Seis maneiras fáceis de melhorar suas fotografias

Corrigindo o que os novos equipamentos não conseguem corrigir
Canoas de aluguel ancoradas no lago

O tempo que você gasta tentando descobrir como melhorar suas fotos pode fazer uma grande diferença na qualidade de sua fotografia.

Por Charlotte K. Lowrie

Em fotografia, há dois fatores básicos: o primeiro é o planejamento — a maneira que você tira suas fotos (planejamento, produção e disparo); o segundo é o equipamento (câmeras e acessórios). Embora os dois fatores possam melhorar suas fotos, a maioria das pessoas acredita que os novos equipamentos é o fator mágico que transformará as fotos comuns em fotos premiadas. Você sabe a que tipo de argumento eu me refiro: "Adquira a câmera ou scanner mais recente e de maior resolução e você terá fotos melhores". Isso pode funcionar para equipamentos realmente antigos, mas novos equipamentos não irão corrigir a maneira como você tira fotografias.

Falo por experiência própria. Comprei recentemente novos equipamentos e, com certeza, a qualidade da imagem— a resolução —saltou às alturas (e o tamanho do arquivo de imagem também!), mas o tipo de imagens que eu obtive— a qualidade —não mudou. Apesar de ter gasto uma quantia suficiente para manter, por um ano, um pequeno país de Terceiro Mundo, cheguei à conclusão de que, para obter melhores fotos, eu deveria melhorar a maneira como fotografo. Parece simplista, mas na corrida por novas e melhores tecnologias, esse é um ponto facilmente desprezado.

Barco no lago ao pôr-do-sol

O hábito de segurar a câmera com as mãos em velocidades lentas do obturador foi um dos que decidi eliminar.

Então, passei duas semanas das férias organizando a "coisa" do planejamento e desenvolvi uma lista pessoal de técnicas de aperfeiçoamento. A lista evoluiu durante as duas semanas, de modo que algumas técnicas foram mais exploradas que outras. Embora seja minha lista pessoal, creio que uma ou mais dessas técnicas poderá ser útil também em suas fotografias.

1. Pare de cometer sempre os mesmos erros

Identifique o problema:  Passei uma tarde analisando arquivos de fotos. Identifiquei padrões. Fosse resultado de pressão de tempo ou de velhos hábitos, notei que minhas fotos ruins tinham os mesmos e cansativos defeitos. Certamente, há muito do que se lembrar antes de pressionar o botão do obturador, mas (eu tinha de me perguntar) de quantas maneiras posso estragar o que poderia ter sido uma boa foto?

Por exemplo, um embaraçoso padrão era minha persistente tendência para "foto instantânea": tirar a fotografia óbvia, sem explorar alternativas que poderiam dar à imagem mais impacto e interesse. Outros padrões que notei incluíam:

  • Posicionamentos óbvios com cenas de iluminação misturada e cenas que combinavam iluminação extrema (áreas muito escuras e muito claras na cena).
  • Achar que posso segurar a câmera com as mãos em velocidades lentas do obturador, e, o que é pior, sempre depois tentar resgatar no computador as imagens com pouca nitidez. Uma tolice, realmente uma tolice, já que possuo um tripé adequado (embora pesado e trabalhoso de montar).
  • Tentar enganar o enquadramento interno da câmera (quase a mesma coisa que não ver a foto "real") ou focar um lado ou o outro de onde o foco deveria estar. Detesto quando isso acontece, especialmente quando acontece com regularidade.

Resolva o problema:  Pesquisei sobre como resolver problemas tais como iluminação misturada e diferenças de iluminação extrema. Fiz uma lista dos meus padrões de problemas em um cartão e coloquei esse cartão em cima da minha câmera. Não gosto de ter pequenos papéis pendurados por todo lugar, e sabia que isso me irritaria, o que me forçaria a manuseá-lo — e lê-lo— antes de usar a câmera.

2. Compare suas fotos com as que você gostaria de ter tirado

Roda gigante vista de baixo
Agora eu tento ver as coisas de maneira que dê ao observador uma sensação do assunto ou da experiência.

Compare seu trabalho com outras fotos:  Na tarde seguinte, consultei uma pilha de revistas, livros e publicações que venho colecionando. Encontrei fotos do tipo das que eu tiro com freqüência e as recortei ou as marquei. Em seguida, peguei meu arquivo e combinei as fotos por categoria. Por exemplo, separei minhas fotos de paisagem com as fotos profissionais de paisagem, minhas fotos de natureza morta com as fotos profissionais de natureza morta e assim por diante. Então, as comparei lado a lado.

Tente novas abordagens:  O objetivo deste exercício era determinar maneiras que pudessem melhorar minha abordagem de tipos específicos de fotografias. Como não gosto de copiar o trabalho de ninguém, seja um estilo profissional ou uma técnica padrão, estudei as diferenças entre as fotos que coleciono e minhas próprias fotos, procurando variações que dariam às minhas fotos mais força criativa sem copiar o método de outra pessoa. Para cada categoria de fotos, fiz uma lista inicial de impressões e idéias. Esperei alguns dias e depois revi a lista de idéias. (Para mim, o tempo de espera é uma incubação, o tempo necessário para que eu refine as idéias.)

Escolhi uma das categorias e experimentei a abordagem que tinha pensado antes. Em alguns casos, percebi de imediato que precisaria fazer mais pesquisa e experiências. Em outros, a abordagem simplesmente não funcionou. Ao tempo em que escrevo este artigo, continuo testando e revisando minhas novas abordagens.

3. Espere um longo tempo antes de começar a fotografar

Jogando gelo no peixe no Pike Place Market
Quando comecei a fotografar, eu tinha o sentimento da atividade diária do mercado, incluindo esta rotina de jogar gelo no peixe durante todo o dia.

Entenda porque é bom esperar:  A idéia de esperar para fotografar é algo que aprendi, mas que não vinha praticando regularmente, como ficou claro em algumas das minhas fotos. Reservar tempo para conhecer o assunto, seja um local ou uma pessoa, quase sempre produz melhores fotos que focalizar e tirar uma foto do primeiro objeto que cruzar o visor.

Seja paciente:  Para quebrar meu padrão de tirar fotos óbvias, fui ao Pike Place Market, em Seattle, em uma manhã. Embora estivesse com a câmera pronta, me forcei a dar uma volta e sentar em várias áreas do mercado e observar a atividade. Conversei com vendedores, lanchei rosquinhas com café e observei mais algumas coisas. Em torno do meio-dia, eu tinha o sentimento da atividade e fluxo do mercado, para não mencionar que, para minha alegria, a luz tinha mudado de um cinza monótono para moderadamente ensolarado.

Visão panorâmica de Post Alley em Seattle, Wash.

Conheci pessoas que me permitiram fotografar de pontos privilegiados, aos quais eu não teria acesso normalmente.

Em vez de fotografar aleatoriamente conforme me deparava com a cena ou o assunto, esperar para fotografar me deu a percepção clara de onde estavam e quais eram as melhores fotos. Durante o tempo de reconhecimento no Pike Place Market, fiz novas amizades que me permitiram fotografar de pontos privilegiados, aos quais eu não teria acesso normalmente. Além disso, notei que, embora tenha tirado o mesmo número de fotografias, havia me concentrado em poucos locais e obtido melhores resultados.

4. Fotografe instintiva e rapidamente

Focalize e fotografe agora:  Embora esta dica pareça contradizer a anterior, vejo-a como complementar à dica de esperar para fotografar. Em qualquer cena, há fotos que percebi em um instante com o canto dos olhos ou sobre os ombros enquanto caminhava. Há ainda aquelas fotos "perfeitas" que pedem que as fotografemos sem hesitação.

Fotografe rapidamente:  Fotos rápidas e instintivas são imagens fáceis e necessárias para fotógrafos de esportes e de noticiários, mas a fotografia por instinto não me vem naturalmente. Para capturar momentos espontâneos, percebi que tinha de ensinar a mim mesmo a literalmente focalizar e fotografar, fazendo o melhor que pudesse com as configurações e a composição sem perder a foto. O resultado de minhas primeiras fotos instintivas foi uma miscelânea. Certamente, essas imagens precisaram de mais trabalho no computador que minhas outras fotos. Para obter boas fotos rápidas, tenho de conhecer os controles da câmera por dentro, por fora, e de trás para a frente. Enquanto não me torno boa em fotos rápidas, continuo praticando em casa com um cãozinho que me oferece inúmeras oportunidades de fotografia por instinto.

Desfile de carnaval em movimento

Meu treinamento para fotografias rápidas é ainda um trabalho em andamento, mas o instinto produziu esta foto de um desfile de carnaval em movimento.

5. Fotografe novamente

Seja seu próprio crítico:  À medida que eu revisava minhas fotos, instantaneamente sabia como deveria fotografar a imagem de maneira diferente. Embora eu retorne regularmente às cenas para fotografá-las novamente, em geral é para obter uma iluminação diferente ou para fotografar de um ponto ou perspectiva privilegiada.

Revendo minhas imagens, na maioria das vezes achei que deveria mudar a composição ou focalizar em aspectos mais específicos da cena ou do assunto.

Na minha auto-crítica, percebi que tempo, experiência e o desenvolvimento de um estilo pessoal influenciavam na minha avaliação de como deveria fotografar novamente o assunto.

 

 

Duas motocicletas em Post Alley, Seattle, Wash.
Uma terceiro retorno ao mesmo local foi o charme: as motocicletas e a iluminação eram os elementos que faltavam nas fotos anteriores.

Continue voltando:  Se o assunto valeu a fotografia na primeira vez, as chances são boas de que valerá a pena fotografá-lo novamente, com e a partir de uma nova perspectiva, de um ângulo diferente ou de um ponto privilegiado, e com uma iluminação diferente. Porém, o mais importante é que quanto mais você retorna e fotografa, mais familiar se torna com o assunto e melhor ficam suas fotos.

6. Peça uma segunda opinião

Peça opiniões:  Felizmente, no escritório há vários amigos fotógrafos entusiastas que também têm grande visão para fotografia. Regularmente, compartilhamos fotos e trocamos críticas. Por meio dessa troca contínua, vejo imagens através dos olhos deles e adquiro assim uma visão mais objetiva. Discutimos todos os aspectos de nossas imagens, como maneiras diferentes pelas quais a imagem poderia ser enquadrada para oferecer mais impacto ou como uma abertura diferente seria mais conveniente para passar a mensagem.

Homem com chapéu e camisa de caubói
Esta foto instintiva se tornou uma de minhas favoritas.

Escolha a quem perguntar:  Se você tem amigos que gostam de fotografia, combine uma reunião em que vocês possam trocar idéias e opiniões honestas sobre as fotos uns dos outros. Ou simplesmente saia perguntando: qualquer pessoa com um olhar para design, composição e estilo pode lhe oferecer um valioso comentário. Mesmo amigos e familiares que conheçam pouco de fotografia verão elementos em suas fotos que você pode não ter notado. Quase todas as opiniões oferecem excelentes idéias e novas percepções.

Essa auto-avaliação fez diferença para mim? Sim, mesmo em curto prazo. E eu espero que faça uma mudança ainda mais notável no longo prazo. Você pode não querer passar suas férias (como eu fiz) analisando suas fotos, mas essas idéias podem ser tentadas em uma tarde ou em um fim de semana. Qualquer que seja o tempo de que você dispõe, invista em sua fotografia. Tenho certeza de que você achará que esse tempo valeu a pena.

 
 
Dominando o básico: medição de luz para obter grandes fotos

Paul E. Contrast
Paul E. Contrast

Na primeira parte da série sobre medição, dissemos que o medidor interno da câmera "vê" a tonalidade média ou 18% de reflexão. Neste artigo, vamos explicar como o medidor da câmera "lê" a luz.

Embora haja tantos modos de medição quanto tipos de câmeras, a maioria deles encontra-se entre quatro categorias básicas.

Medição de ponto

Como o nome indica, esse medidor "lê" a luz de um pequeno ponto ou segmento do cenário total. A vantagem desse medidor é que você define com precisão a área para leitura do medidor.

Imagem com medição de ponto
Essa foto foi tirada usando a medição de ponto.

A desvantagem desse tipo de medidor é que você precisa definir a área de leitura do medidor. Vamos ver esses conceitos um de cada vez. O medidor de ponto só "lê" uma pequena seção do cenário total e assume que tudo possui 18% de reflexão. Mesmo um pequeno erro ao estimar a reflexão do assunto pode levar a usar o valor errado de compensação de exposição, causando uma exposição inadequada. Tais características tornam esse medidor muito difícil de usar. Entretanto, uma vez que você tenha aprendido a usar o medidor de ponto, ele pode se tornar uma das melhores ferramentas para obter grandes fotos.

Medição de proporção média central

Talvez um dos medidores mais comuns, o medidor de proporção média central é usado por quase todas as câmeras automáticas e todas as câmeras monoreflex com foco manual. Esse medidor "lê" a luz de uma grande seção do cenário, avalia-a criteriosamente e, em seguida, calcula a proporção média com base no restante do cenário.

Foto com medição de proporção média central

Essa foto foi tirada usando a medição de proporção média central.

A área de medição central é definida, em muitas câmeras, como um grande círculo de 12 mm no meio da área de imagem do visor. Um medidor de proporção média central comum é o de 75/25. Esse medidor obtém 75% da leitura de dentro da área central, e os 25% restantes, da área de fora. Uma área maior para medição permite um maior "fator integrante" e é mais fácil de usar. Entretanto, é importante lembrar que a área medida tem de atender à média de 18% de reflexão. Você ainda precisa usar a compensação de exposição manual para reflexões diferentes da média de 18%.

Medição multipadrão

Às vezes chamado de medidor avaliador, esses medidores possuem vários segmentos de medição diferentes, em geral dispostos ao redor dos sensores de foco automático da câmera. O usuário primeiro escolhe um sensor de foco automático e a câmera forma um pequeno medidor de proporção média central em torno do sensor de foco automático ativo. Assim, a câmera avalia onde o usuário está focalizando e faz a medição em torno desse ponto. Com a exceção de estar localizado em torno do sensor de foco automático ativo, em vez de no centro da área de imagem, esse medidor trabalha de maneira semelhante ao medidor de proporção média central. A principal diferença é que somente a área do ponto focalizado é medida, e não o restante do quadro.

Medição matriz da Nikon

Imagem com medição matriz
Essa foto foi tirada usando a medição matriz.

O medidor matriz não só usa vários segmentos de medição dispostos ao redor dos sensores de foco automático da câmera, como também usa um banco de dados de situações fotográficas reais. O banco de dados, um recurso exclusivo da Nikon, determina a quantidade de compensação de exposição necessária e a aplica automaticamente à imagem a ser fotografada. O medidor possui vários segmentos que cobrem toda a área de imagem. Cada segmento é medido individualmente e a ele é atribuído um nível de luz. Esses níveis de luz formam um padrão de contraste. Os níveis de luz mais os padrões de contraste são usados como filtros no banco de dados para localizar a compensação de exposição adequada ao cenário dado.

