso dessa técnica em câmeras digitais significa que você deve focalizar através da tela LCD em vez de usar o visor e precisa regular a distância. Abaixo de certas distâncias, algumas câmeras ampliam automaticamente a visão na tela LCD para tornar o foco mais fácil. O foco manual também é usado na maioria das fotos em modo de macrofotografia. De fato, em lentes para macrofotografia monoreflex, somente o foco manual está disponível para fotos em modo de macrofotografia. Entretanto, quase todas as lentes para macrofotografia monoreflex oferecem auxílio de focalização, através de indicadores no visor que mostram em que direção ajustar a lente para um foco mais preciso, além de exibir um indicador "em foco". Dicas adicionais de focalização
Um dica final para fotógrafos digitais: lembre-se de nunca tirar fotografias com a câmera focalizada no sol ou em uma fonte de luz forte. Focalizar o sol ou a luz pode danificar o dispositivo de carga dupla (CCD) da câmera e produzir um embaçamento branco na imagem.
Rara
oportunidade de foto no feriado No dia de Natal, John
Quinn, um fotógrafo profissional que vive em Cleveland, Ohio,
escolheu abandonar o aconchego da lareira doméstica e
aproveitar uma rara oportunidade de tirar uma foto — do último
eclipse solar do milênio a ocorrer no dia de Natal e a última
oportunidade dos próximos 307 anos. Quinn, um veterano da
fotografia profissional há 20 anos, contribui em publicações
nacionais e estaduais e opera um arquivo de 75.000 imagens que
pode ser visto no seu site da Web,
www.Sunartist.com. Como ele
conseguiu Para tirar esta foto,
Quinn equipou sua câmera digital, uma Olympus 2500L, primeiro
com dois filtros polarizadores circulares, depois com um filtro
de densidade neutra e, finalmente, com outro filtro polarizador. Embora os filtros não
sejam muito utilizados com câmeras digitais e possam ser difíceis
de encontrar, Quinn diz, "A Olympus tem um filtro de 43 mm
e, depois de uma pesquisa bem cuidadosa, encontrei uma variedade
de filtros em uma loja fotográfica local e em algumas exposições
de câmeras". Ajustes de
exposição e filtro O uso de filtros
empilhados reduziu em sete vezes a exposição. A exposição
para esta foto foi: Número ISO: 100 Quinn explica, "O
efeito azul é causado pelos filtros polarizadores
convergentes". Ciente dos efeitos
prejudiciais causados por olhar diretamente para um eclipse,
Quinn fez uma pesquisa prévia para descobrir que combinação
de filtros forneceria a proteção adequada. Ele pesquisou
cuidadosamente formas de filtrar a foto e proteger os olhos para
que, quando olhasse pelo visor, o eclipse não o cegasse. Quinn diz que ajustou os
dois primeiros polarizadores circulares para polarização máxima
e depois acrescentou o filtro de densidade neutra. Ele continua,
"O sol ainda estava brilhante demais em relação às
nuvens passageiras e eu não queria um eclipse borrado".
Foi então que Quinn acrescentou o terceiro polarizador ajustado
para aproximadamente dois terços do potencial máximo de
polarização. "Consegui fazer com que as nuvens ficassem
com o mesmo grau de exposição da imagem geral", diz ele. Obrigado, John, por
partilhar a imagem e as informações técnicas conosco. |
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Não havia nada previsto para o dia 28 de fevereiro que marcasse aquele dia. Como outros dias de fevereiro em Seattle, o céu estava nublado e o ar poluído pairava contra a janela do escritório. Como de rotina, mensagens de email e um dia de reuniões estavam aguardando. Às 10:55, eu estava correndo até a minha mesa para verificar o número de uma sala de reunião quando, a meio passo, senti um tremor no chão. Por ter sido antiga moradora do nordeste do Pacífico (nos EUA), reconheci a sensação como o sinal prévio de um terremoto -- e de imediato desconsiderei que fosse somente mais um "rápido tremor". Em um instante, entretanto, o tremor mudou para um estrondo. Meus colegas apareceram em seqüência no corredor e entreolharam-se como se o outro tivesse uma resposta. Nesse momento, o prédio já estava tremendo. Ouvimos um baque alto e profundo, acompanhado pelos gemidos das vigas esforçando-se para evitar que desmoronássemos sobre os três andares do estacionamento do subsolo, logo abaixo.