As câmeras mais novas também usam informações sobre o status e a distância do foco, além das informações sobre o nível de luz e contraste. Os modelos Nikon D1 e Nikon F5 até acrescentam informações de reconhecimento de cor ao conjunto de medidas. As informações sobre cor permitem que o medidor "reconheça" as cores e matizes dessas cores. Agora o banco de dados de medição de cor pode compensar automaticamente o verde da grama (uma compensação positiva) e o verde da floresta (uma compensação negativa). Observe que ao usar esse tipo de medidor não se deve usar nenhum tipo de compensação de exposição manual. O medidor ajustará a exposição automaticamente. Se você ajustar a compensação de exposição manualmente, os dois ajustes serão somados. Por exemplo, imagine que você esteja medindo um campo coberto de neve. Você pode aplicar uma compensação de exposição de "+2" ao cenário. O medidor já aplicou uma compensação de "+2", e se você também adicionar "+2", terá uma compensação de "+4".

Medidor: o melhor para cada situação

A pergunta agora é que medidor usar e quando usá-lo. Usados adequadamente, todos os quatros sistemas de medição produzem grandes resultados. A maioria de nós aprendeu fotografia com um medidor de proporção média central e ele continua sendo a melhor ferramenta durante o aprendizado da fotografia. O medidor de proporção média central é comumente chamado de "medidor para aulas de fotografia". O medidor de ponto é para o usuário mais avançado. A habilidade de definir com precisão uma área dentro do cenário, tirar a leitura do medidor e aplicar a compensação de exposição é obrigatória entre fotógrafos entusiastas. Os medidores multipadrão e matriz são perfeitos para situações de mudança brusca na iluminação e situações de iluminação muito complexas. Esses medidores também são úteis quando você está buscando bons resultados com o mínimo de esforço, como em festas de aniversário, encontros familiares e situações de iluminação semelhantes.

Quando estiver experimentando algo novo, como um medidor, lembre-se de tomar notas detalhadas, de modo que possa revê-las com suas fotos. E lembre-se: a maioria de nós não aprendeu nada até cometer um erro.

Até a próxima vez e boas fotos!

 
Desafio fotográfico: contar uma história

Tire uma foto que valha mil palavras
O mais difícil desafio na fotografia é contar uma história usando uma só imagem
O mais difícil desafio na fotografia é contar uma história usando uma só imagem.
Por Charlotte K. Lowrie

No artigo Muito além de fotos bonitas, publicado no início deste ano, o fotógrafo profissional Paul Liebhardt descreve o que torna as fotografias realmente especiais. De acordo com Liebhardt, se uma foto não tiver significado — se não contar uma história — a imagem será apenas mais uma foto bonita. E, para contar uma história, é preciso conhecer bem o assunto. Para Liebhardt, isso significa passar algum tempo com as pessoas e nos locais que ele fotografa. "É preciso dar ao público algo que seja visto e compreendido de uma só vez", explica o fotógrafo. Até mesmo pequenos detalhes, não importa onde estejam, podem fazer a foto se destacar, diz Liebhardt.

As fotografias são uma forma poderosa de contar uma história. Na semana passada, eu conversei com Leslie Fratkin, uma fotógrafa profissional que vive em Nova York, que ecoou os sentimentos de Liebhardt. Para Fratkin, nos últimos tempos, contar histórias significa ajudar quem conhece o assunto a contar, de uma forma melhor, sua própria história.

Fita usada pela polícia para isolamento amarrada em torno de um parquímetro em Seattle
Essa foto é representativa dos eventos que se seguiram ao terremoto em Seattle.

Fratkin ficou tão impressionada com as histórias contadas pelos fotógrafos de Sarajevo durante a guerra na Bósnia que dedicou os últimos cinco anos a fazer com que as suas histórias fossem contadas — em imagens. Ela criou o livro e a exposição na qual as fotos tiradas por nove fotógrafos de Sarajevo contam a história da guerra de acordo com a perspectiva intensamente pessoal deles. (Fique atento a um artigo sobre a fotografia de Fratkin e seu trabalho com os fotógrafos de Sarajevo que será publicado nas próximas semanas.)

A parte mais difícil

Esse desafio — contar a história em uma única foto — não é fácil. Comparativamente, ele faz com que aperfeiçoar os aspectos técnicos de uma imagem pareça brincadeira de criança. De qualquer modo, eu passei os últimos meses tentando. E continuo tentando.

Esse desafio fotográfico tem o potencial para mudar a sua maneira de fotografar, quer sejam imagens de seus filhos, da sua família, da natureza ou cenas de natureza morta. Se você for como eu, vai pensar muito sobre o que significa contar uma história. Lembre-se de que a chave é passar o sentido ao público, para ajudá-lo a compreender o seu entendimento do assunto.

Lições aprendidas ao longo do caminho

Aqui estão alguns fatos que aprendi sobre como usar a minha câmera para contar uma história:

1. Muitas vezes, o que você vê diante de si é uma bela foto, mas não é a história.

2. Para entender a história, quer seja pequena, grande, engraçada, ou profunda, você precisa contemplar, pesquisar, observar e conversar — mas basicamente ouvir. Eu dediquei algum tempo pensando, lendo e me perguntando sobre o "significado" das pessoas, das árvores, dos rios, dos lugares e do meu gato. Voltei ao mesmo lugar várias e várias vezes e fui obtendo imagens cada vez melhores (leia-se: mais significativas) a cada nova viagem.

Criança na praia ao pôr-do-sol

As crianças normalmente oferecem as melhores oportunidades para contar histórias visuais.

3. Muito freqüentemente, se você for persistente o bastante, o destino lhe apresentará histórias que estão "pedindo" para ser fotografadas. Este artigo mostra algumas das imagens que "pediram" que eu as fotografasse. Para aproveitar esses momentos, você tem de estar com a câmera nas mãos e precisa reagir rápido. É totalmente possível perder a foto se estiver nervoso se preparando para fotografar.

4. Diferentemente das fotos bonitas, as fotografias que capturam a essência de um assunto podem ter falhas técnicas e, ainda assim, ser marcantes. Embora você possa querer dominar todos os aspectos técnicos envolvidos, não há o menor problema se a imagem não ficar perfeita, porque ela tem força suficiente para se manter por seu próprio mérito. Em outras palavras, uma pequena diferença na abertura do diafragma não diminui o valor da história.

5. Tirar fotos significativas é difícil. Depois que adotei essa filosofia fotográfica, passei a fazer "acordos" comigo mesma — reminiscência dos acordos que faço comigo quando estou de dieta ou tentando parar de fumar. Fico repetindo que a beleza da natureza fala por si só, por isso não há problema algum em fotografar uma bela corredeira. Ainda fotografo a beleza, mas sei que se eu estudasse a corredeira, se a seguisse até sua nascente, haveria uma história — e uma foto completamente diferente.

6. Deveria haver regras para fotografar histórias. Eu não conhecia as regras, por isso criei minhas próprias. Por exemplo, não considero válido usar acessórios artificiais nas fotos. Em outras palavras, se acrescentar um objeto a uma cena ajuda a contar a história, o objeto só será válido se fizer parte do contexto natural do tema em questão. Mas não vale carregar os acessórios com você: não leve animais empalhados no carro para acrescentá-los a uma cena, como um banco em um parque.

Pato em área de estacionamento proibido

Uma foto que "pede" para ser tirada só acontece de vez em quando.

7. Em vez de fotografar imediatamente, eu olho em volta, fico conhecendo o lugar, entendo o que está acontecendo e observo mais cuidadosamente o que estou vendo. Tiro o mesmo número de fotos de sempre, mas a maioria delas é tirada depois de algum tempo e não imediatamente.

8. Ficar esperando para encontrar a história — e entendê-la — certamente frustará uma pessoa que seja naturalmente impaciente ou esteja ansiosa para revelar logo as fotos ou guardá-las no computador rapidamente.

Sua vez

Se você tiver algum problema no início, comece com sua própria história. Tire fotos que falem de você — o que você faz, o que é importante para você, ou o que você deseja ser ou fazer.

Para obter informações adicionais sobre fotografia e dicas sobre como fotografar, consulte: Muito além de fotos bonitas, Dicas para tirar grandes fotos de esportes e Mude seu passado fora de foco.

 

Mude seu passado fora de foco

Ultrapasse as limitações do foco automático
Fotos em foco e fora de foco tiradas com o sistema de foco automático
Assuntos com objetos à frente podem fazer com que os sistemas de foco automático produzam imagens fora de foco, mas você pode superar esse e outros problemas de foco.
Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Se você acha que os sistemas de foco automático são a melhor invenção desde o modo "P" (programado), então deve achar também que algumas das fotos fora de foco que tirou no passado foram efeito de um movimento brusco seu ou do esbarrão que o sujeito lhe deu no zoológico. Talvez sim, talvez não.

Seja uma câmera convencional ou uma digital, se ela tem foco automático, é bem provável que alguns objetos não produziram as imagens nítidas que você esperava. E se você trabalha com imagens digitais, sabe que nenhuma mágica de edição de imagens tornará mais nítida uma imagem suave de modo que sirva para o seu arquivo de melhores fotos.

Foto tirada através da janela
Fotografar através do vidro traz problemas de foco automático e uma imagem pouco atraente.

Para sempre obter imagens nítidas com o foco automático, é bom entender como funciona basicamente o sistema de foco automático. Entender o sistema não só ajuda a explicar as imagens antigas fora de foco, como também a evitar ou adaptar situações em que o foco nítido não se dá automaticamente.

Os sistemas de foco automático usam luz e sensores para apurar a distância câmera-objeto, o que, por sua vez, determina o foco. Em algumas câmeras, o sistema de foco automático usa um raio infra-vermelho em direção ao objeto, que se reflete de volta para a câmera, determinando a distância de foco. Em outras, o sistema procura diferenças de tonalidade no objeto; em outras palavras, a câmera procura diferenças nas áreas claras e escuras do cenário, ou diferenças de texturas, e usa a informação para medir o foco. Outros sistemas de foco automático usam uma técnica de "detecção de fase", que divide a entrada de luz na câmera e a direciona para sensores internos. Quando o computador interno da câmera percebe que as imagens nos sensores são as mesmas, ela exibe o sinal de "em foco".

Observação: este artigo não aborda sistemas de foco fixo, encontrados em algumas câmeras digitais compactas de baixo custo. Em um sistema de foco fixo, a lente não se ajusta conforme se altera a distância entre a câmera e o objeto. Em vez disso, a câmera usa profundidade de campo para estimar o foco. Esse sistema é muito usado em câmeras descartáveis e produz imagens de nitidez razoável, embora não ofereça flexibilidade ou opções de foco.

Objetos que dificultam o foco automático

Sabendo que o sistema de foco automático procura por luz e textura para definir o foco, você entende como esse sistema pode ter dificuldade em certas situações fotográficas. Quase todos os sistemas de foco automático, sejam de câmeras digitais ou de filme, têm dificuldade em focalizar quando o objeto:

  • é da mesma cor do plano de fundo ou só tem uma cor -- em outras palavras, quando há pouco contraste no cenário, por exemplo, uma parede branca, a neve ou um objeto que seja da mesma cor do plano de fundo.
  • possui pouca ou nenhuma densidade ou substância. Exemplos de objetos nessa categoria são a fumaça, nevoeiro ou o fogo.
  • é fotografado através de um vidro.
  • está distante ou escuro, com pouca luz ou em cenas noturnas.
  • está em frente ou atrás de outros objetos -- por exemplo, uma pessoa em pé entre muitas árvores, um animal na gaiola ou sentado atrás do corrimão da escada.
  • está se movendo em alta velocidade.
  • tem uma superfície muito brilhante ou de alta reflexão, como um carro ou um espelho.
  • não reflete bem a luz. Entre as superfícies não refletoras estão o cabelo e o pelo dos animais e objetos em preto opaco.
  • possui um padrão geométrico regular. Objetos como persianas ou uma fileira de janelas de um prédio são difíceis para os sistemas de foco automático.
Cenários monótonos, de alta reflexão, trazem problemas para o foco automático
O foco automático pode falhar com superfícies de alta reflexão e cenários monótonos em geral. A reflexão também pode gerar perda de detalhes.
Escolha cuidadosamente um ponto de foco e ajuste a iluminação em cenários reflexivos
Escolha cuidadosamente um ponto de foco e ajuste a iluminação para evitar reflexos, especialmente com câmeras digitais.

Como "enganar" o foco automático para que focalize corretamente

Você já sabe como sua câmera age quando tem dificuldades em focalizar -- a lente se move para frente e para trás repetidamente, nunca encontrando um local para focalizar. Ou, ao contrário, não há movimentação anormal da lente, e você fotografa, mas a imagem está fora de foco.

Em qualquer caso, agora que você conhece os problemas dos sistemas de foco automático, pode superá-los em muitas situações.

Objeto de focagem difícil Solução para o foco automático
Objetos de baixo contraste e altamente reflexivos, e objetos em frente ou atrás de outros objetos Focalize um objeto que esteja à mesma distância, trave o foco (pressione o botão do obturador até a metade) e, em seguida, mova a câmera de volta para o objeto que você deseja e fotografe. Para cenários como a neve, focalize uma área que tenha textura ou tonalidade diferente, como picos, rochas ou árvores.
Objetos em movimento rápido Focalize previamente um ponto à frente do objeto e dispare quando o objeto entrar no ponto que você focalizou.
Objetos sob pouca luz Acrescente iluminação ligando as luzes, movendo o objeto para uma área melhor iluminada ou use o flash.
Cenários com vários padrões trazem problemas para o foco automático
Em cenários com vários padrões, os sistemas de foco automático podem ter dificuldades em localizar um ponto único de foco.
Em cenários com vários padrões, mude a posição
Mude a posição para dar ao sistema um ponto de foco mais claro.

Pontos ou áreas de foco

Poucas fotografias são bem compostas com o objeto centralizado no quadro; de fato, na maioria dos casos, centralizar um objeto é um desastre de composição fotográfica. Se sua câmera possui um ponto de foco único no centro da tela do visor, você pode mover o objeto do centro do quadro usando o recurso de travar o foco, mencionado anteriormente. Na maioria das câmeras, é possível travar o foco pressionando o botão do obturador até a metade. Com o botão pressionado, movimente a câmera para recompor o cenário que deseja e pressione completamente o botão do obturador.

Se sua câmera possui vários pontos ou áreas de foco que você possa escolher, não é necessário travar o foco. Simplesmente, selecione o ponto de foco que contém o objeto principal e dispare.

Travar o foco funciona bem para objetos parados, mas para objetos em movimento experimente usar a opção de servofoco. No modo servo, a câmera rastreia e focaliza o objeto em movimento até que você pressione o obturador. Dependendo da sofisticação da câmera, a imagem resultante pode ir de nítida a pouco definida. Uma imagem pouco definida significa que a câmera disparou sem o objeto estar em foco.