Apoiei minhas mãos e pés contra o batente da porta e olhei as dúzias de quadros nas paredes do escritório. As molduras batiam violentamente e de maneira ritmada contra as paredes. Então, o tremor se tornou um balanço e, no terceiro andar, o efeito era parecido ao de um passeio na montanha russa. E quando eu pensava que o prédio não suportaria outro movimento, o terremoto parou -- sendo substituído por um silêncio atônito. Na seqüência de evacuar o prédio, se recuperar do susto e contatar a família para certificar-se de que ninguém se feriu, a preocupação se volta para o lar. Teria a minha casa sofrido algum dano? Objetos de valor se quebraram? E terei registro desses objetos para fins de sinistro do seguro se alguma peça tiver sido danificada? Para mim, a resposta era não. Registros preventivos -- um inventário fotográfico Sejam os efeitos de um roubo, incêndio, terremoto, tornado ou furacão, é sempre bom ter um inventário fotográfico atualizado de sua casa -- um registro das estruturas de sua propriedade e de seus pertences pessoais. Esse inventário fotográfico é inestimável quando for necessário mostrar os itens roubados ou danificados à polícia, identificar itens recuperados ou precisar de referências após uma catástrofe, como um incêndio, terremoto ou tornado.
A agente de sinistros da seguradora SAFECO, Kristine Brandes, que trabalhou no escritório especial da SAFECO para atendimento aos sinistros causados pelo terremoto de Seattle, ofereceu sábios conselhos para precaução e recuperação de danos. No mínimo, Brandes sugere a criação de um inventário fotográfico da casa para documentar a estrutura e seus pertences. Comece tirando fotos gerais de cada cômodo. Em seguida, tire fotos dos itens de valor significativo, como jóias, equipamentos eletrônicos, antiguidades etc. "[Os agentes de sinistro] precisam de boas fotos dos itens, de modo que ao avaliar os danos e tentar chegar ao valor que devemos pagar, tenhamos uma idéia melhor das características de cada item", ela explica. Brandes recomenda manter também um registro do número de série (útil no caso de roubo e recuperação), ano, marca, modelo, data e preço de compra, condições e uma descrição do item. Certifique-se de guardar recibos, manuais do proprietário, cheques cancelados e recibos do cartão de crédito junto com as fotos. Se você preferir manter registros eletrônicos, digitalize os documentos em seu computador. Dica: se você usar uma câmera digital para tirar fotos de suas posses e propriedades, pode acrescentar informações detalhadas à foto, usando um programa de edição de imagens como o Microsoft Picture It!. Uma alternativa a guardar fotografias é gravar um vídeo. A vantagem do vídeo é que você pode falar e caminhar enquanto está filmando. Entretanto, Brandes observa que as fotos digitais podem ser enviadas por email com a notificação do sinistro. "Se recebemos uma foto digital, podemos guardá-la no arquivo do cliente, eletronicamente", ela explica. "Se recebemos um vídeo ou um arquivo em outra mídia, não podemos guardá-lo no arquivo. Assim, para notificações básicas de sinistro, as fotos são ótimas e economizam tempo." Se você possui uma câmera digital e uma câmera de vídeo, verifique com o seu corretor de seguros qual deles a seguradora recomenda. Dicas para um inventário fotográfico
Tirar fotos de seus pertences domésticos pode ser mais desafiante do você esperava. Por exemplo, para pequenos itens, você precisa de um plano de fundo que não concorra com os detalhes do item que você está fotografando. Antes de começar: É uma boa idéia preparar antecipadamente os planos de fundo e o equipamento. Eis uma pequena lista de verificação: -- Tenha uma cartolina ou tecido escuro à mão. Usado como fundo, esses itens ajudarão a mostrar os detalhes e complexidade de pequenos itens, como jóias, itens de coleção e peças de prata. -- Pense em usar ou comprar pequenos pedestais em plástico para itens pequenos. Esses pedestais são baratos e podem ser encontrados em lojas de antiguidades ou de departamentos, e são muito úteis para todos os tipos de projetos fotográficos.