Na maioria das câmeras, incluindo aquelas que calculam a velocidade do objeto e ajustam o foco conforme fórmulas predefinidas, o modo servofoco funciona melhor sobre objetos em movimento lento, como uma criança andando de bicicleta ou um animal cruzando o jardim.

Quando focalizar manualmente

O foco manual é uma das grande opções que você tem na câmera. Especificamente nas câmeras digitais, o foco manual em um comprimento focal pré-ajustado é uma das melhores maneiras de obter fotos rápidas -- desde que você possa regular a distância correta antes que a câmera possa focalizar. O uso dessa técnica em câmeras digitais significa que você deve focalizar através da tela LCD em vez de usar o visor e precisa regular a distância. Abaixo de certas distâncias, algumas câmeras ampliam automaticamente a visão na tela LCD para tornar o foco mais fácil.

O foco manual também é usado na maioria das fotos em modo de macrofotografia. De fato, em lentes para macrofotografia monoreflex, somente o foco manual está disponível para fotos em modo de macrofotografia. Entretanto, quase todas as lentes para macrofotografia monoreflex oferecem auxílio de focalização, através de indicadores no visor que mostram em que direção ajustar a lente para um foco mais preciso, além de exibir um indicador "em foco".

Dicas adicionais de focalização

  • Sempre escolha um ponto de foco. Se estiver fotografando um retrato, focalize os olhos da pessoa; se for uma natureza morta, focalize o ponto para o qual deseja direcionar a atenção do observador.
  • Confie no alcance mínimo de foco informado no manual da câmera. Se o mínimo de alcance for 20 cm, não tente fotografar a 15 cm.
  • Para obter o máximo de profundidade de campo -- a área à frente e atrás do ponto que você focaliza e que deve ter nitidez razoável -- focalize a um terço da distância até o cenário. Por exemplo, em uma foto panorâmica dos sulcos de um campo arado, focalize a um terço de distância até a cena.

Um dica final para fotógrafos digitais: lembre-se de nunca tirar fotografias com a câmera focalizada no sol ou em uma fonte de luz forte. Focalizar o sol ou a luz pode danificar o dispositivo de carga dupla (CCD) da câmera e produzir um embaçamento branco na imagem.

 

Maneiras criativas de usar uma câmera digital

 
Foto do tráfego
A próxima vez que alguém perguntar "Por que você demorou tanto?", você poderá mostrar fotos de engarrafamentos sem fim ou estacionamentos lotados.
Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Você se lembra da última vez que chegou horas atrasado porque ficou preso em um enorme engarrafamento e alguém depois veio perguntar por que você tinha demorado tanto? Com uma câmera digital, você pode provar a situação e talvez ganhar um pouco mais de compreensão. Simplesmente, ligue sua câmera e passe as fotos que você tirou das filas sem fim do engarrafamento, do estacionamento completamente lotado ou do inesperado pneu furado. Talvez não seja fácil tirar uma foto do tanque de gasolina vazio, mas você consegue dar a idéia geral.

Essa é só uma das ilimitadas oportunidades de usar sua câmera de maneira inédita, criativa e prática — tirando fotos que você provavelmente não tiraria se estivesse com uma câmera convencional. Os entusiastas da fotografia digital estão sempre inventando novos usos que tornam as câmeras digitais o equivalente visual do email.

Lembre-se: você não está pagando por um filme, logo pode tirar fotos e fotos até que obtenha a imagem que deseja. Para muitas das idéias deste artigo, a foto não precisa ser perfeita, somente útil. E você não precisa revelar ou imprimir as fotos — basta colocá-las na Web, enviá-las por email ou salvá-las no disco rígido de seu computador ou em um CD-ROM.

"Eles nunca vão acreditar nisso... "

Placar do boliche
Use sua câmera digital para provar seus grandes momentos!

Levar sua câmera digital para uma festa pode não parecer criativo ou diferente, mas considere uma partida de boliche com colegas de trabalho em que a pontuação de uma colega foi incrivelmente maior que as pontuações que ela conseguiu jogando boliche com o namorado. Ela ficou resmungando: "Ele nunca vai acreditar!" Então, usamos nossa câmera digital para tirar vária fotos de Maria e do placar logo acima. Agora, ele acredita.

Instruções visuais

Para os que ficam na garagem desmontando coisas — como carros ou relógios antigos — uma câmera digital é ferramenta indispensável para registrar como tudo era antes de você começar a desmontar. Por exemplo, você saberá onde estavam antes aqueles fios agora pendurados na cerca. Não há dúvida — fotos da fiação original ou do cabo do acelerador podem ser a única coisa que salvará um carro remontado do destino humilhante de nunca mais dar a partida novamente!

Ou, pode ser que você seja especialista em montar móveis. Você desenha plantas metódicas para passar a seu cunhado, que já não é tão habilidoso. Temendo a falta de aptidão de seu cunhado, você procura facilitar o trabalho dele usando a câmera digital para mostrar cada prego martelado e cada parafuso apertado. Você pode até numerar suas fotos para auxiliar as instruções passo a passo do projeto. Os mesmos princípios podem ser aplicados a projetos como cozinhar, costurar ou outro hobby que você deseje documentar.

Economize milhares de palavras e algumas viagens às lojas de departamentos

Se você já foi a uma loja de materiais de construção para comprar material para um projeto, sabe como é difícil descrever a área do projeto e então encontrar o material do tipo e tamanho corretos. Em vez de explicar como são a área e o material existente, tire fotos, imprima-as em papel barato e leve-as à loja.

Observação: sempre peça permissão ao gerente da loja para levar as fotos.

Foto de peças para um projeto de reforma da casa
Em seu próximo projeto, pense em fazer comparações de preços com sua câmera digital.

Ou, se você está elaborando um projeto e levantando custos, leve sua câmera em suas pesquisas de preço para fotografar os materiais e as etiquetas de preços. Simplesmente, anote na foto o nome da loja, quando transferi-la para o computador, e poderá comparar e estimar os custos em casa. Você pode adaptar essas idéias para outros projetos como a redecoração de uma sala ou para comprar roupas.

Quando você achar que encontrou uma peça perfeita para a casa de sua mãe que mora a quilômetros de distância, mas não tem certeza de que a peça combina com outras que ela tem, tire uma foto da peça (e talvez de outras que você ache que possam combinar) e a envie por email para ela ou coloque a foto na Web, de modo que ela possa ajudar a decidir.

(Observação: para buscar idéias adicionais de projetos de reforma da casa, visite HomeAdvisor.com.)

Documentação e inventários domésticos

De repente, tornou-se muito fácil criar e atualizar inventários de móveis, jóias e equipamentos para os registros do seguro. Não é mais necessário procurar e classificar uma caixa cheia de fotos impressas e, então, substituir as antigas pelas novas — você simplesmente exclui as antigas de seu computador e inclui uma nova foto. As fotos digitais também podem ser armazenadas em CD-ROMs e guardadas com segurança.

Se você for vítima de algum ato de vandalismo, rapidamente tire fotos dos danos para o boletim policial e para a comunicação do sinistro à seguradora. Uma vez que você tem visão imediata na tela de LCD, pode tirar fotos de um melhor ponto para documentar os danos com mais — ou menos —luz.

 

Dicas para tirar suas primeiras fotos digitais

Dicas para câmeras digitais
Um guia rápido para instalar uma nova câmera digital e tirar suas primeiras fotos.
Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Se você acabou de comprar uma câmera digital, provavelmente deve estar imaginando como começar a usá-la. A câmera pode ter aspecto, formato e operação completamente diferentes das câmeras tipo mirar e bater ou câmeras maiores de 35 mm. Você talvez fique imaginando por que existem tantos itens na caixa e se você vai conseguir reunir todos esses componentes para tirar uma foto. Se estiver acostumado com uma câmera de 35 mm, a câmera digital pode parecer leve, como um brinquedo, em vez de uma máquina fotográfica "de verdade". Não se preocupe — é uma câmera real e promete muita diversão e criatividade.

O primeiro passo é tirar a câmera da caixa, juntamente com seus cabos, placas, CD-ROMs e manual. Em seguida, você pode escolher entre:

  • Ler o manual e descobrir pelo menos o básico antes de tirar uma foto, ou
  • Carregar as baterias (em geral, de um dia para o outro) ou instalar baterias novas não-recarregáveis, ligar a câmera e tirar sua primeira foto.
As primeiras fotos digitais

Até mesmo suas primeiras fotos com uma câmera digital produzirão efeitos satisfatórios.

Se você escolher a segunda opção, provavelmente vai tirar uma foto decente logo na primeira tentativa, usando as configurações iniciais da câmera. No entanto, a primeira opção é preferível. Leia, no mínimo, o guia de referência rápida, caso sua câmera tenha um, e depois leia o manual maior à medida que você for tirando mais fotos.

Como existem muitos tipos diferentes de câmeras digitais no mercado, este artigo não pode abranger recursos específicos dos tipos de câmeras individuais. Em vez disso, ele aborda os princípios básicos que, em geral, se aplicam à maioria das câmeras digitais de nível médio.

Introdução

Começando do básico, aqui estão alguns passos para deixar sua câmera pronta para uso:

Carregue e insira as baterias:  Se a sua câmera veio com baterias recarregáveis, carregue-as na sua unidade de carregamento pelo período de tempo recomendado pelo fabricante. Ou então, se estiver usando baterias alcalinas, desligue a câmera e insira as baterias de acordo com as instruções. Ligue a câmera e certifique-se de que as informações são exibidas no painel de controle.

Aqui estão algumas dicas para utilizar as baterias:

  • Quando trocar as baterias, não deixe de desligar a câmera antes de inserir as baterias recarregadas ou novas.
  • Se você estiver usando baterias recarregáveis, use-as até esgotá-las antes de fazer a recarga. Isso condiciona as baterias para que você obtenha o maior tempo possível de uso.

Insira a placa de memória ou o disco de armazenamento:  A área de armazenamento pode ser uma placa, um disco ou um cartão de memória. Desligue a câmera, abra o compartimento de armazenamento ou slot de disco e insira a placa ou o disco seguindo as instruções do fabricante. Observe o tamanho da placa de memória — geralmente está impresso na placa. O tamanho da placa de memória ou disco determina quantas fotos podem ser tiradas com a definição de qualidade (ou resolução) que será escolhida na próxima etapa.

Defina a qualidade da imagem

Verifique a documentação para aprender a definir a qualidade da imagem. Dependendo da câmera, você terá à disposição opções de qualidade como "Basic" (Básica), "Normal" (Normal), "Fine" (Boa), "Hig." (Alta) ou "Super-Hig." (Excelente). Como você pode imaginar, as definições "Hig." e "Super-Hig." geram arquivos de imagens maiores, que, por sua vez, reduzem o número de imagens armazenadas em uma placa, mas resultam em imagens de maior qualidade quando impressas.

Definição "Basic" ou "Normal":  A maior parte das câmeras utiliza as definições "Basic" (Básico) ou "Normal" (Normal) para armazenar imagens em formato JPEG. JPEG significa Joint Photographic Experts Group e é um padrão amplamente aceito para armazenar imagens fotográficas utilizando diferentes taxas de compactação. A compactação tem a vantagem de reduzir o tamanho do arquivo de imagem, para que você possa armazenar mais imagens na placa ou disco. A compactação JPEG tem a desvantagem de causar "perdas" — ou seja, ela descarta parte das informações na imagem original para reduzir o tamanho do arquivo. Manter todas as informações da imagem original é importante se você desejar obter cópias das suas imagens. Por outro lado, mantê-las é menos importante se você só quiser exibir a imagem on-line — em um site da Web, por exemplo — ou enviar a imagem por email.

Observação:  como a compactação se converte na quantidade de espaço que uma imagem requer em uma placa de memória? Na definição básica, a câmera pode armazenar imagens à taxa de compactação de 1:16. A imagem pode ter 320 kilobytes (KB) ou mais, dependendo da resolução da sua câmera e das configurações oferecidas pela máquina. Usando o tamanho de arquivo de 320 KB por exemplo, você talvez obtenha 177 imagens em uma placa de memória de 64 megabytes (MB). Na definição normal, a taxa de compactação é menor: 1:8, o que resulta em um tamanho de arquivo grande por imagem e, portanto, menos fotos na sua placa de memória.

Não é preciso calcular quantas imagens você conseguirá armazenar na sua placa — a maioria das câmeras faz a contagem regressiva para você. Por exemplo, se você inserir uma placa de memória ou disco vazio e selecionar a definição "Basic", muitas câmeras mostrarão o número total de fotos que podem ser tiradas naquela definição; em seguida, à medida que as fotos forem sendo batidas, a câmera exibe o número de fotos que ainda restam na placa de memória.

Definição "Fine":  Essa também é uma imagem no formato JPEG, mas em uma compressão mais baixa, por exemplo, a uma taxa de 1:4. O tamanho de cada arquivo de imagem cresce consideravelmente quando você define a resolução para "Fine" (Boa).

Definição "Hig." e "Super-Hig.":  Essas definições geralmente armazenam imagens em formatos sem compressão, tais como Tagged Image File Format (TIFF) ou equivalente. O tamanho de cada arquivo de imagem cresce significativamente nessas definições.

Então, que definição você deve escolher?  Se acha que vai querer gerar cópias das imagens em algum momento, escolha as definições "Fine" ou uma das opções de "High". Se tiver certeza de que nunca vai imprimir as imagens e só vai usá-las on-line, escolha a definição "Basic" ou "Normal". Muitos fotógrafos recomendam sempre tirar as fotos na resolução mais alta. Depois, eles salvam uma cópia da imagem no seu computador em um formato JPEG de resolução mais baixa, para criar imagens para publicação em um site da Web ou envio por email.

Antes de fotografar

Controle de seleção
Os controles de seleção permitem que você altere as definições na sua câmera.

Nas suas primeiras fotos, limite o número de alterações feitas às definições, para que você possa começar rapidamente. Na maioria das câmeras digitais, as definições são ajustadas em um menu exibido no painel de cristal líquido. As definições estão em menus, de forma muito semelhante ao software de computador. A sua câmera também terá um controle disponível — geralmente na parte posterior ou superior — que funciona com um mouse de quatro lados para que você possa selecionar diferentes definições.

Se a sua câmera registrar data e hora, ajuste-as seguindo as instruções contidas na documentação. Em seguida, ajuste a câmera para as condições de iluminação nas quais você está fotografando, corrija a distância focal (se necessário) e dispare.

Recurso "white balance":  Se você estiver tirando fotos dentro de casa sob iluminação doméstica (lâmpadas de tungstênio ou incandescentes) ou fluorescente sem flash, defina o recurso "white balance". Ele ajusta as cores com base na luz na qual você está fotografando de modo que, nas suas imagens finais, os objetos brancos apareçam brancos em vez de sombreados de laranja ou azul. Definir essa opção em uma câmera digital é como utilizar um filtro de correção de cores para lâmpada de tungstênio quando você está usando uma câmera de 35 mm.