-- Tire a foto dentro da faixa de distância de alcance do flash. Para muitas fotos de interior, você precisará de um flash. Consulte o manual da câmera para saber qual a distância mínima e máxima de alcance do flash e tire a foto dentro dessa faixa. Na maioria dos casos, não é boa idéia tirar fotos de peças pequenas em close usando o flash embutido da câmera, porque isso pode suprimir os detalhes que você deseja mostrar. Experimente usar uma lâmpada ou flash externo em vez do flash embutido, ou aponte o flash para uma parede ou para o teto. Em alguns casos, você pode espalhar e reduzir a intensidade da luz colocando um pano sobre o flash. -- Equilibre o branco na câmera digital conforme o tipo de luz que você esteja usando -- incandescente, fluorescente ou flash. Ou, em uma câmera convencional, filtre a luz corretamente. -- Ative a função de data da câmera antes de começar. Se sua câmera não possui essa função, inclua a data quando processar a imagem digital em um programa de edição de imagens, como o Picture It!
Tirando as fotos: Para criar um inventário, use uma aproximação sistemática e não negligencie itens pouco usados. -- Foto ampla do cômodo: comece alternando para o modo angular, usando uma lente grande-angular ou o modo panorâmico. Provavelmente, você precisará de duas ou mais fotos para obter a visão geral do cômodo. Lembre-se do alcance máximo do flash e, se a distância for pequena, ligue as luzes do ambiente ou forneça outro tipo de iluminação, se necessário. -- Fotos de detalhes: é bom ser sistemático ao tirar fotos para o inventário, começando do grande para o pequeno e de cima para baixo. Por exemplo, depois de tirar as fotos da visão geral do cômodo, procure os itens menores, como a mesa de jantar, cadeiras, poltronas, buffet e cômodas. Tire fotos dos quadros, cortinas e tapetes. Então, siga para as porcelanas, prataria, cristais, aparelhos de jantar, conjuntos de chá, artigos de vidro e itens de coleção. -- Abertura: use a menor abertura possível sob as condições de luz -- por exemplo, f/8 ou f/5.6. Essa abertura manterá melhor os detalhes do conjunto. Se necessário, use um tripé para fotos com velocidade lenta do obturador. Para exibir pequenos detalhes, alterne para o modo de macrofotografia. -- Pratarias e porcelanas: tire fotos que mostrem o padrão de suas pratarias e porcelanas e depois vire-as para fotografar a informação impressa no fundo. Se você está usando uma câmera digital com flash embutido, verifique a imagem na tela LCD para ter certeza de que os detalhes estão nítidos. Se não, reposicione e tire nova foto. -- Itens embalados e superfícies refletoras: para itens que refletem a luz, como quadros emoldurados, espelhos, eletrodomésticos e esculturas, mova-se 30 a 45 graus do item ou até que o reflexo diminua ou desapareça. Em vez de fotografar através da porta de vidro do buffet ou da estante, abra-a antes ou pegue as peças de maior valor e as fotografe sobre um tecido ou cartolina. -- Gaveteiros, closets e cômodas: abra todas as gavetas e portas e fotografe o conteúdo. Tire os itens que estão no fundo da cômoda, como pequenos eletrodomésticos, panelas e talheres. Ao tirar as fotos, não se esqueça de itens externos e para épocas específicas, como churrasqueiras, móveis do jardim, tacos de golfe, bicicletas e o equipamento para cortar grama. Lembre-se também de itens pouco usados como ferramentas ou instrumentos musicais. Não se esqueça de fotografar suas câmeras, lentes e acessórios. Quanto às inestimáveis fotos de família, digitalize regularmente os negativos, copie-os em CDs e guarde os discos em caixas à prova de fogo ou fora de casa, em caixas de segurança. O mesmo conselho aplica-se a fotos impressas e digitais. Qual o próximo passo? Agora que você tem seu inventário fotográfico preventivo, faça cópias. Guarde uma cópia em uma caixa à prova de fogo e outra fora de casa, em uma caixa de segurança ou na casa de um parente ou amigo. Conforme compre novos itens ou substitua seus pertences, lembre-se de atualizar o inventário e as cópias guardadas fora de casa. Fotos para notificação de sinistro
Havendo danos após desastres como terremotos ou inundações, sempre fotografe os itens danificados e o cenário. "Tire fotos que contem a história do que aconteceu", Brandes aconselha. "Então, notifique o sinistro e anexe as fotos". Você também pode enviar as fotos de antes do desastre para comparação e verificação da propriedade e das condições. Como exemplo de boas fotos para notificação de sinistro, Brandes fala de uma amiga que tinha uma televisão de 30 polegadas que caiu com a tela voltada para o chão durante o terremoto de Seattle. "Ela tirou uma foto da TV no chão, depois a recolocou no lugar e tirou uma foto do vidro quebrado na frente da TV", Brandes conta. "Esses tipos de fotos permitem que os agentes de sinistro vejam a extensão do dano e saibam que é algo que não podemos simplesmente ir lá e consertar". Em circunstâncias catastróficas, Brandes aconselha que as pessoas tirem fotos dos danos interiores e exteriores antes de limpar as coisas. Inclua fotos de visão geral e imagens com grande-angular, e fotos individuais de itens danificados. Após tirar uma série completa de fotos, pode limpar a confusão. "Não vamos achar que as pessoas vivem em uma casa mal arrumada ou com vidros quebrados", diz ela. "Dizemos para as pessoas o que elas devem fazer para estar seguras e confortáveis". Para os casos de danos em circunstâncias não catastróficas, Brandes recomenda focalizar os detalhes do dano, para que o agente possa avaliar o problema. Dica final Com base na experiência após o terremoto, no escritório especial da SAFECO, Brandes notou que muitas pessoas não conhecem os detalhes da cobertura de seguro que adquiriram, nem as cláusulas de exceção que se aplicam em coberturas especiais. "Nós vimos que muitas pessoas não se preocuparam em ler o contrato ou não perguntaram a seu corretor sobre situações especiais, como o que aconteceria no caso de um terremoto -- o que estaria coberto", Brandes observa. Ela recomenda que as pessoas atentem para os detalhes de sua cobertura de seguro e conheçam as cláusulas de exceção presentes em todos os contratos. Ela aconselha: "Conheça e entenda o seguro que você comprou."
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Poucos poderiam recusar a flor oferecida por esse palhaço adorável. Os elementos nesta fotografia de John Quinn, um fotógrafo profissional estabelecido em Cleveland, Ohio (http://www.sunartist.com), criaram tanto atratividade como interesse. Embora pareça ser uma foto bem espontânea, Quinn, na realidade, criou cuidadosamente a coreografia da imagem: o ponto de vista combinado com a iluminação leve e direcional evocam a inocência infantil única que personifica o espírito associado aos palhaços. Quinn produziu essa imagem como parte de um portfólio de relações públicas de um parente que é ator. Planejamento e composição Ao preparar-se para fotografar, Quinn primeiro determinou a aparência geral que desejava dar ao assunto. "Eu me lembrei dos tempos de fotografia do glamour hollywoodiano e decidi que preto e branco seria a melhor opção para capturar a imagem da face branca do palhaço", ele explica. Quinn sabia que também poderia jogar com as expressões faciais animadas do palhaço na imagem. "A inclusão da flor é épica neste exemplo", ele acrescenta. Outros elementos da imagem também foram orquestrados em detalhes. A perspectiva e a iluminação foram cuidadosamente escolhidas para completar a mensagem da foto. Quinn destaca que a perspectiva é uma importante ferramenta para trazer à tona uma resposta emocional à imagem. Neste caso, Quinn optou por uma perspectiva ampla, para focalizar a atenção no objeto da foto. "A foto chama a atenção porque o observador é dominante, com o palhaço gentilmente oferecendo a flor ao observador", Quinn explica. Por outro lado, em retratos de executivos de corporações, Quinn fotografa um pouco abaixo do nível dos olhos do objeto. "Olhar para pessoas de estatura alta dá a elas uma sensação de superioridade do ponto de vista do observador", ele observa. Como iluminação frontal, Quinn colocou uma única luz um pouco acima do objeto. A luz foi posicionada a um ângulo de 35 graus da câmera e direcionada para o objeto. Mestre na economia fotográfica, Quinn comprou o velho holofote padrão de Hollywood por US$35 em uma exposição de câmeras e pagou US$20 pelo suporte. A iluminação de fundo era a de um holofote muito parecido com aqueles disponíveis em lojas do tipo "faça-você-mesmo". Equipamento e exposição Câmera:
Nikon FM2 (totalmente manual) Quinn escolheu uma lente de 20 mm para aumentar a perspectiva do retrato em close-up. "Eu estava provavelmente a cerca de 70 centímetros de distância do objeto, e com um retrato angular em close-up, tudo no plano de fundo aparece bem maior e o resto da imagem fica em seu lugar", explica o fotógrafo. A abertura forneceu a profundidade de campo que Quinn precisava para a foto. "A exposição precisava ser de pelo menos f/8 para manter a flor em foco, bem como as expressões faciais do objeto", diz Quinn. "Escolhi um filme de velocidade 400 T-Max para uma exposição relativamente rápida que me daria uma velocidade do obturador acima de 1/30 de segundo — uma velocidade do obturador mais lenta representaria de forma suave qualquer movimento do objeto, ou faria com que ele parecesse fora de foco". Dica do fotógrafo Se você não tem uma sala escura e tem dificuldades em encontrar um laboratório que revele e imprima filmes em preto e branco, Quinn sugere o uso do Kodak TN400, um filme preto e branco cromógeno profissional. A vantagem desse filme é que ele pode ser revelado pelo Processo C-41 (processamento em cores) pela maioria dos laboratórios. Além disso, um laboratório de personalização pode imprimir o filme em diferentes tonalidades ou matizes.