Recurso "white balance" ajustado para automático
Recurso "white balance" ajustado para "automático" em condições de iluminação doméstica.
Recurso "white balance" ajustado para tungstênio
Recurso "white balance" ajustado para tungstênio (iluminação doméstica comum).
Recurso "white balance" ajustado para flash
Recurso "white balance" ajustado para "flash" e usando um "bounced flash".


Dependendo da câmera, você pode definir o recurso "white balance" para tungstênio, sombreado, flash, "white balance" predefinido ou automático. Se esquecer de ajustá-lo, você poderá ajustar as cores utilizando um programa de edição de imagens, como o Microsoft ® Picture It! depois de transferir as imagens para o seu computador.

Equivalência ISO:  ISO indica a sensibilidade à luz do filme ou a velocidade do filme. Em uma câmera digital, você não está usando filme, mas pode definir uma equivalência ISO à velocidade do filme. Alterar essa definição permite fotografar em condições de pouca luz sem flash. Por exemplo, duplicar o índice ISO equivale à definição de uma abertura do diafragma ou velocidade do obturador. Portanto, se estiver fotografando a uma equivalência ISO de 100 a f/5.6 a 1/100 de um segundo, a alteração dessa definição para 200 reduzirá o tempo do obturador para 1/200 de um segundo a f/5.6.

Velocidade do filme

A velocidade do "filme" em uma câmera digital é especificada usando a definição de equivalência ISO.

Resumindo, quanto maior a definição ISO, melhores serão as suas chances de fotografar com pouca luz sem flash e sem borrões na imagem. Para cenas com pouca luz, defina-a para 400, 800 ou um valor superior, se a sua câmera permitir. A definição ISO para um valor acima do inicial (em geral, ISO 200) poderá aumentar o ruído da imagem — ou seja, a foto pode parecer granulada — especialmente em definições mais altas. Tire fotos de teste nas definições altas e verifique se os resultados são aceitáveis. Se não forem, diminua a definição de equivalência ISO.

Redução de olhos vermelhos:  Se estiver fotografando com um flash, consulte o manual para descobrir como ativar a redução de olhos vermelhos, caso sua câmera aceite essa opção. Observe que a maioria das câmeras chamam o processo de "redução" em vez de "eliminação" de olhos vermelhos. Já que esse recurso talvez não elimine por completo os olhos vermelhos, você precisará utilizar um programa de edição de imagens como o Picture It! para fazer os olhos voltarem à sua cor normal, depois de colocar a imagem no seu computador.

Foco:  Se a sua câmera exigir que você defina o modo ou a distância focal, leia e siga as instruções para definir a distância adequada antes de fotografar. Se estiver acostumado a usar uma câmera de 35 mm, pode ser difícil lembrar de definir o modo ou a distância focal antes de tirar a foto. Além disso, a maioria das câmeras, digitais ou analógicas, tem foco automático. Para usar o foco automático em muitas câmeras, basta pressionar parcialmente o disparador para regular o foco e, em seguida, pressioná-lo até o fim para concluir a exposição.

Atraso do obturador:  Ao fotografar com uma câmera digital, uma das primeiras coisas que você talvez perceba é que existe um atraso entre o momento em que você pressiona o disparador até o fim e o momento de conclusão da exposição. Isso se chama atraso do obturador. Embora algumas câmeras mais recentes tenham reduzido significativamente esse tempo, é válido:

  • Fazer testes para determinar qual é o atraso do obturador da sua câmera e depois aprender a antecipar a ação com base no atraso. Em outras palavras, comece a fotografar um pouco antes da ação estar prestes a acontecer.
  • Se o atraso do obturador for significativo, tente desativar a redução de olhos vermelhos.
  • Quando você tirar uma foto, não mova a câmera até ouvir um som (clique ou tom) indicando que a exposição está completa. Se você se mover antes do som, isso poderá borrar a sua foto.
  • Tente usar o modo "burst", a capacidade da câmera de tirar uma seqüência de fotos rapidamente. Escolha a melhor foto da seqüência e exclua o resto.

Itens a serem lembrados ao usar uma câmera digital

Assim que as definições forem escolhidas, você estará pronto para experimentar a liberdade, a flexibilidade e a diversão da criação de imagens digitais. Quando estiver fotografando, lembre-se de:

  • Tirar tantas fotos quanto quiser — você não está pagando pelo filme e nem pela revelação.
  • Verifique a foto depois de tirá-la na tela de cristal líquido. Se não gostar do resultado, você poderá batê-la novamente. Um verdadeiro benefício da fotografia digital é que você não precisa esperar a revelação do filme para ver se a foto ficou boa.
  • Exclua as fotos que você não gostar depois de tirá-las. Isso preserva espaço na placa de memória ou disco. Consulte o manual para descobrir como excluir fotos imediatamente.
  • Tente compor fotos utilizando a tela de cristal líquido. Você pode usar o visor ou a tela de cristal líquido para compor as fotos, mas as suas composições mais precisas talvez sejam resultado da composição com o uso da tela de cristal líquido.
  • Tente ângulos, iluminação e composições diferentes. Você pode bater tantas fotos quanto a placa de memória ou o disco aceitarem.

Isso deve ser suficiente para que você obtenha ótimas imagens digitais. Quando estiver pronto para uma pausa, não deixe de instalar qualquer software que tenha sido vendido com a sua câmera. Verifique também se o cabo, a leitora de cartões ou o adaptador de placa são compatíveis com o seu computador para que você possa fazer o download das imagens para ele. Para fazer o download das imagens, leia o manual que acompanha a câmera e sempre faça a edição das suas imagens usando as cópias, em vez das originais. Salve a imagem original intacta em uma pasta separada, caso deseje voltar a ela.

Como eles conseguiram tirar esta foto?

Eclipse solar parcial no dia de Natal de 2000
Eclipse solar parcial no dia de Natal de 2000, tirado por John Quinn, de Cleveland, Ohio.
Foto de John Quinn, texto de Charlotte K. Lowrie

Rara oportunidade de foto no feriado

No dia de Natal, John Quinn, um fotógrafo profissional que vive em Cleveland, Ohio, escolheu abandonar o aconchego da lareira doméstica e aproveitar uma rara oportunidade de tirar uma foto — do último eclipse solar do milênio a ocorrer no dia de Natal e a última oportunidade dos próximos 307 anos.

Quinn, um veterano da fotografia profissional há 20 anos, contribui em publicações nacionais e estaduais e opera um arquivo de 75.000 imagens que pode ser visto no seu site da Web, www.Sunartist.com.

Como ele conseguiu

Para tirar esta foto, Quinn equipou sua câmera digital, uma Olympus 2500L, primeiro com dois filtros polarizadores circulares, depois com um filtro de densidade neutra e, finalmente, com outro filtro polarizador.

Embora os filtros não sejam muito utilizados com câmeras digitais e possam ser difíceis de encontrar, Quinn diz, "A Olympus tem um filtro de 43 mm e, depois de uma pesquisa bem cuidadosa, encontrei uma variedade de filtros em uma loja fotográfica local e em algumas exposições de câmeras".

Ajustes de exposição e filtro

O uso de filtros empilhados reduziu em sete vezes a exposição. A exposição para esta foto foi:

Número ISO: 100
Abertura: f/2.8
Obturador: 320

Quinn explica, "O efeito azul é causado pelos filtros polarizadores convergentes".

Ciente dos efeitos prejudiciais causados por olhar diretamente para um eclipse, Quinn fez uma pesquisa prévia para descobrir que combinação de filtros forneceria a proteção adequada. Ele pesquisou cuidadosamente formas de filtrar a foto e proteger os olhos para que, quando olhasse pelo visor, o eclipse não o cegasse.

Quinn diz que ajustou os dois primeiros polarizadores circulares para polarização máxima e depois acrescentou o filtro de densidade neutra. Ele continua, "O sol ainda estava brilhante demais em relação às nuvens passageiras e eu não queria um eclipse borrado". Foi então que Quinn acrescentou o terceiro polarizador ajustado para aproximadamente dois terços do potencial máximo de polarização. "Consegui fazer com que as nuvens ficassem com o mesmo grau de exposição da imagem geral", diz ele.

Obrigado, John, por partilhar a imagem e as informações técnicas conosco.

 

Crie um inventário fotográfico dos seus pertences

Esteja preparado para perdas ou desastres
Danos do terremoto sobre o Fenix Underground em Seattle
Ninguém poderia ter previsto o terremoto no oeste de Washington. Em caso de um desastre natural, roubo ou incêndio, esteja preparado, tendo registros fotográficos de seus pertences domésticos para o seguro e, se ocorrer algum acidente, use sua câmera novamente para registrar os danos.
Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Não havia nada previsto para o dia 28 de fevereiro que marcasse aquele dia. Como outros dias de fevereiro em Seattle, o céu estava nublado e o ar poluído pairava contra a janela do escritório. Como de rotina, mensagens de email e um dia de reuniões estavam aguardando. Às 10:55, eu estava correndo até a minha mesa para verificar o número de uma sala de reunião quando, a meio passo, senti um tremor no chão. Por ter sido antiga moradora do nordeste do Pacífico (nos EUA), reconheci a sensação como o sinal prévio de um terremoto -- e de imediato desconsiderei que fosse somente mais um "rápido tremor".

Em um instante, entretanto, o tremor mudou para um estrondo. Meus colegas apareceram em seqüência no corredor e entreolharam-se como se o outro tivesse uma resposta. Nesse momento, o prédio já estava tremendo. Ouvimos um baque alto e profundo, acompanhado pelos gemidos das vigas esforçando-se para evitar que desmoronássemos sobre os três andares do estacionamento do subsolo, logo abaixo.

Prédio danificado pelo terremoto no centro de Seattle
Um prédio do centro de Seattle escorado devido a danos pelo terremoto no oeste de Washington.

Apoiei minhas mãos e pés contra o batente da porta e olhei as dúzias de quadros nas paredes do escritório. As molduras batiam violentamente e de maneira ritmada contra as paredes. Então, o tremor se tornou um balanço e, no terceiro andar, o efeito era parecido ao de um passeio na montanha russa. E quando eu pensava que o prédio não suportaria outro movimento, o terremoto parou -- sendo substituído por um silêncio atônito.

Na seqüência de evacuar o prédio, se recuperar do susto e contatar a família para certificar-se de que ninguém se feriu, a preocupação se volta para o lar. Teria a minha casa sofrido algum dano? Objetos de valor se quebraram? E terei registro desses objetos para fins de sinistro do seguro se alguma peça tiver sido danificada? Para mim, a resposta era não.

Registros preventivos -- um inventário fotográfico

Sejam os efeitos de um roubo, incêndio, terremoto, tornado ou furacão, é sempre bom ter um inventário fotográfico atualizado de sua casa -- um registro das estruturas de sua propriedade e de seus pertences pessoais. Esse inventário fotográfico é inestimável quando for necessário mostrar os itens roubados ou danificados à polícia, identificar itens recuperados ou precisar de referências após uma catástrofe, como um incêndio, terremoto ou tornado.

Tijolo perigoso em prédio danificado no centro de Seattle

Vários dias após o terremoto, um tijolo continua pendendo perigosamente no alto de um prédio danificado no centro de Seattle.

A agente de sinistros da seguradora SAFECO, Kristine Brandes, que trabalhou no escritório especial da SAFECO para atendimento aos sinistros causados pelo terremoto de Seattle, ofereceu sábios conselhos para precaução e recuperação de danos.

No mínimo, Brandes sugere a criação de um inventário fotográfico da casa para documentar a estrutura e seus pertences. Comece tirando fotos gerais de cada cômodo. Em seguida, tire fotos dos itens de valor significativo, como jóias, equipamentos eletrônicos, antiguidades etc. "[Os agentes de sinistro] precisam de boas fotos dos itens, de modo que ao avaliar os danos e tentar chegar ao valor que devemos pagar, tenhamos uma idéia melhor das características de cada item", ela explica.

Brandes recomenda manter também um registro do número de série (útil no caso de roubo e recuperação), ano, marca, modelo, data e preço de compra, condições e uma descrição do item. Certifique-se de guardar recibos, manuais do proprietário, cheques cancelados e recibos do cartão de crédito junto com as fotos. Se você preferir manter registros eletrônicos, digitalize os documentos em seu computador.

Dica: se você usar uma câmera digital para tirar fotos de suas posses e propriedades, pode acrescentar informações detalhadas à foto, usando um programa de edição de imagens como o Microsoft Picture It!.

Uma alternativa a guardar fotografias é gravar um vídeo. A vantagem do vídeo é que você pode falar e caminhar enquanto está filmando. Entretanto, Brandes observa que as fotos digitais podem ser enviadas por email com a notificação do sinistro. "Se recebemos uma foto digital, podemos guardá-la no arquivo do cliente, eletronicamente", ela explica. "Se recebemos um vídeo ou um arquivo em outra mídia, não podemos guardá-lo no arquivo. Assim, para notificações básicas de sinistro, as fotos são ótimas e economizam tempo."

Se você possui uma câmera digital e uma câmera de vídeo, verifique com o seu corretor de seguros qual deles a seguradora recomenda.

Dicas para um inventário fotográfico

Porcelana chinesa fotografada contra fundo escuro
Use um plano de fundo escuro, como uma cartolina, para exibir objetos de cores claras.

Tirar fotos de seus pertences domésticos pode ser mais desafiante do você esperava. Por exemplo, para pequenos itens, você precisa de um plano de fundo que não concorra com os detalhes do item que você está fotografando.

Antes de começar:  É uma boa idéia preparar antecipadamente os planos de fundo e o equipamento. Eis uma pequena lista de verificação:

-- Tenha uma cartolina ou tecido escuro à mão. Usado como fundo, esses itens ajudarão a mostrar os detalhes e complexidade de pequenos itens, como jóias, itens de coleção e peças de prata.

-- Pense em usar ou comprar pequenos pedestais em plástico para itens pequenos. Esses pedestais são baratos e podem ser encontrados em lojas de antiguidades ou de departamentos, e são muito úteis para todos os tipos de projetos fotográficos.

Use plano de fundo claro para exibir os detalhes de peças pequenas

Use um plano de fundo claro para exibir os detalhes de pequenas peças, como jóias. Usei aqui a tampa de uma lata para apoiar o anel e uma cartolina branca como plano de fundo.

-- Tire a foto dentro da faixa de distância de alcance do flash. Para muitas fotos de interior, você precisará de um flash. Consulte o manual da câmera para saber qual a distância mínima e máxima de alcance do flash e tire a foto dentro dessa faixa. Na maioria dos casos, não é boa idéia tirar fotos de peças pequenas em close usando o flash embutido da câmera, porque isso pode suprimir os detalhes que você deseja mostrar. Experimente usar uma lâmpada ou flash externo em vez do flash embutido, ou aponte o flash para uma parede ou para o teto. Em alguns casos, você pode espalhar e reduzir a intensidade da luz colocando um pano sobre o flash.

-- Equilibre o branco na câmera digital conforme o tipo de luz que você esteja usando -- incandescente, fluorescente ou flash. Ou, em uma câmera convencional, filtre a luz corretamente.

-- Ative a função de data da câmera antes de começar. Se sua câmera não possui essa função, inclua a data quando processar a imagem digital em um programa de edição de imagens, como o Picture It!

Imagem grande-angular de uma sala de estar
Comece tirando uma foto grande-angular de cada cômodo. Essa foi tirada com uma lente de 17 mm. Talvez sejam necessárias duas fotos para obter uma visão geral do cômodo.

Tirando as fotos:  Para criar um inventário, use uma aproximação sistemática e não negligencie itens pouco usados.

-- Foto ampla do cômodo: comece alternando para o modo angular, usando uma lente grande-angular ou o modo panorâmico. Provavelmente, você precisará de duas ou mais fotos para obter a visão geral do cômodo. Lembre-se do alcance máximo do flash e, se a distância for pequena, ligue as luzes do ambiente ou forneça outro tipo de iluminação, se necessário.

-- Fotos de detalhes: é bom ser sistemático ao tirar fotos para o inventário, começando do grande para o pequeno e de cima para baixo. Por exemplo, depois de tirar as fotos da visão geral do cômodo, procure os itens menores, como a mesa de jantar, cadeiras, poltronas, buffet e cômodas. Tire fotos dos quadros, cortinas e tapetes. Então, siga para as porcelanas, prataria, cristais, aparelhos de jantar, conjuntos de chá, artigos de vidro e itens de coleção.

-- Abertura: use a menor abertura possível sob as condições de luz -- por exemplo, f/8 ou f/5.6. Essa abertura manterá melhor os detalhes do conjunto. Se necessário, use um tripé para fotos com velocidade lenta do obturador. Para exibir pequenos detalhes, alterne para o modo de macrofotografia.

-- Pratarias e porcelanas: tire fotos que mostrem o padrão de suas pratarias e porcelanas e depois vire-as para fotografar a informação impressa no fundo. Se você está usando uma câmera digital com flash embutido, verifique a imagem na tela LCD para ter certeza de que os detalhes estão nítidos. Se não, reposicione e tire nova foto.

-- Itens embalados e superfícies refletoras: para itens que refletem a luz, como quadros emoldurados, espelhos, eletrodomésticos e esculturas, mova-se 30 a 45 graus do item ou até que o reflexo diminua ou desapareça. Em vez de fotografar através da porta de vidro do buffet ou da estante, abra-a antes ou pegue as peças de maior valor e as fotografe sobre um tecido ou cartolina.

-- Gaveteiros, closets e cômodas: abra todas as gavetas e portas e fotografe o conteúdo. Tire os itens que estão no fundo da cômoda, como pequenos eletrodomésticos, panelas e talheres.

Ao tirar as fotos, não se esqueça de itens externos e para épocas específicas, como churrasqueiras, móveis do jardim, tacos de golfe, bicicletas e o equipamento para cortar grama. Lembre-se também de itens pouco usados como ferramentas ou instrumentos musicais.

Não se esqueça de fotografar suas câmeras, lentes e acessórios. Quanto às inestimáveis fotos de família, digitalize regularmente os negativos, copie-os em CDs e guarde os discos em caixas à prova de fogo ou fora de casa, em caixas de segurança. O mesmo conselho aplica-se a fotos impressas e digitais.

Qual o próximo passo?  Agora que você tem seu inventário fotográfico preventivo, faça cópias. Guarde uma cópia em uma caixa à prova de fogo e outra fora de casa, em uma caixa de segurança ou na casa de um parente ou amigo. Conforme compre novos itens ou substitua seus pertences, lembre-se de atualizar o inventário e as cópias guardadas fora de casa.

Fotos para notificação de sinistro

Estatuetas de coleção sobre fundo de cartolina branca
Uma simples cartolina branca cria um excelente plano de fundo para pequenas peças de coleção. Use uma abertura pequena, como f/8, e uma lente grande-angular, ou o modo angular, para obter boa nitidez.

Havendo danos após desastres como terremotos ou inundações, sempre fotografe os itens danificados e o cenário. "Tire fotos que contem a história do que aconteceu", Brandes aconselha. "Então, notifique o sinistro e anexe as fotos". Você também pode enviar as fotos de antes do desastre para comparação e verificação da propriedade e das condições.

Como exemplo de boas fotos para notificação de sinistro, Brandes fala de uma amiga que tinha uma televisão de 30 polegadas que caiu com a tela voltada para o chão durante o terremoto de Seattle. "Ela tirou uma foto da TV no chão, depois a recolocou no lugar e tirou uma foto do vidro quebrado na frente da TV", Brandes conta. "Esses tipos de fotos permitem que os agentes de sinistro vejam a extensão do dano e saibam que é algo que não podemos simplesmente ir lá e consertar".

Em circunstâncias catastróficas, Brandes aconselha que as pessoas tirem fotos dos danos interiores e exteriores antes de limpar as coisas. Inclua fotos de visão geral e imagens com grande-angular, e fotos individuais de itens danificados. Após tirar uma série completa de fotos, pode limpar a confusão. "Não vamos achar que as pessoas vivem em uma casa mal arrumada ou com vidros quebrados", diz ela. "Dizemos para as pessoas o que elas devem fazer para estar seguras e confortáveis".

Para os casos de danos em circunstâncias não catastróficas, Brandes recomenda focalizar os detalhes do dano, para que o agente possa avaliar o problema.

Dica final

Com base na experiência após o terremoto, no escritório especial da SAFECO, Brandes notou que muitas pessoas não conhecem os detalhes da cobertura de seguro que adquiriram, nem as cláusulas de exceção que se aplicam em coberturas especiais.

"Nós vimos que muitas pessoas não se preocuparam em ler o contrato ou não perguntaram a seu corretor sobre situações especiais, como o que aconteceria no caso de um terremoto -- o que estaria coberto", Brandes observa. Ela recomenda que as pessoas atentem para os detalhes de sua cobertura de seguro e conheçam as cláusulas de exceção presentes em todos os contratos. Ela aconselha: "Conheça e entenda o seguro que você comprou."

 

Guia de acessórios para câmeras digitais

Wendy Green
Wendy Green

 

 

O fotógrafo bem equipado -- com acessórios

No varejo, as câmeras digitais vêm com tudo de que você precisa para tirar fotografias. Entretanto, há certos itens que você terá de comprar para melhorar suas sessões de fotografia e o cuidado básico com a câmera, e são esses acessórios que todo fotógrafo bem equipado deve possuir. Eis uma lista dos acessórios que você deve considerar:

Precisa ter

Interessante ter

Divertido ter

Cabo de alimentação

Limpador de lentes

Capa da câmera

*memória extra

Tripé

Software de edição de fotos

Leitora de placas de memória

Armazenamento permanente

Estojo para guardar placas de memória

Alça para capas de lentes

Impressora

Lentes e filtros

Cabo de disparo

Flash externo

Moldura de fotos digitais

*Depende da quantidade de memória que acompanha sua câmera e a resolução que você escolher ao tirar as fotos.

Precisa ter

Acessórios para câmeras digitais

Acessórios para câmeras digitais

  • Cabo de alimentação:  A fonte básica de energia de sua câmera é a bateria. Na maioria dos casos, é também a fonte mais apropriada. Entretanto, é bom que você tenha outras opções.

  • Baterias e carregadores:  As câmeras digitais são grandes consumidoras de energia, de modo que em pouco tempo você terá de substituir as baterias que acompanham sua câmera. Verifique no manual da câmera qual o tipo de bateria que você pode usar. Se sua câmera usa baterias de NiMH ou NiCad (baterias recarregáveis duram mais que as baterias alcalinas padrão), adquira duas baterias e um carregador. Com uma bateria extra recarregável, você sempre terá uma bateria carregada quando a que estiver em sua câmera apresentar nível baixo de energia, e não precisará comprar baterias novas freqüentemente.

  • Conjunto de energia:  Dependendo do conjunto de energia, você pode obter de 4 a 12 vezes mais energia que a fornecida pela bateria da câmera. É a melhor opção antes da energia ilimitada fornecida por uma tomada na parede. Conecte o conjunto à câmera, prenda a seu cinto e vá aonde quiser com sua câmera. E, claro, os conjuntos de energia são recarregáveis.

  • Adaptador AC:  É especialmente útil possuir um adaptador AC se você transfere as fotos diretamente da câmera para seu computador. Nas situações em que você não precisa se movimentar com a câmera, use a energia de uma tomada na parede em vez de gastar as baterias.

  • Limpador de lentes:  Suas fotos não ficarão boas se você não mantiver as lentes limpas (para não mencionar o visor e a tela LCD). E você não deve limpar as lentes com sua camisa ou um pano de limpeza porque poderá arranhá-las. Os produtos de limpeza de lentes são baratos e permitem que você mantenha limpas as lentes e a superfície da tela, sem danificá-las. Os conjuntos de limpeza de lentes custam menos de US$10 e contêm tudo de que você precisa. Em geral, um conjunto de limpeza inclui um pano para lentes, solução de limpeza, um pano absorvente e uma escova para remover poeira das lentes.

  • Capa para a câmera:  A maioria das câmeras digitais não vêm com capa, mas você precisará de uma para proteger sua câmera. Se a capa não acompanhar a câmera, você poderá comprar uma capa genérica para sua câmera. Se você desejar mais espaço, poderá encontrar uma capa com compartimento para baterias e placas de memória, ou pequenas bolsas, ou até mesmo mochilas que lhe permitirão levar tudo que quiser com sua câmera.

  • Memória extra:  As câmeras digitais vêm com alguma memória para armazenamento das fotos. Para as câmeras que possuem memória removível, é uma boa idéia comprar memória extra. Assim, você não precisará se preocupar "se o filme acabar". As placas de memória possuem diversas capacidades -- de 8 megabytes (MB) a 192 MB. Outras opções de memória removível são:

  • Disquetes

  • Placas de PC

  • Placas SmartMedia™

  • Placas CompactFlash™

  • Placas Memory Stick®

Verifique no manual da câmera que tipos de memória removível são aceitáveis.

Interessante ter

Tripé:  O tripé elimina movimentos na câmera, que podem gerar fotos embaçadas. O tripé para fotografias é particularmente útil quando o tempo de captura da imagem é maior que o usual (por exemplo, para fotos sob pouca luz). Um tripé também é útil quando você quer que todos estejam na foto e não há ninguém para segurar a câmera. O tripé elimina a ginástica de equilibrar a câmera em cima do número certo de livros na mesa de jantar para tirar a foto de toda a família na festa de aniversário do seu sobrinho.

Software de edição de fotos:  As câmeras digitais vêm com um software necessário para transferir as fotos para o computador. Alguns desses softwares também incluem recursos básicos de edição de fotos, como redimensionamento, rotação e corte de imagens. Entretanto, se você deseja aprimorar mais suas fotos —como corrigir olhos vermelhos, criar colagens ou ajustar brilho e contraste— há muitos softwares disponíveis. Os aplicativos vão desde o Microsoft® Picture It! Photo para o usuário doméstico até aplicativos para fotógrafos profissionais.

Leitoras de placa de memória:  Você pode transferir suas fotos diretamente da câmera para o computador, mas pode ser um incômodo ter de conectá-los através de um cabo. Uma alternativa é retirar a placa de memória da câmera e usar uma leitora de placas de memória para transferir as imagens para o computador. Procure a leitora apropriada para o tipo de placa de memória que sua câmera usa. Algumas leitoras são conectadas ao computador como um mouse, enquanto outras se encaixam em um disquete. Após instalar a leitora, insira sua placa de memória e siga as instruções que acompanham a leitora para transferir suas imagens.

Armazenamento permanente:  Quando você usa uma câmara digital, você precisa armazenar os arquivos de imagem. O disco rígido do computador é excelente para armazenamento temporário, mas se você for um fotógrafo entusiasta, poderá encher um disco rígido rapidamente. E você quer que seus arquivos estejam a salvo se o disco rígido falhar. As opções de armazenamento permanente são as seguintes:

  • CD-ROM: Verifique com a loja em que você imprime suas fotos se eles podem gravá-las em CD. Se eles não o fizerem, procure uma loja de serviços de imagens digitais nas páginas amarelas. Você também pode comprar um gravador de CD e discos CD-ROM graváveis e armazenar suas imagens em CDs.
  • Unidade de disco Zip: Uma unidade de disco Zip armazena dados como um disquete, porém possui capacidade muito maior (por exemplo, 100 MB ou 250 MB). Depois que encher um disco, guarde-o e insira outro disco na unidade de disco Zip.
  • Unidade de disco Jaz: Para obter mais capacidade de armazenamento que uma unidade de disco Zip, experimente uma unidade de disco Jaz. Um cartucho Jaz pode armazenar de 1 a 2 gigabytes.

Estojo para placas de memória:  Os pequenos estojos disponíveis guardam várias placas de memória. O estojo mantém as placas em um só lugar ao tempo em que oferece proteção.

Alça para capas de lentes:  Quando você não estiver usando sua câmera, é importante proteger as lentes recolocando a capa. A alça para capas de lentes prende a capa da lente à câmera. Quando você tira a capa da lente para fotografar, é bom saber que não vai perdê-la e que ela estará ali quando você precisar recolocá-la.

Divertido ter

Impressora:  Você pode imprimir suas próprias fotos antes de enviá-las para impressão comercial. Há duas coisas importantes a considerar ao comprar uma impressora. A primeira é que as impressoras não são iguais. Comparar a qualidade de impressão das impressoras à venda valerá a pena no final. A segunda é verificar quais as suas necessidades de impressão. Se você precisa imprimir tanto texto como imagens, deve escolher uma impressora diferente da que escolheria se somente precisasse imprimir imagens (chamada "impressora de qualidade de foto"). Há grande variedade de saída de impressão em impressoras de qualidade de foto. Alguns modelos imprimem somente em 4x6 polegadas, enquanto outros podem imprimir imagens panorâmicas de até 13x44 polegadas.

Certifique-se de pesquisar a expectativa de duração das impressões da impressora que você está pensando em comprar. As imagens impressas de algumas impressoras podem começar a perder a cor após alguns meses. Se você deseja impressões de longa duração, pergunte sobre a duração estimada das impressões antes de comprar a impressora.

Lentes e filtros:  Para câmeras avançadas, você pode adquirir filtros e lentes adicionais. Entre os tipos de filtro, há filtros de UV e filtros de polarização. As lentes disponíveis são angulares, telefoto ou "olho de peixe".

Cabo de disparo:  Para assegurar perfeição sem movimentos bruscos, use um cabo de disparo em sua câmera. Um cabo de disparo conectado à câmera proporciona um mecanismo de disparo do obturador à distância, evitando movimentos na câmera ao se pressionar o obturador. É particularmente útil quando a câmera está montada sobre um tripé e você está fotografando em condições de pouca luz.