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Adicionando um scanner ao computador, você mesmo pode digitalizar fotografias na sua própria casa. Os preços de scanners caíram consideravelmente nos últimos anos. Muitos scanners bem conceituados tornaram-se bem mais em conta. Antes de comprar um scanner, convém se familiarizar com os seguintes termos e recursos de scanner. Scanners de mesa X de película
Há dois tipos principais de scanners: os de mesa e os de película. Com um scanner de mesa, você pode criar arquivos digitais não só a partir de fotos, mas também de páginas de texto ou de objetos como folhas, flores prensadas e plumas. Entretanto, os scanners de mesa não digitalizam slides nem negativos de filme. Por outro lado, os scanners de película criam arquivos de imagem digital a partir de negativos de filme e slides de 35mm, mas não de cópias ou de outros objetos. Adaptadores de transparência Você está em dúvida entre um scanner de mesa e um de película? Com um adaptador de transparência, é possível usar um scanner de mesa para digitalizar negativos coloridos. Os resultados não serão tão bons quanto se você usasse um scanner de película para isso, mas você terá muito mais flexibilidade ao digitalizar. Resolução O termo resolução refere-se ao número de pixels (do inglês "picture elements", elementos de imagem) que uma imagem contém. Os pixels são minúsculos quadradinhos com uma cor específica atribuída a cada um deles e, quando exibidos em conjunto, formam a foto. Como você pode imaginar, um grande número de pixels em uma imagem aumenta a sua qualidade. Porém, imagens de alta resolução podem criar arquivos grandes, que ocupam mais espaço no computador e cujo download é mais lento de um site da Web. De maneira inversa, imagens de baixa resolução ocupam menos espaço, mas não têm uma aparência tão boa quando impressas. Ao comparar os scanners que você deseja comprar, verifique a resolução ótica do modelo, que é a medida mais verdadeira da qualidade de imagem de um scanner. Não se iluda com scanners renomados por apresentarem uma resolução "avançada" ou "interpolada", pois esses termos referem-se a recursos que podem, na verdade, reduzir a qualidade da imagem. Intervalo dinâmico Outro fator a ser ponderado ao comprar um scanner é o intervalo dinâmico, ou o número de tons que o scanner "enxerga" entre o preto e o branco. Quanto maior o intervalo dinâmico do scanner, mais sutil será a riqueza de detalhes processada pelo scanner em áreas escuras ou muito claras de uma foto. O intervalo dinâmico é medido em uma escala de 0 a 4, onde 4 é o nível mais alto. Como essa escala é tão pequena, uma classificação de 3,4 representa significativamente mais sensibilidade que uma classificação de 3,2. Intensidade de cores A intensidade de cores ou de bits também é importante ao comparar modelos de scanner. A intensidade de cores refere-se ao número de cores exclusivas que o scanner pode perceber. Quanto maior for a intensidade, maior será a veracidade das cores na imagem digitalizada. A maioria dos scanners tem uma intensidade de cores de 36 bits, mas a maior parte dos tipos de arquivos de imagem só oferece suporte a imagens de 24 bits. A capacidade excedente do scanner serve para aumentar seu intervalo dinâmico. Tipos de portas Os dados de imagem do scanner são transmitidos através de um cabo conectado a uma porta do computador. Antes de comprar um scanner, informe-se sobre os tipos de portas disponíveis no seu computador e adquira um scanner que seja compatível com a sua máquina. As portas USB (barramento serial universal) são comuns nos modelos de computador mais recentes e oferecem um método de transmissão de dados rápido e fácil de se conectar. As portas paralelas também são comuns, mas não são tão rápidas quanto as portas USB. As portas SCSI (interface de sistema de computadores de pequeno porte, pronunciadas como "scuzzy") oferecem conexão mais rápida, mas vêm sendo usadas com menos freqüência em computadores mais novos. |