Flash externo:  As câmeras mais avançadas possuem adaptadores para flash externo. Um flash externo é excelente para fotógrafos de nível intermediário e avançado, pois permite maior controle sobre a iluminação e sombras.

Moldura de fotos digitais:  Quer exibir suas fotos digitais? Não é necessário imprimi-las para colocá-las em uma moldura. Atraentes molduras de fotos digitais armazenam e exibem as imagens. Você pode mostrar uma só imagem ou exibir uma apresentação de slides de várias fotos.

 

Como eles conseguiram tirar esta foto do palhaço?

Um planejamento cuidadoso ajudou a criar essa bela imagem do palhaço
Um planejamento cuidadoso ajudou a criar essa bela imagem do palhaço.
Texto de Charlotte K. Lowrie, foto de John Quinn

Poucos poderiam recusar a flor oferecida por esse palhaço adorável. Os elementos nesta fotografia de John Quinn, um fotógrafo profissional estabelecido em Cleveland, Ohio (http://www.sunartist.com), criaram tanto atratividade como interesse. Embora pareça ser uma foto bem espontânea, Quinn, na realidade, criou cuidadosamente a coreografia da imagem: o ponto de vista combinado com a iluminação leve e direcional evocam a inocência infantil única que personifica o espírito associado aos palhaços. Quinn produziu essa imagem como parte de um portfólio de relações públicas de um parente que é ator.

Planejamento e composição

Ao preparar-se para fotografar, Quinn primeiro determinou a aparência geral que desejava dar ao assunto. "Eu me lembrei dos tempos de fotografia do glamour hollywoodiano e decidi que preto e branco seria a melhor opção para capturar a imagem da face branca do palhaço", ele explica. Quinn sabia que também poderia jogar com as expressões faciais animadas do palhaço na imagem. "A inclusão da flor é épica neste exemplo", ele acrescenta.

Outros elementos da imagem também foram orquestrados em detalhes. A perspectiva e a iluminação foram cuidadosamente escolhidas para completar a mensagem da foto. Quinn destaca que a perspectiva é uma importante ferramenta para trazer à tona uma resposta emocional à imagem. Neste caso, Quinn optou por uma perspectiva ampla, para focalizar a atenção no objeto da foto. "A foto chama a atenção porque o observador é dominante, com o palhaço gentilmente oferecendo a flor ao observador", Quinn explica. Por outro lado, em retratos de executivos de corporações, Quinn fotografa um pouco abaixo do nível dos olhos do objeto. "Olhar para pessoas de estatura alta dá a elas uma sensação de superioridade do ponto de vista do observador", ele observa.

Como iluminação frontal, Quinn colocou uma única luz um pouco acima do objeto. A luz foi posicionada a um ângulo de 35 graus da câmera e direcionada para o objeto. Mestre na economia fotográfica, Quinn comprou o velho holofote padrão de Hollywood por US$35 em uma exposição de câmeras e pagou US$20 pelo suporte. A iluminação de fundo era a de um holofote muito parecido com aqueles disponíveis em lojas do tipo "faça-você-mesmo".

Equipamento e exposição

Câmera: Nikon FM2 (totalmente manual)
Lente: 20 mm
Filme: Kodak T-Max 400 ISO (um filme preto e branco de alto contraste)
Abertura: f/8
Velocidade do obturador: 1/60
Revelação e impressão: pelo fotógrafo

Quinn escolheu uma lente de 20 mm para aumentar a perspectiva do retrato em close-up. "Eu estava provavelmente a cerca de 70 centímetros de distância do objeto, e com um retrato angular em close-up, tudo no plano de fundo aparece bem maior e o resto da imagem fica em seu lugar", explica o fotógrafo.

A abertura forneceu a profundidade de campo que Quinn precisava para a foto. "A exposição precisava ser de pelo menos f/8 para manter a flor em foco, bem como as expressões faciais do objeto", diz Quinn. "Escolhi um filme de velocidade 400 T-Max para uma exposição relativamente rápida que me daria uma velocidade do obturador acima de 1/30 de segundo — uma velocidade do obturador mais lenta representaria de forma suave qualquer movimento do objeto, ou faria com que ele parecesse fora de foco".

Dica do fotógrafo

Se você não tem uma sala escura e tem dificuldades em encontrar um laboratório que revele e imprima filmes em preto e branco, Quinn sugere o uso do Kodak TN400, um filme preto e branco cromógeno profissional. A vantagem desse filme é que ele pode ser revelado pelo Processo C-41 (processamento em cores) pela maioria dos laboratórios. Além disso, um laboratório de personalização pode imprimir o filme em diferentes tonalidades ou matizes.

 
Tire suas próprias fotos românticas

Dicas para tirar fotos perfeitas
Fotografia romântica
Itens fotográficos que fazem você lembrar de um evento especial.
Por Wendy Green

Com que freqüência você já percorreu a seção de cartões procurando por um cartão que tivesse a figura perfeita? Aquela figura que evoca uma lembrança especial ou transmite bem o seu sentimento em relação à pessoa amada? Na maior parte dos casos, você acaba saindo com um cartão que simplesmente não captura os sentimentos especiais que você deseja expressar. Com uma câmera, alguns acessórios e sua imaginação, você pode fotografar uma imagem e criar um cartão ou presente que transmita tudo isso.

Antes de começar a tirar as fotos, pense sobre o que a imagem deve representar. Se quiser uma foto romântica, opte por fotografar um local que tenha significado especial ou seja simplesmente bonito. Ou reúna itens como taças de champanhe, um buquê de folhas secas e alianças de casamento para fotografar. Se estiver criando um cartão para familiares e amigos, fotografe locais ou coisas que representem um elo especial com a pessoa que está recebendo o cartão de presente.

Quando tiver decidido o que deseja fotografar, tente algumas técnicas simples para criar efeitos especiais. Por exemplo, uma forma eficaz de transmitir sentimentos românticos ou de amor é conferir à sua foto um foco suave. Outras idéias incluem fotografar a silhueta de um casal ou encontrar um local onde a luz natural acrescente um elemento de efeito à cena.

Depois de tirar a foto perfeita, é hora de usar seus talentos criativos para fazer um cartão que seja perfeito para a ocasião. Você pode pedir cópias da sua foto no Picture It! no MSN. Ou, você pode usar um produto de edição de imagens, como o Microsoft® Picture It! Publishing para editar sua foto digital ou imagem digitalizada e criar um cartão.

Efeitos suavizadores

Um foco suave acrescenta emoção a uma foto e você não precisa ser um fotógrafo profissional para alcançar o visual suave visto com freqüência nos cartões. Você pode criar seus próprios efeitos com itens caseiros ou, para uso em algumas câmeras, você pode adquirir um filtro.

Fotografia tirada sem filtro
Uma foto tirada sem efeitos especiais ou filtros.
Fotografia tirada com uma meia de náilon cobrindo a lente

O mesmo tema fotografado com uma meia de náilon cobrindo a lente.


Efeitos caseiros:  Você pode criar facilmente um visual de foco suave para sua fotografia com itens encontrados em casa. Envolva a lente da sua câmera com uma película plástica ou uma meia de náilon e prenda com um elástico. Cada efeito vai suavizar a imagem e gerar um visual diferente.

Se você puder usar filtros com a sua câmera, pegue um filtro ultravioleta ou skylight antigo que possa ser permanentemente dedicado ao objetivo em questão e aplique uma quantidade bem pequena de vaselina sobre ele. Você pode brincar com o visual passando a vaselina apenas nas partes superior e inferior, apenas ao redor da borda, deixando o centro limpo, ou sobre o filtro inteiro. A vaselina cria o tipo de efeito visual suave alcançado por um filtro de difusão especializado. Lembre-se, NUNCA aplique a vaselina diretamente sobre a lente da sua máquina fotográfica, porque não é possível removê-la por completo, e você provavelmente acabaria danificando a lente no processo. Tente todos os três métodos acima e decida que resultados você prefere.

Filtros:  O filtro mais comum utilizado para criar um visual suave é um filtro de difusão. Quando você tira uma foto usando um filtro de difusão, sua imagem fica focada, mas tem um visual levemente enevoado. Os filtros de difusão variam de difusão moderada a forte. Escolha um difusor de médio alcance para obter um efeito moderado. Se você decidir que gosta de usar filtros, poderá escolher a partir de vários outros filtros que criam efeitos interessantes. Por exemplo, alguns filtros de difusão têm um centro nítido de modo que apenas as margens da foto são suavizadas.

Os filtros coloridos fornecem outra forma de alterar o visual das suas fotos. Eles podem ser especialmente úteis para dar vida a um pano de fundo desinteressante. No entanto, lembre-se de que os filtros coloridos reduzem a quantidade de luz que entra pela lente. A sua câmera deve compensar esse efeito, mas você pode acabar tendo como resultado baixa velocidade no obturador, ficando vulnerável aos efeitos de tremores da câmera. Recomenda-se ter à mão um tripé, por via das dúvidas.

Foto tirada usando um filtro estrela

Use filtros, como um filtro estrela, para criar efeitos especiais.

Tente usar filtros de tela inteira para suavizar as suas imagens e acrescente efeitos interessantes às altas-luzes. Um filtro de tela inteira usa uma alta-luz e cria uma estrela de luz. Esse efeito é belo se você só tiver uma ou duas altas-luzes em uma foto, como o brilho de uma aliança de casamento. Mas você nunca deve usar filtros de tela inteira em uma sala cheia de velas ou a foto apareceria apenas com altas-luzes brilhantes.

Localização e iluminação

Fotos de paisagem também podem ser usadas para criar ótimos cartões sentimentais. Torne suas fotos de paisagem muito especiais escolhendo um local que tenha significado para você e para a pessoa que está recebendo a foto. Ou então, encontre um local que ofereça algumas opções para fotos cênicas e que tenha boa luz natural. Os parques podem oferecer muita variedade. Você talvez encontre um parque perto de você que ofereça áreas arborizadas, um lago e espaços abertos.

Se estiver incluindo uma pessoa na paisagem, considere o fundo. "As árvores formam um pano de fundo realmente bonito", diz o fotógrafo de cerimônias de casamento Tom Ellis , "especialmente se você conseguir uma árvore com iluminação de fundo". Se encontrar uma árvore assim, procure uma em que a luz seja filtrada pelas folhas e o sol não esteja brilhando diretamente na sua lente. No outono, você terá a beleza dos tons laranja e vermelho das folhas outonais e, na primavera e verão, haverá um agradável brilho esverdeado. Em um ambiente ao ar livre com iluminação de fundo, meça essa luz e depois use o flash para reforçar a iluminação sobre o seu tema.

Os pores-do-sol também fornecem efeitos de iluminação interessantes para fotografias românticas. Tom gosta de tirar fotos de pôr-do-sol de duas maneiras: como uma silhueta contra o poente e com o flash para preenchimento de modo que você possa ver as pessoas e o incrível pano de fundo. Lembre-se de que, com as silhuetas, você deve medir a luz de fundo e tirar a foto. Quando fizer as impressões, certifique-se de informar ao responsável pelo acabamento da foto que você pretendia fotografar uma silhueta para que ele não tente corrigir a impressão, iluminando os objetos.

Poses

Fotografias românticas de pessoas podem tornar os cartões especialmente significativos. Quando estiver tirando uma foto romântica de casais, o objetivo é capturar a emoção. Por exemplo, se você está criando uma participação de noivado para enviar a familiares e amigos, a foto deve expressar a alegria vivida pelo casal—e isso raramente é alcançado por meio de poses de braços dados, diante da câmera. Uma pose excelente que cria um senso de intimidade é fazer o casal se encarar. Quando Tom Ellis está fotografando um casamento, ele quer que o casal fique "tão próximo a ponto de ter a sensação de que estão ficando vesgos".

E, como fotógrafo, você também deve se aproximar das pessoas que estão sendo fotografadas. Chegue mais perto ou aplique o zoom. Não se sinta obrigado a tirar fotos de corpo inteiro simplesmente porque as pessoas estão bem vestidas para a ocasião ou porque você tem um ótimo pano de fundo. Experimente fotografar tudo: de fotos à distância a fotos tão próximas que você consiga apenas capturar uma parte de seus rostos.

Uma última consideração quando estiver fotografando pessoas é a profundidade de campo -- ou o foco da sua imagem do primeiro ao segundo plano. Na fotografia, você deve ter pouca profundidade de campo para manter as pessoas em foco, mantendo ao mesmo tempo o primeiro e o segundo planos menos nítidos e, portanto, chamando menos atenção. Para obter pouca profundidade de campo, defina a abertura para menos de f/4. Experimente, por exemplo, f/2.8 ou até f/2. Será necessário testar, porque se a profundidade de campo for pequena demais, você poderá ter um olho em foco e uma orelha fora de foco. Muitas câmeras monoreflex de topo de linha têm um botão para visualização da profundidade de campo—uma ótima ferramenta que permite ver o que a câmera vai fotografar.

Essas idéias devem servir de base para algumas experiências criativas por trás das lentes. Então, na próxima vez que você quiser dar aquele cartão perfeito de presente, não ficará limitado pela seleção encontrada na loja. Agora, você pode criar suas próprias obras-de-arte românticas ou significativas e se expressar com uma imagem que vale mil palavras.

 

Mais dicas para obter melhores fotos

Use os modos de exposição para obter controles adicionais e criativos
Imagem com velocidade lenta do obturador e o efeito panorâmico
Use uma velocidade lenta do obturador e efeito panorâmico sobre o objeto para captar o efeito de movimento.
Texto e fotos de Charlotte K. Lowrie

Se você deseja a flexibilidade criativa de fotografar os objetos da maneira que você os vê em sua imaginação, o primeiro grande passo é aprender quando usar os diferentes modos de exposição de sua câmera. Quase todas as câmeras digitais e monoreflex possuem uma variedade de modos de exposição que permitem que você controle toda ou parte da exposição de imagens individuais.

Em geral, a maioria das câmeras novas oferece os modos programado, manual, prioridade de abertura e prioridade de obturador. Todos os modos, exceto o modo programado, permitem que você controle, dentro de certos limites, o nível de nitidez ou de foco do plano de fundo, se deseja "congelar" ou "embaçar" a ação ou, em situações fotográficas mais complexas, se você pode obter uma foto próxima da que deseja.

Algumas definições

Antes de abordar detalhadamente os modos de exposição, e para garantir que estamos tratando do mesmo assunto, eis algumas definições simplificadas.

Abertura: a medida de abertura da lente, que determina o quanto de luz entra na câmera para fazer a exposição. As medidas de aberturas de lente são exibidas como f-stops (aberturas de diafragma). Por exemplo, f/2.8 é uma abertura de lente grande que deixa entrar mais luz que f/22, que é uma abertura pequena. A alteração do valor de f/stop em uma interrupção -- por exemplo, de f/16 para f/22 -- reduzirá a quantidade de luz pela metade.

Exposição temporizada e abertura pequena capturam o movimento da neve caindo
A exposição temporizada de 25 segundos combinada com a abertura pequena (f/22), usando lente grande-angular, captura o movimento da neve caindo.

Velocidade do obturador: o tempo em que se mantém aberto o mecanismo (lâminas de metal ou cortina) que permite a entrada de luz na câmara. A velocidade do obturador é expressa em segundos. Quanto mais tempo ele ficar aberto, mais luz atingirá o filme ou o CCD (Charge-Coupled Device). A alteração da velocidade do obturador de 1/60 de segundo para 1/125 diminuirá o tempo de exposição pela metade.

Velocidade do filme: expressa por ASA/ISO (Organização de Padrões Internacionais), esse número indica a sensibilidade do filme à luz. Em câmeras digitais, a velocidade do filme é definida por uma equivalência à medida ASA/ISO. Quanto maior a ASA/ISO, menos luz será necessária para tirar a fotografia. Por exemplo, ASA/ISO 800 é um filme "rápido", ou seja, requer menos luz que ASA/ISO 100, que é um filme "lento".

Em linhas gerais, uma exposição é a quantidade de luz (abertura da lente) e quanto tempo (velocidade do obturador) de exposição à luz são necessários para obter uma imagem com base no ASA/ISO do filme, ou equivalente.

Noções básicas para escolha do modo de exposição

Os modos de exposição concentram-se em variáveis como abertura e velocidade do obturador. Entretanto, a exposição geral inclui fatores adicionais, como a velocidade do filme ou a equivalência ASA/ISO, o tipo de lente (angular, normal ou telefoto) e a distância do objeto.

Por ora, falaremos apenas dos modos de exposição. Sem a pretensão de se aprofundar em detalhes, podemos usar as informações a seguir como guia sobre quando usar cada modo de exposição para obter o efeito desejado.

Controle o nível de nitidez ou de foco do plano de fundo

Varie a profundidade de campo para criar um contexto para o objeto

Você também pode variar a profundidade de campo para criar um contexto para a imagem, como mostrar a quantidade de neve acumulada contra um plano fundo com árvores cobertas de neve.

Use o modo de prioridade de abertura quando desejar controlar a nitidez ou o nível de foco do plano de fundo. No modo de prioridade de abertura, você define a abertura (f-stop) e a câmera define a velocidade correta do obturador.

Por exemplo, você está de férias em um lugar muito conhecido e quer tirar a foto de seu amigo sentado em frente a uma placa do local, com ele e o cenário de fundo em foco. Para tirar essa foto, você precisa controlar a profundidade de campo, ou da área à frente e atrás do assunto principal -- seu amigo -- que esteja em foco aceitável. Assumindo que você não mude sua distância do objeto, quanto menor for a abertura da lente (f/números maiores), maior será a profundidade de campo na imagem. Em outras palavras, tanto o primeiro plano como o cenário de fundo estarão em foco ou em foco aceitável. Do mesmo modo, quanto maior a abertura da lente (f/número menor), menor será a profundidade de campo conseguida e o cenário de fundo aparecerá fora de foco na imagem.

Para tirar a foto de seu amigo, defina a abertura para f/16, se o dia estiver claro o suficiente para uma foto com esse f-stop, ou se houver pouca luz e você estiver usando um filme ou uma definição ASA/ISO rápida. Você conseguirá a nitidez que deseja no primeiro plano e no cenário de fundo. Lembre-se, quanto maior o f/número, maior a profundidade de campo com uma lente normal e grande-angular ou de definição focal.

No entanto, se o dia estiver nublado, talvez você tenha que definir a abertura do diafragma para a exposição -- alterne para uma abertura maior de lente (f/número menor) -- para obter luz suficiente para a foto. Em geral, aumentar a exposição para f/8 ou até f/5.6 resultará em planos de fundo com nitidez razoável. Outra opção é usar um filme mais rápido, ou uma equivalência ASA/ISO mais rápida em uma câmera digital.

Em outra situação fotográfica, você pode desejar um close-up de seu amigo, mas sem a distração dos detalhes do cenário de fundo. Para tirar de foco esse cenário, mas manter seu amigo em foco, defina a abertura do diafragma para a exposição em um f/número abaixo de f/5.6: digamos f/3.5 ou f/2.8. Ao ajustar o f-stop, você pode determinar até que nível de detalhe o cenário de fundo estará fora de foco.

Combine profundidade de campo e foco seletivo para transmitir as informações sobre o objeto
O controle da profundidade de campo e o uso do foco seletivo pode produzir imagens interessantes que transmitem informações sobre o objeto, como a solidão dessa cabana na floresta.

O que mais você precisa saber: lentes telefoto e zoom em uma câmera digital produzem pouca profundidade de campo. Além disso, quanto mais perto você estiver do objeto, menos profundidade de campo terá. Se você deseja o máximo de profundidade de campo, use uma lente grande-angular ou definição, e afaste-se do objeto. A seguir, da parte inferior da moldura, dirija o foco aproximadamente a um terço do cenário.

Em situações de pouca luz, sua possibilidade de obter o máximo de profundidade de campo estará limitada, porque com f-stops maiores, a velocidade do obturador necessária poderá ser muito lenta para você disparar a foto. Isso pode acontecer em um evento esportivo em um ginásio, por exemplo. Você pode usar um pé ou tripé para tirar a foto com uma velocidade do obturador menor, ou pode sacrificar a profundidade de campo e aumentar a velocidade do obturador. Com uma velocidade lenta do obturador; entretanto, você não conseguirá interromper a ação.

Interrompa a ação ou capture o efeito de movimento

Combinando o efeito panorâmico e a velocidade lenta do obturador

Para obter um efeito artístico, você pode usar uma velocidade lenta do obturador e um efeito panorâmico do movimento do objeto.

Use o modo de prioridade do obturador quando quiser controlar se a ação será "congelada" ou haverá o efeito de movimento. No modo de prioridade do obturador, você define a velocidade do obturador e a câmera define a abertura correta, ou o f-stop.

Por exemplo, você está em um parque e quer "congelar" o movimento de pulo de seu amigo. Considerando que você esteja em um dia claro ou em um local bem iluminado, você pode definir a velocidade do obturador para 1/250 ou 1/500 de segundo. Verifique a abertura para assegurar-se de que pode tirar a foto. Se a combinação abertura/obturador estiver fora da faixa possível, a maioria das câmeras não permitirá que você pressione o botão disparador do obturador. Se necessário, ajuste a velocidade do obturador para o nível inferior seguinte.

Se a foto for tirada com um pequeno f-stop e velocidade rápida do obturador, a ação será "congelada" e o plano de fundo ficará fora de foco. Alguns cálculos de exposição dependem do seu ângulo em relação ao objeto, mas, em geral, quanto mais rápido for o movimento do objeto, maior a velocidade do obturador necessária para "congelar" a ação, particularmente com comprimentos focais maiores (ou modo zoom). Para capturar o tráfego na cidade que está se movendo em paralelo a você, comece com 1/1000 de segundo, por exemplo. Se você precisar usar uma velocidade lenta do obturador, use uma lente grande-angular ou o modo grande-angular, e, se possível, um filme de ASA/ISO mais rápida ou a definição para "congelar" o movimento.

Por outro lado, se você quiser mostrar o efeito de movimento, defina uma velocidade lenta para o obturador. Você tem uma opção com velocidades de obturador realmente lentas: artisticamente, pode mostrar o efeito de movimento tanto do objeto como do cenário de fundo, ou pode manter o objeto em foco e tirar de foco o cenário de fundo, através do efeito panorâmico no objeto. O efeito panorâmico é uma arte que requer prática para atingir a perfeição. A técnica consiste em segurar a câmera bem firme (de preferência, sobre um tripé) enquanto você se move, somente com os quadris, para acompanhar o movimento do objeto. Defina a velocidade do obturador para 1/30 de segundo ou mais lenta.

Controle tudo

Use o modo manual em cenários difíceis de fotografar
Use o modo manual para obter a melhor combinação de abertura e velocidade do obturador em cenários complexos, como esse, de pouca luz, em que busquei o máximo de profundidade de campo possível.

Use o modo manual quando quiser controlar todas as fotografias. No modo manual, você define tanto a velocidade do obturador como a abertura. Depois que você se acostumar com a noção de que alterando o f-stop ou a velocidade do obturador você dobra ou reduz à metade a exposição, poderá preferir o controle criativo que a definição manual oferece. O modo manual também é usado em cenários em que você precise tentar combinações para obter o máximo de profundidade de campo possível com pouca luz.

Se o modo manual parecer assustador, não se preocupe. Quase todas as câmeras mais recentes oferecem ajuda, de modo que ao definir o f-stop ou a velocidade do obturador, a câmera exibe no visor a definição apropriada para a outra variável.

Simplesmente focalize e dispare

Use o modo programado quando quiser apenas focalizar e disparar. No modo programado, a câmera seleciona o f-stop e a velocidade do obturador para a exposição correta. O modo programado é uma boa opção para quando você precisa tirar fotos rápidas e não está preocupado com a profundidade de campo ou como a ação aparecerá na imagem. Embora o modo programado não seja a maneira mais criativa de usar sua câmera, ele é útil quando você está com pressa.

Antes de começar suas experiências com os modos de exposição, verifique no manual de sua câmera as aberturas e velocidades do obturador disponíveis. Por exemplo, algumas câmeras ou lentes oferecem somente f/11 como menor abertura, o que pode limitar suas opções de criatividade. Assim, se você conhecer agora os parâmetros de sua câmera, poderá planejar suas fotos -- e não será surpreendido no momento em que precisar tirar as fotos.

 

Aproveite seu scanner ao máximo

Dicas e idéias
A imagem digitalizada com correção de cores corrige o azul do céu e o verde da grama
Nesta imagem digitalizada, a correção de cor faz com que o céu tenha o tom de azul correto e as folhas tenham o tom de verde correto. Compare esses tons com a imagem digitalizada não corrigida abaixo.
De Charlotte K. Lowrie e Jon Canfield, fotos de Jon Canfield

Se você estiver pensando em comprar uma câmera digital, mas deseja imagens digitais que possam ser compartilhadas on-line com amigos e familiares, ou se tiver uma câmera digital e também uma reserva de filmes que gostaria de ter em formato digital, um scanner é a resposta lógica. Mas escolher um scanner e aproveitá-lo ao máximo pode ser uma experiência desconcertante e frustrante ao mesmo tempo.

Para ajudar os apreciadores de scanner iniciantes e mais avançados, fiz algumas das perguntas mais comuns que recebemos dos leitores sobre scanners a Jon Canfield, líder da equipe de testes do Picture It! e entusiasta da digitalização com bastante experiência no assunto. Jon compartilha suas técnicas e experiência conosco e, de quebra, oferece uma pequena lista de dicas sobre como obter imagens digitalizadas perfeitas.

Tipos de scanners

Imagem digitalizada sem edição
Imagem digitalizada sem edição.

P: Quais são as diferenças entre scanners de mesa e de película?
R: As maiores diferenças entre esses dois tipos de scanners são preço e uso pretendido. Os scanners de mesa são excelentes na digitalização de meios refletidos, tais como fotografias impressas e documentos em papel. Como alternativa, os scanners de película são projetados para digitalizar apenas um meio—filme de 35 mm—e o fazem excepcionalmente bem.

Portanto, se você tiver slides ou negativos que deseja digitalizar, um scanner de película fornecerá os melhores resultados. Se deseja digitalizar fotografias, ilustrações ou documentos, um scanner de mesa é muito mais versátil.

Mais especificamente, as vantagens de um scanner de mesa são:

  • Capacidade de digitalizar uma variedade de materiais, de até 20 por 25 centímetros ou maiores, incluindo fotos impressas, documentos, instantâneos e até objetos tridimensionais (que podem criar alguns projetos interessantes). Além disso, alguns scanners de mesa têm adaptadores para filme e transparência.
  • Preço muito menor do que os scanners de película.
  • Saída de qualidade, caso deseje digitalizar fotos para compartilhar na Web ou por email.

Especificamente, as vantagens de um scanner de película são:

  • Melhor qualidade na digitalização de filmes do que a de um adaptador para transparências em um scanner de mesa.
  • Digitalizações de maior resolução—a maioria dos scanners de película digitaliza a 2.700 a 4.000 pontos por polegada (dpi). A resolução mais alta produzida pelos scanners de película se traduz em mais detalhes na imagem digitalizada e, portanto, na capacidade de gerar cópias maiores e de melhor qualidade.
  • Faixa dinâmica mais alta. Isso significa que as imagens digitalizadas retêm mais detalhes nas áreas sombreadas e de realce.

P: O que é faixa dinâmica e como ela afeta a imagem?
R: A faixa dinâmica indica quantos níveis diferentes de cor ou tons—de preto a branco—o scanner identifica. Quanto maior for a faixa dinâmica do scanner, mais sutil será o detalhe produzido nas áreas sombreadas ou brilhantes de uma imagem digital. A faixa dinâmica é medida em uma escala de 0 a 4, sendo 4 o maior ponto possível. Como essa escala é pequena, uma classificação de 3,4 representa uma capacidade significativamente maior de reproduzir áreas sombreadas e brilhantes do que uma classificação de 3,2. Uma fotografia típica tem uma faixa dinâmica de 3,0 ou menos. Os slides (ou transparências) geralmente têm uma faixa maior, enquanto a maioria dos scanners de película terá uma faixa dinâmica de 3,4 ou maior.

Escolhendo opções de digitalização

P: Preciso de um perfil de monitor e como consigo um?
R: Os perfis de monitor são uma parte importante do "fluxo de trabalho", o que significa que as imagens exibidas no dispositivo de entrada devem corresponder às imagens exibidas no dispositivo de saída. Nesse caso, o scanner é o seu dispositivo de entrada, e o monitor e a impressora são os dispositivos de saída (de exibição).

A vantagem de usar um perfil de monitor é que as outras imagens são exibidas com precisão. Por exemplo, se você enviar uma imagem com um perfil sRGB (espaço de cor padronizado Vermelho, Verde, Azul) para alguém que tenha um perfil de monitor, a imagem será exibida corretamente no monitor da outra pessoa.

O Microsoft® Windows® aplica automaticamente um perfil de monitor, se ele estiver disponível. No entanto, alguns monitores têm seus próprios perfis. Esses perfis podem ser instalados com o uso do Painel de controle do Windows. Para obter o perfil de um monitor, entre em contato com o fabricante do monitor.

P: O que são perfis de cor e espaço de cor e por que são importantes?
R: Muitos scanners e impressoras possuem informações de perfil de cor. O perfil de cor do Microsoft Windows é chamado de um perfil ICC (International Color Consortium). O Macintosh usa o ColorSync®, que é muito semelhante.

O objetivo de um perfil de cor é obter resultados consistentes entre dispositivos como scanners, monitores e impressoras. Por exemplo, um scanner precisa saber o que o monitor espera ver e a impressora precisa saber o que o monitor está enviando para ela. Os perfis de cor fornecem as informações necessárias. Os perfis de cor padrão instalados no seu monitor, scanner e impressora geralmente são semelhantes o suficiente para a maioria das pessoas e para a maior parte dos usos. Se você estiver digitalizando imagens para usar na Web, concentre-se em como a imagem aparece no seu monitor.

Alguns scanners vêm com um exemplo de imagem que pode ser digitalizada para ajudar você a ajustar as configurações do monitor e do scanner. A finalidade de usar essa imagem de exemplo é tornar a imagem visualizada na tela o mais próximo possível do exemplo. Isso também é de grande ajuda para configurar a impressora e, se você tiver essa opção, deve usá-la para calibrar o monitor e a impressora.

O espaço de cor mais comum e com melhor suporte é sRGB. A menos que você precise de uma gama maior, sRGB é a melhor opção. Além disso, para exibição na tela, escolher qualquer outro espaço de cor é perda de tempo.

Imagem digitalizada corrigida para que os pontos pretos e brancos sejam definidos corretamente
Imagem digitalizada corrigida para que os pontos pretos e brancos sejam definidos corretamente. Observe o detalhe visível no chapéu e nos tons de pele corrigidos.

P: Se eu for iniciante no uso de scanners, é possível escolher as opções erradas e destruir uma imagem digitalizada?
R: Sim, certamente é possível. A boa notícia é que escolher as opções de digitalização erradas não é um problema permanente. Verifique apenas o que você não gosta e digitalize novamente! Exemplos de escolher as opções erradas poderiam incluir a digitalização de um negativo preto-e-branco como uma imagem colorida, o que resulta em uma imagem laranja. Ou então, talvez você tenha digitalizado a foto para usar em uma mensagem de email, mas esqueceu de mudar a resolução. Como resultado, o arquivo da imagem terá 5 megabytes (MB) em vez dos 50 kilobytes (KB) desejados.

P: Em geral, quais são as configurações mais seguras para um iniciante utilizar?
R: Normalmente, as configurações padrão funcionam melhor. Isso geralmente significa digitalizar a 300 pontos por polegada (dpi) com cor de 24 bits para um scanner de mesa. Se estiver digitalizando uma foto preto-e-branco, certifique-se de selecionar escala de cinza. Usando essas configurações, o seu scanner terá melhor condições de digitalização e o arquivo final será muito menor.

P: Se eu souber o básico e desejar escolher minhas próprias configurações, como vou saber que resolução de saída escolher?
R: Em primeiro lugar, se você sabe como vai utilizar a imagem, digitalize-a na resolução apropriada para esse uso. Por exemplo, se você vai utilizar a imagem na Web ou em uma mensagem de email, não há motivo para digitalizar a 300 ou mais dpi—72 dpi é perfeito.

Se não souber como vai usar a imagem, digitalize na maior resolução possível. Sua foto se ajustará a uma resolução menor de forma melhor do que o inverso. A única desvantagem, é claro, é que quanto maior a resolução, maior o tamanho do arquivo. Além disso, não digitalize em resoluções ímpares. Os scanners funcionam melhor em resoluções que são divisíveis. Por exemplo, se o seu scanner for de 1200 dpi, ele gerará melhores resultados a 1200, 600, 300 e 150 dpi. Se você selecionar 500 dpi, o scanner deverá estimar a posição da cabeça de digitalização.

Finalmente, digitalize as suas imagens usando a resolução "ótica" do hardware, não os números "até" indicados na caixa. Por exemplo, muitas especificações de scanner dizem que eles podem digitalizar a uma resolução ótica de 1200 e "até" 9600 com amostras. No entanto, qualquer valor acima da resolução ótica equivale a mudar a resolução da imagem no seu software de edição de imagens. Em outras palavras, quando estiver mudando a resolução por meio de amostras, o software faz uma "estimativa" de onde acrescentar pixels. Isso talvez não gere os resultados desejados.

P: Qual é a profundidade de bits e por que ela é importante?
R: De forma simplificada, a profundidade de bits é o número de cores que uma imagem contém. Em geral, a digitalização será feita a 16 bits ou qualquer que seja a maior definição do seu scanner. Quanto mais cores uma imagem digitalizada contiver, mais suave será a aparência da foto. A desvantagem é que quanto maior a profundidade de bits escolhida, maior será a imagem digitalizada. Por exemplo, se você digitalizar uma imagem que deseja imprimir, utilize os valores mais altos possíveis. Por outro lado, se estiver digitalizando uma imagem para uso na Web ou para enviar em uma mensagem de email, escolha 8 bits ou 256 cores.

P: O que devo procurar ao visualizar a digitalização?
R: A visualização é a melhor oportunidade de ter uma boa digitalização logo de início. Ao visualizar a sua imagem antes de fazer a digitalização final, você pode garantir que todos os elementos básicos estejam ajustados antes de fazer a digitalização final. Aqui estão alguns itens a serem verificados na visualização da digitalização:

  • Quando estiver usando um scanner de mesa, verifique se a imagem está reta na visualização. É mais fácil digitalizar corretamente do que girar a imagem depois da digitalização.
  • Quando estiver digitalizando negativos ou slides, verifique se a imagem digitalizada não está invertida na visualização. Se tiver sinais ou outro texto na imagem, verifique se o texto pode ser lido corretamente e não está espelhado. Se estiver, vire o filme e visualize a digitalização novamente.
  • Procure identificar impressões digitais, sinais de poeira ou fios de cabelo na visualização. Mais uma vez, é mais fácil corrigir esses problemas antes de digitalizar do que no software de edição de imagens.
  • Verifique e ajuste o brilho e a cor. Quase todos os programas de software de scanner permitem ajustar o brilho e a cor.
  • Certifique-se de que o scanner está configurado para o tipo certo de digitalização. Por exemplo, verifique as configurações de preto-e-branco, cor (com opção do número de cores), resolução correta, entre outros.

Editando imagens digitalizadas

Exemplo de erros comuns: impressões digitais borram a casa, o céu fica apagado e os níveis da área em primeiro plano estão sem correção
Nesta imagem não editada, as impressões digitais estão borrando a casa. Esse é um erro comum que pode ser facilmente evitado. A imagem poderia ser melhorada com o ajuste dos níveis para corrigir a cor do céu e das curvas para melhorar o primeiro plano.

P: Depois de digitalizar a imagem, quais são os pontos básicos que devo observar na edição e ajuste da imagem digitalizada?
R: Depois de ter digitalizado a imagem com sucesso, primeiro ajuste o brilho e o contraste conforme desejado. Em seguida, ajuste os níveis de cor, se necessário. Em segundo lugar, limpe quaisquer áreas problemáticas, quer seja removendo olhos vermelhos, um arranhão, ou mesmo removendo ou retirando um ex-cônjuge da cena. Em terceiro lugar, torne a imagem mais nítida. Mas lembre-se de que é importante editá-la antes disso.

Finalmente, é possível redimensionar a imagem para o uso pretendido, se necessário. Como muitas pessoas não usam monitores a uma resolução maior do que 800 x 600, você pode redimensionar a sua imagem assim.

P: O que é um histograma e o que ele informa sobre a imagem?
R: Os histogramas são a ferramenta mais valiosa na análise de uma imagem digitalizada. Os histogramas mostram a faixa de valores tonais—a quantidade de detalhe no realce, o tom médio e as áreas sombreadas—na sua imagem. Idealmente, é bom ver informações de uma extremidade da escala à outra. Áreas sem informação indicam dados da imagem que não serão usados. O lado esquerdo do histograma representa o nível de preto em uma imagem. O lado direito indica o nível de branco. Ajustando os pontos de início e fim do histograma, você garante que terá a maior parte dos dados disponíveis na imagem.

P: O que são curvas e por que eu as usaria?
R: As curvas são a forma de mudar o equilíbrio de cores em uma imagem digitalizada. Muitos aplicativos oferecem a capacidade de mudar canais de cores individuais (vermelho, azul, verde) ou de mudar todos os canais ao mesmo tempo. Por exemplo, eu tenho uma excelente foto de um dia na praia, mas o céu está muito mais claro do que eu lembro. Ajustando as curvas de azul, eu posso mudar o céu para a cor de azul que eu lembro. As curvas exigem prática para serem bem utilizadas, mas podem ser ferramentas muito poderosas.

P: Quais são os erros mais comuns cometidos no uso de um scanner?
R: Os erros mais comuns são:

  • Não limpar o vidro do scanner, as fotos e os negativos. Os resultados serão melhores e você perderá menos tempo corrigindo a imagem digitalizada, se começar usando vidro do scanner, fotos ou negativos limpos.
  • Não digitalizar para o uso apropriado. Se você souber que a digitalização só será usada na Web ou para uma mensagem de email, não perca tempo e espaço em disco digitalizando a uma alta resolução—72 dpi é perfeito para esse uso.
  • A menos que o seu scanner tenha um adaptador para filme, tentar digitalizar negativos ou slides será um processo frustrante. Os resultados são geralmente inaceitáveis mesmo para uso na Web.

P: Você tem alguma dica para digitalizar com sucesso imagens em lote?
R: A maioria dos scanners não oferece suporte à digitalização em lote. Se o seu scanner oferecer esse suporte, antes de começar, certifique-se de que possui espaço em disco suficiente no seu computador para salvar todas as suas imagens.

Uma desvantagem da digitalização em lote é a incapacidade de otimizar as digitalizações antes de começar. No entanto, os programas de software de alguns scanners permitem alterar as configurações para cada imagem antes de digitalizar. Se o seu scanner só permite digitalizar cada imagem com as mesmas configurações, isso significa mais trabalho no seu aplicativo de edição de imagens.

Pequena lista de dicas

P: Qualquer outra dica para obter boas imagens digitalizadas?
R: Aqui está a minha pequena lista do que deve ou não ser feito:

  • Os scanners são muito sensíveis à poeira. Se você usar um scanner de mesa, mantenha o vidro limpo. A maior parte dos fabricantes possui instruções sobre como fazer isso.
  • Os scanners são dispositivos óticos. Se estiver obtendo cores borradas ou desalinhadas nas suas imagens digitalizadas, a cabeça de digitalização provavelmente está desalinhada. Se acha que a cabeça está desalinhada, leia o manual ou entre em contato com o fabricante.
  • A digitalização amplia qualquer problema no material sendo digitalizado. Certifique-se de limpar a poeira e de tirar o cabelo das fotos ou filme antes de digitalizar. Tome muito cuidado para não arranhar o filme, embora—seja melhor usar uma escova macia ou ventilador.
  • Manipule o filme pelas bordas. Infelizmente, as impressões digitais são digitalizadas extremamente bem.

Comprando um scanner

Transforme suas fotografias em arquivos de imagem digital

Scanner de mesa

A adição de um scanner ao sistema dará nova vida às suas fotos antigas.

 
Muitas famílias guardam fotografias que retratam anos de história em álbuns e caixas. Você provavelmente tem verdadeiras pérolas na sua coleção, incluindo fotos de casamento, aniversário e reuniões. Essas fotos podem proporcionar muita diversão ao serem adicionadas aos seus projetos do Picture It!, principalmente quando você faz cartões para datas especiais e reuniões familiares. Mas, mesmo que você tenha uma câmera digital, isso não o ajuda a transformar suas cópias antigas em arquivos de computador.

Adicionando um scanner ao computador, você mesmo pode digitalizar fotografias na sua própria casa.

Os preços de scanners caíram consideravelmente nos últimos anos. Muitos scanners bem conceituados tornaram-se bem mais em conta. Antes de comprar um scanner, convém se familiarizar com os seguintes termos e recursos de scanner.

Scanners de mesa X de película

Scanners de mesa e de película
Um scanner de mesa (à esquerda) e um scanner de película.

Há dois tipos principais de scanners: os de mesa e os de película. Com um scanner de mesa, você pode criar arquivos digitais não só a partir de fotos, mas também de páginas de texto ou de objetos como folhas, flores prensadas e plumas. Entretanto, os scanners de mesa não digitalizam slides nem negativos de filme. Por outro lado, os scanners de película criam arquivos de imagem digital a partir de negativos de filme e slides de 35mm, mas não de cópias ou de outros objetos.

Adaptadores de transparência

Você está em dúvida entre um scanner de mesa e um de película? Com um adaptador de transparência, é possível usar um scanner de mesa para digitalizar negativos coloridos. Os resultados não serão tão bons quanto se você usasse um scanner de película para isso, mas você terá muito mais flexibilidade ao digitalizar.

Resolução

O termo resolução refere-se ao número de pixels (do inglês "picture elements", elementos de imagem) que uma imagem contém. Os pixels são minúsculos quadradinhos com uma cor específica atribuída a cada um deles e, quando exibidos em conjunto, formam a foto. Como você pode imaginar, um grande número de pixels em uma imagem aumenta a sua qualidade. Porém, imagens de alta resolução podem criar arquivos grandes, que ocupam mais espaço no computador e cujo download é mais lento de um site da Web. De maneira inversa, imagens de baixa resolução ocupam menos espaço, mas não têm uma aparência tão boa quando impressas.

Ao comparar os scanners que você deseja comprar, verifique a resolução ótica do modelo, que é a medida mais verdadeira da qualidade de imagem de um scanner. Não se iluda com scanners renomados por apresentarem uma resolução "avançada" ou "interpolada", pois esses termos referem-se a recursos que podem, na verdade, reduzir a qualidade da imagem.

Intervalo dinâmico

Outro fator a ser ponderado ao comprar um scanner é o intervalo dinâmico, ou o número de tons que o scanner "enxerga" entre o preto e o branco. Quanto maior o intervalo dinâmico do scanner, mais sutil será a riqueza de detalhes processada pelo scanner em áreas escuras ou muito claras de uma foto.

O intervalo dinâmico é medido em uma escala de 0 a 4, onde 4 é o nível mais alto. Como essa escala é tão pequena, uma classificação de 3,4 representa significativamente mais sensibilidade que uma classificação de 3,2.

Intensidade de cores

A intensidade de cores ou de bits também é importante ao comparar modelos de scanner. A intensidade de cores refere-se ao número de cores exclusivas que o scanner pode perceber. Quanto maior for a intensidade, maior será a veracidade das cores na imagem digitalizada. A maioria dos scanners tem uma intensidade de cores de 36 bits, mas a maior parte dos tipos de arquivos de imagem só oferece suporte a imagens de 24 bits. A capacidade excedente do scanner serve para aumentar seu intervalo dinâmico.

Tipos de portas

Os dados de imagem do scanner são transmitidos através de um cabo conectado a uma porta do computador. Antes de comprar um scanner, informe-se sobre os tipos de portas disponíveis no seu computador e adquira um scanner que seja compatível com a sua máquina. As portas USB (barramento serial universal) são comuns nos modelos de computador mais recentes e oferecem um método de transmissão de dados rápido e fácil de se conectar. As portas paralelas também são comuns, mas não são tão rápidas quanto as portas USB. As portas SCSI (interface de sistema de computadores de pequeno porte, pronunciadas como "scuzzy") oferecem conexão mais rápida, mas vêm sendo usadas com menos freqüência em computadores mais novos.